Mostrar mensagens com a etiqueta Fliers. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fliers. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

FLIERS


ESTÚDIO - SIN 202 - 1969

Foi O Mar (Fliers/Sampaio Luz) - Pensando Em Ti (Fliers/José Luís Pires)

O conjunto teve a colaboração nesta gravação de Salette Aranda na flauta de Bisel.

"Foi O Mar" é um plágio descarado de "You're No Good", canção de Clint Ballard Jr tornada conhecida pelos Swinging Blue Jeans.

Radicados na zona Estoril/Cascais, os Fliers nasceram em 1965 com Júlio Ribeiro (voz e guitarra), Reinaldo Pereira Costa (viola baixo), José Luís Pires (viola solo), Fernando Catado (bateria) e Luís Filipe Santos (órgão).

Ensaiavam na famosa garagem de Michel, baterista do Quarteto 1111.

No dia 04 de Setembro de 1965 participaram na 2ª eliminatória do Concurso Yé-Yé do Teatro Monumental, em Lisboa, mas foram eliminados. A eliminatória foi ganha pelos Demónios Negros.

Em 1967, gravaram com Daniel Bacelar o último EP do Ricky Nelson português.

Reinaldo Costa contou a este blogue que os Fliers tiveram grandes dificuldades à época devido ao cabelo comprido que usavam.

Tínhamos os cabelos muito, muito grandes. As pessoas paravam para ver e metiam-se connosco. Os eléctricos também paravam com as pessoas "a mandar vir". No "Estribinho", em Cascais, cheguei a andar à pancada por causa do cabelo.

Num espectáculo nos Salesianos, as pessoas mandavam tostões para o ringue para cortarmos os cabelos. Ainda juntámos cento e tal escudos.

Sempre fomos um conjunto à parte.

No dias 16 de Julho de 1969 participaram no I Festival da Costa do Sol, também nos Salesianos. Os Musica Novarum foram os vencedores.

Ainda 1969, os Fliers gravaram o seu único disco em nome próprio, um single, cujo lado A, "Foi O Mar", estará incluído na colectânea "Caloiros da Canção" , segundo soube este blogue.

domingo, 30 de maio de 2010

I FESTIVAL DA COSTA DO SOL


Os Musica Novarum foram os vencedores do I Festival de Conjuntos de Música Moderna da Costa do Sol que se realizou no Pavilhão dos Salesianos do Estoril no dia 16 de Julho de 1969.

Foi a vitória da modéstia e da simplicidade sobre a exuberância, quase sempre excessivamente barulhenta, da grande maioria dos competidores, escreveu o "Diário Popular" no dia seguinte.

A seguir aos Musica Novarum, classificaram-se no podium Sindicato (ex-Jets com baterista Chinchila, Vítor Mamede, mais Jorge Palma) (a quem pertenceu, talvez, o melhor arranjo musical do certame, mas cuja actuação foi prejudicada pela exuberância de um vocalista espalhafatoso de mais) e Emotion (um conjunto cumpridor, mas vulgar, a quem não fica bem o pedantismo de um título em inglês).

O quarto lugar foi repartido por todos as restantes bandas.

O júri desde Festival foi constituído por Francisco d'Orey, José Cid, Alexandre O'Neil, Ivo Cruz, José Nuno Martins, Melo Pereira, Manuel Jorge Veloso e José Manuel Cabral.

No Festival inscreveram-se 25 bandas, entre as quais, os Kakos, Fliers, Delphins, Pumas, Xaranga Beat, Logos Quintetus, Regimento Espiritual, Marqueses.

Os Musica Novarum eram formados por Nuno Rodrigues (viola), António Lobão (flauta), Daphne Stock (voz e adufe) e Judi Brennan (voz), todos residentes em Carcavelos.

Segundo o "Diário Popular", a realização do Festival em nada contribuiu para defender a qualidade do certame, pois dificilmente se encontraria um recinto com piores condições acústicas.

Os conjuntos dotados de mais poderosos instrumentos (e, à excepção do agrupamento vitorioso, todos possuíam tal caracterísitica) transformavam-se em autênticas fábricas de barulho ensurcedor, por força da ressonância do local, agravada pelo alarido do público.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

7º E ÚLTIMO EP DANIEL BACELAR (1967)


MARFER - MEL. 2-055 - 1967

I Wonder Why (Daniel Bacelar) - Todos Gostam Dum Palhaço (Everybody Loves A Clown) (Leslie/Russel/Lewis/Daniel Bacelar) - Cigana (Gypsy Woman) (Burnette/Osborn/Daniel Bacelar) - Never Be Anyone Else But You (Nunca Haverá Mais Ninguém Senão Tu)

Neste EP, Daniel Bacelar é acompanhado pelos Fliers, de Cascais.

segunda-feira, 3 de março de 2008

DEMÓNIOS À SOLTA NA 2ª ELIMINATÓRIA


Os madeirenses Demónios Negros, do actualmente televisivo Luís Jardim, foram os vencedores da 2ª eliminatória do Concurso Ié-Ié que se realizou no dia 04 de Setembro de 1965, no Teatro Monumental, em Lisboa. Obtiveram 35 pontos.

O segundo lugar foi para os Twist Star, de Póvoa de Sta Iria, com 25 pontos, o terceiro para os Fliers, de Cascais, com 20,5.

Depois do podium, ficaram Primavera Em Sintra (Sintra, 13,5 pontos) e os Kalyfas (Torres Novas, 10 pontos).

Segundo a reportagem da revista "Rádio & Televisão, os Demónios Negros eram formados por Alberto Manso, 17 anos, vocalista e baterista, Tiago Camacho, 17, viola baixo, Luís Jardim, 15, viola ritmo, e Óscar Gonçalves, 18, viola solo.

Nesta época, com 15 anos, Luís Jardim bem poderia ter sido o viola ritmo (se não houve lapso da revista), mas hoje em dia, com residência em Londres, o madeirense é sobretudo conhecido como percussionista (sangue latino?).

Atentem à lista de participações de Luís Jardim que eu consegui reunir e que seguramente estará incompleta:

David Gilmour, Dream Academy, David Bowie, Clime Fisher, Kirsty MacColl, Lisa Stansfield, Rolling Stones, Dusty Springfield, Oleta Adams, Hothouse Flowers, Chimes, Black, Robert Palmer, Soul II Soul, Annie Lennox, Betsy Cook, Paul McCartney, Cat Stevens, Bryan Ferry, Malcolm McLaren.

Regressando ao ié-ié puro e duro:

Os Demónios Negros, ainda segundo a mesma reportagem, vestiam fatos com riscas pretas e gravatas com riscas encarnadas e cantaram "It's Not Unsual", "Teu Amor" e "Kansas City". Cabelos muito compridos, estilo beatle.

São todos estudantes, tendo começado por formar um grupo de futebol e só depois veio o conjunto musical (sic). Empolgaram o público do Monumental e os maiores aplausos foram para o baterista.

Os Twist Star era um grupo curioso, já que eram formados por operários nas Oficinas de Material Aeronáutico e em duas empresas locais: Jaime Carmo Alves, 20 anos, viola solo, Manuel Alves, 19, vocalista e viola baixo, Joaquim Rosado, 22, viola baixo, Fernando Lourenço, 20, bateria, e João Rodrigues, 19, viola ritmo.

Todos de camisa branca e laço castanho escuro. O casaco é da mesma cor e tem o emblema do conjunto. Fundou-se há um ano. É seu dirigente artístico o antigo elemento da orquestra de Belo Marques, François Venturini. Gastaram 60 contos nos instrumentos e actuam em festas no Ribatejo.

Os Fliers, de Cascais, eram formados por Fernando Manuel Catado, 22 anos, bateria, José Manuel Cerqueira, 22, viola solo, Júlio Ribeiro, 22, vocalista e viola ritmo, e Armando Rocha, 23, viola baixo.

Cantaram "La Bamba", "I'm The One", "My Bonnie" e "I Saw Her Standing There".

Os Kalyfas, de Torres Novas, eram formados por João Julião (guitarra), João Luís Alves (baixo), Rui Venâncio, mais tarde dos Xarhanga (bateria), Joaquim Varela (guitarra-ritmo) e José Galamba (voz).

Rui Venâncio foi eleito o melhor baterista do Concurso, tendo recebido uma medalha das mãos de representantes do Movimento Nacional Feminino, organizador do Concurso.