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sábado, 8 de março de 2014
SÓ MESMO POR 5 €...
EMI - 50999 7 25130 2 6 - 2012
Sangue Oculto - Video Maria - Efectivamente - Dunas - Ana Lee - Pronúncia do Norte - Morte Ao Sol - + Vale Nunca - Quero Que Vá Tudo Pró Inferno (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) - Asas (Eléctricas) - Saliva (radio edit) - Hardcore (1º escalão) - Portugal na CEE (Vítor Rua) - Pós Modernos - Vocês - Cais - Tirana (radio edit) - Las Vagas - Sub-16 - Sexta-Feira (Um Seu Criado)
Nada se diz quanto à capa, surripiada a Andy Warhol.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
PSICOPÁTRIA
sexta-feira, 6 de maio de 2011
VALSA DOS DETECTIVES
EMI - 7921 741 - 1989
1
Morte Ao Sol (Rui Reininho/Tóli César Machado) - Valsa dos Detectives (Rui Reininho/Tóli César Machado) - Impressões Digitais (Rui Reininho/Tóli César Machado) - 1991 (Rui Reininho/Tóli César Machado)
2
(Um Chamado) Desejo Eléctrico (Rui Reininho/Zézé Garcia) - Jardim D'Alá/Walkin' (Rui Reininho/Remy Walter) - Dama Ou Tigre (Rui Reininho/Jorge Romão) - Falha Humana (Rui Reininho/Jorge Romão/Remy Walter/Zézé Garcia)
A produção é de Remy Walter e a capa de Carlos Caneiro.
domingo, 27 de março de 2011
VIDEO MARIA
domingo, 6 de março de 2011
ALEXANDRE SOARES
VERTIGO/POLYGRAM - 834 731-1 - 1988
Lado A
Luzes de Hotel (Pedro Ayres de Magalhães/Alexandre Soares) - Hibernar (Mafalda César Machado/Alexandre Soares) - (Que) Ricos Dias - Fora de Casa
Lado B
Respirar - Chambo (instrumental) - Uma Coisa - Meus Amigos - Vozes (instrumental) - Recordo-me? (intrumental)
Primeiro e único (acho eu) LP de Alexandre Soares, co-fundador e primeira voz dos GNR. A produção é também de Alexandre Soares.
Lado A
Luzes de Hotel (Pedro Ayres de Magalhães/Alexandre Soares) - Hibernar (Mafalda César Machado/Alexandre Soares) - (Que) Ricos Dias - Fora de Casa
Lado B
Respirar - Chambo (instrumental) - Uma Coisa - Meus Amigos - Vozes (instrumental) - Recordo-me? (intrumental)
Primeiro e único (acho eu) LP de Alexandre Soares, co-fundador e primeira voz dos GNR. A produção é também de Alexandre Soares.
domingo, 30 de janeiro de 2011
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
EDIÇÃO RETIRADA DO MERCADO
EMI - 7953431 - 1990
DISCO 1
Lado A
USA - Dá Fundo - Bellevue - Valsa dos Detectives
Lado B
Dunas - (Um Chamado) Desejo Eléctrico - Morte Ao Sol - Hardcore (1ª Escalão)/Apache (Shadows)
DISCO 2
Lado A
Dama Ou Tigre - Efectivamente - Nova Gente - Runaway
Lado B
Falha Humana - Video Maria - Sê Um GNR/Portugal Na CEE/Espelho Meu/Twistarte/Piloto Automático - Impressões Digitais
Esta edição em duplo vinil teve de ser retirada do mercado por incluir canções sem autorização, "(Um Chamado) Desejo Eléctrico" e o medley "Sê Um GNR/Portugal Na CEE/Espelho Meu/Twistarte/Piloto Automático".
DISCO 1
Lado A
USA - Dá Fundo - Bellevue - Valsa dos Detectives
Lado B
Dunas - (Um Chamado) Desejo Eléctrico - Morte Ao Sol - Hardcore (1ª Escalão)/Apache (Shadows)
DISCO 2
Lado A
Dama Ou Tigre - Efectivamente - Nova Gente - Runaway
Lado B
Falha Humana - Video Maria - Sê Um GNR/Portugal Na CEE/Espelho Meu/Twistarte/Piloto Automático - Impressões Digitais
Esta edição em duplo vinil teve de ser retirada do mercado por incluir canções sem autorização, "(Um Chamado) Desejo Eléctrico" e o medley "Sê Um GNR/Portugal Na CEE/Espelho Meu/Twistarte/Piloto Automático".
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
OS MELHORES LPs PORTUGUESES DOS ANOS 80
EMI - C 072-40 523 - 1980
"Ar de Rock", de Rui Veloso, foi eleito o melhor álbum português dos anos 80 por um painel instigado pela revista Blitz que está a comemorar 25 anos.
É a seguinte a votação:
"Ar de Rock", de Rui Veloso, foi eleito o melhor álbum português dos anos 80 por um painel instigado pela revista Blitz que está a comemorar 25 anos.
É a seguinte a votação:
01 - Ar de Rock - Rui Veloso (1980)
02 - Heróis do Mar - Heróis do Mar (1981)
03 - Independança - GNR (1982)
04 - Por Este Rio Acima - Fausto (1982)
05 - Os Dias de Madrdeus - Madredeus (1987)
06 - Anjo da Guarda - António Variações (1983)
07 - Circo de Feras - Xutos e Pontapés (1985)
08 - A Um Deus Desconhecido - Sétima Legião (1984)
09 - Ser Solidário - José Mário Branco (1982)
10 - Free Pop - Pop Dell'Arte (1987)
Não há ninguém que trise...
Não há ninguém que trise...
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A ZANGA DE RUI REININHO
Há 14 anos, os GNR participaram no Festival Super Bock Super Rock que se realizou em Lisboa na Gare Marítima de Alcântara.
A actuação terá sido desastrosa, a acreditar na crítica da época:
Efeitos especiais de que os GNR beneficiaram, mas que de nada lhes serviu face a uma verdadeira "Morte Ao Sol" da meia-noite, altura em que Rui Reininho já exasperava o fão mais paciente com as sua tiradas e descoordenação vocal, estilo "escusam de aplaudir que nós estamos muito zangados com a humanidade por falta de respeito. Actuação desastrosa - Diário de Notícias
Apesar dos GNR serem bem conhecidos do público lisboeta e inclusivamente já terem enchido o Estádio de Alvalade em nome próprio, desta vez a reacção do público foi bastante fria, para não dizer antagónica. Havia um faiscar constante entre o grupo e a assistência. Os GNR acabavam uma canção e o público praticamente não aplaudia preferindo alguns enviar garrafas em jeito de mensagem de poucos amigos - Público
Os GNR foram outra banda que também não entusiasmou o povo. De costas voltadas para o palco, deitados no chão ou a atirar com copos de cerveja lá para cima, as cerca de 15 mil pessoas que nessa altura estavam em Alcântara demonstraram pelos GNR um desprezo algo constrangedor. As piadas de Reininho também não foram particularmente felizes, com alusões à falta de respeito do público - Blitz
A banda de Rui Reininho foi recebida com a dispersão do público para a parte de trás do recinto. A audi~encia estava mais virada para outras vanguardas e não perdoaram ao vocalista ter gozado com os samplers dos Young Gods. Atiraram garrafas para o palco e foi zangado que o vocalista atacou "Ana Lee", "Homem Mau" e "Morte Ao Sol" - A Capital
O grupo português de pop/rock GNR assinou sábado à noite a sua "certidão de óbito" com uma actuação desastrosa no Festival Super Bock Super Rock. Rui Reininho nunca cantou bem, mas agora ainda está pior do que isso. Foi para esquecer, um desastre total e não há recuperação possível. Os GNR acabaram de vez - Agência Lusa
Pois foi contra o jornalista da Agência Lusa que Rui Reininho virou o seu ódio: ele e o taxista nazi que ele apanhou acho que deviam ser vilipendiados. Como diz Boris Vian, "hei-de cuspir-lhe na tumba", onde se lê "aqui jazz o grande sindicalista". Fiz um bom concerto, não posso estar na moda 20 anos. Já lhe esmaguei os óculos. É um McCarthy, um vendido, não tem direito de falar dessas coisas.
A actuação terá sido desastrosa, a acreditar na crítica da época:
Efeitos especiais de que os GNR beneficiaram, mas que de nada lhes serviu face a uma verdadeira "Morte Ao Sol" da meia-noite, altura em que Rui Reininho já exasperava o fão mais paciente com as sua tiradas e descoordenação vocal, estilo "escusam de aplaudir que nós estamos muito zangados com a humanidade por falta de respeito. Actuação desastrosa - Diário de Notícias
Apesar dos GNR serem bem conhecidos do público lisboeta e inclusivamente já terem enchido o Estádio de Alvalade em nome próprio, desta vez a reacção do público foi bastante fria, para não dizer antagónica. Havia um faiscar constante entre o grupo e a assistência. Os GNR acabavam uma canção e o público praticamente não aplaudia preferindo alguns enviar garrafas em jeito de mensagem de poucos amigos - Público
Os GNR foram outra banda que também não entusiasmou o povo. De costas voltadas para o palco, deitados no chão ou a atirar com copos de cerveja lá para cima, as cerca de 15 mil pessoas que nessa altura estavam em Alcântara demonstraram pelos GNR um desprezo algo constrangedor. As piadas de Reininho também não foram particularmente felizes, com alusões à falta de respeito do público - Blitz
A banda de Rui Reininho foi recebida com a dispersão do público para a parte de trás do recinto. A audi~encia estava mais virada para outras vanguardas e não perdoaram ao vocalista ter gozado com os samplers dos Young Gods. Atiraram garrafas para o palco e foi zangado que o vocalista atacou "Ana Lee", "Homem Mau" e "Morte Ao Sol" - A Capital
O grupo português de pop/rock GNR assinou sábado à noite a sua "certidão de óbito" com uma actuação desastrosa no Festival Super Bock Super Rock. Rui Reininho nunca cantou bem, mas agora ainda está pior do que isso. Foi para esquecer, um desastre total e não há recuperação possível. Os GNR acabaram de vez - Agência Lusa
Pois foi contra o jornalista da Agência Lusa que Rui Reininho virou o seu ódio: ele e o taxista nazi que ele apanhou acho que deviam ser vilipendiados. Como diz Boris Vian, "hei-de cuspir-lhe na tumba", onde se lê "aqui jazz o grande sindicalista". Fiz um bom concerto, não posso estar na moda 20 anos. Já lhe esmaguei os óculos. É um McCarthy, um vendido, não tem direito de falar dessas coisas.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
RUI REININHO
quarta-feira, 2 de julho de 2008
GNR+GNR NO ESTÁDIO DE COIMBRA
Os GNR e a Banda da Guarda Nacional Republicana reincidem na cumplicidade de tocarem juntos.
Desta feita é em Coimbra, no Estádio Municipal, ao Calhabé, nas Festas da Cidade. O concerto realiza-se na sexta-feira, dia 04 de Julho, às 21H30. A feira é barata: 10 €.
Quando da estreia em Lisboa, no Pavilhão Atlântico, no passado dia 18 de Abril, houve quem gostasse muito, houve também quem gostasse menos.
Umas 7.800 pessoas assistiram à experiência.
Desta feita é em Coimbra, no Estádio Municipal, ao Calhabé, nas Festas da Cidade. O concerto realiza-se na sexta-feira, dia 04 de Julho, às 21H30. A feira é barata: 10 €.
Quando da estreia em Lisboa, no Pavilhão Atlântico, no passado dia 18 de Abril, houve quem gostasse muito, houve também quem gostasse menos.
Umas 7.800 pessoas assistiram à experiência.
domingo, 18 de maio de 2008
GNR A 78
Estes são os autênticos GNR a 78 rotações, sob a regência do Maestro Joaquim Fernandes Fão. Não me parece que os de Rui Reininho tivessem tido esta honra.
"Gioconda", de Ponchielli, preenche as duas partes deste baquelite.
Cortesia de Manuel Lage
Cortesia de Manuel Lage
segunda-feira, 21 de abril de 2008
GRANDE NOITE, REININHO!
O Pavilhão Atlântico recebeu, no dia 18 de Abril, cerca de 10.000 pessoas para o mais arrojado concerto dos GNR (Grupo Novo Rock) desde Alvalade a solo. Em palco, GNR e banda sinfónica da GNR fizeram as pazes de uma “guerra” de 30 anos. Mas, o mais importante: ofereceram um concerto inesquecível.
Corriam os últimos anos da década de 70, na voracidade da descoberta dos novos mundos de que parecíamos estar cada vez mais próximos, depois de Abril, ainda tão fresco. Na música, de entre as primeiras experiências mais “audazes” ou “modernas”, destacavam-se uns tais de GNR, Grupo Novo Rock, correcta designação, mas não isenta de polémica pela fácil comparação com os outros, os de farda, para muitos de má memória.
Os novos GNR (Alexandre Soares na guitarra, Vítor Rua na guitarra e voz, Toli César Machado na bateria) caíram na nossa cena social, musical e de costumes qual pedrada no charco.
Em 81, lançaram “Portugal na CEE”, visão que apenas se concretizaria cinco anos mais tarde. Foi dos primeiros singles que entraram na minha discoteca. No mesmo ano surgem ainda “Espelho Meu”, sucesso que perdura 27 anos depois, e “Sê um GNR”.
Em 82, o primeiro LP – “Independança” – incluindo temas como “Hardcore 1º escalão” (outro exemplo de longevidade) e “Agente Único”. A partir daí, e entre diversas alterações internas, culminando com o cisma entre o grupo e Vítor Rua, que só seria apaziguada cerca de 25 anos mais tarde, e a entrada de Rui Reininho, GNR e história social de Portugal são indissociáveis.
No passado dia 18 de Abril, num Pavilhão Atlântico repleto, tivemos a prova dessa fatal relação.
Os GNR continuam donos e senhores de uma postura musical inigualável, e para a qual o cabo dos 50 (anos de idade) de Rui Reininho está como o tempo para o Vinho do Porto. Na assistência, cruzavam-se três gerações de portugueses. Não admira. Em palco, com os GNR de Reininho, Toli e Jorge Romão, a banda sinfónica da GNR, com os seus 115 elementos (114 homens e uma mulher, na flauta), sob a batuta do Ten. Coronel Jacinto Montezo, realizaram o antes impensável. Com toda a glória e mérito.
Provavelmente, alvitro, a actual composição da banda, mais jovem, e as suas excelência e polivalência musicais, contribuíram bastante para este sucesso. Alguns dos músicos, não obstante o aprumo, não resistiram a acompanhar o ritmo de vários dos temas co-interpretados com o movimento de perna/pescoço sincopado em sintonia. Foi bonito de ver. E fez-me pensar, numa altura em que alguns pretendem questionar a justificação de bandas musicais nas forças armadas ou paramilitares, se estarão a partir dos pressupostos correctos…
Voltando ao espectáculo: no alinhamento de quase duas horas de um grande espectáculo estiveram temas tão distintos como, entre outros, “Espelho Meu”, “Hardcore 1º escalão”, “Efectivamente”, “Pronúncia do Norte”, “Bellevue”, “Sangue Oculto”, “Sub 16”, “Vídeo Maria” (que em 1988 mudou mesmo o latim…), “Morte ao Sol”, “Asas” (“Amo-te Teresa”, lembram-se?), “Tirana”, “Mais vale nunca”, o twist de “Quero que vá tudo p’ró Inferno”, e, claro, “Dunas”. Sem novidades. Mas não fizeram falta. De novo, sim, e um dos pilares deste concerto, os novos arranjos e orquestrações que o “dueto” GNR&GNR impunham. Roupas novas que “só” fizeram com que os “velhinhos” temas ficassem a ganhar.
No final desta grande noite, volto para casa feliz, com um q.b. de boa nostalgia, a pensar que este teria sido um espectáculo que gostaria de ver também noutras festas, quiçá num palco ao ar livre em Belém, para toda a grei, e com as palavras do próprio Reininho a ecoarem-me o interior: “Já são muitos anos juntos” e “façam o favor de ser felizes”.
P.S. – Começo desde já por referir que o problema é meu, reles mortal. Detesto pipocas. Mais do que as ditas, abomino com todos os fígados o cheiro enjoativo-adocicado que se entranha em todos os espaços e deixa o (meu) ar irrespirável. Por isso, já há muito que me recuso a ir ao cinema. Ou melhor, aos “cine-pipocas” que destruíram o (meu) ritual da ida ao cinema de outros tempos. O “chomp-chomp” da pipoca e o “grunch-grunch” do refrigerante associado, se são letais no cinema, admito que num Pavilhão Atlântico se percam na imensidão do espaço e na maior informalidade de costumes do divertimento. Mas o cheiro!... Ó inclemência, Ó martírio!!! Será mesmo necessário que o PA se renda e este “vil metal”? Se assim for, pensarei duas (ou mais) vezes antes de lá voltar…. Com muita pena.
Colaboração de Helena Pais Costa
Duas notas do editor: a primeira para se congratular por esta colaboração, esbeltamente escrita, muito melhor do que muitos textos de jornal. É o contraponto ao demolidor texto de Gim. Haja equilíbrio. A segunda nota para sublinhar que o problema não é só de Helena Pais Costa, reles mortal. Aquela entrada do Atlântico é mesmo para vomitar!
Corriam os últimos anos da década de 70, na voracidade da descoberta dos novos mundos de que parecíamos estar cada vez mais próximos, depois de Abril, ainda tão fresco. Na música, de entre as primeiras experiências mais “audazes” ou “modernas”, destacavam-se uns tais de GNR, Grupo Novo Rock, correcta designação, mas não isenta de polémica pela fácil comparação com os outros, os de farda, para muitos de má memória.
Os novos GNR (Alexandre Soares na guitarra, Vítor Rua na guitarra e voz, Toli César Machado na bateria) caíram na nossa cena social, musical e de costumes qual pedrada no charco.
Em 81, lançaram “Portugal na CEE”, visão que apenas se concretizaria cinco anos mais tarde. Foi dos primeiros singles que entraram na minha discoteca. No mesmo ano surgem ainda “Espelho Meu”, sucesso que perdura 27 anos depois, e “Sê um GNR”.
Em 82, o primeiro LP – “Independança” – incluindo temas como “Hardcore 1º escalão” (outro exemplo de longevidade) e “Agente Único”. A partir daí, e entre diversas alterações internas, culminando com o cisma entre o grupo e Vítor Rua, que só seria apaziguada cerca de 25 anos mais tarde, e a entrada de Rui Reininho, GNR e história social de Portugal são indissociáveis.
No passado dia 18 de Abril, num Pavilhão Atlântico repleto, tivemos a prova dessa fatal relação.
Os GNR continuam donos e senhores de uma postura musical inigualável, e para a qual o cabo dos 50 (anos de idade) de Rui Reininho está como o tempo para o Vinho do Porto. Na assistência, cruzavam-se três gerações de portugueses. Não admira. Em palco, com os GNR de Reininho, Toli e Jorge Romão, a banda sinfónica da GNR, com os seus 115 elementos (114 homens e uma mulher, na flauta), sob a batuta do Ten. Coronel Jacinto Montezo, realizaram o antes impensável. Com toda a glória e mérito.
Provavelmente, alvitro, a actual composição da banda, mais jovem, e as suas excelência e polivalência musicais, contribuíram bastante para este sucesso. Alguns dos músicos, não obstante o aprumo, não resistiram a acompanhar o ritmo de vários dos temas co-interpretados com o movimento de perna/pescoço sincopado em sintonia. Foi bonito de ver. E fez-me pensar, numa altura em que alguns pretendem questionar a justificação de bandas musicais nas forças armadas ou paramilitares, se estarão a partir dos pressupostos correctos…
Voltando ao espectáculo: no alinhamento de quase duas horas de um grande espectáculo estiveram temas tão distintos como, entre outros, “Espelho Meu”, “Hardcore 1º escalão”, “Efectivamente”, “Pronúncia do Norte”, “Bellevue”, “Sangue Oculto”, “Sub 16”, “Vídeo Maria” (que em 1988 mudou mesmo o latim…), “Morte ao Sol”, “Asas” (“Amo-te Teresa”, lembram-se?), “Tirana”, “Mais vale nunca”, o twist de “Quero que vá tudo p’ró Inferno”, e, claro, “Dunas”. Sem novidades. Mas não fizeram falta. De novo, sim, e um dos pilares deste concerto, os novos arranjos e orquestrações que o “dueto” GNR&GNR impunham. Roupas novas que “só” fizeram com que os “velhinhos” temas ficassem a ganhar.
No final desta grande noite, volto para casa feliz, com um q.b. de boa nostalgia, a pensar que este teria sido um espectáculo que gostaria de ver também noutras festas, quiçá num palco ao ar livre em Belém, para toda a grei, e com as palavras do próprio Reininho a ecoarem-me o interior: “Já são muitos anos juntos” e “façam o favor de ser felizes”.
P.S. – Começo desde já por referir que o problema é meu, reles mortal. Detesto pipocas. Mais do que as ditas, abomino com todos os fígados o cheiro enjoativo-adocicado que se entranha em todos os espaços e deixa o (meu) ar irrespirável. Por isso, já há muito que me recuso a ir ao cinema. Ou melhor, aos “cine-pipocas” que destruíram o (meu) ritual da ida ao cinema de outros tempos. O “chomp-chomp” da pipoca e o “grunch-grunch” do refrigerante associado, se são letais no cinema, admito que num Pavilhão Atlântico se percam na imensidão do espaço e na maior informalidade de costumes do divertimento. Mas o cheiro!... Ó inclemência, Ó martírio!!! Será mesmo necessário que o PA se renda e este “vil metal”? Se assim for, pensarei duas (ou mais) vezes antes de lá voltar…. Com muita pena.
Colaboração de Helena Pais Costa
Duas notas do editor: a primeira para se congratular por esta colaboração, esbeltamente escrita, muito melhor do que muitos textos de jornal. É o contraponto ao demolidor texto de Gim. Haja equilíbrio. A segunda nota para sublinhar que o problema não é só de Helena Pais Costa, reles mortal. Aquela entrada do Atlântico é mesmo para vomitar!
sábado, 19 de abril de 2008
GNR + GNR
Confirma-se: a GNR tem uma orquestra sinfónica de respeito e Rui Reininho ainda não sabe cantar.
A experiência não é inédita - os Deep Purple foram os primeiros em 1969 - mas juntar uma orquestra sinfónica e um grupo de rock é um projecto fascinante que só prova que a música é uma Arte sublime, independente dos seus formatos.
Invejando Bryan Ferry, Rui Reininho mais parecia um empregado do Casino Lisboa ali ao lado, desengonçado no seu tuxedo branco que acabaria por trocar por uma camisa à Willie Nelson.
A mistura correu muito bem, com as roupagens sinfónicas a favorecer algumas canções medíocres dos GNR.
Com um público quarentão e sufocado pelo temor reverencial com que o Pavilhão Atlântico acolheu a orquestra sinfónica (114 homens e uma mulher), de nada valeram os esforços do baixista Jorge Romão que em vão tentou animar uma assistência já bem calhada na vida e pouco disposta a devaneios juvenis.
Bravo para a Banda Sinfónica da GNR. Os seus arranjos orquestrais foram determinantes. "Asas", "Dunas", "Pronúncia do Norte", "Efectivamente" só ganharam com isso.
Uma derradeira palavra para o som: cristalino para a orquestra, desastroso para o grupo.
Colaboração de Gim
A experiência não é inédita - os Deep Purple foram os primeiros em 1969 - mas juntar uma orquestra sinfónica e um grupo de rock é um projecto fascinante que só prova que a música é uma Arte sublime, independente dos seus formatos.
Invejando Bryan Ferry, Rui Reininho mais parecia um empregado do Casino Lisboa ali ao lado, desengonçado no seu tuxedo branco que acabaria por trocar por uma camisa à Willie Nelson.
A mistura correu muito bem, com as roupagens sinfónicas a favorecer algumas canções medíocres dos GNR.
Com um público quarentão e sufocado pelo temor reverencial com que o Pavilhão Atlântico acolheu a orquestra sinfónica (114 homens e uma mulher), de nada valeram os esforços do baixista Jorge Romão que em vão tentou animar uma assistência já bem calhada na vida e pouco disposta a devaneios juvenis.
Bravo para a Banda Sinfónica da GNR. Os seus arranjos orquestrais foram determinantes. "Asas", "Dunas", "Pronúncia do Norte", "Efectivamente" só ganharam com isso.
Uma derradeira palavra para o som: cristalino para a orquestra, desastroso para o grupo.
Colaboração de Gim
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
JÁ OS TENHO!!!!
Valentim de Carvalho/Som Livre VSL 1197-2 - 2007
Estou ainda em estado de choque! E já tenho uns 60 anitos!
É nestas ocasiões que tenho orgulho em ser amigo de pessoas como Jorge Mourinha e Miguel Cadete! Que belas edições! É das poucas vezes que não nos envergonhamos da nossa indústria discográfica!
Estou com pressa e, por isso, só ainda abri os Sheiks.
Começo pela capa: não é a mais óbvia, mas é a mais "beatle". Por alguma razão os Sheiks são conhecidos como os "Beatles portugueses".
O CD propriamente dito tem a imagem de um vinil. Nem acredito que estou perante um produto português, feito por portugueses. Mais me parece uma edição da Magic Records, da RPM, da RevOla, sei lá.
O autocolante que fecha o digipack é o (brilhante) logotipo da Do Tempo Do Vinil que pode ser guardado, desde que tirado com o devido respeito. E cuidado para não rasgar a capa!
Parabéns, Som Livre!
Como a lombada é que importa, a colectânea chama-se "Missing You". São 76' 04'' de música dos Sheiks com qualidade ultra em 32 faixas.
Como não há bela sem senão, parece-me que a ilustração da discografia dos Sheiks poderia ser mais cuidada.
Como quer que seja, há ocasiões em que sinto orgulho em ser português: esta é uma delas!
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
VEM AÍ A PRIMEIRA ENXURRADA
Não fazem por menos! De uma assentada, saem no dia 29 de Novembro os cinco primeiros CDs da colecção Do Tempo Do Vinil, da Valentim de Carvalho/Som Livre, dirigida pelos jornalistas Jorge Mourinha e Miguel Cadete.
Só espero que esta pujança não se fique por aqui.
"Independança", dos GNR, "Com Uma Viagem Na Palma Da Mão", de Jorge Palma, "Alibi", de Manuela Moura Guedes, "Missing You", dos Sheiks, e "Mistérios e Maravilhas", dos Tantra, são os cinco primeiros bébés em digipack.
Nunca editado em CD, "Independança" é o primeiro álbum dos GNR, editado em 1982. Sai agora em CD duplo com sete canções-extra, entre as quais o EP de 1983, "Twistarte", e o primeiro single, "Portugal na CEE", de 1981.
O primeiro álbum de Jorge Palma, de 1975, também nunca tinha visto a luz do dia em CD. O próprio Jorge Palma presta um depoimento sobre a criação deste disco.
"Alibi" surge igualmente pela primeira vez em CD. Foi originalmente publicado em vinil em 1982. Os GNRs Rui Reininho, Vítor Rua e Tóli César Machado escreveram, tocaram e produziram todas as canções. O single de 1981, "Foram Cardos, Foram Prosas", de Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Camacho, também aqui está incluído.
O álbum dos Sheiks é talvez o que apresente menos surpresas. O fundamental da sua obra está publicado em CD - embora descontinuados - com excepção das versões espanholas de "Missing You" e "Tell Me Bird", um verdadeiro delírio. Trata-se de uma compilação que reúne 28 canções de 1965 a 1967 editadas pela Valentim de Carvalho. De fora, ficam apenas os álbuns "Pintados de Fresco" (1979) e "Sheiks Com Cobertura" (1980), da Nova, ambos inéditos em CD.
O único destes cinco álbuns que já tinha visto a sua edição em CD é "Mistérios e Maravilhas", dos Tantra, de 1977, que surge aqui com o primeiro single, "Novos Tempos", de 1976, este sim, inédito em CD.
Uma segunda leva, para 2008, está já a ser pensada, com álbuns dos UHF, Petrus Castrus, Quinteto Académico, Telectu.
É caso para perguntar o que andou a fazer a Valentim de Carvalho até agora.
Só espero que esta pujança não se fique por aqui.
"Independança", dos GNR, "Com Uma Viagem Na Palma Da Mão", de Jorge Palma, "Alibi", de Manuela Moura Guedes, "Missing You", dos Sheiks, e "Mistérios e Maravilhas", dos Tantra, são os cinco primeiros bébés em digipack.
Nunca editado em CD, "Independança" é o primeiro álbum dos GNR, editado em 1982. Sai agora em CD duplo com sete canções-extra, entre as quais o EP de 1983, "Twistarte", e o primeiro single, "Portugal na CEE", de 1981.
O primeiro álbum de Jorge Palma, de 1975, também nunca tinha visto a luz do dia em CD. O próprio Jorge Palma presta um depoimento sobre a criação deste disco.
"Alibi" surge igualmente pela primeira vez em CD. Foi originalmente publicado em vinil em 1982. Os GNRs Rui Reininho, Vítor Rua e Tóli César Machado escreveram, tocaram e produziram todas as canções. O single de 1981, "Foram Cardos, Foram Prosas", de Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Camacho, também aqui está incluído.
O álbum dos Sheiks é talvez o que apresente menos surpresas. O fundamental da sua obra está publicado em CD - embora descontinuados - com excepção das versões espanholas de "Missing You" e "Tell Me Bird", um verdadeiro delírio. Trata-se de uma compilação que reúne 28 canções de 1965 a 1967 editadas pela Valentim de Carvalho. De fora, ficam apenas os álbuns "Pintados de Fresco" (1979) e "Sheiks Com Cobertura" (1980), da Nova, ambos inéditos em CD.
O único destes cinco álbuns que já tinha visto a sua edição em CD é "Mistérios e Maravilhas", dos Tantra, de 1977, que surge aqui com o primeiro single, "Novos Tempos", de 1976, este sim, inédito em CD.
Uma segunda leva, para 2008, está já a ser pensada, com álbuns dos UHF, Petrus Castrus, Quinteto Académico, Telectu.
É caso para perguntar o que andou a fazer a Valentim de Carvalho até agora.
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