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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DELTONS


(primeira foto dos Deltons: em cima, da esquerda para a direita: Luís Nabais (baixo), Luís Estrelado (técnico), Pedro Ivo de Carvalho (voz ocasional), Amável Roberto (manager) e Luís Antero (solo); em baixo, João Nabais (ritmo) e José Bizarro (bateria)

Os Deltons, primeira banda de Fernando Tordo e de Luís Moutinho, filho de Pedro Moutinho e de Maria Leonor, fizeram a sua estreia no dia 14 de Abril de 1965, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, num Festival Yé-Yé, organizado pelo Duo Ouro Negro.

O Festival foi apresentado por João Martins, da “23ª Hora”, da Rádio Renascença, e nele participaram também os Ekos, o Conjunto Mistério e os Sheiks.

Quisémos fazer um festival de ritmos modernos, tal como é vulgar nas grandes capitais europeias, destinado ao grande público. Existem muitos conjuntos, de real valor, ainda no anonimato. Por isso mesmo, demos a oportunidade aos yé-yés de poderem apreciar os Ekos, os Sheiks e os Deltons, justificou Raul Indipwo.

Segundo Luís Nabais, os Deltons foram inicialmente formados por Luís Antero, já falecido, Zé Bizarro, substituído mais tarde por Luís Moutinho, por Luís Nabais no baixo Hoffner, até ir para a tropa, e por João Nabais na viola-ritmo, uma Guild.

Luís Antero foi o primeiro músico a ter uma Gibson em Portugal (veio da África do Sul). Tínhamos bom equipamento. O Gouveia Machado era o fornecedor.


Os Deltons clamavam que tinham uma das melhores aparelhagens da Europa e tocavam em festas de beneficência e também na boîte Avózinha, em Portimão, no Hotel Estoril-Sol, Estalagem Mira Monte e na Ronda, no Estoril.

O conjunto foi depois orientado tecnicamente pelo jovem estudante de um curso de electrotécnica, Miguel Bastos, 18 anos, e formado por Luís Moutinho, Luís Antero, João Silveira e Francisco Silva.

Voltariam a tocar ao vivo na grande final do Concurso Yé-Yé realizada no Teatro Monumental, em Lisboa, no dia 30 de Abril de 1966, como convidados especiais.

Em 1967, a banda, que não chegou a gravar qualquer disco, já era formada por Luís Moutinho, Fernando Tordo, Luís Antero e Jaime Queimado.

Este último tinha estado nos Gentlemen, que gravaram com Daniel Bacelar, e também nos Telstars e nos Fanatics.

Fernando Tordo tinha 18 anos e frequentava, no ensino doméstico, um curso de inglês. Era a primeira vez que Tordo estava num conjunto, onde, além de tocar viola-ritmo, era vocalista.

E antes de encetar a carreira a solo que se conhece, Fernando Tordo esteve ainda nos Sheiks, com quem gravou, em 1967, o EP Parlophone LMEP 1272, "That's All", que marcou o fim discográfico dos Beatles portugueses.

Rui Oliveira Costa, cara da empresa de sondagens Eurosondagem e comentador desportivo do Sporting, era o "jovem agente" dos Deltons (também foi posteriormente dos Sheiks e já tinha sido dos Farras).

Andava no 7º ano de Económicas no Liceu D. João de Castro, em Lisboa, e estava a fazer 19 anos.

Não sei se os Deltons tinham uma das melhores aparelhagens da Europa, mas de Portugal seguramente. Tiveram uma existência demasiado curta para aquilo que prometiam. Na minha opinião, eram mais completos do que os Sheiks, instrumentalmente superiores e com harmonias vocais pelo menos ao mesmo nível.

Que me lembre, não tinham originais. Tocavam músicas tecnicamente exigentes (sobretudo Hollies e Lovin' Spoonful). A dupla Tordo-Queimado tinha uma longa cumplicidade e funcionava muito bem. O Luis Antero era um grande guitarrista que teve sempre uma atitude diletante em relação à música, que para ele era sobretudo um passatempo privilegiado. Como o motor do grupo era ele (inclusivamente toda a aparelhagem lhe pertencia), o conjunto acabou quando ele decidiu parar, comenta uma testemunha.

Filho de Maria Leonor e de Pedro Moutinho, duas das melhores vozes que alguma vez passaram pelos microfones da Rádio Portuguesa - neste caso a Emissora Nacional -, Luís Moutinho foi um dos mais interessantes bateristas yé-yé nacionais, quase uma espécie de Ringo Starr lusitano.

Actual professor universitário na Escócia, Luís Abel Magro Moutinho, nascido no dia 29 de Janeiro de 1949, passou pelos Farras, Deltons, Sheiks, Equipa 88, Filarmónica Fraude e Tyree Glenn Junior Band.

Os Farras, em 1964, ensaiavam em Benfica (Lisboa) num velho solar que serviu de décor aos Gatos Negros em "Canção da Saudade".

Eram então Luís Moutinho (bateria), António Duarte Nuno (vocalista), Manuel Pinto Basto (baixo), Daniel Del-Negro (viola-solo) e Francisco Graça (viola acompanhamento), futuro fotógrafo.

Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida

quarta-feira, 18 de maio de 2011

GENTLEMEN


António Sousa Freitas (bateria), Jorge Carp (viola-baixo), Jaime Queimado (viola-ritmo) e Claude Carp (viola-solo)

Os Gentlemen (1963-1965) foram a banda de acompanhamento de Daniel Bacelar em 3 dos 7 discos do Ricky Nelson português.

Constituíram-se em 1963 com Claude Carp (viola-solo), o irmão Jorge Carp (viola-baixo), Chico (viola-ritmo) e João Silveira (bateria).

Com esta formação. gravaram dois discos com Daniel Bacelar em 1963 e em 1964.

Em Setembro de 1963, participaram com Daniel Bacelar no Concurso Tipo Shadows, no cinema Roma, em Lisboa.

Em 1965, com a formação constante na imagem, os Gentlemen gravaram o seu último disco com Daniel Bacelar, após o que se separaram, com o regresso dos irmãos Carp a França para conclusão dos estudos.

Jaime António Pinheiro Simões Queimado fez aos 10 anos a sua primeira guitarra, com uma embalagem de madeira, a régua da escola, uns pregos e o fio de pesca do Pai e aos 13 já tinha a sua primeira banda - Golden Stars - com Fernando Tordo, João Guerra e Carlos Bastos.

Cantávamos a vozes, tipo Golden Gate Quartet ou Trio Odemira, mas também Ricky Nelson e até Cliff Richard. Eu tinha umas maracas, só o Carlos Bastos sabia tocar viola, por curiosidade alugada na Escola Duarte Costa, lembra Jaime Queimado.

Depois dos Golden Stars, Jaime Queimado forma uma segunda banda, cujo nome não se recorda, com o irmão Luís e ainda Rui Bettencourt (bateria) e Duarte Mendes (viola-ritmo e voz). O repertório era Cliff Richard e Shadows.

Sem falsa modéstia, o Conjunto Mistério não nos chegava aos calcanhares. Ainda pensámos concorrer ao Concurso Tipo Shadows, mas éramos só uma grande banda sem material.

Ainda em 1963, Jaime Queimado integra a segunda formação dos Telstars, (não participou na gravação do disco), um dos primeiros conjuntos yé-yé portugueses e, segundo afirma, um dos primeiros a cantar Beatles em Portugal.

Depois da experiência dos Telstars, Jaime Queimado parte para os Fanatics, outro grupo instrumental, onde pontuava Michel, le chéf, não chegando a gravar o único EP do conjunto.

Nos bailes, os Fanatics tinham um coro feminino de três chanteuses, Katie (suiça-alemã), Marianne (anglo-francesa) e Nicole (francesa-argelina), o que era inédito.

Depois dos Fanatics, Jaime Queimado foi para os Gentlemen para acompanhar Daniel Bacelar tendo gravado o EP de 1965, após o que voltou a mudar de agulha e foi integrar os Claves post-Concurso Yé-Yé para substituir Luís Pinto de Freitas, enquanto Manuel Costenla substituía José Athouguia na bateria.

Desta vez, fui para o baixo. A experiência, basicamente Beatles, durou pouco tempo, devido a um grave acidente de viação de João Ferreira da Costa (órgão) e também porque eu não quis tocar "Quero Que Vá Tudo Pró Inferno", lembra, sorridente, Jaime Queimado.

Veio depois uma fase a duo com Fernando Tordo para animar as festas da Central School Of English, após o que ambos integraram os Deltons, com Luís Moutinho e Luís Antero.

Os Who, os Hollies eram as referências que nos distinguiam. Éramos um grupo diferente. A fase, dita yé-yé, já tinha acabado.

Jaime Queimado é também compositor, tendo sido co-autor, por exemplo, de "Então Dizia-te", que Duarte Mendes defendeu no Festival RTP da Canção de 1970.

António Manuel Sousa Freitas, filho do poeta de Buarcos, Sousa Freitas, autor, por exemplo, de "Nunca Direi Adeus" (Sérgio Borges) e de "Figueira da Foz" (Maria Clara), nasceu em Lisboa a 03 de Maio de 1947 e aos 14 anos já tocava bateria com Luís Waddington, que viria mais tarde a pertencer ao Conjunto Mistério.

Em 1964 integrou a segunda formação dos Telstars, de onde saiu com Jaime Queimado para os Fanatics e depois para os Gentlemen, onde também gravou o EP de 1965 de Daniel Bacelar.

Para mudar de ambiente, Tó Freitas fixou-se depois em Coimbra onde viria a integrar o Conjunto Universitário Hi-Fi com quem gravou o primeiro EP do grupo, dedicando-se depois ao jazz, no Quinteto de Jazz da Associação Académica.

sábado, 15 de maio de 2010

OS FARRAS, DE LUÍS MOUTINHO


Já aqui se falou das passagens de Luís Moutinho, actual professor universitário na Escócia, pelos Deltons, Sheiks e Filarmónica Fraude, mas ainda ninguém tinha citado o que parece ser a sua primeira banda, os Farras, em 1964.

Os Farras ensaiavam em Benfica (Lisboa) num velho solar que serviu de décor aos Gatos Negros em "Canção da Saudade".

Eram então Luís Moutinho (bateria), António Duarte Nuno (vocalista), Manuel Pinto Basto (baixo), Daniel Del-Negro (viola-solo) e Francisco Graça (viola acompanhamento).

Rezava assim a biografia de Luís Moutinho:

"Luís Abel Magro Moutinho - o baterista de "Os Farras", verdadeiro malabarista das baquetas - é o filho de Maria Leonor e de Pedro Moutinho. Louro, de olhos claros, tem nas veias a impetuosidade, o destemor dos jovens que sabem enfrentar qualquer situação, sem perder a elegância , a correcção, a galanteria.

"Nasceu a 29 de Janeiro de 1949 e frequentou o Colégio Militar até ao 3º ano (que repetiu). Apesar de uma tendência natural para apresentador (filho de peixe... sabe falar...) a sua paixão actual, forte e avassaladora que o obriga a esquecer tudo o resto é a música.

"Não conhece uma nota e toca apenas de ouvido. Contudo, compõe também, improvisa... e gostava de fazer um grande filme musical (a ideia partiu de um convite do produtor Cunha Teles, à espera de concretização).

"Depois do Colégio Militar, passou para o Colégio S. João de Brito e no ano novo lectivo ingressa noutro estabelecimento de ensino.

"Tem uma grande discoteca, onde não falta um disco sequer dos Gentlemen e dos Beatles, os seus favoritos.

"Para os amigos, é apenas o Luís (o único dos Farras sem diminutivos ou alcunha)".

O vocalista António Duarte Nuno nasceu a 20 de Abril de 1944, em Évora. Admira o Conjunto Mistério, a que aliás pertenceu quando da sua primeira fase, quando era ainda Nova Onda.
Manuel Pinto Basto (baixo) tem 17 anos e admira o Conjunto Mistério e os Shadows.

Daniel Del-Negro (nome verdadeiro) nasceu em Lisboa no dia 13 de Agosto de 1948. É o viola-solo e os seus gostos recaem sobre os Gentlemen, a nível nacional, e os Shadows, a nível internacional.

Finalmente, Francisco Graça, viola de acompanhamento, nasceu em Leiria no dia 30 de Novembro de 1947. Gosta do Conjunto Mistério e dos Shadows e delira com o surf e o hully-gully.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

DELTONS: CONJUNTO RENOVADO COM ÊXITO


Da esquerda para a direita se é que não conseguem reconhecer: Fernando Tordo e Luís Moutinho, ainda Luís Antero e Jaime Queimado.

O título do post é o mesmo do recorte de imprensa, "Magazine", de 14 de Janeiro de 1967, da autoria de um antigo camarada meu, José Carneiro de Almeida.

A renovação aqui reside em Jaime Queimado e Fernando Tordo, já que os dois Luíses vinham do antigamente.

Em 1967, Jaime Queimado tinha 20 anos e estudava no 7º ano, alínea Económicas. Já tinha tocado nos Telstars, Fanatics, Gentlemen (que acompanharam Daniel Bacelar), Jotas e Claves.

Fernando Tordo tinha 18 anos e frequentava, no ensino doméstico, um curso de inglês (tenho para mim que isto era um eufemismo do meu amigo Carneiro de Almeida para dizer que Tordo não estudava a ponta de um corno).

Era a primeira vez que Fernando Tordo estava num conjunto, onde, além de tocar viola-ritmo, era vocalista.

Antes de encetar a carreira a solo que se conhece, Fernando Tordo esteve ainda nos Sheiks, com quem gravou o EP "That's All", que marcou o fim discográfico da banda nos anos 60.

Rui Oliveira Costa, que abrilhanta os ecrãs das nossas vidas seja como comentador desportivo do Sporting, seja como comentador de sondagens de opinião, ele que é o big boss da Eurosondagem, era o "jovem agente" dos Deltons (também foi posteriormente dos Sheiks e já tinha sido dos Farras).

Andava no 7º ano de Económicas no Liceu D. João de Castro, em Lisboa, e estava a fazer 19 anos.

Os Deltons, que tinham uma das melhores aparelhagens da Europa - vejam lá! (dedo de Rui Oliveira Costa) - tocavam em festas de beneficência e também na boîte Avózinha, em Portimão, no Hotel Estoril-Sol, Estalagem Mira Monte e na Ronda, no Estoril.

O conjunto era orientado tecnicamente pelo jovem estudante de um curso de electrotécnica, Miguel Bastos, 18 anos.

Em breve - escrevia Carneiro de Almeida - o agrupamento musical gravará um disco para uma conhecida etiqueta.

Nunca surgiu esse disco...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

ESTREIA AO VIVO DOS DELTONS


A primeira notícia que consegui recolher dos Deltons é de 1965, 04 de Maio.

No mês anterior, participaram num Festival Yé-Yé organizado pelo Duo Ouro Negro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Foi a sua estreia ao vivo. Em palco, estiveram também os Ekos e os Sheiks e João Martins ("23ª Hora") como apresentador.

Quisémos fazer um festival de ritmos modernos, tal como é vulgar nas grandes capitais europeias, destinado ao grande público. Existem muitos conjuntos, de real valor, ainda no anonimato. Por isso mesmo, demos a oportunidade aos "yé-yé" de poderem apreciar os Ekos, os Sheiks e os Deltons, justificou Raul Indipwo.

Descreve a "Plateia":

Luís (Moutinho) estava muito zangado, porque no decorrer da actuação do seu grupo, aconteceu um curto-circuito e... como todos os instrumentos são eléctricos... De qualquer maneira, tanto ele como o Luís Gonçalves, o João Silveira e o Francisco Silva mostraram grande regozijo:

Foi uma oportunidade única para nos lançarmos, dado que foi a nossa estreia em público. Gostámos muito de actuar no Coliseu, muito embora esta sala não ofereça garantias quanto ao som
.

Os Deltons voltariam a tocar ao vivo na grande final do Concurso Yé-Yé realizada no Teatro Monumental, em Lisboa, no dia 30 de Abril de 1966, como convidados especiais.

A Imprensa só dá conta da vitória dos Claves e da polémica com os Rocks, desinteressando-se de tudo o resto, pelo que não consegui documentar a actuação dos Deltons. Nem sequer sei se Luís Moutinho ainda lá estava.

Fernando Tordo fez parte da banda, antes de ingressar nos Sheiks.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

MINI-ENTREVISTA DE LUÍS MOUTINHO


Filho de Maria Leonor e de Pedro Moutinho, duas das melhores vozes que alguma vez passaram pelos microfones da Rádio Portuguesa - neste caso a Emissora Nacional -, Luís Moutinho foi um dos mais interessantes bateristas yé-yé nacionais, quase uma espécie de Ringo Starr lusitano.

(Acho que foi meu colega no Externato Clenardo, em Lisboa).

No Verão de 1968, Maria José Valério, uma nacional-cançonestista, entrevistou-o para a revista "Plateia":

Tem os olhos, os lindos olhos, da mãe, tem a personalidade do pai, artista sincero e apaixonado.

Luís é um jovem de 20 anos, cheio de vida e de vontade de vencer. Consciente do seu valor, ele que mais parece um "príncipe encantado", nasceu para ser um artista verdadeiro e dá gosto vê-lo tocar bateria com aquele entusiasmo que só os "grandes" como ele conseguem ter.

Ele tem dentro de si o fogo, a mocidade, o talento que herdou dos seus pais, dois "grandes" da Rádio e da TV!

Parabéns, Maria Leonor e Pedro Moutinho, pelo vosso filho que considero grande artista e um moço encantador.

Para si, Luís, aqui ou no estrangeiro, que Deus o proteja e lhe dê os sucessos que merece.

- Que colégios frequentou, Luís?
- Entre outros, o Colégio Militar.

- Há quanto tempo toca bateria?
- Precisamente há quatro anos.

- Onde nasceu?
- Em Lisboa.

- Se não fosse artista, que gostaria de ser?
- Actor.

- Tem namorada?
- A minha namorada é a bateria.

- Que pensa de si, Luís?
- O pior possível, mas às vezes o melhor também.

- Em que países já tocou?
- Lá fora, só em França.

- Em que conjunto toca presentemente?
- No Tyree Glenn Junior Band.

- Em que conjunto participou?
- No conjunto "Os Sheiks".

- Que pensa dos Beatles?
- São os melhores do Mundo, criadores de uma época.

- Gosta de animais?
- Bastante, e, de momento, tenho um cão que se chama Sheik.

- É romântico ou não?
- Sou brincalhão e realista (às vezes).

- Que tem de momento para o futuro?
- Tenho em vista várias deslocações ao estrangeiro para actuar em diversos países. E em Portugal novas gravações, programas de TV, Casino Estoril, etc.