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quarta-feira, 7 de maio de 2014
WALTER BEHREND
ALVORADA - MEP 60250
Marina - De Degrau Em Degrau - Petite Fleur. Eu Tenho Uma Boneca
Nesta gravação, os Walter Behrend eram Walter Behrend (piano e vibrafone), Zé Ricardo (contrabaixo), Lourenço Pereira (bateria), Cassiano (viola eléctrica), Rui Pereira (acordeão) e Pedro Nuno (voz).
Lourenço Pereira e Rui Pereira estiveram depois nos Jotta Herre.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
LA PENINA IN PORTUGAL
VIGOTONE - VIG 3576-4 - edição pirata
Side A
Twenty Flight Rock - At The Airport (Improvisation) - Kansas City - The Way You Look Tonight - In Transit (Improvisation) - La Penina In Portugal - Lennon Joking - Rule Britannia - Day Dream/You Are My
Side B
The Walk - - The River Rhime - On A Sunny Island/Groovin'/Make Believe - The Long And Winding Road - Something - San Francisco (Lennon Late Solo) - Pomme De Terre Alice Cooper/Farwell By John Lennon
This record is from the Apple Studios January 22nd-31st 1969.
La Penina is a hotel Paul McCartney cheked in, showing the hotel band (Jotta Herre - nota do editor) how to compose a song.
domingo, 28 de outubro de 2012
BATERISTA DOS JOTTA HERRE
Américo de Sousa, baterista dos Jotta Herre, em fotografia de 06 de Fevereiro de 1967, segunda-feira, noite de Carnaval.
Cortesia de Américo de Sousa
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
PENINA: FIM DE COLECÇÃO
PHILIPS - 369 002 PF - edição italiana (1969)
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Rui Cunha)
Graças ao meu amigo PPBEAT, parece que concluí a colecção de edições de "Penina", pelos Jotta Herre, pelo menos, as que são conhecidas.
Que eu saiba, há as edições:
- portuguesa
- espanhola
- francesa
- italiana
- neerlandesa
- chilena
Há ainda um promo da edição portuguesa que o PPBEAT tem.
Em Portugal, "Penina", na versão original dos Jorra Herre, foi, por exemplo, incluída na colectânea da Philips (só em LP), "Top Philips Vol. 1".
No Brasil, "Penina" (Jotta Herre) foi incluída numa colectânea, ainda em 1969, o que é de espantar.
O selo Discobertas, do meu amigo Marcelo Fróes, também incluiu "Penina", nas duas versões de Jotta Herre e de Carlos Mendes, na colectânea "Beatles 4ever, vol. 3".
Há também uma versão brasileira de "Penina", por Aggeu Marques, incluída na colectânea "O Outro Lado Da Abbey Road", igualmente da Discobertas.
Além da versão original dos Jotta Herre, também Carlos Mendes, ex-membro dos Sheiks (chamados Beatles portugueses), fez uma versão da canção de Paul McCartney no início da sua carreira a solo.
São conhecidas apenas três edições:
- portuguesa
- alemã
- italiana (só tenho o promo)
Na versão de Carlos Mendes, "Penina" foi incluída em Portugal pela primeira vez em CD em 1993 :
- Os Primeiros Êxitos de Carlos Mendes e Fernando Tordo
Na Grã-Bretanha, "Penina", por Carlos Mendes, está incluída na prestigiada colectânea "The Songs Lennon And McCartney Gave Away", de 1979.
Em 2004, a EMI portuguesa editou a colectânea "All You Need Is Lisboa" que inclui as duas versões de "Penina", dos Jotta Herre e de Carlos Mendes.
Os próprios Beatles (ou apenas Paul McCartney) deram uns acordes da canção.
Mais informações sobre "Penina" aqui.
Esta edição italiana inclui uma folha A4 de promoção da Phonogram transalpina.
Se alguém souber de mais edições, somos todos ouvidos...
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
CARLOS PINTO CANTAVA NO JAIME JOÃO
ALVORADA - MEP 60.389
Al Di Lá (Mogol/Donida) - Carolina Dai (Panzeri/Pace) - Marcianita (José Imperatore Marcone, versão de Fernando César) - I Go Ape (Greenfield/Neil Sedaka)
Al Di Lá (Mogol/Donida) - Carolina Dai (Panzeri/Pace) - Marcianita (José Imperatore Marcone, versão de Fernando César) - I Go Ape (Greenfield/Neil Sedaka)
Quem canta neste EP do Conjunto de Jaime João é Carlos Pinto, futuro Jotta Herre e voz, também, de "Penina".
Com este disco fomos à RTP-Porto uma duas ou três vezes, o que nos tornou razoavelmente conhecidos.
José Lima era em 1961 o baterista do conjunto, oriundo do Porto, mas pouco conhecido do grande público, navegando nas áreas do pré-yé-yé, ao estilos dos conjuntos italianos então em voga, como Marino Marini, Renato Carosone e/ou Andrea Tosi.
O Conjunto durou pouco tempo, confessa José Lima. Era também formado por Jaime João (piano e voz), Adolfo Lapa, ex-Walter Behrend, (guitarra e voz), já falecido, e Manuel Poças (contrabaixo).
Depois de algumas actuações na RTP-Porto e em bailes de Faculdades, etc, o conjunto durou pouco tempo, porque o seu titular foi para o Brasil, depois de uma passagem pelos Jotta Herre. Nunca mais soube nada dele, explica José Lima.
Depois, com amigos comuns, Renato Pombo (sax, voz), já falecido, que era filho do antigo presidente do FC Porto, dr. Paulo Pombo, Zeferino Lapa, irmão de Adolfo Lapa, (guitarra, voz) e Miguel Braga (piano, voz), formámos os Morgans.
Por causa do serviço militar, os Morgans acabaram e passei então para o Conjunto Académico Orfeu.
José Lima explicou também a este blogue as relações com os Jotta Herre, intérpretes originais de "Penina", da autoria de Paul McCartney:
Tínhamos relações de amizade com os Jotta Herre, oriundos do Conjunto Walter Behrend, e a coincidência foi que alugámos uma sala no mesmo prédio onde eles ensaiavam. Por vezes até alternávamos com eles nos bailes e/ou espectáculos.
José Lima era em 1961 o baterista do conjunto, oriundo do Porto, mas pouco conhecido do grande público, navegando nas áreas do pré-yé-yé, ao estilos dos conjuntos italianos então em voga, como Marino Marini, Renato Carosone e/ou Andrea Tosi.
O Conjunto durou pouco tempo, confessa José Lima. Era também formado por Jaime João (piano e voz), Adolfo Lapa, ex-Walter Behrend, (guitarra e voz), já falecido, e Manuel Poças (contrabaixo).
Depois de algumas actuações na RTP-Porto e em bailes de Faculdades, etc, o conjunto durou pouco tempo, porque o seu titular foi para o Brasil, depois de uma passagem pelos Jotta Herre. Nunca mais soube nada dele, explica José Lima.
Depois, com amigos comuns, Renato Pombo (sax, voz), já falecido, que era filho do antigo presidente do FC Porto, dr. Paulo Pombo, Zeferino Lapa, irmão de Adolfo Lapa, (guitarra, voz) e Miguel Braga (piano, voz), formámos os Morgans.
Por causa do serviço militar, os Morgans acabaram e passei então para o Conjunto Académico Orfeu.
José Lima explicou também a este blogue as relações com os Jotta Herre, intérpretes originais de "Penina", da autoria de Paul McCartney:
Tínhamos relações de amizade com os Jotta Herre, oriundos do Conjunto Walter Behrend, e a coincidência foi que alugámos uma sala no mesmo prédio onde eles ensaiavam. Por vezes até alternávamos com eles nos bailes e/ou espectáculos.
O Conjunto Walter Behrend foi formado em 1955 com Aníbal Cunha, Rui Pereira e Lourenço Pereira, elementos que, mais tarde, em 1963, apareceram no Jotta Herre.
Jaime João deu origem ao J de Jotta Herre, enquanto Rui Pereira deu o R.
O Jaime saiu do Jotta Herre antes de irmos para o Hotel Penina, mas nós decidimos não mudar o nome, pois já éramos bastante conhecidos, conta Carlos Pinto.
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Walter Behrend
terça-feira, 25 de outubro de 2011
"PENINA" NO BRASIL
PHILIPS - SLP 199.040 - edição brasileira (1969)
Lado 1
Wall Street Village Day (Four Seasons) - Snake In The Grass (Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick and Tich) - The Girl I'll Never Know (Frankie Valli) - Ragamuffin' Man (Manfred Mann) - Penina (Jotta Herre) - Lights Of Cincinati)
Lado 2
Dynamite Woman (Sir Douglas Quintet) - Abraham, Martin and John (Moms Mabley) - I Could Never Lie To You (New Colony Six) - Foolish Fool (Dee Dee Warwick) - Moody Woman (Jerry Butler) - Our Love's A Growing Thing (Lions Lions of Juda)
Uma edição de "Penina", dos Jotta Herre, numa colectânea brasileira, adquirida a um argentino no eBay por 50 dólares.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
DISCO-AMOSTRA DE "PENINA"
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
PENINA: EDIÇÃO NEERLANDESA
PHILIPS - 369 002 PF - edição neerlandesa (1969)
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Aníbal Cunha)
Eis as edições conhecidas de "Penina", original dos Jotta Herre, além desta neerlandesa:
- portuguesa;
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Aníbal Cunha)
Eis as edições conhecidas de "Penina", original dos Jotta Herre, além desta neerlandesa:
- portuguesa;
- espanhola;
- francesa;
- chilena.
Na versão de Carlos Mendes, há as seguintes edições conhecidas:
- portuguesa;
- chilena.
Na versão de Carlos Mendes, há as seguintes edições conhecidas:
- portuguesa;
- alemã.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
CONJUNTO NOVA VAGA
Actuação do Conjunto Nova Vaga, numa festa de fim-de-ano no Ateneu Comercial do Porto.
Da esquerda para a direita: José Lima (Conjunto de Jaime João, Nova Vaga, Morgans e Conjunto Académico Orfeu), Filomeno, Zeferino Lapa (Walter Behrend) e Carlos Pinto (Conjunto de Jaime João, Nova Vaga e Jotta Herre) .
Alternámos com o Walter Behrend.
Era o único conjunto que tinha xilofone.
Colaboração de José Lima
Da esquerda para a direita: José Lima (Conjunto de Jaime João, Nova Vaga, Morgans e Conjunto Académico Orfeu), Filomeno, Zeferino Lapa (Walter Behrend) e Carlos Pinto (Conjunto de Jaime João, Nova Vaga e Jotta Herre) .
Alternámos com o Walter Behrend.
Era o único conjunto que tinha xilofone.
Colaboração de José Lima
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
CONJUNTO JAIME JOÃO PARTE II
Uma foto histórica. Uma formação que durou pouco tempo depois da saída de Jaime João para o Brasil e de Adolfo Lapa para o Walter Behrend.
O conjunto chamava-se Nova Vaga e alternávamos com grupos mais velhos, em bailes.
Da esquerda para a direita: fiquei eu, José Lima, Carlos Manuel Pinto, contrabaixo e voz, que foi dos Jotta Herre e, anos mais tarde, director-geral da Sony Portuguesa, Filomeno, piano, e Zeferino Lapa, viola solo, com quem, mais tarde, viríamos a formar os Morgans.
Colaboração de José Lima, do Conjunto de Jaime João
O conjunto chamava-se Nova Vaga e alternávamos com grupos mais velhos, em bailes.
Da esquerda para a direita: fiquei eu, José Lima, Carlos Manuel Pinto, contrabaixo e voz, que foi dos Jotta Herre e, anos mais tarde, director-geral da Sony Portuguesa, Filomeno, piano, e Zeferino Lapa, viola solo, com quem, mais tarde, viríamos a formar os Morgans.
Colaboração de José Lima, do Conjunto de Jaime João
sábado, 3 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
POSTAL DE PROMOÇÃO
Aníbal Cunha (guitarra e vibrafone), Rui Pereira (teclas), Carlos Pinto (voz e baixo), José Carlos Flamínio (bateria)
Ver aqui uma história dos Jotta Herre.
Cortesia de José Carlos Flamínio
Ver aqui uma história dos Jotta Herre.
Cortesia de José Carlos Flamínio
segunda-feira, 29 de março de 2010
UM VERDADEIRO AUTÓGRAFO PORTUGUÊS DE PAUL
Este é um verdadeiro e raro autógrafo de Paul McCartney dado a um português na altura própria, datado de 1968.
Não conheço mais ninguém que o tenha. Conheço sim quem o tenha também, mas já dos anos 80, o que não é a mesma pica.
Este pertence ao baterista dos Jotta Herre, José Carlos Flamínio.
O mais interessante é que José Carlos Flamínio confidenciou-me que tinha igualmente a bateria autografada, mas que com tanta pancada, o autógrafo foi-se.
Não conheço mais ninguém que o tenha. Conheço sim quem o tenha também, mas já dos anos 80, o que não é a mesma pica.
Este pertence ao baterista dos Jotta Herre, José Carlos Flamínio.
O mais interessante é que José Carlos Flamínio confidenciou-me que tinha igualmente a bateria autografada, mas que com tanta pancada, o autógrafo foi-se.
Quanto aos autógrafos, o melhor foi desaparecendo com o tempo, tinha a minha bateria toda autografada por ele.
No timbalão, ele escreveu e assinou Paul McCartney slept here. Na altura, eu devia ter substituído tudo e guardado os assinados. Paciência...
No timbalão, ele escreveu e assinou Paul McCartney slept here. Na altura, eu devia ter substituído tudo e guardado os assinados. Paciência...
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quinta-feira, 11 de março de 2010
BEATLES 4 EVER 03
DISCOBERTAS - DBI-003 - 2009
Yesterday (Cilla Black) - Michèlle (David and Jonathan) - Woman (Peter and Gordon) - Got To Get You Into My Life (Cliff Bennett and the Rebel Rousers) - For No One (Cilla Black) - Love In The Open Air (George Martin Orchestra) - Love In The Open Air (Gordon Franks Orchestra) - Catcall (Chris Barber Band) - Step Inside Love (demo) (Cilla Black) - Step Inside Love (first take) (Cilla Black) - Step Inside Love (Cilla Black) - Thingumybob (George Martin Orchestra) - Penina (Jotta Herre) - Penina (Carlos Mendes)
Terceiro e último volume do projecto "Os Beatles Por Seus Amigos", de Marcelo Fróes, que integra as versões de "Penina" pelos intérpretes originais, Jotta Herre, e também a de Carlos Mendes, na sua primeira investida a solo após os Sheiks.
Yesterday (Cilla Black) - Michèlle (David and Jonathan) - Woman (Peter and Gordon) - Got To Get You Into My Life (Cliff Bennett and the Rebel Rousers) - For No One (Cilla Black) - Love In The Open Air (George Martin Orchestra) - Love In The Open Air (Gordon Franks Orchestra) - Catcall (Chris Barber Band) - Step Inside Love (demo) (Cilla Black) - Step Inside Love (first take) (Cilla Black) - Step Inside Love (Cilla Black) - Thingumybob (George Martin Orchestra) - Penina (Jotta Herre) - Penina (Carlos Mendes)
Terceiro e último volume do projecto "Os Beatles Por Seus Amigos", de Marcelo Fróes, que integra as versões de "Penina" pelos intérpretes originais, Jotta Herre, e também a de Carlos Mendes, na sua primeira investida a solo após os Sheiks.
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PENINA: EU, ITALIANO, ME CONFESSO
PHILIPS - 369 002 PF - edição espanhola (1969)
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Aníbal Cunha)
Nasci em 1948 em Vila Nova de Gaia, filho de pais italianos.
O meu Pai, ainda solteiro, veio para Portugal com a família em 1939 para negociar têxteis. Abriu inclusivamente um armazém no Porto para vender tecidos para o retalho.
Em 1942, na altura da II Grande Guerra, foi obrigado a regressar a Itália para cumprimento do serviço militar, conhecendo então a minha Mãe na cidade onde defendeu a Pátria como carabiniere.
Depois de 1945, regressou a Portugal com a que viria a ser a minha Mãe, sem ser fugitivo de nada ou de ninguém, como erradamente já foi dito e escrito.
Nasci então em 1948, no dia 20 de Julho.
Fui registado no Consulado de Itália, no Porto, com o nome de Giuseppe Carlo Flamínio.
Na altura, não foi possível registar o meu nascimento em Portugal por causa do nome estrangeiro.
Por isso, fiquei registado no Arquivo de Identificação do Porto como cidadão português com o nome traduzido, José Carlos Flamínio.
Mantive a dupla nacionalidade até aos 18 anos (1966), altura em que dei o nome para a tropa.
Como não estava muito interessado na espingarda que me queriam dar, cancelei a minha nacionalidade portuguesa, mantendo até hoje a italiana.
Ao contrário do meu Pai, não tive que ir para Itália prestar serviço militar, porque o País já não estava em guerra. No consulado mediram-me, pesaram-me, tendo apenas ficado apto para o serviço militar italiano, caso fosse necessário.
Os meus actuais documentos de identificação são, neste momento, a autorização de residência em Portugal e o passaporte italiano. Mesmo tendo nascido em Portugal sou um emigrante legalizado.
Apesar dos meus mais de 60 anos, ainda hoje tenho dificuldade em renovar o meu passaporte italiano. A Embaixada da Itália em Lisboa azucrina-me o juízo, dizendo que o meu verdadeiro nome é Giuseppe e não José.
Tenho tido sorte até agora e tenho sempre conseguido renovar com o meu nome verdadeiro, que acaba por ser José Carlos Flamínio.
O problema vai ser com o passaporte digital...
José Carlos Flamínio, baterista dos Jotta Herre
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Aníbal Cunha)
Nasci em 1948 em Vila Nova de Gaia, filho de pais italianos.
O meu Pai, ainda solteiro, veio para Portugal com a família em 1939 para negociar têxteis. Abriu inclusivamente um armazém no Porto para vender tecidos para o retalho.
Em 1942, na altura da II Grande Guerra, foi obrigado a regressar a Itália para cumprimento do serviço militar, conhecendo então a minha Mãe na cidade onde defendeu a Pátria como carabiniere.
Depois de 1945, regressou a Portugal com a que viria a ser a minha Mãe, sem ser fugitivo de nada ou de ninguém, como erradamente já foi dito e escrito.
Nasci então em 1948, no dia 20 de Julho.
Fui registado no Consulado de Itália, no Porto, com o nome de Giuseppe Carlo Flamínio.
Na altura, não foi possível registar o meu nascimento em Portugal por causa do nome estrangeiro.
Por isso, fiquei registado no Arquivo de Identificação do Porto como cidadão português com o nome traduzido, José Carlos Flamínio.
Mantive a dupla nacionalidade até aos 18 anos (1966), altura em que dei o nome para a tropa.
Como não estava muito interessado na espingarda que me queriam dar, cancelei a minha nacionalidade portuguesa, mantendo até hoje a italiana.
Ao contrário do meu Pai, não tive que ir para Itália prestar serviço militar, porque o País já não estava em guerra. No consulado mediram-me, pesaram-me, tendo apenas ficado apto para o serviço militar italiano, caso fosse necessário.
Os meus actuais documentos de identificação são, neste momento, a autorização de residência em Portugal e o passaporte italiano. Mesmo tendo nascido em Portugal sou um emigrante legalizado.
Apesar dos meus mais de 60 anos, ainda hoje tenho dificuldade em renovar o meu passaporte italiano. A Embaixada da Itália em Lisboa azucrina-me o juízo, dizendo que o meu verdadeiro nome é Giuseppe e não José.
Tenho tido sorte até agora e tenho sempre conseguido renovar com o meu nome verdadeiro, que acaba por ser José Carlos Flamínio.
O problema vai ser com o passaporte digital...
José Carlos Flamínio, baterista dos Jotta Herre
terça-feira, 2 de março de 2010
JOTTA HERRE, OS DE "PENINA"
(da esquerda para a direita: Aníbal Cunha, Giuseppe Flamínio (José Carlos Flamínio), Rui Pereira e Carlos Pinto)
Os Jotta Herre são um dos meus assuntos preferidos. Não desisto até conseguir a história definitiva da banda.
Conhecidos exclusivamente por serem os intérpretes originais de "Penina", da autoria de Paul McCartney, os Jotta Herre ter-se-ão formado em 1963 ou 1964 na cidade do Porto.
Eram então constituídos por Jaime João e Rui Pereira (teclas), cujas iniciais deram origem à designação do conjunto, e ainda Aníbal Cunha (guitarra), Carlos Pinto (voz e baixo) e Lourenço Pereira (bateria).
Ao longo dos anos, muitos foram os músicos que passaram pelo grupo, entre os quais Jean Sarbib e Vitorino.
Vitorino foi substituir Rui Pereira que se encontrava doente. Foi indicado pelo nosso agente em Lisboa. Fomos à capital no nosso dia de folga, que era à segunda-feira, e encontrámo-nos com Vitorino penso que na Leitaria Garret, explica José Carlos Flamínio, actual quadro da Universal no Porto.
De Jaime João pouco ou nada se sabe (terá emigrado para o Brasil pouco depois), Rui Pereira faleceu em 1972, vítima de doença pulmonar.
Carlos Pinto, a voz de "Penina", foi mais tarde presidente em Portugal da Sony Music, mas nunca se manifestou disponível para falar da sua experiência de juventude.
Aníbal Cunha nasceu em Tupaciquara, no Brasil, mas estudava Belas Artes, no Porto, (hoje está ligado à cerâmica e à pintura) e Lourenço Pereira foi substituído na bateria por Américo de Sousa, candidato derrotado à presidência da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, pelo PSD, e depois por Giuseppe Flamínio.
Giuseppe (ou José Carlos) nasceu em Vila Nova de Gaia, filho de casal italiano.
Nos anos 60, como não estava muito interessado na espingarda que me queriam dar, cancelei a Nacionalidade Portuguesa, mantendo até hoje a Nacionalidade Italiana, esclarece José Carlos Flamínio.
Antes de se fixarem numa residência musical no Penina Golf Hotel, em Montes de Alvor (Portimão) (hoje Le Méridien Penina Golf & Resort), inaugurado em 1966, os Jorra Herre fizeram os circuitos de bares em Ofir e na Corunha (Espanha).
A história de "Penina" é amplamente conhecida, segue por isso, apenas, o resumo de um dos seus protagonistas, Giuseppe Flamínio.
Para contextualizar, diga-se tão-só que Paul McCartney e Linda Eastman se encontravam de férias em Portugal, na Praia da Luz, na Quinta das Redes, alugada pelo jornalista e escritor britânico Hunter Davies para escrever a biografia oficial dos Beatles.
Corria o mês de Dezembro de 1968.
Os Jotta Herre foram contratados por 500 escudos cada um e por noite para animar o bar do novo Hotel Penina. De Inverno vestíamos smoking preto e de Verão branco.
Nesse dia, que ninguém sabe precisar a data, estávamos de somoking preto. Paul McCartney foi visto por Aníbal Cunha na recepção do hotel a trocar libras e foi convidado a tocar connosco.
Paul tocou standards norte-americanos ao piano e depois foi para a bateria. Eu que sou baterista, com formação de jazz, nunca tinha visto ninguém a tocar assim.
De repente, Paul voltou para o piano e disse que nos ia oferecer uma música. Vocês são porreiros!
E assim nasceu "Penina", tipo café instantâneo, tal era a facilidade com que lhe saía a música.
Outro protagonista, Paul McCartney, conta assim a sua versão:
Fui a Portugal de férias e uma noite, quando regressava ao hotel, já alegrote, resolvi tomar mais uns copos no bar. Estava um grupo a tocar e eu acabei por ir para à bateria. O hotel chamava-se Penina e improvisei ali uma canção sobre esse nome. Alguém me perguntou se podia ficar com ela e eu dei-lha. Nunca pensei em gravá-la eu próprio.
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
Conhecidos exclusivamente por serem os intérpretes originais de "Penina", da autoria de Paul McCartney, os Jotta Herre ter-se-ão formado em 1963 ou 1964 na cidade do Porto.
Eram então constituídos por Jaime João e Rui Pereira (teclas), cujas iniciais deram origem à designação do conjunto, e ainda Aníbal Cunha (guitarra), Carlos Pinto (voz e baixo) e Lourenço Pereira (bateria).
Ao longo dos anos, muitos foram os músicos que passaram pelo grupo, entre os quais Jean Sarbib e Vitorino.
Vitorino foi substituir Rui Pereira que se encontrava doente. Foi indicado pelo nosso agente em Lisboa. Fomos à capital no nosso dia de folga, que era à segunda-feira, e encontrámo-nos com Vitorino penso que na Leitaria Garret, explica José Carlos Flamínio, actual quadro da Universal no Porto.
De Jaime João pouco ou nada se sabe (terá emigrado para o Brasil pouco depois), Rui Pereira faleceu em 1972, vítima de doença pulmonar.
Carlos Pinto, a voz de "Penina", foi mais tarde presidente em Portugal da Sony Music, mas nunca se manifestou disponível para falar da sua experiência de juventude.
Aníbal Cunha nasceu em Tupaciquara, no Brasil, mas estudava Belas Artes, no Porto, (hoje está ligado à cerâmica e à pintura) e Lourenço Pereira foi substituído na bateria por Américo de Sousa, candidato derrotado à presidência da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, pelo PSD, e depois por Giuseppe Flamínio.
Giuseppe (ou José Carlos) nasceu em Vila Nova de Gaia, filho de casal italiano.
Nos anos 60, como não estava muito interessado na espingarda que me queriam dar, cancelei a Nacionalidade Portuguesa, mantendo até hoje a Nacionalidade Italiana, esclarece José Carlos Flamínio.
Antes de se fixarem numa residência musical no Penina Golf Hotel, em Montes de Alvor (Portimão) (hoje Le Méridien Penina Golf & Resort), inaugurado em 1966, os Jorra Herre fizeram os circuitos de bares em Ofir e na Corunha (Espanha).
A história de "Penina" é amplamente conhecida, segue por isso, apenas, o resumo de um dos seus protagonistas, Giuseppe Flamínio.
Para contextualizar, diga-se tão-só que Paul McCartney e Linda Eastman se encontravam de férias em Portugal, na Praia da Luz, na Quinta das Redes, alugada pelo jornalista e escritor britânico Hunter Davies para escrever a biografia oficial dos Beatles.
Corria o mês de Dezembro de 1968.
Os Jotta Herre foram contratados por 500 escudos cada um e por noite para animar o bar do novo Hotel Penina. De Inverno vestíamos smoking preto e de Verão branco.
Nesse dia, que ninguém sabe precisar a data, estávamos de somoking preto. Paul McCartney foi visto por Aníbal Cunha na recepção do hotel a trocar libras e foi convidado a tocar connosco.
Paul tocou standards norte-americanos ao piano e depois foi para a bateria. Eu que sou baterista, com formação de jazz, nunca tinha visto ninguém a tocar assim.
De repente, Paul voltou para o piano e disse que nos ia oferecer uma música. Vocês são porreiros!
E assim nasceu "Penina", tipo café instantâneo, tal era a facilidade com que lhe saía a música.
Outro protagonista, Paul McCartney, conta assim a sua versão:
Fui a Portugal de férias e uma noite, quando regressava ao hotel, já alegrote, resolvi tomar mais uns copos no bar. Estava um grupo a tocar e eu acabei por ir para à bateria. O hotel chamava-se Penina e improvisei ali uma canção sobre esse nome. Alguém me perguntou se podia ficar com ela e eu dei-lha. Nunca pensei em gravá-la eu próprio.
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
SOBRESCRITO DO PENINA
Este é o sobrescrito do Hotel Penina, no Alvor, Algarve, onde era embalado, em 1969, o EP dos Jotta Herre, para oferta...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
CHANSON DE PAUL MCCARTNEY
PHILIPS - SERIE PARADE 369 002 BF - edição francesa (1969)
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Aníbal Cunha)
No disco está erradamente indicado Rui Cunha em vez de Aníbal Cunha como co-autor de "North".
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Aníbal Cunha)
No disco está erradamente indicado Rui Cunha em vez de Aníbal Cunha como co-autor de "North".
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
SURPRESA! SURPRESA!
PHILIPS - 369.002 PF - edição chilena (1969)
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Aníbal Cunha)
Nunca imaginei que o nosso "Penina" tivesse tido uma edição chilena!!!
Ela aqui está, pertencia ao acervo da Radio Colchagua, de Santa Cruz, em 12 de Novembro de 1969.
Esta rádio ainda existe. Mandei-lhes esta capa, para ver se reagem...
Em 1969, reinava a "asfixia democrática" de Eduardo Frei Montalva. Pouco depois, a 03 de Novembro de 1970, foi eleito Salvador Allende.
A Rádio Colchagua já me respondeu, entretanto. Transcrevo sic o email:
Entre em contato com, o que para nós é realmente uma surpresa, uma vez que este disco foi gravado no nosso clube como desaparecidos mais de 20 anos atrás.
Como chegar lá? Nós nunca saberemos, até poucos anos atrás, vendeu parte do nosso clube, não pense que foi a oportunidade que foi vendida uma vez que, como nós dizemos que o registro está ausente por mais de 20 anos.
Muito obrigado para o contato, uma grande saudação neste canto distante do mundo.
JUAN CARLOS AMPUERO ANGEL
Palestrante e Programador
Radio COLCHAGUA de SANTA CRUZ
CHILE
Penina (Paul McCartney) - North (Carlos Pinto/Aníbal Cunha)
Nunca imaginei que o nosso "Penina" tivesse tido uma edição chilena!!!
Ela aqui está, pertencia ao acervo da Radio Colchagua, de Santa Cruz, em 12 de Novembro de 1969.
Esta rádio ainda existe. Mandei-lhes esta capa, para ver se reagem...
Em 1969, reinava a "asfixia democrática" de Eduardo Frei Montalva. Pouco depois, a 03 de Novembro de 1970, foi eleito Salvador Allende.
A Rádio Colchagua já me respondeu, entretanto. Transcrevo sic o email:
Entre em contato com, o que para nós é realmente uma surpresa, uma vez que este disco foi gravado no nosso clube como desaparecidos mais de 20 anos atrás.
Como chegar lá? Nós nunca saberemos, até poucos anos atrás, vendeu parte do nosso clube, não pense que foi a oportunidade que foi vendida uma vez que, como nós dizemos que o registro está ausente por mais de 20 anos.
Muito obrigado para o contato, uma grande saudação neste canto distante do mundo.
JUAN CARLOS AMPUERO ANGEL
Palestrante e Programador
Radio COLCHAGUA de SANTA CRUZ
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
1969 NO YÉ-YÉ PORTUGUÊS
CLAVE - E-P 18 - 1969
One Way Love (Fernando Costa Pereira) - Mira-me Maria (arranjo Fernando Costa Pereira) - Janela Aberta (Fernando Costa Pereira) - We Gotta Make Love (Fernando Costa Pereira)
O ano de 1969, tal como o fim da década, foi também um ano de transição na moderna música portuguesa. Muito lá para trás já tinha ficado o yé-yé - desses conjuntos, os Titãs (na imagem) foram dos últimos a editar, como os Vodkas, de Luís Maurício, e os Fliers.
Os ventos agora são outros, Maio de 68, a primavera marcelista, a guerra colonial, o Vietnam, a consciência política começa a tomar foros de cidadania e os artistas empenham-se militantemente, exteriorizando a inquietação: José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, José Mário Branco, Daniel, Sérgio Godinho, José Jorge Letria, Nuno Filipe, Manuel Freire...
Mas o ano de 1969, em termos de música, foi indubitavelmente da Filarmónica Fraude.
É também o ano de "Penina", dos Jotta Herre (edições portuguesa, castelhana, francesa, neerlandesa e chilena, pelo menos) e de Carlos Mendes, da confirmação do Quarteto 1111, do início do Objectivo, Pop Five Music Incorporated ("A Peça"), Música Novarum.
Também Fausto editou o seu primeiro EP em 1969 com "Hora Que Passa", "Banduca", "Quero Ir Para Lá" e "Chora Amigo Chora", esta última viria a fazer parte do álbum, raro, de 1970.
Os Zoo tiveram o seu one hit wonder...
Em 1969, os lisboetas tiveram oportunidade de ver muitos espectáculos, sobretudo de brasileiros, como Chico Buarque de Hollanda, Nara Leão, Edu Lobo, Vinicius de Moraes.
One Way Love (Fernando Costa Pereira) - Mira-me Maria (arranjo Fernando Costa Pereira) - Janela Aberta (Fernando Costa Pereira) - We Gotta Make Love (Fernando Costa Pereira)
O ano de 1969, tal como o fim da década, foi também um ano de transição na moderna música portuguesa. Muito lá para trás já tinha ficado o yé-yé - desses conjuntos, os Titãs (na imagem) foram dos últimos a editar, como os Vodkas, de Luís Maurício, e os Fliers.
Os ventos agora são outros, Maio de 68, a primavera marcelista, a guerra colonial, o Vietnam, a consciência política começa a tomar foros de cidadania e os artistas empenham-se militantemente, exteriorizando a inquietação: José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, José Mário Branco, Daniel, Sérgio Godinho, José Jorge Letria, Nuno Filipe, Manuel Freire...
Mas o ano de 1969, em termos de música, foi indubitavelmente da Filarmónica Fraude.
É também o ano de "Penina", dos Jotta Herre (edições portuguesa, castelhana, francesa, neerlandesa e chilena, pelo menos) e de Carlos Mendes, da confirmação do Quarteto 1111, do início do Objectivo, Pop Five Music Incorporated ("A Peça"), Música Novarum.
Também Fausto editou o seu primeiro EP em 1969 com "Hora Que Passa", "Banduca", "Quero Ir Para Lá" e "Chora Amigo Chora", esta última viria a fazer parte do álbum, raro, de 1970.
Os Zoo tiveram o seu one hit wonder...
Em 1969, os lisboetas tiveram oportunidade de ver muitos espectáculos, sobretudo de brasileiros, como Chico Buarque de Hollanda, Nara Leão, Edu Lobo, Vinicius de Moraes.
Mas também cá vieram Dalida, Manolo Diaz, Fourmost, Joaquin Diaz, Nico Fidenco e Georgie Fame.
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