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segunda-feira, 20 de abril de 2015
DOIS ANOS DE VIDA DOS EKOS
Plateia, 20 de Abril de 1965
Os Ekos terão sido dos conjuntos ié-ié portugueses mais badalados na imprensa...., muito mais do que os Beatles!
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
domingo, 13 de julho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
EKOS NA TROPA
Plateia, 24 de Agosto de 1965
Graças aos Ekos, os pequenos conjuntos modernos do tipo yé-yé que proliferam hoje por todo o país, podem sonhar ainda em sair um dia do anonimato, apesar do declínio dos Beatles e outros.
Na foto de baixo, José João Santos (Joca), António Joaquim Vieira e Mário Guia já fardados.
O serviço militar obrigatório, com três frentes de guerra nas colónias, acabou com muitos conjuntos...
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segunda-feira, 10 de março de 2014
EKOS: PREFEREM CANTAR EM PORTUGUÊS
O conjunto musical os "Ekos" formou-se há cerca de dois anos e meio.
A ideia partiu do bateria do conjunto Mário Baía (Mário Guia, lapso da revista - obrigado, Jack Kerouac), e foi logo aplaudida pelos dois camaradas de estudos, Joca Santos (viola ritmo) e António Vieira (viola baixo). A estes juntou-se, depois, outro amigo de nome Rui, o qual, mais tarde, foi substituído por seu primo Lopes Júnior (viola solo).
Como na altura os conjuntos do género eram em grande número, tornava-se difícil arranjar um nome que tivesse algo de original. Aconteceu num passeio fluvial, onde o conjunto se exibiu, que por ideia do Mário foi dado o nome de "Ekos", inspirado, talvez, na marca das suas violas.
As primeiras actuações foram naturalmente em Lisboa, pois trata-se de um grupo da capital, e apesar da inexperiência foram bastante animadoras. Passaram, entretanto, a ser cinco, com a inclusão do primeiro vocalista Eddie Gonzalez.
Como todos eram estudantes, exceptuando o Joca Santos, que já trabalhava num escritório, as digressões pela província não podiam de maneira alguma ser largas, limitando-se a actuações de fim de semana.
Quando do concurso efectuado no cinema Roma, os "Ekos" não brilharam, mas fizeram com que o público os apreciasse, obtendo 500 votos no concurso de popularidade.
Começaram, então, as naturais aspirações, tendo por base esse mesmo público que os incitava, e os cinco rapazes pensaram em gravar um disco, embora sabendo que iriam ter dificuldades e poderiam ser recusados, o que realmente aconteceu.
"Paciência", pensaram eles, havemos de ter mais oportunidades, não desanimando.
Chegou o Verão de 1964, e como no Algarve os conjuntos escasseavam, os rapazes pensaram que, aliadas a um contrato, umas ricas férias seriam o ideal, e lá foram para Lagos, daí para Albufeira, onde tocaram durante dois meses.
Começou, então, a sua digressão por terras algarvias, onde alcançaram êxito.
Foi em Albufeira que travaram conhecimento com o famoso Cliff Richard e passaram ao número de amigos do conhecido cançonetista. A tal ponto que este acedeu a cantar acompanhado por eles numa festa particular.
Elogiados pelos turistas e animados por Cliff, os "Ekos", que já contavam com mais um elemento, o actual vocalista José Luís, redobraram de entusiasmo para alvançar um primeiro plano.
Regressaram a Lisboa, e passaram, então, a ser apontados como revelação.
Em 1965, vida nova para os "Ekos".
Durante um ensaio, alguém tomou a decisão de colocar no repertório do conjunto músicas em português.
Pois se todos os componentes são portugueses, qual o motivo por que Portugal não haveria de ter a chamada música "Yé Yé" na sua própria língua?
Os "Ekos" passaram a cantar só em português, saindo, portanto, das imitações.
Gravaram, então, o almejado disco comercial depois do êxito obtido no "Ouro Negro Show", ao lado destes consagrados artistas, disco que obteve enorme sucesso, como provam as quatro edições esgotadas, a excelente qualificação no Grande Prémio do Disco (3º lugar) e o êxito musical da semana (durante quinze dias, o que acontece pela primeira vez, tanto com artistas nacionais como estrangeiros).
Chamados à televisão, aqui se estrearam. Entretanto, mais duas actuações na TV assinalam a ascensão do conjunto no plano artístico nacional.
Tiveram, depois, uma série de excelentes contratos em Ofir e na Póvoa de Varzim, onde continuaram a marcar presença e a ouvir os mais rasgados elogios do público e também de pessoas ligadas à música moderna internacional, como, por exemplo, Jack Le Caek, agente artístico dos Rolling Stones.
Foi nesta altura que a marcha ascencional do conjunto foi abalada ligeiramente com a chamada de três dos componentes para o serviço militar (Joca, Mário e Vieira).
Apesar de não poderem ensaiar como faziam, os seus espectáculos continuaram a agradar, como se viu durante o concurso "Yé-Yé" no Teatro Monumental, num dos últimos sábados, onde pela primeira vez houve lotações esgotadas.
As aspirações continuaram, pois os "Ekos" não esperam ficar por aqui.
Acima de tudo, pensam honrar a música moderna portuguesa, não só em Portugal, como no estrangeiro. Os contratos sucedem-se e muitos não serão realizados por falta de tempo, mas em breve voltarão à TV e gravarão mais discos para satisfação do seu já numeroso público.
Texto não assinado publicado na revista "TV" de 04 de Novembro de 1965
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
1º FESTIVAL DE ROCK PORTUGUÊS HÁ 50 ANOS!
O primeiro grande festival de rock português (ié-ié, "tipo Shadows) faz hoje 50 anos!
Foi no cinema Roma, em Lisboa, para promover o filme "Mocidade em Férias", com Cliff Richard e os Shadows, e tinha o curioso título Concurso de Conjuntos do Tipo Shadows.
O primeiro dia do Festival ocorreu a 16 de Setembro de 1963, faz hoje meio século.
Para o sensacional
concurso do cinema Roma,
inscreveram-se 22 conjuntos: Victor Gomes e os seus Gatos Negros, Nelo do Twist
e seus Diabos, Electrónicos, Jets, Telstars, Eddye Gonzalez e os seus Ekos, Les
Fanatics, Vendavais, Tigres, 3 Jotas, Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen,
S.O.S., Lisboa À Noite, Nova Onda, Sanremo 172, Napolitano, Panteras do Diabo,
Jovens do Ritmo, Mascarilhas, Juventude Dinâmica e Condores.
Rezava assim o anúncio do Concurso publicado na Imprensa no dia
05:
O cinema Roma convida-os (aos conjuntos) a
comparecerem na sua sala nos próximos dias 6 e 7, das 10 às 12,45 e das 18,30
às 20 horas, a fim de serem ouvidos, para que se possa fazer uma selecção
prévia, e combinar o plano da sua actuação a partir da estreia do filme
"MOCIDADE EM FÉRIAS", que está prevista para sexta-feira, 13 de
Setembro.
Nesta reunião privada não se exigem os
trajos com que aparecerão perante o público. Apenas se tornam indispensáveis os
instrumentos de música e respectivos aparelhos de amplificação.
Mais uma vez se lembra que o Conjunto
eleito pelo voto do espectador terá direito, graças aos Estabelecimentos
Valentim de Carvalho, a uma face de um disco comercial e o Conjunto escolhido
pelo Júri a um disco comercial (2 faces) e ainda à apresentação pessoal aos
Shadows, em Londres, para onde serão transportados em aviões dos TAP-BEA.
O cinema Roma agradece, desde já, a todos
o entusiasmo com que acolheram esta iniciativa.
O júri era constituído por Maria João Aguiar, António Miguel, Luís
Villas-Boas, João Nobre, Paulo de Medeiros, Hugo Ribeiro, Posal Domingues,
Mello Pereira, A. Leite Rosa e José Gomes.
Com apresentação de Fernando Pessa, as actuações decorreram de 16
a 29 de Setembro, tendo o júri deliberado convocar para a finalíssima, no dia
04 de Outubro, os Panteras do Diabo, Nelo do Twist e seus Diabos, Titãs, Daniel
Bacelar e os Gentlemen e Fernando Concha e o Conjunto Mistério
(ex-Mascarilhas).
No comunicado da decisão, o júri avisa que considerando que a apreciação dos Conjuntos por princípio teria de ser
fundamentalmente do tipo do "The Shadows", não julgou a actuação dos
vocalistas (embora alguns bastante se tivessem distinguido).
A final realizou-se no dia 04 de Outubro e o júri deliberou por
unanimidade declarar vencedor do Concurso o "Conjunto Mistério de Fernando
Concha".
O júri considerou também que constituiu um êxito invulgar, tanto para o Cinema Roma como para o público, a
presença de tão elevado número de Conjuntos, na maioria formados por jovens
executantes e de alguns elementos que muito se distinguiram.
O grupo mais votado pelo público foi Victor Gomes e os seus Gatos
Negros.
No dia 07 de Outubro, o Diário
Popular, pela pena de Paulo de Medeiros, simultaneamente escriba e
membro do júri do Concurso, publica a crónica que se segue:
Perante uma enorme multidão, na sua
essência constituída por jovens apaniguados do azougado ritmo dos nossos dias -
o twist -
terminou na passada sexta-feira no Cinema Roma o certame que a Gerência daquela
sala empreendeu no sentido de escolher um agrupamento que maiores afinidades
apresentasse com os celebrados Shadows.
Depois da exibição de todos os grupos
inscritos, o júri seleccionou cinco conjuntos que dirimiam forças na final e
que na realidade se afiguraram os mais apetrechados para discutir a primeira
posição. Foram eles Os Diabos, de Nelo, Titãs, Conjunto Mistério, de Fernando
Concha, Panteras do Diabo e os Gentlemen, de Daniel Bacelar.
Após as respectivas audições, saiu
vencedor, como se previa - e por mérito próprio - o agrupamento Mistério,
dirigido pelo conceituado Fernando Concha. Com efeito, o popular conjunto
caprichou em ofertar-nos um variado e homegéneo sortilégio melódico para todos
os paladares.
Sem dúvida que para o êxito obtido em
muito contribuiu a escolha das engendradas composções onde o quarteto
desenvolveu a sua classe proverbial, pois empregou uma orquestração assaz rica
e utilizou-a em todas as tonalidades, sem perder qualquer das suas outras
facetas quer no aspecto inventivo, frescura melódica e sentido rítmico.
Apresentação sóbria, como é apanágio, de
Fernando Pessa.
Estão pois de parabéns o público, o
conjunto galardoado, Portal da Costa, idealizador do certame que com tanto
brilho decorreu e o júri pela uniformidade e certeza de critério com que
deliberou.
No dia 12 de Outubro, a revista Rádio
& Televisão deu
a capa ao Conjunto Mistério e no interior escreveu:
No palco do Cinema Roma estiveram vários
conjuntos jovens num concurso destinado a eleger o que mais se identificasse
com os famosos Shadows. Ganharam justamente Fernando Concha e o seu Conjunto
Mistério. E revelaram-se outros grupos que poderão ficar como valiosos
intérpretes de música moderna.
Além deste factor, a iniciativa teve outra
particularidade agradável: não houve êxtase de jovens contagiados na plateia,
não houve distúrbios na sala.
Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta".
Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta".
Luís Pinheiro de Almeida
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
NOITE YÉ-YÉ NA PASSAROLA
Luís Pinto de Freitas e Luís de Freitas Branco, dos Claves, interpretam a bonita balada "Crer".
Mais de 100 pessoas reuniram-se hoje num jantar na "Passarola", em Lisboa, para ouvir os conjuntos yé-yé portugueses dos anos 60.
Houve música a rodos.
Além da banda residente, Tertúlia (com destaque para Luís Rosa, na guitarra), Alfredo Azinheira com os A Ferro & Fogo cantou, por exemplo, "Keep On Running" e "A Whiter Shade Of Pale", a sua música preferida, conforme confessou.
Uma banda formada por José Machado (Chinchilas), Ricardo Levy (Jets e Sindicato), Júlio Gomes (Jets e Sindicato), Vítor Mamede (Chinchilas e Sindicado), Jaime Queimado (Gentlemen e muitas outras bandas) tocou "Blue Suede Shoes" e "Gloria".
Os Guitarras de Fogo foram ao palco cantar, por exemplo, "Fly Me To The Moon", "Que C'Est Triste Venise" e "L'Italiano (I Asciatemi Cantare)". Grande presença (literalmente) e poderosa voz de João Charana.
Os Claves, vencedores do Concurso Yé-Yé do Teatro Monumental, encantaram com "Petite Fleur", "Pour Un Flirt", "Crer" e "Goodbye My Love Goodbye", arrancando fortes aplausos.
Quando Daniel Bacelar foi chamado ao placo, já o Ricky Nelson português tinha abandonado o edifício, furtando-se uma vez mais a cantar "Marcianita".
Os Ekos puseram toda a gente a dançar com "Só", "Longe de Ti" e "Esquece".
A noite, que já ia longa, terminou com o show de guitarra de Phil Mendrix, acompanhado pelos seus colegas dos Chinchilas José Machado (teclas) e Vítor Mamede (bateria), terminando com "I'm A Believer", do primeiro EP do conjunto.
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
1º EP DOS EKOS (1965)
ALVORADA - AEP 607 24 - 1965
Esquece (Hold Me) - Os Tristes Olhos (Mário Guia) - Lamento Aos Céus (Mário Guia) - Ilusão (José Luís)
Primeiro EP dos Ekos, formados por João Camilo Lopes Júnior (viola-solo), António Joaquim Vieira (baixo), José João Santos (Joca) (ritmo), Mário Guia (bateria) e Zé Luís (voz), por esta ordem, na capa do EP..
O conteúdo é variado. A qualidade, sofrível. Assim, numa gravação Alvorada, o quinteto os Ekos procura tirar o melhor partido da selecção "Esquece", "Os Tristes Olhos", "Lamento Aos Céus" e "Ilusão", especialmente votada à gente nova.
De qualquer modo, nada de desânimos. Os componentes do grupo devem aperfeiçoar métodos, além de efctuar trabalho constante. Só assim poderão ascender a lugar de certo destaque no âmbito de um género assaz batido.
Aguardemos, por ora, outras provas. Regular.
Paulo de Medeiros, "Diário Popular", 17 de Julho de 1965
Esquece (Hold Me) - Os Tristes Olhos (Mário Guia) - Lamento Aos Céus (Mário Guia) - Ilusão (José Luís)
Primeiro EP dos Ekos, formados por João Camilo Lopes Júnior (viola-solo), António Joaquim Vieira (baixo), José João Santos (Joca) (ritmo), Mário Guia (bateria) e Zé Luís (voz), por esta ordem, na capa do EP..
O conteúdo é variado. A qualidade, sofrível. Assim, numa gravação Alvorada, o quinteto os Ekos procura tirar o melhor partido da selecção "Esquece", "Os Tristes Olhos", "Lamento Aos Céus" e "Ilusão", especialmente votada à gente nova.
De qualquer modo, nada de desânimos. Os componentes do grupo devem aperfeiçoar métodos, além de efctuar trabalho constante. Só assim poderão ascender a lugar de certo destaque no âmbito de um género assaz batido.
Aguardemos, por ora, outras provas. Regular.
Paulo de Medeiros, "Diário Popular", 17 de Julho de 1965
terça-feira, 27 de setembro de 2011
SATINS
ALVORADA - AEP 60 767 - edição portuguesa
Little Darling - Too Much Monkey Business - Jay Birds - I Can Tell
Existem muito poucas informações credíveis sobre esta banda inglesa que passou por Portugal nos anos 60.
Little Darling - Too Much Monkey Business - Jay Birds - I Can Tell
Existem muito poucas informações credíveis sobre esta banda inglesa que passou por Portugal nos anos 60.
Nos dias 02 e 03 de Novembro de 1965, tocaram com os Searchers no Teatro Monumental, em Lisboa (tal como os Dakotas, Ekos e Sheiks).
Acompanharam Fernando Conde na gravação do EP deste último (Alvorada AEP 60769), com "A Luz", "Esperarei", "Stephanie" e "Amar, Viver, Sonhar".
Acompanharam Fernando Conde na gravação do EP deste último (Alvorada AEP 60769), com "A Luz", "Esperarei", "Stephanie" e "Amar, Viver, Sonhar".
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
EDMUNDO FALÉ CANTA BEATLES
TECLA - TE 1004
Ei... Eu Chamei (Luís Waddington) - Sei (Luís Waddington) - O Teu Olhar (Luís Waddington) - Estou Tão Só ("Yesterday") (Lennon/McCartney/Luís Waddington)
Produção de Jorge Costa Pinto.
Curiosamente, o EP não tem qualquer referência aos Beatles na capa.
Edmundo Falé foi co-fundador dos Ekos.
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terça-feira, 21 de junho de 2011
QUINTETO E EKOS, JUNTOS E NA GUERRA
Daniel Gouveia, do Quinteto Académico, e Zé Luís, dos Ekos, foram contemporâneos na guerra em Angola, em 1966. O primeiro era alferes miliciano, o segundo, cabo, mas eram sobretudo bons amigos que se tratavam por tu.
O Zé Luís fez a tropa comigo em Angola, na mesma Companhia, nos mesmos sítios, nos mesmos quartéis. Éramos bons amigos, desde as músicas. Chegámos a fazer bailes com os dois conjuntos.
Além disso, nessa Companhia (180 homens) éramos os únicos naturais de Lisboa, o resto era tudo transmontano ou beirão.
Acontece que o Zé Luís, por não ter o 5º ano do liceu completo, era cabo "cripto" (especializado em transmissões em código secreto) e eu, por ter o 7º, era alferes.
Quando o capitão, comandante da Companhia, percebeu que nos tratávamos por tu, admoestou-me, pois os oficiais podiam tratar os cabos por "tu", mas em sentido inverso tinha de ser por "meu alferes" e "vossa senhoria".
O facto de um cabo tratar um alferes por tu era atentatório do RDM (Regulamento de Disciplinar Militar).
Aquilo pareceu-me perfeitamente ridículo (como mais coisas da tropa), já que éramos todos milicianos, ou seja, civis com farda.
Então combinámos entre os dois que o Zé Luís me trataria por "meu alferes" e eu a ele por "você" e pelo apelido. Foi uma machadada no RDM, que não previa a situação e o Zé Luís passou a ser o único cabo da Companhia a ser tratado por você por um oficial.
Estava reposta a igualdade!.
Colaboração de Daniel Gouveia, do Quinteto Académico
quinta-feira, 9 de junho de 2011
3º EP DOS EKOS (1966)
ALVORADA - AEP 60 812 - 1966
Só (Mário Guia) - Oh! Isabel (Mário Guia) - Vou Ficar Sem Ti (Joca Santos/José Luís) - À Espera Da Nossa Vez (Mário Guia)
Da esquerda para a direita: António Joaquim Vieira (baixo), Mário Guia (bateria), José João Santos (Joca) (ritmo), Zé Luís (voz) e João Camilo Lopes Júnior (viola-solo).
Da esquerda para a direita: António Joaquim Vieira (baixo), Mário Guia (bateria), José João Santos (Joca) (ritmo), Zé Luís (voz) e João Camilo Lopes Júnior (viola-solo).
Discografia completa dos Ekos:
Os Ekos ainda emprestaram as suas guitarras para a gravação de um EP de Magdalena Pinto Basto.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
3º DISCO DOS OBJECTIVO (1970)
MOVIEPLAY - SP 20.012 - 1970
Glory (Jim Cregan) - Keep Your Love Alivem (Kevin Hoidale)
Glory (Jim Cregan) - Keep Your Love Alivem (Kevin Hoidale)
Os Objectivo nasceram em 1960 das cinzas dos Showmen que, por sua vez, já eram uma cinzas dos Ekos, com Mário Guia (bateria), Zé Nabo (baixo), Tó Gândara, ex-Guitarras de Fogo, (guitarra) e Luís Filipe, também conhecido por Luís Toureiro, músico experiente do Casino Estoril (teclas e guitarra).
Esta formação não aguentou muito tempo e, em breve, Tó Gândara e Luís Filipe deixam a banda, tendo sido substituídos por Mike Sergeant (guitarra e teclas) e Kevin Hoidale (voz e guitarra).
Kevin Hoidale é um músico norte-americano que os Sheiks descobriram em Paris em 1967. Chegou a ser considerado como substituto de Carlos Mendes, mas o seu estilo não se ajustava bem aos Sheiks, segundo Edmundo Silva. Carlos Mendes acabou por ser substituído por Fernando Tordo.
Mike Sergeant, escocês, que parece ter sido guitarra-substituto nos britânicos Marmalade, fez carreira em Portugal sobretudo ao lado de José Cid.
O primeiro disco (Movieplay SON 100.0039) surgiu em 1969 com "A Place In The Sky", "At Death's Door", "I Know That" e "Gin Blues", originais da banda.
Como era um pèzudo a tocar bateria e eles eram músicos muito bons, acabei por deixar de tocar, dando lugar ao Zé da Cadela, que foi um dos melhores bateristas de todos os tempos e passei a ser o empresário, lembra Mário Guia.
O 2º disco (Movieplay SP 20.007) foi o primeiro single gravado em estereo em Portugal. Inclui "This Is How We Say Goodbye" e "The Dance Of Death".
Sucessivas mudanças de músicos continuam a marcar a vida do grupo: Mike Sergeant sai e regressa um par de anos depois, sendo temporariamente substituído por Dick Stubbs, que quase não chega a afinar a guitarra - três meses depois sai.
Para o seu lugar entra Bas Riche e, mais tarde, Jim Cregan que virá a ser um dos músicos de Rod Stewart.
Estávamos sempre à procura de um bom guitarrista. Fazíamos anúncios no "Melody Maker" pedindo músicos. Alguns respondiam, vinham cá, mas depois chateavam-se porque viam que o meio musical aqui em Portugal era quase inexistente e nem podiam viver da música. Por isso iam-se logo embora, conta o empresário da banda.
Ainda em 1970, os Objectivo editam o terceiro single, o da imagem (Movieplay SP 20.012), com "Glory" e "Keep Your Love Alive", também originais da banda.
Em 1971, Terry Thomas é outra das aquisições dos Objectivo que, pouco depois, perdem Jim Cregan, de regresso a Inglaterra, e Zé da Cadela, substituído por Guilherme Inês.
É com esta formação que o grupo se apresenta no Festival de Vilar de Mouros, no Verão de 1971.
No ano seguinte, Mike Sergeant regressa à banda que grava o que viria a ser o seu 4º e último disco (Nexus NX 2o.001) com "Music" e "Out Of The Darkness".
Logo a seguir, Terry Thomas regressa a Inglaterra.
Os Objectivo participam ainda num espectáculo com o Duo Ouro Negro e os cantores Fernando Girão (Very Nice) e Vicky a que dão o nome de "Blackground", uma singular mistura de música africana e europeia. Deste espectáculo, nasceu um LP com o mesmo nome, creditado ao Duo Ouro Negro.
Logo a seguir, os Objectivo acabaram.
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
OS SEARCHERS FORAM OS PRIMEIROS
Os anúncios então publicados nos jornais nacionais proclamavam os Searchers como um dos mais famosos "pop" grupos ingleses.
O cardápio incluia os Satins (também ingleses, mas que chegaram a gravar em Portugal, com Fernando Conde, por exemplo, ) e ainda os portugueses Dakotas, Sheiks e Ekos. Apresentação a cargo do distinto locutor da rádio e da televisão Fialho Gouveia.
A iniciativa foi de Vasco Morgado que etiquetou os Searchers como uma das mais caras e discutidas atracções do mundo do espectáculo em rigoroso exclusivo.
Como reagiu a Imprensa da época a esta estreia?
Sem qualquer histeria. Aliás foram muito poucos os jornais que a ela se referiram.
"O Século", no próprio dia 02 de Novembro, mesmo antes dos concertos, titula: em actuação verdadeiramente sensacional Lisboa recebe hoje, no palco do Monumental, um dos mais famosos grupos de ritmos modernos em todo o Mundo, os discutidos The Searchers.
Respigo alguns parágrafos da notícia:
Tudo começou em Liverpool, com o nascimento dos Beatles (...) A celebridade, porém, só elegeu um escasso número de conjuntos e, entre estes, The Searchers, que Vasco Morgado trás ao Monumental, para alegria e entusiasmo do enorme público ié-ié que respira em Lisboa e seus arredores.
Os rapazes chegaram ontem à tarde ao Aeroporto da Portela, cabelos compridos (é a regra), vestuário excêntrico (idem) e vivacidade a rodos.
Rodeados de admiradores portugueses que os acolheram no aeroporto, The Searchers declararam estar encantados com a recepção e o sol, acrescentando que vão dar todo o seu melhor rendimento, pois é seu desejo conquistar o jovem público de Lisboa.
No dia seguinte, o mesmo jornal titula: Aplausos delirantes (e bem merecidos) para The Searchers, mas o periódico prefere dar conta (com fotografia) do choque eléctrico que Joka Santos, dos Ekos, apanhou ao tocar num microfone. Por isso, os Ekos só tocaram na matinée das 16 horas.
O "Diário de Notícias", por seu turno, dá algum destaque à apresentação dos Searchers: "Boys" sem cabeleiras (com aspecto lavado, mas também, como os Beatles, naturais de Liverpool) entusiasmaram o público - é o título da desenvolvida notícia.
O jornal também dá conta da descarga eléctrica, mas refere erradamente que foi sobre um dos membros dos Dakotas e não sobre Joka Santos, dos Ekos.
Legenda de uma fotografia: ainda que com maior moderação do que noutras latitudes, a juventude portuguesa não deixa de reagir entusiasticamente ao "virtuosismo" dos músicos ié-ié como o provou ontem na sala em que se exibiam The Searchers.
Legenda de outra foto: cabelos fartos e desgrenhados, uma guitarra dedilhada com furor e eis a imagem do sucesso traduzido em dinheiro.
Cito uma passagem da notícia:
A iniciativa foi de Vasco Morgado que etiquetou os Searchers como uma das mais caras e discutidas atracções do mundo do espectáculo em rigoroso exclusivo.
Como reagiu a Imprensa da época a esta estreia?
Sem qualquer histeria. Aliás foram muito poucos os jornais que a ela se referiram.
"O Século", no próprio dia 02 de Novembro, mesmo antes dos concertos, titula: em actuação verdadeiramente sensacional Lisboa recebe hoje, no palco do Monumental, um dos mais famosos grupos de ritmos modernos em todo o Mundo, os discutidos The Searchers.
Respigo alguns parágrafos da notícia:
Tudo começou em Liverpool, com o nascimento dos Beatles (...) A celebridade, porém, só elegeu um escasso número de conjuntos e, entre estes, The Searchers, que Vasco Morgado trás ao Monumental, para alegria e entusiasmo do enorme público ié-ié que respira em Lisboa e seus arredores.
Os rapazes chegaram ontem à tarde ao Aeroporto da Portela, cabelos compridos (é a regra), vestuário excêntrico (idem) e vivacidade a rodos.
Rodeados de admiradores portugueses que os acolheram no aeroporto, The Searchers declararam estar encantados com a recepção e o sol, acrescentando que vão dar todo o seu melhor rendimento, pois é seu desejo conquistar o jovem público de Lisboa.
No dia seguinte, o mesmo jornal titula: Aplausos delirantes (e bem merecidos) para The Searchers, mas o periódico prefere dar conta (com fotografia) do choque eléctrico que Joka Santos, dos Ekos, apanhou ao tocar num microfone. Por isso, os Ekos só tocaram na matinée das 16 horas.
O "Diário de Notícias", por seu turno, dá algum destaque à apresentação dos Searchers: "Boys" sem cabeleiras (com aspecto lavado, mas também, como os Beatles, naturais de Liverpool) entusiasmaram o público - é o título da desenvolvida notícia.
O jornal também dá conta da descarga eléctrica, mas refere erradamente que foi sobre um dos membros dos Dakotas e não sobre Joka Santos, dos Ekos.
Legenda de uma fotografia: ainda que com maior moderação do que noutras latitudes, a juventude portuguesa não deixa de reagir entusiasticamente ao "virtuosismo" dos músicos ié-ié como o provou ontem na sala em que se exibiam The Searchers.
Legenda de outra foto: cabelos fartos e desgrenhados, uma guitarra dedilhada com furor e eis a imagem do sucesso traduzido em dinheiro.
Cito uma passagem da notícia:
Toda a sala do Monumental, em perfeito descontrolo musical, acompanhou os heróis de Liverpool, também cidade natal dos Beatles. Quatro rosas de ouro na Inglaterra e actuações em todas as capitais do Mundo, onde provocaram delírio e parangonas nos jornais, The Searchers, uma das mais caras e famosas atracções do music-hall internacional, empolgaram o público que ontem acorreu àquela sala de espectáculos, especialmente para seguir a sua actuação.
Todo o Monumental dançou e cantou com eles. Interpretaram 15 números, alguns dos quais acompanhados com palmas pela assistência. Delírio e mais delírio foi a nota sensacional deste extraordinário espectáculo de música yé-yé ontem realizado em duas sessões na ampla sala do Saldanha.
Menos famosos do que os seus irmãos Beatles, The Searchers possuem no entanto maior veia interpretativa e maior conjunto. De aspecto lavado e nada guedelhudos, o conjunto ofereceu ao público da capital a mais convincente e espectacular exibição de música moderna que Lisboa até aos dias de hoje presenciou. Um êxito que perdurará na memória de quantos acorreram ontem ao Monumental.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
EKOS GANHAM 5ª ELIMINATÓRIA
Vestidos "à Beatle" de "Love Me Do", os Ekos ganharam a 5ª eliminatória do Concurso Yé-Yé, realizada no dia 25 de Setembro de 1965, no Teatro Monumental, em Lisboa. Obtiveram 38,5 pontos.
Foi uma das sessões mais agitadas. Segundo a imprensa da época, o concurso "registou atitudes inconvenientes de parte da assistência - os mais excitados partiram cadeiras, atiraram tomates, batatas e, incrível... pedras!".
Deve ter sido bonito...
Registou-se também o primeiro acidente: um dos membros dos Falcões apanhou um choque eléctrico e foi de ambulância para o hospital. Por isso, o grupo acabou por não actuar.
Os Ekos, que já tinham cá fora o seu primeiro disco, "Esquece" (Alvorada AEP 60724), eram então Mário Guia, 21 anos, bateria, João Camilo Lopes Júnior, 19 anos, viola-solo, Joka Santos, 21 anos, viola-ritmo, António Vieira, 20 anos, viola-baixo, e José Luís, 19 anos, vocalista.
Cantaram "Amar Alguém Como Tu", "Lamento Aos Céus", "Os Tristes Olhos" e "Esquece". Muito bem! Tudo em português!
Vestiram casaco vermelho escuro, sem gola, calça estreita da mesma côr e sapato de camurça com salto de prateleira, seja lá o que isto seja...
O segundo lugar foi para os Sonors, também de Lisboa, que conseguira, 17,5 pontos.
Com apenas 5 meses de existência, interpretaram "My Bonnie", "Hound Dog", "The Saints" e "Long Tall Sally". Vestiram camisola verde de gola alta e calças cinzentas.
Eram formados por Fernando de Almeida, 24 anos, vocalista, empregado de escritório, Romeu Correia, 20 anos, viola-solo, especialista da Força Aérea, João Fontes, 20 anos, viola-baixo, empregado de escritório, Carlos Pinto, 22 anos, viola-ritmo, a cumprir serviço militar, e Rui Ochoa, 19 anos, bateria, desenhador.
Os Morcegos, de Olhão, ficaram em 3º lugar com 15 pontos. Interpretaram "Farmer John", "The Last Time", "A Little Wonder" e "Peço-te Perdão", da autoridade do grupo. Vestiram casaco preto com botões de prata e calças cinzentas.
Eram estudantes, todos do mesmo Colégio: Luís de Melo, ´rgão, João Pedro, bateria, Luís Venâncio, viola-solo, José Luís Xavier, viola-baixo, e Tomás Gall, viola-ritmo.
Dada a não actuação dos Falcões, o último lugar foi para os Aquatiks, de Elvas, com apenas 7 pontos.
Camisa branca, colete preto com o monograma do grupo e calça escura: foi assim que se vestiram para cantar "What Did I Say", "Yé-Yé", "Flamengo" e "Coimbra Menina e Moça", num arranjo especial do conjunto.
Era um trio de estudantes, dois com 17 anos e um com 16: José Luís Almeida, viola-solo e vocalista, Nascimento Pires, bateria, e Jacinto Júlio César, viola-ritmo.
Registou-se também o primeiro acidente: um dos membros dos Falcões apanhou um choque eléctrico e foi de ambulância para o hospital. Por isso, o grupo acabou por não actuar.
Os Ekos, que já tinham cá fora o seu primeiro disco, "Esquece" (Alvorada AEP 60724), eram então Mário Guia, 21 anos, bateria, João Camilo Lopes Júnior, 19 anos, viola-solo, Joka Santos, 21 anos, viola-ritmo, António Vieira, 20 anos, viola-baixo, e José Luís, 19 anos, vocalista.
Cantaram "Amar Alguém Como Tu", "Lamento Aos Céus", "Os Tristes Olhos" e "Esquece". Muito bem! Tudo em português!
Vestiram casaco vermelho escuro, sem gola, calça estreita da mesma côr e sapato de camurça com salto de prateleira, seja lá o que isto seja...
O segundo lugar foi para os Sonors, também de Lisboa, que conseguira, 17,5 pontos.
Com apenas 5 meses de existência, interpretaram "My Bonnie", "Hound Dog", "The Saints" e "Long Tall Sally". Vestiram camisola verde de gola alta e calças cinzentas.
Eram formados por Fernando de Almeida, 24 anos, vocalista, empregado de escritório, Romeu Correia, 20 anos, viola-solo, especialista da Força Aérea, João Fontes, 20 anos, viola-baixo, empregado de escritório, Carlos Pinto, 22 anos, viola-ritmo, a cumprir serviço militar, e Rui Ochoa, 19 anos, bateria, desenhador.
Os Morcegos, de Olhão, ficaram em 3º lugar com 15 pontos. Interpretaram "Farmer John", "The Last Time", "A Little Wonder" e "Peço-te Perdão", da autoridade do grupo. Vestiram casaco preto com botões de prata e calças cinzentas.
Eram estudantes, todos do mesmo Colégio: Luís de Melo, ´rgão, João Pedro, bateria, Luís Venâncio, viola-solo, José Luís Xavier, viola-baixo, e Tomás Gall, viola-ritmo.
Dada a não actuação dos Falcões, o último lugar foi para os Aquatiks, de Elvas, com apenas 7 pontos.
Camisa branca, colete preto com o monograma do grupo e calça escura: foi assim que se vestiram para cantar "What Did I Say", "Yé-Yé", "Flamengo" e "Coimbra Menina e Moça", num arranjo especial do conjunto.
Era um trio de estudantes, dois com 17 anos e um com 16: José Luís Almeida, viola-solo e vocalista, Nascimento Pires, bateria, e Jacinto Júlio César, viola-ritmo.
domingo, 21 de novembro de 2010
OS EKOS NA GALA DA SPA
Actuação dos Ekos na Gala da SPA no passado sábado dia 13 no BBC, em Lisboa.
À frente, de calças brancas, todo pipoca, Zé Luís (nome artístico), o Cliff do Sarrabuco, o ai-Jesus das flausinas dos anos 60.
À frente, de calças brancas, todo pipoca, Zé Luís (nome artístico), o Cliff do Sarrabuco, o ai-Jesus das flausinas dos anos 60.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
4º EP DOS EKOS (1967)
ALVORADA - AEP 60 906 - 1967
Secret Love (Fain/Webster) - O Espelho (Lopes Júnior) - Baby On My Mind (Mário Guia) - O Meu Barco, O Mar E O Céu (Mário Guia)
Da esquerda para a direita: Luís Paulino (ex-Dakotas, voz), Tony Costa (ex-Bábulas, teclas), Mário Guia (bateria), Eddy Fróis (Zé Nabo, baixo) e João Camilo Lopes Júnior (viola-solo). Pelo corte do cabelo, vê-se que este última estava na tropa.
Mário Guia (bateria e compositor de grande parte dos êxitos deste grupo e o mais antigo elemento do conjunto), Lopes Júnior (viola-solo e também antigo elemento do conjunto que neste disco faz a sua estreia como compositor), Tony Costa (organista apaixonado de jazz, o mais antigo dos novos elementos do grupo e o único que sabe música), Eddy Frois (viola-baixo, bom músico, extraordinária execução de voz falsete) e Luís Paulino (vocalista possuidor de original entoação e que, com os seus 17 anos de idade, é a grande esperança do conjunto. É também um dos novos elementos.).
Completamente renovados, quer em elementos, quer em género de música, os Ekos oferecem à nossa apreciação neste seu 4º disco (o 1º com os novos elementos), um conjunto de melodias, três das quais, como é hábito, criadas pelo grupo, que se destacam pela real valia do seu conteúdo artístico e que nos revelam uma faceta completamente desconhecida do público o que os coloca ao nível de grupos internacionais da pop-music.(da contracapa do disco)
Secret Love (Fain/Webster) - O Espelho (Lopes Júnior) - Baby On My Mind (Mário Guia) - O Meu Barco, O Mar E O Céu (Mário Guia)
Da esquerda para a direita: Luís Paulino (ex-Dakotas, voz), Tony Costa (ex-Bábulas, teclas), Mário Guia (bateria), Eddy Fróis (Zé Nabo, baixo) e João Camilo Lopes Júnior (viola-solo). Pelo corte do cabelo, vê-se que este última estava na tropa.
Mário Guia (bateria e compositor de grande parte dos êxitos deste grupo e o mais antigo elemento do conjunto), Lopes Júnior (viola-solo e também antigo elemento do conjunto que neste disco faz a sua estreia como compositor), Tony Costa (organista apaixonado de jazz, o mais antigo dos novos elementos do grupo e o único que sabe música), Eddy Frois (viola-baixo, bom músico, extraordinária execução de voz falsete) e Luís Paulino (vocalista possuidor de original entoação e que, com os seus 17 anos de idade, é a grande esperança do conjunto. É também um dos novos elementos.).
Completamente renovados, quer em elementos, quer em género de música, os Ekos oferecem à nossa apreciação neste seu 4º disco (o 1º com os novos elementos), um conjunto de melodias, três das quais, como é hábito, criadas pelo grupo, que se destacam pela real valia do seu conteúdo artístico e que nos revelam uma faceta completamente desconhecida do público o que os coloca ao nível de grupos internacionais da pop-music.(da contracapa do disco)
terça-feira, 1 de junho de 2010
UMA VIDA POR UM FIO DE... GUITARRA
Toda a gente sabe como se realizam os espectáculos ié-ié. Gritos (dos que cantam e dos que não cantam...), faces contraídas, gestos lancinantes... Entre o barulho ensurcedor é bastante difícil ouvir-se um gemido ou captar-se um lamento... E, entre os espectadores sentados, quem possa sentir-se mal, não atrai as atenções de ninguém... Muitos desmaios passam despercebidos...
Desta vez, porém, o drama estalou em pleno palco.
Atingido por uma descarga eléctrica num momento em que ia segurar um microfone, o jovem guitarrista de "Os Ekos" caiu como que fulminado. Logo os seus companheiros o socorreram - e, por momentos, a sala do Monumental viveu o pânico da incerteza, o pânico da morte.
Mas depois tudo serenou, embora nos intervalos muita gente corresse à porta da caixa a saber pormenores.
João José recolheu imediatamente a casa e não pôde regressar ao quartel da Amadora, onde cumpre presentemente os seus deveres militares.
No dia seguinte, ainda combalido, apresentou-se no Hospital da Estrela a receber tratamento, mas dois dias depois já alinhava nos exercícios da sua unidade, como se nada se tivesse passado...
A família e os amigos respiravam aliviados - mas o João José ainda mais do que ninguém.
Na sua casa da Travessa de Santo Ildefonso, 30 - 4º, em Lisboa, o telefone retine sem parar e os correio dos últimos dias tem batido todos os recordes.
Colecção Cinema, nº 112, 18 de Novembro de 1965, pág. 29
Desta vez, porém, o drama estalou em pleno palco.
Atingido por uma descarga eléctrica num momento em que ia segurar um microfone, o jovem guitarrista de "Os Ekos" caiu como que fulminado. Logo os seus companheiros o socorreram - e, por momentos, a sala do Monumental viveu o pânico da incerteza, o pânico da morte.
Mas depois tudo serenou, embora nos intervalos muita gente corresse à porta da caixa a saber pormenores.
João José recolheu imediatamente a casa e não pôde regressar ao quartel da Amadora, onde cumpre presentemente os seus deveres militares.
No dia seguinte, ainda combalido, apresentou-se no Hospital da Estrela a receber tratamento, mas dois dias depois já alinhava nos exercícios da sua unidade, como se nada se tivesse passado...
A família e os amigos respiravam aliviados - mas o João José ainda mais do que ninguém.
Na sua casa da Travessa de Santo Ildefonso, 30 - 4º, em Lisboa, o telefone retine sem parar e os correio dos últimos dias tem batido todos os recordes.
Colecção Cinema, nº 112, 18 de Novembro de 1965, pág. 29
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