Mostrar mensagens com a etiqueta Jets. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jets. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de março de 2015

PORTUGAL TODAY'S MUSIC


TECLA - TE-6003

Lado A

O Vento Mudou (Nicolay Breyner) - El Mundo Te Quiero Dar (Hermanas Benavente) - Choro (João Maria Tudela) - Balança (Madalena Iglésias) - Outra Vez (Agostinho dos Santos) - Take That Train (Chinchilas)

Lado B

O Teu Olhar (Edmundo Falé) - Festa no Liceu (Florbela) - Vem Ouvir O Mar (Agostinho dos Santos) - El Lisboeta (Hermanas Benavente) - Por Causa Dum Olhar (António Calvário) - Let Me Live My Life (Jets)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

1º FESTIVAL DE ROCK PORTUGUÊS HÁ 50 ANOS!


O primeiro grande festival de rock português (ié-ié, "tipo Shadows) faz hoje 50 anos!

Foi no cinema Roma, em Lisboa, para promover o filme "Mocidade em Férias", com Cliff Richard e os Shadows, e tinha o curioso título Concurso de Conjuntos  do Tipo Shadows.

O primeiro dia do Festival ocorreu a 16 de Setembro de 1963, faz hoje meio século.

Para o sensacional concurso do cinema Roma, inscreveram-se 22 conjuntos: Victor Gomes e os seus Gatos Negros, Nelo do Twist e seus Diabos, Electrónicos, Jets, Telstars, Eddye Gonzalez e os seus Ekos, Les Fanatics, Vendavais, Tigres, 3 Jotas, Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen, S.O.S., Lisboa À Noite, Nova Onda, Sanremo 172, Napolitano, Panteras do Diabo, Jovens do Ritmo, Mascarilhas, Juventude Dinâmica e Condores.

Rezava assim o anúncio do Concurso publicado na Imprensa no dia 05:

O cinema Roma convida-os (aos conjuntos) a comparecerem na sua sala nos próximos dias 6 e 7, das 10 às 12,45 e das 18,30 às 20 horas, a fim de serem ouvidos, para que se possa fazer uma selecção prévia, e combinar o plano da sua actuação a partir da estreia do filme "MOCIDADE EM FÉRIAS", que está prevista para sexta-feira, 13 de Setembro.

Nesta reunião privada não se exigem os trajos com que aparecerão perante o público. Apenas se tornam indispensáveis os instrumentos de música e respectivos aparelhos de amplificação.

Mais uma vez se lembra que o Conjunto eleito pelo voto do espectador terá direito, graças aos Estabelecimentos Valentim de Carvalho, a uma face de um disco comercial e o Conjunto escolhido pelo Júri a um disco comercial (2 faces) e ainda à apresentação pessoal aos Shadows, em Londres, para onde serão transportados em aviões dos TAP-BEA.

O cinema Roma agradece, desde já, a todos o entusiasmo com que acolheram esta iniciativa.

O júri era constituído por Maria João Aguiar, António Miguel, Luís Villas-Boas, João Nobre, Paulo de Medeiros, Hugo Ribeiro, Posal Domingues, Mello Pereira, A. Leite Rosa e José Gomes.

Com apresentação de Fernando Pessa, as actuações decorreram de 16 a 29 de Setembro, tendo o júri deliberado convocar para a finalíssima, no dia 04 de Outubro, os Panteras do Diabo, Nelo do Twist e seus Diabos, Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen e Fernando Concha e o Conjunto Mistério (ex-Mascarilhas).

No comunicado da decisão, o júri avisa que considerando que a apreciação dos Conjuntos por princípio teria de ser fundamentalmente do tipo do "The Shadows", não julgou a actuação dos vocalistas (embora alguns bastante se tivessem distinguido).

A final realizou-se no dia 04 de Outubro e o júri deliberou por unanimidade declarar vencedor do Concurso o "Conjunto Mistério de Fernando Concha".

O júri considerou também que constituiu um êxito invulgar, tanto para o Cinema Roma como para o público, a presença de tão elevado número de Conjuntos, na maioria formados por jovens executantes e de alguns elementos que muito se distinguiram.

O grupo mais votado pelo público foi Victor Gomes e os seus Gatos Negros.

No dia 07 de Outubro, o Diário Popular, pela pena de Paulo de Medeiros, simultaneamente escriba e membro do júri do Concurso, publica a crónica que se segue:

Perante uma enorme multidão, na sua essência constituída por jovens apaniguados do azougado ritmo dos nossos dias - o twist - terminou na passada sexta-feira no Cinema Roma o certame que a Gerência daquela sala empreendeu no sentido de escolher um agrupamento que maiores afinidades apresentasse com os celebrados Shadows.

Depois da exibição de todos os grupos inscritos, o júri seleccionou cinco conjuntos que dirimiam forças na final e que na realidade se afiguraram os mais apetrechados para discutir a primeira posição. Foram eles Os Diabos, de Nelo, Titãs, Conjunto Mistério, de Fernando Concha, Panteras do Diabo e os Gentlemen, de Daniel Bacelar.

Após as respectivas audições, saiu vencedor, como se previa - e por mérito próprio - o agrupamento Mistério, dirigido pelo conceituado Fernando Concha. Com efeito, o popular conjunto caprichou em ofertar-nos um variado e homegéneo sortilégio melódico para todos os paladares.

Sem dúvida que para o êxito obtido em muito contribuiu a escolha das engendradas composções onde o quarteto desenvolveu a sua classe proverbial, pois empregou uma orquestração assaz rica e utilizou-a em todas as tonalidades, sem perder qualquer das suas outras facetas quer no aspecto inventivo, frescura melódica e sentido rítmico.

Apresentação sóbria, como é apanágio, de Fernando Pessa.

Estão pois de parabéns o público, o conjunto galardoado, Portal da Costa, idealizador do certame que com tanto brilho decorreu e o júri pela uniformidade e certeza de critério com que deliberou.

No dia 12 de Outubro, a revista Rádio & Televisão deu a capa ao Conjunto Mistério e no interior escreveu:

No palco do Cinema Roma estiveram vários conjuntos jovens num concurso destinado a eleger o que mais se identificasse com os famosos Shadows. Ganharam justamente Fernando Concha e o seu Conjunto Mistério. E revelaram-se outros grupos que poderão ficar como valiosos intérpretes de música moderna.

Além deste factor, a iniciativa teve outra particularidade agradável: não houve êxtase de jovens contagiados na plateia, não houve distúrbios na sala.

Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta".

Luís Pinheiro de Almeida

terça-feira, 9 de julho de 2013

JETS


TECLA - TE 1021 - 1967

Let Me Live My Life (João Abreu) - Lovin' You (Phil Thomas/Jerry Hayes/Daniel Hogan) - Chase Your Blues Away (Júlio Gomes) - Green, Green (tradicional)

Não temos preconceitos musicais. A nossa única preocupação é a qualidade, independentemente do tipo de música. Além disso gostamos e acreditamos na juventude.

Isso nos levou a pensar, que mais cedo ou mais tarde os jovens (músicos e ouvintes) se cansariam da fragilidade da música à qual nos últimos anos dedicaram tão grande interesse.


Isso está finalmente a acontecer.


Depois da pobreza da caótica fase primária em que predominavam as "violas eléctricas", está neste momento a verificar-se uma evolução positiva, com instrumental mais variado (órgão, saxofone, etc) e maior apuramento técnico (melódico, harmónico e rítmico).


O que inicialmente era uma má cópia do "Rhythm and Blues" (a música "POP" dos negros), está actualmente a identificar-se com essa música negra, fortemente sincopada, viril e emocionante, conservando no entanto uma identidade própria, o que lhe confere uma validade que não possuía.


Essa evolução também se está a verificar entre nós.


Foi o que aconteceu a 4 jovens universitários e 1 músico, conhecidos entre os estudantes por "JETS", que vão surgir na sua primeira gravação.


Por esse motivo pensou-se numa forma de compromisso: dois "originais e duas "adaptações". Estas seriam os números "fortes" ou "comerciais": "Green, Green" (um trecho tradicional) e "Lovin' You" (que Bobby Darin popularizou). Como "originais", "Chase Your Blues Away", de Júlio Gomes, e "Let Me Live My My Life", um tema bem construído do único músico do grupo, João Abreu (para os amigos o "Beethoven").


No entanto, depois da gravação, a nossa opinião mudou. Os "originais" são aqueles em que mais acreditamos. Esta é uma opinião. Há certamente outras. Qual será a vossa?


Luiz Villas-Boas

A capa, uma das primeiras artes gráficas psicadélicas em Portugal, é da autoria de Carlos Fernandes, já falecido, amigo de José Prazeres, manager dos Jets e depois do Sindicato e de A Chave.

Está representada como “tesouro escondido” no livro de Emma Petit, “Old Rare New – The Independet Record Shop”, editado em Londres em 2008 por Black Dog Publising.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

LISBON GOES POP


VÉRTICE - VES 70004 - edição portuguesa (s/data)

Lado A

I'm A Believer - Crying - Don't Want You No More (Chinchilas) - Let Me Live My Life (Jets) - Ring Stone Eyes - O Urso Ki (Chinchilas)

Lado B

Calmas São As Imagens (Chinchilas) - Lovin' You - Chase Your Blues Away (Jets) - Take That Trains - Marry Me (Chinchilas) - Green, Green (Jets)

Este é um dos 6 LPs editados pela desconhecida Vértice, "Dancing At Portugal", "The Soul Of Portugal", "From Portugal With Music", "Music And Movies" e "Top Hits", segundo informação dada há exactamente um ano pelo blogue Os Reis Do Yé-Yé.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

HISTÓRIA DELICIOSA


Naquelas trocas amigáveis de músicos que havia então e que faziam com que o Edmundo Silva, dos Sheiks, tivesse tocado connosco durante um contrato em que tínhamos de tocar todas as noites na boîte «A Ronda», no Monte Estoril, até às 3 da manhã, porque o Alex tinha um emprego normal em que tinha de entrar às 9h, fui baterista dos Jets para efeitos do concurso do Cinema Roma em que ganharia o grupo que melhor imitasse os britânicos «The Shadows».

Isto porque o baterista dos Jets - não seria o João Alves da Costa? - se magoou numa mão, ou coisa assim.

Pelo meio, ainda actuei com eles no teatro da Marinha Grande, numa célebre sessão em que faltou a luz. Os protestos e a pateada da assistência foram enormes e começou a temer-se pela integridade das cadeiras. Os únicos instrumentos não eléctricos eram uma viola e a bateria.

Foi então que um dos irmãos Oliveira Leite (acho que era este o apelido, sendo o terceiro elemento da frente o Ricardo Levi, mentor da banda por ter muita massa, dado ser filho do dono das Caves Aliança, cargo que ocupa agora), iluminado pelas lanternas dos bombeiros, cantou, sem aparelhagem, acompanhando-se à viola e discretamente por mim na bateria, aquela letra jocosa sobre a História de Portugal:

"Se não me falha a memória / O primeiro rei da História / Foi um tal Afonso Henriques"... A letra acabava: «Veio depois um tal Tomás / Que não era mau rapaz / E andou na Escola Naval / Foi promovido a General / Por muitas vezes gritar / Viva, viva Portugal».

Tomás era o Almirante Américo Thomaz, Presidente da República da altura. Foi uma apoteose, já que estávamos na esquerdíssima e reviralhíssima Marinha Grande. Claro está que, dias depois, os Jets foram chamados à PIDE, para prestar declarações e acto de contrição.

Eu, talvez por não ser músico efectivo deles, não tive de lá ir. Já agora, no tal concurso, ganhou o Conjunto Mistério e os Jets (comigo na bateria) ficaram em 5.º lugar, entre perto de 50 «conjuntos» concorrentes de todo o País.

Colaboração de Daniel Gouveia (Quinteto Académico)

domingo, 25 de novembro de 2007

CLAVES, CAMPEÕES DO YÉ-YÉ


Como se sabe, os Claves foram os grandes vencedores do Concurso de Yé-Yé organizado pelo Movimento Nacional Feminino, com o apoio do jornal "O Século", no Teatro Monumental, em Lisboa, em 1965 e 1966.

A grande e polémica final realizou-se no dia 30 de Abril de 1966, com os seguintes resultados:

1 - Claves (Lisboa) - 55 pontos
2 - Rocks (Angola) - 45 pontos
3 - Night Stars (Moçambique) - 39,5 pontos
4 - Jets (Lisboa) - 35 pontos
5 - Ekos (Lisboa) - 29,5 pontos
6 - Chinchilas (Carcavelos) - 29 pontos
7 - Espaciais (Porto) - 18 pontos
8 - Tubarões (Viseu) - 18 pontos

Para chegar ao lugar cimeiro do podium, os Claves, que então se chamavam Saints, eliminaram os Sombras da Parede (Parede), Bárbaros (Arcos de Valdevez), os Blusões Negros (Vila Nova de Gaia) e os Cometas (Beja), na 12ª eliminatória, realizada no dia 13 de Novembro de 1965, mas ficaram abaixo dos Espaciais (Porto), em termos de pontuação - 34,5 contra 36,5.

Conseguiram vencer a 2ª meia-final, no dia 15 de Janeiro de 1966, batendo os Jets (Lisboa), Tubarões (Viseu), Cometas Negros (Castelo Branco), Kímicos (Lisboa) e Boys (Coimbra).

Para a final, os Saints mudaram a sua designação para a mais bem portuguesa de Claves.

Quem eram então os Claves?

José Jervis de Athouguia - é o elemento mais recente do grupo. Toca bateria e piano (fora da banda). Nunca aprendeu música, tocando por intuição. Tem 18 anos, nasceu em Cascais e vive em Lisboa. Não gosta de música yé-yé que acha muito ruidosa, prefere a pop-música, que é mais melodiosa. Não gosta de cinema, nem de teatro, mas gosta de dormir. Pratica hipismo, automobilismo e carrinhos eléctricos. Estuda, mas não tem projectos. Admira o Thilo's Combo, João Ferreira Rosa e Beach Boys.

Luís Pinto de Freitas - viola-solo. É natural de Lisboa e tem 20 anos. É estudante e pensa tirar um curso de direcção administrativa. Lê, vai ao cinema e ao teatro. Dedica quase todo o tempo livre à música, embora nunca tenha estudado e toque por intuição. Admira o Thilo's Combo, Teresa Tarouca e os Beatles.

João Valeriano - tem 19 anos, é natural de Goa e vive em Lisboa há 5 anos. Há 2 anos e meio aprendeu viola-baixo, instrumento que toca no conjunto. Também toca viola clássica. Acha que a música yé-yé está a trilhar bons caminhos, "basta ver a evolução dos discos dos Beatles". Também é estudante e pensa seguir Engenharia. Vai ao cinema de vez em quando, gosta de ler livros sobre a II Grande Guerra e pratica basquete. Não namora, nem lhe falem em casamento, por enquanto! Admira o Thilo's Combo e o trio Odemira. Gosta dos Beatles, de algumas composições dos Byrds e da música de Oscar Peterson.

João Ferreira da Costa - é de Lisboa e vive em Lisboa. Tem só 18 anos, mas anda sempre muito ocupado. Além de tocar órgão electrónico, está a tirar o 6º ano de piano do Conservatório. É estudante (pensa seguir Económicas), pratica futebol, esqui aquático, hipismo e é criador de chinchilas. No teatro gosta de revista e comédia, no cinema gosta de suspense. Admira o Sporting (o pai foi campeão de atletismo). Acha a música yé-yé barulhenta que se fosse mais harmoniosa teria mais adeptos. Admira o Thilo's Combo, os Beatles e a música moderna brasileira. Como todos os outros elementos, não pensa ainda em casar.

Luís de Freitas Branco - é filho de João de Freitas Branco, tendo, portanto, ligado ao seu nome louros honrosos no campo da música. Nasceu em Lisboa, vive em Lisboa, tem 19 anos. Em pequeno, aprendeu piano e violino, mas esqueceu esses conhecimentos. Hoje, toca viola-acompanhamento por intuição. Foi ele o fundador do conjunto, há cerca de um ano. Eram apenas três elementos, dos quais além dele está presente João Valeriano, visto que o baterista Alexandre Corte Real se ausentou para o estrangeiro. Tinham por nome The Saints por aliarem ao conjunto a figura de que é símbolo "O Santo". Foi o técnico de gravação da "23ª Hora", Moreno Pinto, que lhes sugeriu o nome de Claves. Luís de Freitas Branco estuda, quer continuar a tocar (a música yé-yé está em franco progresso) e tem uma vaga aspiração de vir talvez a ser engenheiro. Não gosta de cinema nem de teatro. Não namora nem pensa em casar, por enquanto. No panorama artístico português admira o Thilo's Combo e no estrangeiro os Beatles, os "pais de todos".

João Bragança - tem 18 anos, é natural do Porto, viveu 11 anos em Moçambique e presentemente mora em Lisboa. Andou no Colégio Militar e pensa tirar Económicas. A sua actuação não é no palco, mas fora dele - está encarregado das relações públicas e da publicidade.

Os Claves editaram dois EPs, um para a Marfer ("Keep On Running", "Where Have All The Good Times Gone", "Fare Thee Well", "Crer"), outro para a Alvorada, "California Dreaming", "Somebody Help Me", "Daydream", "Sha La La Lee".

(Fontes: O Século, Diário Popular, Flama e Rádio & Televisão)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

4ª ELIMINATÓRIA DO CONCURSO YÉ-YÉ


A quarta eliminatória do Concurso Yé-Yé realizou-se no dia 18 de Setembro de 1965, no Teatro Monumental, em Lisboa, tendo saído vencedores os Jets (na foto) com 36,5 pontos.

Participaram também os Monstros (Lisboa), Diabólicos (Lisboa), Feras (Elvas) e Flechas (Oliveira de Azeméis) que se classificaram pela ordem apresentada.

Com 5 anos de existência, os Jets só podiam ganhar a eliminatória, embora a formação vencedora tenha só um ano: Júlio Leitão Gomes, 17 anos, solista, Mário Jesus Augusto, 20 anos, viola-baixo, João Vidal Abreu, 20 anos, viola acompanhamento, João Alves da Costa, 17 anos, bateria, e Giuseppe Fiurellino, 21 anos, vocalista, italiano, na banda desde o inicío.

Todos estudantes, vestiram camisola de malha vermelha e blue-jeans. Cantaram "Again", "I Am Working", "I Can't Get No Satisfaction" e "I Need You".

Segundo relatos da época, os Jets foram o "delírio", especialmente o baterista, que "empolgou a jovem assistência". "Foram um espectáculo!".

Filho do mais velho jornalista desportivo do Mundo em actividade, Aurélio Márcio, João Alves da Costa é ele próprio um antigo jornalista desportivo ("A Bola"), mas presentemente mais ligado à investigação do basfond lisboeta.

O segundo lugar - com 28,5 pontos - foi para os Monstros (na verdade, os Chinchilas com outra designação), formados há apenas mês e meio e estreados precisamente no palco do Monumental.

Todos estudantes, eram Carlos Bastos, viola ritmo, o futuro fadista de "Hey Jude", Gilberto Guerreiro, viola baixo, Victor Mamede, bateria, José Maldonado, piano, e Filipe Mendes, o Jimi Hendrix português.

Vestiram camisolas verdes de gola alta e calças de cor escura.

"Sim, éramos nós, os Chinchilas, com outra designação. O que queríamos era participar", revela, 40 anos mais tarde, Vítor Mamede.

Os Diabólicos nem um ano de existência tinham. O júri, entre o qual se encontrava o ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, homem da direita estudantil, deu-lhes 16,5 pontos.

Eram assim constituídos: Manuel Neves, 21 anos, viola ritmo e vocalista, militar, João Manuel Rodrigues, 27 anos, bateria, empregado de balcão, Fernando Faustino, 24 anos, guitarrista solista, militar, e Fernando Antunes, 25 anos, viola baixo, empregado de balcão.

Tencionavam estrear nova farda no Natal, mas no Monumental apresentaram-se com calças cinzentas e camisas de quadrados de várias cores.

De Elvas, vieram os Feras, formados há quatro meses com Isidro Moreira, bateria, João Esquetin, viola solo, Hermenegildo Correia, acordeão, Fernando Silva, vocalista, e Júlio Coelho, viola baixo.

Cantaram "Media Nubia", "Mira Como Bailo", "Anabella" e "Popotito". O júri só lhes deu 8 pontos.

Eis um relato: "vieram da cidade fronteiriça cheios de ilusões e vontade de vencer. A sua denominação de Feras é pretensiosa, mas está bem de acordo com a juventude dos componentes do conjunto. Dois deles t~em 15 anos, outros dois 17 e um 18 anos. Vestem camisa azul de sport e calças blue-jeans. Um detalhe curioso é usarem um cinturão largo de cor negra com uma fivela em forma de "F".

Finalmente, os Flexas, de Oliveira de Azeméis, não foram além dos 6 pontos. "Desde o início da sua actuação mostraram-se tratar-se de um conjunto bastante modesto; não há pois que põr em discussão a justiça dos 6 pontos que lhes foram atribuídos pelo júri".

Os Flexas constituíram-se há seis meses, sendo todos estudantes: Carlos Manuel, acordeão solo, Daniel Pintor, acordeão baixo, Carlos Martins, acordeão acompanhamento, e Ernesto Paiva, bateria.

Apresentaram-se de camisa de quadrados pequenos debruados com um tecido côr de rosa e calças brancas.

Para dizer a verdade, mais pareciam um conjunto típico (digo eu).