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sexta-feira, 26 de junho de 2009

TONICHA


RCA VICTOR - TP 515 - edição portuguesa (s/data)

Senhora do Almortão - Pèsinho do Pico - Resineiro - Lírio Branco

Direcção musical de Filipe de Brito

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

UM REBANHO DE BRUXAS...


RAPSÓDIA - EPF 5.164 - edição portuguesa (s/data)

José Trincheira - Valência d'Alcântara - Tardes de Vila Franca - Ayamonte

Há, pelo menos, três coincidências recentes relativas a este post e não são intencionais.

Em primeiro lugar, o EP é de Filipe de Brito, um acordeonista de que um leitor citou há pouco neste blogue.

Em segundo, o cenário é o Campo Pequeno, em Lisboa, também já retratado aqui há bem pouco tempo.

Em terceiro e último lugar e, quiçá, o mais relevante, na contracapa do EP encontra-se um texto de Neves de Sousa:

O acordeonista que escutam tem vinte anos de idade. Oriundo de uma província onde se cultiva um estilo próprio de musicalidade, de uma província que beija la Giralda e acena à Maestranza, transplantou todas as teclas da harmonia para os sons mágicos do acordeão.

Em Espanha, chamaram-lhe
el mago. Então, o artista português comandava o cast de um programa famoso, quase inacessível aos artista comum: Gran Parada.

Foi aí, no solharengo berço madrileno, que ele se deixou impressionar pelos
olés de uma plaza eufórica de alegria, plena de entusiasmo, vibrante de emoção. Foi aí, entre um rumor de castanholas e uma mantilha negra, no espaço que separa uma ovação do borbulhar de sangue, que ele se aprisionou ao destino dos toureiros, que ele sentiu vibrar (pela primeira vez) o coração de amante da fiesta.

Assim nasceu este disco. Imagine o ouvinte um círculo de areia e fogo. Lá dentro, um
miura vergasta o capote que o cega. O matador enfrenta a morte, enquanto no redondel o perfurme musical do acordeão está presente.

Em lamentos ou em carícias, sete notas criam um halo de glória.

Com uma assinatura: Filipe de Brito.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FILIPE DE BRITO TOCA BEATLES


DECCA - PEP 1098

Lado A - selecção de My Fair Lady

I Could Have Danced All Night - The Rain In Spain - Show Me - With A Little Bit Of Luck - Get Me To The Church On Time - On The Street Where You Live

Lado B - selecções de Charles Aznavour e Beatles

Et Pourtant - Je T'Attends - Les Comediens (Charles Aznavour) - I Want To Hold Your Hand - She Loves You - All My Loving (Beatles)

Não deixa de ser acolhida com o maior optimismo esta nova gravação de Filipe de Brito. Isto, na medida em que o acordeonista, que desde há muito passou fronteiras, foi ao encontro do público, ao seleccionar os trechos mais famosos da opereta "My Fair Lady", do consagrado Aznavour e do tão conhecido conjunto The Beatles.

Xavier de Magalhães

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A AMARGUINHA DE FILIPE DE BRITO



ZIP ZIP 10.001/E

Pauliteiros do Douro - Feia - Urso Ky - Tecto Na Montanha

"Urso Ky" é da autoria de Filipe Mendes e "Tecto na Montanha" de José Afonso.

Este EP foi-me oferecido pelo "Tempo Zip", programa de rádio que se seguiu ao de televisão, "Zip Zip". Pena que não tenha data.

Mas isso também não interessa. Trouxe aqui este EP por outros motivos.

Temos estado de volta do vinho de Lafões e lembrei-me da Amarguinha de Filipe de Brito.

What?

Segundo Ludovina Rodrigues Galego e Valentim Ribeiro de Almeida, autores do livro "Aguardentes de Frutos e Licores do Algarve", foi Filipe de Brito, a partir de 1974, o grande responsável pela divulgação da Amarguinha.

Estabelecido em Almancil, o reputado acordeonista algarvio, que se inspirou no licor italiano Amaretto di Saronno, criou a marca Amarguinha com o rótulo das típicas chaminés algarvias.

Herdeiro do negócio de bebidas do seu pai, José de Brito (e, ao que parece, também de veia musical), abandonou a sua promissora carreira de músico e dedicou-se a modernizar a empresa da sua família, deixando inclusivé de comercializar vinho a granel.

Hoje, a Amarguinha está na posse de outra empresa não algarvia, a Sogrape, sendo o terceiro licor nacional em volume de vendas.

in "DN Verão", 19 de Agosto de 2007

Nos anos 60, Filipe de Brito assinava crónicas azedíssimas nas revistas de então. Eu acho que é daí que vem o nome de Amarguinha.