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sexta-feira, 7 de abril de 2017
FANATICS
ALVORADA - AEP 606 35
Vautours (Pierre Klein) - Karin (Alain Thibaut) - The Spotnick Theme (Bo Wimberg) - Comete (J. Adolphe)
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
1º FESTIVAL DE ROCK PORTUGUÊS HÁ 50 ANOS!
O primeiro grande festival de rock português (ié-ié, "tipo Shadows) faz hoje 50 anos!
Foi no cinema Roma, em Lisboa, para promover o filme "Mocidade em Férias", com Cliff Richard e os Shadows, e tinha o curioso título Concurso de Conjuntos do Tipo Shadows.
O primeiro dia do Festival ocorreu a 16 de Setembro de 1963, faz hoje meio século.
Para o sensacional
concurso do cinema Roma,
inscreveram-se 22 conjuntos: Victor Gomes e os seus Gatos Negros, Nelo do Twist
e seus Diabos, Electrónicos, Jets, Telstars, Eddye Gonzalez e os seus Ekos, Les
Fanatics, Vendavais, Tigres, 3 Jotas, Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen,
S.O.S., Lisboa À Noite, Nova Onda, Sanremo 172, Napolitano, Panteras do Diabo,
Jovens do Ritmo, Mascarilhas, Juventude Dinâmica e Condores.
Rezava assim o anúncio do Concurso publicado na Imprensa no dia
05:
O cinema Roma convida-os (aos conjuntos) a
comparecerem na sua sala nos próximos dias 6 e 7, das 10 às 12,45 e das 18,30
às 20 horas, a fim de serem ouvidos, para que se possa fazer uma selecção
prévia, e combinar o plano da sua actuação a partir da estreia do filme
"MOCIDADE EM FÉRIAS", que está prevista para sexta-feira, 13 de
Setembro.
Nesta reunião privada não se exigem os
trajos com que aparecerão perante o público. Apenas se tornam indispensáveis os
instrumentos de música e respectivos aparelhos de amplificação.
Mais uma vez se lembra que o Conjunto
eleito pelo voto do espectador terá direito, graças aos Estabelecimentos
Valentim de Carvalho, a uma face de um disco comercial e o Conjunto escolhido
pelo Júri a um disco comercial (2 faces) e ainda à apresentação pessoal aos
Shadows, em Londres, para onde serão transportados em aviões dos TAP-BEA.
O cinema Roma agradece, desde já, a todos
o entusiasmo com que acolheram esta iniciativa.
O júri era constituído por Maria João Aguiar, António Miguel, Luís
Villas-Boas, João Nobre, Paulo de Medeiros, Hugo Ribeiro, Posal Domingues,
Mello Pereira, A. Leite Rosa e José Gomes.
Com apresentação de Fernando Pessa, as actuações decorreram de 16
a 29 de Setembro, tendo o júri deliberado convocar para a finalíssima, no dia
04 de Outubro, os Panteras do Diabo, Nelo do Twist e seus Diabos, Titãs, Daniel
Bacelar e os Gentlemen e Fernando Concha e o Conjunto Mistério
(ex-Mascarilhas).
No comunicado da decisão, o júri avisa que considerando que a apreciação dos Conjuntos por princípio teria de ser
fundamentalmente do tipo do "The Shadows", não julgou a actuação dos
vocalistas (embora alguns bastante se tivessem distinguido).
A final realizou-se no dia 04 de Outubro e o júri deliberou por
unanimidade declarar vencedor do Concurso o "Conjunto Mistério de Fernando
Concha".
O júri considerou também que constituiu um êxito invulgar, tanto para o Cinema Roma como para o público, a
presença de tão elevado número de Conjuntos, na maioria formados por jovens
executantes e de alguns elementos que muito se distinguiram.
O grupo mais votado pelo público foi Victor Gomes e os seus Gatos
Negros.
No dia 07 de Outubro, o Diário
Popular, pela pena de Paulo de Medeiros, simultaneamente escriba e
membro do júri do Concurso, publica a crónica que se segue:
Perante uma enorme multidão, na sua
essência constituída por jovens apaniguados do azougado ritmo dos nossos dias -
o twist -
terminou na passada sexta-feira no Cinema Roma o certame que a Gerência daquela
sala empreendeu no sentido de escolher um agrupamento que maiores afinidades
apresentasse com os celebrados Shadows.
Depois da exibição de todos os grupos
inscritos, o júri seleccionou cinco conjuntos que dirimiam forças na final e
que na realidade se afiguraram os mais apetrechados para discutir a primeira
posição. Foram eles Os Diabos, de Nelo, Titãs, Conjunto Mistério, de Fernando
Concha, Panteras do Diabo e os Gentlemen, de Daniel Bacelar.
Após as respectivas audições, saiu
vencedor, como se previa - e por mérito próprio - o agrupamento Mistério,
dirigido pelo conceituado Fernando Concha. Com efeito, o popular conjunto
caprichou em ofertar-nos um variado e homegéneo sortilégio melódico para todos
os paladares.
Sem dúvida que para o êxito obtido em
muito contribuiu a escolha das engendradas composções onde o quarteto
desenvolveu a sua classe proverbial, pois empregou uma orquestração assaz rica
e utilizou-a em todas as tonalidades, sem perder qualquer das suas outras
facetas quer no aspecto inventivo, frescura melódica e sentido rítmico.
Apresentação sóbria, como é apanágio, de
Fernando Pessa.
Estão pois de parabéns o público, o
conjunto galardoado, Portal da Costa, idealizador do certame que com tanto
brilho decorreu e o júri pela uniformidade e certeza de critério com que
deliberou.
No dia 12 de Outubro, a revista Rádio
& Televisão deu
a capa ao Conjunto Mistério e no interior escreveu:
No palco do Cinema Roma estiveram vários
conjuntos jovens num concurso destinado a eleger o que mais se identificasse
com os famosos Shadows. Ganharam justamente Fernando Concha e o seu Conjunto
Mistério. E revelaram-se outros grupos que poderão ficar como valiosos
intérpretes de música moderna.
Além deste factor, a iniciativa teve outra
particularidade agradável: não houve êxtase de jovens contagiados na plateia,
não houve distúrbios na sala.
Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta".
Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta".
Luís Pinheiro de Almeida
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Concurso Yé-Yé,
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Nelo do Twist,
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Victor Gomes
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
quarta-feira, 18 de maio de 2011
GENTLEMEN
António Sousa Freitas (bateria), Jorge Carp (viola-baixo), Jaime Queimado (viola-ritmo) e Claude Carp (viola-solo)
Os Gentlemen (1963-1965) foram a banda de acompanhamento de Daniel Bacelar em 3 dos 7 discos do Ricky Nelson português.
Constituíram-se em 1963 com Claude Carp (viola-solo), o irmão Jorge Carp (viola-baixo), Chico (viola-ritmo) e João Silveira (bateria).
Em Setembro de 1963, participaram com Daniel Bacelar no Concurso Tipo Shadows, no cinema Roma, em Lisboa.
Em 1965, com a formação constante na imagem, os Gentlemen gravaram o seu último disco com Daniel Bacelar, após o que se separaram, com o regresso dos irmãos Carp a França para conclusão dos estudos.
Jaime António Pinheiro Simões Queimado fez aos 10 anos a sua primeira guitarra, com uma embalagem de madeira, a régua da escola, uns pregos e o fio de pesca do Pai e aos 13 já tinha a sua primeira banda - Golden Stars - com Fernando Tordo, João Guerra e Carlos Bastos.
Cantávamos a vozes, tipo Golden Gate Quartet ou Trio Odemira, mas também Ricky Nelson e até Cliff Richard. Eu tinha umas maracas, só o Carlos Bastos sabia tocar viola, por curiosidade alugada na Escola Duarte Costa, lembra Jaime Queimado.
Depois dos Golden Stars, Jaime Queimado forma uma segunda banda, cujo nome não se recorda, com o irmão Luís e ainda Rui Bettencourt (bateria) e Duarte Mendes (viola-ritmo e voz). O repertório era Cliff Richard e Shadows.
Sem falsa modéstia, o Conjunto Mistério não nos chegava aos calcanhares. Ainda pensámos concorrer ao Concurso Tipo Shadows, mas éramos só uma grande banda sem material.
Ainda em 1963, Jaime Queimado integra a segunda formação dos Telstars, (não participou na gravação do disco), um dos primeiros conjuntos yé-yé portugueses e, segundo afirma, um dos primeiros a cantar Beatles em Portugal.
Depois da experiência dos Telstars, Jaime Queimado parte para os Fanatics, outro grupo instrumental, onde pontuava Michel, le chéf, não chegando a gravar o único EP do conjunto.
Nos bailes, os Fanatics tinham um coro feminino de três chanteuses, Katie (suiça-alemã), Marianne (anglo-francesa) e Nicole (francesa-argelina), o que era inédito.
Depois dos Fanatics, Jaime Queimado foi para os Gentlemen para acompanhar Daniel Bacelar tendo gravado o EP de 1965, após o que voltou a mudar de agulha e foi integrar os Claves post-Concurso Yé-Yé para substituir Luís Pinto de Freitas, enquanto Manuel Costenla substituía José Athouguia na bateria.
Desta vez, fui para o baixo. A experiência, basicamente Beatles, durou pouco tempo, devido a um grave acidente de viação de João Ferreira da Costa (órgão) e também porque eu não quis tocar "Quero Que Vá Tudo Pró Inferno", lembra, sorridente, Jaime Queimado.
Veio depois uma fase a duo com Fernando Tordo para animar as festas da Central School Of English, após o que ambos integraram os Deltons, com Luís Moutinho e Luís Antero.
Os Who, os Hollies eram as referências que nos distinguiam. Éramos um grupo diferente. A fase, dita yé-yé, já tinha acabado.
Jaime Queimado é também compositor, tendo sido co-autor, por exemplo, de "Então Dizia-te", que Duarte Mendes defendeu no Festival RTP da Canção de 1970.
António Manuel Sousa Freitas, filho do poeta de Buarcos, Sousa Freitas, autor, por exemplo, de "Nunca Direi Adeus" (Sérgio Borges) e de "Figueira da Foz" (Maria Clara), nasceu em Lisboa a 03 de Maio de 1947 e aos 14 anos já tocava bateria com Luís Waddington, que viria mais tarde a pertencer ao Conjunto Mistério.
Em 1964 integrou a segunda formação dos Telstars, de onde saiu com Jaime Queimado para os Fanatics e depois para os Gentlemen, onde também gravou o EP de 1965 de Daniel Bacelar.
Para mudar de ambiente, Tó Freitas fixou-se depois em Coimbra onde viria a integrar o Conjunto Universitário Hi-Fi com quem gravou o primeiro EP do grupo, dedicando-se depois ao jazz, no Quinteto de Jazz da Associação Académica.
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sábado, 19 de setembro de 2009
CONJUNTO POP 32
E os conjuntos que se formavam nas unidades militares na guerra do Ultramar?
Este era o Conjunto POP 32 do Batalhão de Caçadores Páraquedistas 32, Nacala, Moçambique 1967/1969.
Na viola-solo o Páraquedista Rosa, na bateria o Especialista Duarte, no baixo o Especialista Pytra e na viola acompanhamento o SG João.
Colaboração de Luís Duarte (Litó, dos Fanatic's)
Este era o Conjunto POP 32 do Batalhão de Caçadores Páraquedistas 32, Nacala, Moçambique 1967/1969.
Na viola-solo o Páraquedista Rosa, na bateria o Especialista Duarte, no baixo o Especialista Pytra e na viola acompanhamento o SG João.
Colaboração de Luís Duarte (Litó, dos Fanatic's)
quarta-feira, 29 de julho de 2009
ENTÃO, QUE GUITARRA É ESTA?
Litó, dos Fanatics, jura que esta é a viola baixo Fender Stratocaster que comprou em 1962 na Custódio Cardoso Pereira, em Lisboa.
E diz mais:
Diz que até serviu de remo numa das piscinas do "Santa Maria" numa viagem à Grécia!
E diz mais:
Diz que até serviu de remo numa das piscinas do "Santa Maria" numa viagem à Grécia!
sábado, 27 de dezembro de 2008
LES FANATICS
ALVORADA - AEP 60635 - 1964
Vautours (Pierre Klein) - Karin (Alain Thibaut) - The Sptonick Theme (Bo Wimberg) - Comete (J. Adolphe)
Constituídos no Liceu Francês, em Lisboa, os Fanatics, conjunto instrumental, tiveram uma primeira formação (a do disco) com Alain Thibaut (guitarra), Alain Staufner (baixo), José Carlos da Maia (guitarra) e Michel Costa (bateria).
Numa 2ª ou 3ª versão, já com Luís Duarte em vez de Alain Staufner, o grupo ganhou Prémio Flama, que era o Globo de Ouro da altura.
Jaime Queimado, que também foi dos Telstars e dos Gentlemen, António Sousa Freitas, mais tarde do Conjunto Universitário Hi-Fi, e Alfredo Laranjinha também fizeram parte da banda em momentos seguintes.
No coro, havia três amigas: Katie (suiça-alemã), Marianne (anglo-francesa) e Nicole (francesa-argelina).
Houve mudanças quase radicais das músicas do disco e passou-se a tocar Sylvie Vartan ("Si Je Chante", etc), Shadows, como não podia deixar de ser, e outros, quase sempre em francês, lembra Luís Duarte.
Na primeira vinda da Sylvie Vartan (14 de Março de 1964, no Monumental - nota do editor), nós fizémos a primeira parte e depois deliciamo-nos com o espectáculo dela, sentados no chão no palco, junto á cortina da boca e a poucos metros dela. Éramos todos fãs incondicionais dela.
Fomos em cruzeiro à Grécia contratados para tocar para a juventude no paquete "Santa Maria", parando aqui e ali. Foi assim que fiz os 17 anos, era aluno do Liceu Francês.
Fizémos algumas gravações na Emissora Nacional graças à Ti Leonor que eram apresentadas nos Domingos de manhã num programa cujo nome não me lembro.
Fomos o primeiro conjunto apresentado no programa da RTP do Júlio Isidro e do Lobo Antunes.
Andámos por este País no Comboio da Alegria, até em Praças de Touros tocámos. Fomos a poucos concursos do Vasco Morgado (não participaram no Concurso do Monumental - nota do editor) e até tocámos no espectáculo de revista do Badaró no Teatro Avenida e no Capitólio, no Parque Mayer.
Assim me lembro, agora, com 61 anos, da minha juventude. E com 17 anos entrei para a Força Aérea, remata Luís Duarte.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
CONCURSO TIPO THE SHADOWS
Não me lembro desta tradição noutros países, mas em Portugal, na década de 60, houve milhares de concursos ié-ié. Não havia cidade que não tivesse o seu.
Mas do meu ponto de vista, só houve três grandes concursos: Rei do Twist (1963), este de que vos falo agora, e o mui famoso Concurso Ié-Ié, em 1965/1966, de que vos falarei noutra ocasião.
Para o sensacional concurso do cinema Roma, inscreveram-se 22 conjuntos portugueses: Victor Gomes e os seus Gatos Negros, Nelo do Twist e seus Diabos, Electrónicos, Jets, Telstars, Eddye Gonzalez e os seus Ekos, Les Fanatics, Vendavais, Tigres, 3 Jotas (de Torres Novas), Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen, S.O.S., Lisboa À Noite, Nova Onda, Sanremo 172, Napolitano, Panteras do Diabo, Jovens do Ritmo, Mascarilhas, Juventude Dinâmica e Condores.
Rezava assim o anúncio publicado na Imprensa:
"O cinema Roma convida-os (aos conjuntos) a comparecerem na sua sala nos próximos dias 6 e 7, das 10 às 12,45 e das 18,30 às 20 horas, a fim de serem ouvidos, para que se possa fazer uma selecção prévia, e combinar o plano da sua actuação a partir da estreia do filme "MOCIDADE EM FÉRIAS", que está prevista para sexta-feira, 13 de Setembro.
Nesta reunião privada não se exigem os trajos com que aparecerão perante o público. Apenas se tornam indispensáveis os instrumentos de música e respectivos aparelhos de amplificação.
Mais uma vez se lembra que o Conjunto eleito pelo voto do espectador terá direito, graças aos Estabelecimentos Valentim de Carvalho, a uma face de um disco comercial e o Conjunto escolhido pelo Júri a um disco comercial (2 faces) e ainda à apresentação pessoal aos Shadows, em Londres, para onde serão transportados em aviões dos TAP-BEA.
O cinema Roma agradece, desde já, a todos o entusiasmo com que acolheram esta iniciativa.
O júri era constituído por Maria João Aguiar, António Miguel, Luís Villas-Boas, João Nobre, Paulo de Medeiros, Hugo Ribeiro, Posal Domingues, Mello Pereira, A. Leite Rosa e José Gomes.
Com apresentação de Fernando Pessa, as actuações decorreram de 16 a 29 de Setembro, tendo o júri deliberado convocar para a finalíssima, no dia 04 de Outubro, os Panteras do Diabo, Nelo do Twist e seus Diabos, Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen e Fernando Concha e o Conjunto Mistério.
Não percebo como aparecem citados Fernando Concha e o Conjunto Mistério se não estavam referidos no anúncio inicial de qualificação do Concurso. Um assunto a investigar.
No comunicado da decisão, o júri avisa que "considerando que a apreciação dos Conjuntos por princípio teria de ser fundamentalmente do tipo do "The Shadows", não julgou a actuação dos vocalistas (embora alguns bastante se tivessem distinguido)".
A final realizou-se no dia 04 de Outubro e o júri deliberou por unanimidade declarar vencedor do Concurso o "Conjunto Mistério de Fernando Concha".
O júri considerou também que "constituiu um êxito invulgar, tanto para o Cinema Roma como para o público, a presença de tão elevado número de Conjuntos, na maioria formados por jovens executantes e de alguns elementos que muito se distinguiram".
O grupo mais votado pelo público foi Victor Gomes e os seus Gatos Negros.
No dia 07 de Outubro, o Diário Popular, pela pena de Paulo de Medeiros, simultaneamente escriba e membro do júri do Concurso, publica a crónica que se segue:
Perante uma enorme multidão, na sua essência constituída por jovens apaniguados do azougado ritmo dos nossos dias - o twist - terminou na passada sexta-feira no Cinema Roma o certame que a Gerência daquela sala empreendeu no sentido de escolher um agrupamento que maiores afinidades apresentasse com os celebrados Shadows.
Depois da exibição de todos os grupos inscritos, o júri seleccionou cinco conjuntos que dirimiam forças na final e que na realidade se afiguraram os mais apetrechados para discutir a primeira posição. Foram eles Os Diabos, de Nelo, Titãs, Conjunto Mistério, de Fernando Concha, Panteras do Diabo e os Gentlemen, de Daniel Bacelar.
Após as respectivas audições, saiu vencedor, como se previa - e por mérito próprio - o agrupamento Mistério, dirigido pelo conceituado Fernando Concha. Com efeito, o popular conjunto caprichou em ofertar-nos um variado e homogéneo sortilégio melódico para todos os paladares.
Sem dúvida que para o êxito obtido em muito contribuiu a escolha das engendradas composções onde o quarteto desenvolveu a sua classe proverbial, pois empregou uma orquestração assaz rica e utilizou-a em todas as tonalidades, sem perder qualquer das suas outras facetas quer no aspecto inventivo, frescura melódica e sentido rítmico.
Apresentação sóbria, como é apanágio, de Fernando Pessa.
Estão pois de parabéns o público, o conjunto galardoado, Portal da Costa, idealizador do certame que com tanto brilho decorreu e o júri pela uniformidade e certeza de critério com que deliberou.
No dia 12 de Outubro, a revista Rádio & Televisão deu a capa ao Conjunto Mistério e no interior escreveu:
No palco do Cinema Roma estiveram vários conjuntos jovens num concurso destinado a eleger o que mais se identificasse com os famosos Shadows. Ganharam justamente Fernando Concha e o seu Conjunto Mistério. E revelaram-se outros grupos que poderão ficar como valiosos intérpretes de música moderna.
Além deste factor, a iniciativa teve outra particularidade agradável: não houve êxtase de jovens contagiados na plateia, não houve distúrbios na sala.
Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta.
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