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sexta-feira, 25 de abril de 2014

A CANTIGA É UMA ARMA


VOZES NA LUTA - VL-1 003

A Cantiga É Uma Arma (José Mário Branco) - Viva A Guiné-Bissau Livre e Independente (José Mário Branco)

quinta-feira, 20 de março de 2014

RESISTIR DE NOVO


OVAÇÃO - 840CD - 2014

Resistir de Novo (José Jorge Letria/Carlos Alberto Moniz) - Mariazinha (José Mário Branco) - Qualquer Dia (F. Miguel Bernardes/José Afonso) - Trova do Vento que Passa (Manuel Alegre/António Portugal) - Jornada (José Gomes Ferreira/Fernando Lopes Graça) - Os Vampiros (José Afonso) - É Preciso Acreditar (Leonel Neves/Luiz Goes) - E Um Dia Fez-se Abril (José Jorge Letria/Carlos Alberto Moniz) - Canta, Canta Amigo Canta (António Macedo) - Ao Que Isto Chegou (Alfredo Vieira de Sousa/Carlos Alberto Moniz) - Livre (Carlos de Oliveira/Manuel Freire) - Cantata da Paz (Sophia de Mello Breyner/Rui Paz) - As Mulheres na República (José Jorge Letria/Carlos Alberto Moniz) - Canto Moço (José Afonso)

Este disco foi editado no dia 20 de Março de 2014 e, como ter sorte dá muito trabalho, estava por acaso na Associação 25 de Abril quando os primeiros examplares chegaram.

Fui o primeiro a adquirir um: 11,50 €.

A NOITE


SCHIU! - SLP 013 - 1987

A

Cá Vai Caneças - Tiro-No-Liro - Arrocachula - Elogio da Corporação - Camões e A Tença

B

A Noite

Arranjos e direcção musical de José Mário Branco.

Canções de José Mário Branco, com excepção de "Camões e A Tença" que tem poema de Sophia Mello Breyner Andresen.

Capa de Artur Henriques, fotografia de Luiz Carvalho.

Júlio Pereira participa em "Tiro-No-Liro", "Arrocachula" e "Elogio da Corporação", Rui Veloso em "Arrocachula", Carlos do Carmo em "Elogio da Corporação" e Pedro Caldeira Cabral em "Elogio da Corporação".

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MUDAM-SE OS TEMPOS...


GUILDA DA MÚSICA - DP 001 - 1971

Face 1

Abertura (gare d'Austerlitz) - Cantiga Para Pedir Dois Tostões (Sérgio Godinho/José Mário Branco) - Cantiga do Fogo e da Guerra (Sérgio Godinho/José Mário Branco) - O Charlatão (Sérgio Godinho/José Mário Branco) - Queixa das Almas Jovens Censuradas (Natália Correia/José Mário Branco)

Face 2

Nevoeiro (José Mário Branco) - Mariazinha (José Mário Branco) - Casa Comigo Marta (Sérgio Godinho) - Perfilados de medo (Alexandre O'Neil) - Mudam-se Os tempos, Mudam-se As Vontades (Camões/José Mário Branco/Jean Sommer)

Indubitavelmente um dos melhores discos portugueses de sempre!

Gravado em 1971 no Strawberry Studio, de Michel Mague, no castelo d'Hérouville (França) com arranjos e direcção musical de José Mário Branco.

Músicos: José Mário Branco (viola acústica de base, órgão, piano, cravo-farfisa, pandeireta), Sérgio Godinho (segunda viola, coros), Alan Jones (baixo eléctrico), Jacqueline Ritchie (flauta de bisel), Daniel Lalloux (tambor de cordas, cricelle, tímbales), Claude Engel (viola eléctrica), Gilbert Roussel (acordeão, harmónica, piano, cravo-farfisa), Willy Lockwoode (contrabaixo).

Catarina (???) canta em "Casa Comigo Marta".

Capa de Armando Alves e José Rodrigues.

ROMANCE DE UM DIA NA ESTRADA


GUILDA DA MÚSICA - 2000 002 - 1971

Romance De Um Dia Na Estrada - A Linda Joana - Charlatão - AEIO

Letra e música de Sérgio Godinho, que me autografou o EP no dia 04 de Dezembro de 2013, com excepção de "O Charlatão", que tem música de José Mário Branco.

Capa de G. Lopes Alves.

Este EP foi gravado no estúdio de Michel Magne, em Hérouville (França), em finais de Abril de 1971, com José Mário Branco (piano, xilofone, órgão, viola e coros), Sheila (coros), Christian Padovan (baixo eléctrico), Ulli Plech (flauta) e Gérard Crapoutchick (viola e viola eléctrica).

Engenheiro de som: Gilles Sallé.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O LADRÃO DO PÃO


DIAPASÃO - DIAP 15002

Fuga do Mar - Quatro Caminhos - Ó Ladrão - Ritmo Taberna - Reminescência (I, II e III) - A Madrugada - Acorda Padeirinho - Final

Banda sonora do filme "O Ladrão do Pão", de Noémia Delgado, baseado num poema de Alexandre O'Neil, marido de Noémia, música de José Mário Branco e produzido por Cinegrupo 7/RTP.

Capa de atelier Daniel Dias, produção de Lamiré, edição e distribuição de Sassetti.

Crítica ao disco aqui.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

"A CONFEDERAÇÃO"


DIAPASÃO - DIAP 16012/T - 1977

FACE A

Dedicatória - Sete Rios de Multidão -Destruição - Pão Pr'a Toda A Gente - Estado De Sítio - Ai Meu Trigo Lindo - Ai De Mim - Povo Fardado - Hino Da Confederação

FACE B 

Operários E Camponeses - Cinema Mudo - Soldados De Abril - Valsa Talvez - A Luta Continua - Unidade Popular

Banda sonora do filme de Luís Galvão Telles, sob argumento de Amadeu Lopes Sabino, Grande Prémio do Festival da Figueira da Foz de 1977.

A guerra, a opressão, o amor, a morte e a luta de classes são os grandes temas do filme. A banda sonora inspira-se nessa mesma temática.

Músicos: Luís Pedro Faro, Carlos Guerreiro, Rui Vaz, Zé Pedro, Artur Moreira, José Luís Simões, Rui Reis e Guilherme Inês.

Capa de João B., técnico de som Hugo Ribeiro.

Autografado por José Mário Branco e Sérgio Godinho, só falta a assinatura de Fausto.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ROMANCE DE UM DIA NA ESTRADA


GUILDA DA MÚSICA - 2000 002 - 1971

Romance De Um Dia Na Estrada - A Linda Joana - Charlatão - Aeio

Este disco foi gravado no estúdio de Michel Magne, em Hérouville (França), em fins de Abril de 1971, com José Mário Branco (piano, xilofone, órgão, viola e coros), Shila (coros), Christian Padovan (baixo eléctrico), Ulli Plech (flauta), Gérard Crapoutchik (viola e viola eléctrica) e Cras (bateria).

Originais de Sérgio Godinho.

Capa de G. Lopes Alves.

O EP, o 1º de Sérgio Godinho, está autografado pelo autor.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

CARLOS DO CARMO


PHILIPS - 814 658-1 - 1983

Lado 1

Fado Excursionista (música de José Afonso) – Fado das Amendoeiras (música de Fernando Tordo) – Fado da Madeira (música de Fernando Tordo) – Fado da Madeira (música de José Luís Tinoco) – Fado da Serra (música de Joaquim Luís Gomes) – Fado Lezíria (música de Tózé Brito) – Fado Transmontano (música de Carlos Paulo)

Lado 2

Fado Moliceiro (música de Carlos Paredes) – Fado Manguela (música de José Mário Branco) – Fado dos Açores (música de Carlos Alberto Moniz) – Fado do Trigo (música de António Vitorino de Almeida) – Fado do Minho (música de Mário Moniz Pereira) – Fado Burrico (música de Paulo de Carvalho) – Fado Ultramar (música de Ivan Lins).

Poemas da autoria de José Carlos Ary dos Santos, com excepção de "Fado Excursionista", que tem a participação de José Mário Branco, e de "Fado Ultramar" que é da autoria de José Mário Branco, interpretados por Carlos do Carmo.

Disco concebido na peugada de "Um Homem na Cidade".

A produção é de José Mário Branco e tem uma belíssima capa de António Carmo.

Colaboração de Gin-Tonic

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

SOBREVIVENTES


GUILDA DA MÚSICA - DP 006 - 1971

Face 1

Que Força É Essa - A-E-I-O - Descansa A Cabeça (Estalajadeira) - Paula - Que Bom Que É - O Charlatão (Sérgio Godinho/José Mário Branco)

Face 2

Farto De Voar - Senhor Marquês - Cantiga Da Velha Mãe E Dos Seus Dois Filhos (Sérgio Godinho/José Mário Branco) - A Linda Joana - Romance De Um Dia Na Estrada - Maré Alta

Gravado em França, no Strawberry Studio (Chateau d'Hérouville), com arranjos e direcção musical de José Mário Branco.

Músicos: Christian Padovan (baixo eléctrico), Uli Plech (flauta), Gérard Crapoutchik (viola e viola eléctrica), Cras (bateria), Isabel (coros), José Mário Branco (piano, xilofone, órgão, viola e coros), Sheila (coros, sandwiches, amor).

Colaboração de João Pinheiro de Almeida

quarta-feira, 20 de junho de 2012

GENTE DO NORTE


DIAPASÃO - DIAP 14010

Moncorvo, Torre E Gente (José Mário Branco) - Cantar De Viúva De Emigrante (José Mário Branco)

Banda sonora do filme "Gente do Norte", de Leonel Brito (1978).

José Mário Branco é acompanhado por José Pratas, Luís Pedro Faro e Carlos Guerreiro.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

RONDA DO SOLDADINHO


edição francesa de autor (1969)

Ronda do Soldadinho (José Mário Branco) - Mãos Ao Ar! (Jorge Glória/José Mário Branco)

Viola-solo de Claude Puyalte, viola-base e piano de José Mário Branco e contrabaixo de Bernard Guérin.

Arranjos de José Mário Branco, engenharia de som de M Dufoix.

Capa de João Segurado, fotografias de Michel Morange.

Há uma outra edição deste single, o segundo da carreira de José Mário Branco, mas com capa branca.

O primeiro disco foi "Seis Cantigas De Amigo", publicado em 1967.

Jorge Glória era um exilado português, vizinho de José Mário Branco em Paris.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PRIMEIRO DISCO DE JOSÉ MÁRIO BRANCO


ASP - AS 601 - 33 RPM - 1967

Face 1

Ai Flores do Verde Pinho (D. Dinis) - Leda M'and'eu (Nuno Fernandes Torneol) - Ma Madre Velida (D. Dinis)

Face 2

Levantou-s'a Velida (D. Dinis) - Bailad' Hoje, Ai Filha (Airas Nunes) - Lelia Doura (Pedro Eanes Solaz).

José Mário Branco é acompanhado por Sérgio Godinho (2ª viola e pandeireta) e Raymond Guyot (flauta).

José Mário Branco acaba de me confirmar que este é o seu primeiro disco, de 1967, e que "Ronda do Soldadinho" é o segundo, de 1969 (ver comentários).

domingo, 1 de maio de 2011

À TROIKA



Maxi 45 rpm, distribuído com a 1ª edição de "Ser Solidário" - 1982

Gravado ao vivo no Teatro Aberto em 1 de Maio de 1981, mistura de José Manuel Fortes em Fevereiro de 1982.

Produzido por José Mário Branco e Trindade Santos.

Por indicação do autor: expressamente proíbida a audição pública deste disco, parcial ou total.

Deixo-vos sentidamente com estas palavras, elas valem o dia:

...

O FMI, o FMI é só um pretexto vosso, seus cabrões, o FMI não existe, o FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma, o FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio, rua, desandem daqui para fora, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe...

Mãe, eu quero ficar sozinho... Mãe, não quero pensar mais... Mãe, eu quero morrer mãe.

Eu quero desnascer, ir-me embora, sem ter que me ir embora. Mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim, outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê mãe?

Diz, são coisas que se me perguntem? Não pode haver razão para tanto sofrimento. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. Partir e aí nessa viagem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe...

Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ALERTA!


VOZES NA LUTA - VL 1001

Alerta! (GAC/José Mário Branco) - Em Vermelho, Em Multidão (Afonso Dias/José Mário Branco)

sábado, 5 de dezembro de 2009

TRÊS CANTOS


EMI - 6 07056 2 - 2009

CD1

Guerra e Paz - Travessia do Deserto - Como Um Sonho Acordado - A Barca dos Amantes - Mariazinha - Rosalinda - Quatro Quadras Soltas - Canto dos Torna-Viagem - A Ilha - Não Canto Porque Sonho - O Charlatão

CD2

Faz Parte (O Retorno das Audácias) (inédito) - Ser Solidário - De Não Saber O Que Me Espera (José Afonso) - Olha o Fado - Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades - Foi Por Ela - Que Força É Essa - Eu Vi Este Povo A Lutar (Confederação) - Maré Alta - Inquietação - Na Ponta do Cabo

Esta edição inclui ainda dois DVDs, um com o espectáculo propriamente dito, o segundo com o making of, onde, obviamente, só José Mário Branco e Sérgio Godinho fazem a despesa da conversa. Fausto sempre ausente.

Outra curiosidade: nos créditos informa-se que José Mário Branco trabalha com computadores Apple Macintosh, Sérgio Godinho utiliza guitarras Tanglewood, Sérgio Nascimento usa bateria Gretsch e pratos Sabian, João Ferreira usa pratos Paiste e Mário João Santos usa percussões "TR" by Tocá Rufar.

De Fausto nem uma palavra!

Há ainda um booklet com as letras das canções e a crítica do espectáculo publicada por Nuno Pacheco no "Público", de 26 de Outubro de 2009.

Esta edição custa na FNAC 29,95 €

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

HOUVE AQUI ALGUÉM QUE SE ENGANOU...


SOM/POLYGRAM- 603306 - 1982

Face A

Travessia do Deserto – Queixa das Jovens Almas Censuradas – Vá…Vá… - A Morte Nunca Existiu

Face B

Fado da Tristeza – Fado Penélope – Qual É A Tua, Ó Meu? – Eu Vim De Longe, Eu Vou Pr’ra Longe

Face C

Inquietação – Não Te Prendas A Uma Onda Qualquer – Linda Olinda – Treze Anos, Nove Meses

Face D

Sopram Ventos Adversos – Eu Vi Este Povo A Lutar – Ser Solidário

Podemos renegar toda a herança dos Capitães de Abril, menos isto. Eles insultaram-se, prenderam-se uns aos outros, conspiraram, fizeram golpes e contragolpes, levaram o país ao caos. Mas nenhum foi capaz de dar um tiro nos cornos de um amigo.

A amizade entre Otelo e Vasco vinha dos tempos da guerra da Guiné, do MFA e do PREC. Mas em Novembro de 75 encontravam-se à frente, respectivamente, de dois movimentos opostos. O país esteve a um palmo da guerra civil.

Um dia, na sede do COPCON, nas vésperas do 25 de Novembro, os dois homens tiveram uma discussão violenta, pela noite dentro. O tom de voz aumentava, à medida que percebiam, com desespero, que as suas posições eram irreconciliáveis e os colocariam em lados opostos da barricada.

No auge da raiva, quando os companheiros temeram ver um deles sacar da pistola e dar um tiro nos cornos do outro, os dois duros calaram-se subitamente e desataram a chorar.

Paulo Moura

Colaboração de Gin-Tonic

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

OS MELHORES LPs PORTUGUESES DOS ANOS 80


EMI - C 072-40 523 - 1980

"Ar de Rock", de Rui Veloso, foi eleito o melhor álbum português dos anos 80 por um painel instigado pela revista Blitz que está a comemorar 25 anos.

É a seguinte a votação:

01 - Ar de Rock - Rui Veloso (1980)
02 - Heróis do Mar - Heróis do Mar (1981)
03 - Independança - GNR (1982)
04 - Por Este Rio Acima - Fausto (1982)
05 - Os Dias de Madrdeus - Madredeus (1987)
06 - Anjo da Guarda - António Variações (1983)
07 - Circo de Feras - Xutos e Pontapés (1985)
08 - A Um Deus Desconhecido - Sétima Legião (1984)
09 - Ser Solidário - José Mário Branco (1982)
10 - Free Pop - Pop Dell'Arte (1987)

Não há ninguém que trise...

OS MELHORES LPs PORTUGUESES DOS ANOS 70


Um painel de 63 nomes ligados à música, arregimentados pela revista BLITZ, elegeu "Cantigas do Maio", de José Afonso, como o melhor álbum português da década de 70.

Já em 1978, um outro conjunto de críticos tinha eleito "Cantigas do Maio" como o melhor álbum português de sempre.

"Cantigas do Maio" contém "Grândola, Vila Morena" que foi a senha dos capitães de Abril para o 25 de Abril de 1974.

Foi a seguinte a classificação:

01 - Cantigas do Maio - José Afonso (1971)
02 - Movimento Perpétuo - Carlos Paredes (1971)
03 - Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades - José Mário Branco (1971)
04 - Com Que Voz - Amália Rodrigues (1970)
05 - Um Homem Na Cidade - Carlos do Carmo (1977)
06 - Quarteto 1111 - Quarteto 1111 (1970)
07 - Coisas Do Arco Da Velha - Banda do Casaco (1976)
08 - Sobreviventes - Sérgio Godinho (1971)
09 - Pano-Cru - Sérgio Godinho (1978)
10 - Música Moderna - Corpo Diplomático (1979)

sábado, 24 de outubro de 2009

UMA BELA IDEIA MEIA DESBARATADA


À partida, havia as melhores condições para um gigantesco orgasmo colectivo de esquerdistas e ex-esquerdistas, comunistas e ex-comunistas, GACs e ex-GACs, radicais e ex-radicais, associativos e ex-associativos, MES e ex-MES.

Em palco, pela primeira vez, no Campo Pequeno, em Lisboa, os três maiores monstros-sagrados, vivos, da canção-canção e da canção de intervenção portuguesa: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto, por ordem geriátrica.

Mas não. Uma bela ideia foi parcialmente desperdiçada por um erro de concepção. Tudo obviamente pedia um best of ao vivo, mas o que foi oferecido foi um concerto artisticamente incorrecto, com alguns êxitos conhecidos, é certo, como "Rosalinda", "Charlatão", "Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades", "Namoro", "O Primeiro Dia", mas com derivas que chegaram a aborrecer.

Bastou ver a reacção do público, entre o êxtase e a apatia sonolenta.

Até a lembrança de José Afonso foi feita com uma anónima "De Não Saber O Que Se Espera".

Com um palco prenhe de músicos, o som saiu atabalhoado e houve protestos sonoros nas bancadas.

Ainda vou pensar duas vezes no pacote que a FNAC já está a anunciar ao bom estilo do marketing comercial outrora distante dos protagonistas desta noite. Não sei se vale a pena.

Os repórteres da "Caras" teriam feito uma boa colheita esta noite: Francisco Louçã, José Carlos de Vasconcelos, Tim, dos Xutos, Eduardo Dâmaso, João Pereira dos Santos, Luís Represas, Luís Filipe Costa, Teresa Lage, António Macedo, Luís de Freitas Branco, dos Claves, João Gonçalves, Pedro Pyrrait...

Ver outra opinião.

Eis então o meu alinhamento (ordem arbitrária):

José Mário Branco: "Mudam-se Os Tempos Mudam-se As Vontades", "O Charlatão", "Eu Vim De Longe, Eu Vou P'ra Longe", "Eh Companheiro!", "Mariazinha", "Casa Comigo Marta", "Qual É A Tua, Ó Meu?", "Queixa Das Almas Jovens Censuradas", "Perfilados de Medo", "Margem de Certa Maneira"

Sérgio Godinho: "Que Força É Essa?", "A Noite Passada", "O Primeiro Dia", "Com Um Brilhozinho Nos Olhos", "Barnabé", "A-A-E-I-O", "Senhor Marquês", "Cantiga da Velha Mãe E Dos Seus Dois Filhos", "Romance De Um Dia Na Estrada", "Maré Alta"

Fausto: "Foi Por Ela", "Namoro", "Rosalinda", "Ó Pastor Que Choras", "Atrás Dos Tempos", "Europa, Querida Europa", "Delicadamente Para Ti", "O Barco Vai De Saída", "Eu Tenho Um Fraquinho Por Ti", "Roupa Velha".

A canção de Zeca Afonso podia ser "Canto Moço" em contraposição aos "três cantos".