Mostrar mensagens com a etiqueta GAC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta GAC. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A CANTIGA É UMA ARMA


VOZES NA LUTA - VL-1 003

A Cantiga É Uma Arma (José Mário Branco) - Viva A Guiné-Bissau Livre e Independente (José Mário Branco)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A CANTIGA É UMA ARMA


VOZES NA LUTA - VLP 10001

Lado 1

A Cantiga É Uma Arma - A Luta do Jornal do Comércio - A Luta dos Bairros Camarários - Alerta!

Lado 2

Ronda do Soldadinho - Aos Soldados e Marinheiros - Viva a Guiné-Bissau Livre e Independente - Em Vermelho, Em Multidão

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A CANTIGA É UMA ARMA


GAC-VOZES NA LUTA/EDIÇÕES VALENTIM DE CARVALHO/iPLAY - IPV 1420-2 - 2010

A Cantiga É Uma Arma (José Mário Branco) - A Luta do Jornal do Comércio (José Mário Branco/Tino Flores) - A Luta dos Bairros Camarários (José Mário Branco) - Alerta (José Mário Branco) - Ronda do Soldadinho (José Mário Branco) - Aos Soldados e Marinheiros (José Mário Branco) - Viva A Guiné-Bissau (José Mário Branco) - Em Vermelho Em Multidão (GAC) - Hino da Reconstrução do Partido - gravação inédita (Luís Pedro Faro) - A Internacional - Classe Contra Classe (João Lisboa/Eduardo Paes Mamede) - Até À Vitória Final (Afonso Dias) - Exército do Povo (GAC) - O Poder Aos Operários e Camponeses (Fausto) - Povo Em Armas (João Lisboa/Eduardo Paes Mamede) - Soldados Ao Lado do Povo (GAC) - Zé Diogo (João Lisboa/Carlos Guerreiro)

Numa parceria entre o GAC-Vozes na Luta, Valentim de Carvalho e iPlay acaba de ser editada pela primeira vez em CD a obra discográfica do GAC (Grupo de Acção Cultural).

Trata-se de um documento histórico, datado do PREC (Processo Revolucionário Em Curso, 1975-76), que não deixará de motivar sorrisos compadecidos e/ou cúmplices ou de horror pelas letras ultra-revolucionárias entoadas ou simplesmente ditas em tom de comício. Presume-se mesmo que causem algum arrepio...

A edição, cuidada, tem masterização de um mago do som nacional, José Fortes, e textos contextualizantes de Nuno Pacheco e João Lisboa.

Pela primeira vez, revelam-se as autorias das canções.

O GAC nasceu a 01 de Maio de 1974 com José Mário Branco, Luís Cília, Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, José Afonso, Francisco Fanhais, Fausto, Manuel Freire, Júlio Pereira, Vitorino, Manuel Alegre, Carlos Gil, Tino Flores, Afonso Dias, Fernando Laranjeira e Duarte, entre outros.

De extrema-esquerda, o GAC ajudou à criação da UDP (União Democrática Popular), hoje esvaída no Bloco de Esquerda.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ALERTA!


VOZES NA LUTA - VL 1001

Alerta! (GAC/José Mário Branco) - Em Vermelho, Em Multidão (Afonso Dias/José Mário Branco)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

ATÉ À VITÓRIA FINAL


VOZES NA LUTA - VL 1006

Até À Vitória Final (D. Grange/Afonso Dias) – O Exército do Povo (Partisans)

Cortesia de Gin-Tonic

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

AOS SOLDADOS E MARINHEIROS


GAC VL 1002

Aos Soldados e Marinheiros – Ronda do Soldadinho

Mais uma jóia da coroa, para citar a feliz expressão com o que o Filhote designou estes “singles” do GAC.

São duas canções do José Mário Branco, a que dá capa ao disco e acompanha o estilo do PREC e a do lado B a “Ronda do Soldadinho”, esta uma belíssima canção, uma valsa lenta, coisas muito simples: um menino lindo que nasceu no roseiral, não nasceu p’ra fazer mal, já sabe ler e contar, cresceu mas não colheu de semear, os senhores da terra o mandaram pr’a guerra morrer ou matar.

Tanto quanto a discografia da casa permite ver, esta canção apenas aparece no LP do GAC VLP/1001.

A mero título de curiosidade, diga-se que Isabel Silvestre, uma mulher muito pouco dada a esquerdas, incluiu “Ronda do Soldadinho” no seu álbum “A Portuguesa”.

Se não houve exigências da etiqueta poderá concluir-se que apenas funcionou o estar perante uma bonita canção. E é!

Colaboração de Gin-Tonic

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ZÉ DIOGO


VOZES NA LUTA - VL 1008

Soldados Ao Lado Do Povo – Zé Diogo

Volta e meia por aqui é referido o trabalho colectivo do Grupo de Acção Cultural “Vozes na Luta", vulgo GAC.

Publicaram alguns singles e parte deles foram mais tarde reunidos num LP – “A Cantiga é Uma Arma” (VLP/1001).

Este é o single com o título “Soldados ao Lado Povo”. O que se mostra não é a capa do single, mas a sua contra-capa, que é que por agora nos importa.

A canção do lado B chama-se simplesmente “Zé Diogo” e é da autoria de J. Lisboa e de C. Guerreiro.

A história da canção pode ler-se no interior e fazemos a respectiva transcrição:

Columbano Monteiro era um grande agrário do Baixo Alentejo e que foi durante 14 anos o Presidente da Câmara de Castro Verde, intimo amigo do famigerado fascista Santos Costa, Ministro da Defesa no tempo de Salazar, esse agrário não se cansou de oprimir o povo no tempo mais negro do fascismo, chegando ao ponto de esbofetear dezenas de trabalhadores e a mandar prender ceifeiros ao seu serviço.

Nos fins de Setembro, o Columbano despediu o tractorista José Diogo. Não vendo razões para tal despedimento, o Zé Diogo resolveu no dia 30 de Setembro ir ao covil desse fascista pedir explicações do seu procedimento, ao qual este respondeu que não queria canalhas na sua casa, recusando-se a dizer-lhe mais qualquer coisa, e não contente com isso agrediu o trabalhador.

A resposta deste foi justa: puxando da navalha golpeou três vezes o agrário fascista.

A actuação do Zé Diogo foi justa, foi a resposta ao despedimento sem justa causa, à agressão física, aos insultos. É o resultado de um ódio acumulado por anos e anos de trabalho a troco de fome e da opressão, das bofetadas e das prisões que o fascista não se cansou de fazer em vida.

Agora já não faz mal a mais ninguém, foi saneado da face da terra. Contra a “justiça burguesa” que prendeu José Diogo levantou-se um amplo a movimento popular. Apavorada, a burguesia recorreu a todas as artimanhas para desmobilizar a ofensiva popular: por três vezes e transferido por duas: de Ourique para Lisboa e de Lisboa para Tomar. Nada conseguiu.

A ofensiva popular ao invés de esmorecer, engrossou e ganhou mais forças e no dia 25 do mês de Agosto de 1975, o povo presente no Tribunal de Tomar tomou uma decisão histórica: decidiu que José Diogo não seria julgado pela burguesia mas sim pelos seus irmãos explorados e oprimidos.

Estava assim constituído o primeiro Tribunal Popular da nossa história.

A sentença não podia ser outra: libertação de José Diogo e condenação de Columbano Monteiro por explorador e opressor do povo.

Que fique bem claro que a reprodução deste texto, outro intuito não visa do que recordar um facto histórico, dos muitos que aconteceram nos primeiros tempos de Abril.

Quando Novembro entrou pelos quartéis de Abril a “ordem” foi restabelecida e José Diogo acabou por ser julgado e condenado por um Tribunal do Estado de Direito.

Colaboração de Gin-Tonic