Mostrar mensagens com a etiqueta Claves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Claves. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

RUA LUÍS DE FREITAS BRANCO


Charneca da Caparica, Setúbal.

Familiar de Luís de Freitas Branco, dos Claves, e de Pedro de Freitas Branco, dos White, claro!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

NOITE YÉ-YÉ NA PASSAROLA


Luís Pinto de Freitas e Luís de Freitas Branco, dos Claves, interpretam a bonita balada "Crer".

Mais de 100 pessoas reuniram-se hoje num jantar na "Passarola", em Lisboa, para ouvir os conjuntos yé-yé portugueses dos anos 60.

Houve música a rodos.

Além da banda residente, Tertúlia (com destaque para Luís Rosa, na guitarra), Alfredo Azinheira com os A Ferro & Fogo cantou, por exemplo, "Keep On Running" e "A Whiter Shade Of Pale", a sua música preferida, conforme confessou.

Uma banda formada por José Machado (Chinchilas), Ricardo Levy (Jets e Sindicato), Júlio Gomes (Jets e Sindicato), Vítor Mamede (Chinchilas e Sindicado), Jaime Queimado (Gentlemen e muitas outras bandas) tocou "Blue Suede Shoes" e "Gloria".

Os Guitarras de Fogo foram ao palco cantar, por exemplo, "Fly Me To The Moon", "Que C'Est Triste Venise" e "L'Italiano (I Asciatemi Cantare)". Grande presença (literalmente) e poderosa voz de João Charana.

Os Claves, vencedores do Concurso Yé-Yé do Teatro Monumental, encantaram com "Petite Fleur", "Pour Un Flirt", "Crer" e "Goodbye My Love Goodbye", arrancando fortes aplausos.

Quando Daniel Bacelar foi chamado ao placo, já o Ricky Nelson português tinha abandonado o edifício, furtando-se uma vez mais a cantar "Marcianita".

Os Ekos puseram toda a gente a dançar com "Só", "Longe de Ti" e "Esquece".

A noite, que já ia longa, terminou com o show de guitarra de Phil Mendrix, acompanhado pelos seus colegas dos Chinchilas José Machado (teclas) e Vítor Mamede (bateria), terminando com "I'm A Believer", do primeiro EP do conjunto.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

CLAVES AO VIVO!


Os Claves juntaram-se hoje ao vivo num Encontro Yé-Yé promovido por Vítor Mamede (Chinchilas, Sindicato) no restaurante Moinho Ibérico em Arneiro dos Marinheiros, Magoito (Sintra).

Os Claves foram os vencedores do Concurso Yé-Yé realizado em 1965/1966 no Teatro Monumental, em Lisboa.

Da banda original, estiveram Luís de Freitas Branco (voz e guitarra), Luís Pinto Freitas (voz e guitarra) e João Ferreira da Costa (teclas). Na bateria esteve Luís Garcia, em substituição de José Athouguia, já falecido.

Muito aplaudidos, os Claves tocaram " Mr. Bojangles", "Corrina, Corrina", "Crer" (que Luís Pinto Freitas dedicou a Luís Pinheiro de Almeida), "Bring It On Home To Me", “Che Sono Innamorato" (que Luís de Freitas Branco dedicou ao seu filho, Pedro, músico no Brasil), "A Whiter Shade Of Pale" e "The Answer" (dos Moody Blues).

"Somos uma banda da vida, juntamo-nos às quarta-feiras para tocar e é tão bom...", explicou Luís de Freitas Branco.

Além dos Claves, o Encontro Yé-Yé teve outros músicos em palco como os Ekos (com Zé Luís, Luís Rosa, Hélder, Fernando Grencho e Joca), Alfredo Azinheira (Chinchilas), que cantou "Cocaine" em português, com um vibrante solo de guitarra de Necas (Plutónicos), uma super-banda formada por José Machado, Chinchilas (teclas), Ricardo Levy, Jets e Sindicato (voz e guitarra), Júlio Gomes, Jets e Sindicato (voz e guitarra), Vitor Mamede, Chinchilas e Sindicato (bateria) e Jaime Queimado, Telstars, Fanatics, Gentlemen, Deltons e Sheiks ("comissão liquidatária") (baixo).

Pelo palco ou pela plateia estiveram também, entre outros, Cainhas (Diamantes Negros), Carlos Silva Pereira (Telstars), Óscar Carvalho e José Luís Quintino (A Chave), José Cabeleira, Rogério Costa (Bólides), Pedro Castro (Petrus Castrus).

Uma noite em cheio e só por 17 € com direito a música, comida e bebida com fartura!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

GENTLEMEN


António Sousa Freitas (bateria), Jorge Carp (viola-baixo), Jaime Queimado (viola-ritmo) e Claude Carp (viola-solo)

Os Gentlemen (1963-1965) foram a banda de acompanhamento de Daniel Bacelar em 3 dos 7 discos do Ricky Nelson português.

Constituíram-se em 1963 com Claude Carp (viola-solo), o irmão Jorge Carp (viola-baixo), Chico (viola-ritmo) e João Silveira (bateria).

Com esta formação. gravaram dois discos com Daniel Bacelar em 1963 e em 1964.

Em Setembro de 1963, participaram com Daniel Bacelar no Concurso Tipo Shadows, no cinema Roma, em Lisboa.

Em 1965, com a formação constante na imagem, os Gentlemen gravaram o seu último disco com Daniel Bacelar, após o que se separaram, com o regresso dos irmãos Carp a França para conclusão dos estudos.

Jaime António Pinheiro Simões Queimado fez aos 10 anos a sua primeira guitarra, com uma embalagem de madeira, a régua da escola, uns pregos e o fio de pesca do Pai e aos 13 já tinha a sua primeira banda - Golden Stars - com Fernando Tordo, João Guerra e Carlos Bastos.

Cantávamos a vozes, tipo Golden Gate Quartet ou Trio Odemira, mas também Ricky Nelson e até Cliff Richard. Eu tinha umas maracas, só o Carlos Bastos sabia tocar viola, por curiosidade alugada na Escola Duarte Costa, lembra Jaime Queimado.

Depois dos Golden Stars, Jaime Queimado forma uma segunda banda, cujo nome não se recorda, com o irmão Luís e ainda Rui Bettencourt (bateria) e Duarte Mendes (viola-ritmo e voz). O repertório era Cliff Richard e Shadows.

Sem falsa modéstia, o Conjunto Mistério não nos chegava aos calcanhares. Ainda pensámos concorrer ao Concurso Tipo Shadows, mas éramos só uma grande banda sem material.

Ainda em 1963, Jaime Queimado integra a segunda formação dos Telstars, (não participou na gravação do disco), um dos primeiros conjuntos yé-yé portugueses e, segundo afirma, um dos primeiros a cantar Beatles em Portugal.

Depois da experiência dos Telstars, Jaime Queimado parte para os Fanatics, outro grupo instrumental, onde pontuava Michel, le chéf, não chegando a gravar o único EP do conjunto.

Nos bailes, os Fanatics tinham um coro feminino de três chanteuses, Katie (suiça-alemã), Marianne (anglo-francesa) e Nicole (francesa-argelina), o que era inédito.

Depois dos Fanatics, Jaime Queimado foi para os Gentlemen para acompanhar Daniel Bacelar tendo gravado o EP de 1965, após o que voltou a mudar de agulha e foi integrar os Claves post-Concurso Yé-Yé para substituir Luís Pinto de Freitas, enquanto Manuel Costenla substituía José Athouguia na bateria.

Desta vez, fui para o baixo. A experiência, basicamente Beatles, durou pouco tempo, devido a um grave acidente de viação de João Ferreira da Costa (órgão) e também porque eu não quis tocar "Quero Que Vá Tudo Pró Inferno", lembra, sorridente, Jaime Queimado.

Veio depois uma fase a duo com Fernando Tordo para animar as festas da Central School Of English, após o que ambos integraram os Deltons, com Luís Moutinho e Luís Antero.

Os Who, os Hollies eram as referências que nos distinguiam. Éramos um grupo diferente. A fase, dita yé-yé, já tinha acabado.

Jaime Queimado é também compositor, tendo sido co-autor, por exemplo, de "Então Dizia-te", que Duarte Mendes defendeu no Festival RTP da Canção de 1970.

António Manuel Sousa Freitas, filho do poeta de Buarcos, Sousa Freitas, autor, por exemplo, de "Nunca Direi Adeus" (Sérgio Borges) e de "Figueira da Foz" (Maria Clara), nasceu em Lisboa a 03 de Maio de 1947 e aos 14 anos já tocava bateria com Luís Waddington, que viria mais tarde a pertencer ao Conjunto Mistério.

Em 1964 integrou a segunda formação dos Telstars, de onde saiu com Jaime Queimado para os Fanatics e depois para os Gentlemen, onde também gravou o EP de 1965 de Daniel Bacelar.

Para mudar de ambiente, Tó Freitas fixou-se depois em Coimbra onde viria a integrar o Conjunto Universitário Hi-Fi com quem gravou o primeiro EP do grupo, dedicando-se depois ao jazz, no Quinteto de Jazz da Associação Académica.

sábado, 30 de abril de 2011

FINAL DO IÉ-IÉ FOI HÁ 45 ANOS


Os Claves foram os vencedores do Concurso Yé-Yé organizado pelo jornal "O Século", com o apoio do Movimento Nacional Feminino, no Teatro Monumental, em Lisboa, em 1965 e 1966.

A grande e polémica final realizou-se no dia 30 de Abril de 1966, faz hoje 45 anos, com os seguintes resultados:

1 - Claves (Lisboa) - 55 pontos
2 - Rocks (Angola) - 45 pontos
3 - Night Stars (Moçambique) - 39,5 pontos
4 - Jets (Lisboa) - 35 pontos
5 - Ekos (Lisboa) - 29,5 pontos
6 - Chinchilas (Carcavelos) - 29 pontos
7 - Espaciais (Porto) - 18 pontos
8 - Tubarões (Viseu) - 18 pontos

O Concurso Ié-Ié terá sido provavelmente o maior festival de música do género realizado em Portugal com mais de 70 conjuntos.

Os 73 grupos inscritos representaram mais de 350 jovens com uma média de 18 anos.

Foi organizado pelo jornal "O Século" a favor das Forças Armadas no Ultramar, através do Movimento Nacional Feminino, com a colaboração da Radiotelevisão Portuguesa, Emissora Nacional, Rádio Clube Português e do empresário Vasco Morgado.

O júri era constituído por distintos músicos profissionais e um grupo de jovens entusiastas entendidos em ié-ié.

O júri técnico foi constituído pelo maestro Jorge Costa Pinto, Thilo Krasmann, Mário Simões e José Luís Simões. A partir das meias-finais, presidiu o maestro Eduardo Loureiro, da Emissora Nacional.

E o júri ié-ié era formado por Emídio Aragão Teixeira (presidente), do Instituto Superior Técnico, Carlos Neves Ferreira, da Faculdade de Ciências, Maria Bernardo Macedo e Vale, António Martins da Cruz (futuro ministro dos Negócios Estrangeiros, em 2003), Jaime Lacerda e Diogo Saraiva e Sousa, todos da Faculdade de Direito de Lisboa, Maria Avelino Pedroso, do Instituto Superior de Agronomia, e Ricardo Espírito Santo e Silva Ricciardi (7º ano dos liceus).

O regulamento do concurso exigia que pelo menos uma canção fosse original e cantada em português. Cada conjunto podia apresentar até 4 canções (tempo máximo de 3 minutos cada) para um tempo de actuação máximo de 20 minutos.

O 1º Prémio era de 15 contos (75 euros), o 2º de 10 e o 3º de 5. Havia uma taça oferecida pelo programa "Passatempo Juvenil", da Rádio Peninsular.

A Philips oferecia uma telefonia e uma Philishave, a Casa Gouveia Machado uma viola Eko de 12 cordas no valor de 4.360$00, um microfone Shure no valor de 2.520$00 e uma tarola Sonor, com suporte, no valor de 1.720$00.

O Salão Musical de Lisboa dava uma bateria, uma viola, uma guitarra, uma pandeireta e três harmónicas de boca, a Casa Galeão uma mala de viagem, a Casa Pinheiro Ribeiro 5 metros de tecido, a Casa J. Nunes Correia 6 gravatas, a Sapataria Lord um par de sapatos, a Loja das Meias 5 gravatas e a Casa J. Pires Tavares 10 frascos de água de Colónia.

No palco, bem visível, um grande cartaz lembrava a ditadura:

Atenção! Barulho que não permita o júri ouvir os conjuntos, objetos (sic) atirados para o palco, distúrbios na sala são motivos para a expulsão do espectador que assim proceder sem que a organização lhe devolva a importância do bilhete. A juventude pode ser alegre sem ser irreverente.

Luís Pinheiro de Almeida

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PEDRO DE FREITAS BRANCO EM LISBOA 02


Luís de Freitas Branco, ex-Claves, à guitarra para acompanhar seu filho, Pedro de Freitas Branco.

Um gentleman do ié-ié...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

PROBLÈMES EM LISBOA


Os Problèmes, de Luiz Rego, vieram tocar ao Monumental, em Lisboa, no Carnaval de 1966, ao lado de nomes como os Claves, Conjunto Académico João Paulo, Simone de Oliveira, António Calvário e António Mourão.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ECOS


Os Ecos foram um conjunto tipo Shadows que deu origem aos Claves, futuros vencedores do Concurso Yé-Yé, no Teatro Monumental, em Lisboa.

Formaram-se em 1963 com Luís Pinto de Freitas (viola solo), os irmãos José (bateria) e Manuel Athouguia (viola ritmo), ambos já falecidos, e António Sallaty (viola baixo).

Actuaram na RTP e gravaram um disco metálico coberto por vinil, instrumental, no Centro de Cooperação Técnica, na rua D. João V, em Lisboa, um pouco à maneira dos Quarrymen, antes dos Beatles.

Havia penas um microfone pendurado do tecto, lembra hoje Luís Pinto de Freitas. Na altura, eu tinha 16/17 anos.

O disco inclui "Apache", "South Of The Border", "Gestapo", "Round And Round", "Midnight" e "Walk Don't Run".

Colaboração de Luís Pinto de Freitas

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MORREU O BATERISTA DOS CLAVES


Morreu no Brasil o baterista dos Claves, José Jarvis de Athouguia. Segundo as últimas informações, vivia no Nordeste brasileiro, onde explorava um restaurantes. Teria 62/63 anos.

Era um autêntico Keith Moon da banda, pela inata irreverência, diz quem o viu tocar.

José Athouguia começou em 1963 nos Ecos com Luís Pinto de Freitas (viola solo), Manuel Athouguia (viola ritmo), seu irmão, já falecido, também, e António Sallaty (viola baixo).

Actuaram na RTP e gravaram um disco instrumental no Centro de Cooperação Técnica, um pouco à maneira dos Quarrymen, antes dos Beatles.

O disco, instrumental, inclui "Apache", "South Of The Border", "Gestapo", "Round And Round", "Midnight" e "Walk Don't Run".

Em 1965 entrou para os Saints (futuros Claves) em substituição de Alexandre Corte Real.

E o resto é história...

Na imprensa da época fazia-se o seguinte perfil de José Athouguia:

José Jervis de Athouguia - é o elemento mais recente do grupo. Toca bateria e piano (fora da banda). Nunca aprendeu música, tocando por intuição. Tem 18 anos, nasceu em Cascais e vive em Lisboa. Não gosta de música yé-yé que acha muito ruidosa, prefere a pop-música, que é mais melodiosa. Não gosta de cinema, nem de teatro, mas gosta de dormir. Pratica hipismo, automobilismo e carrinhos eléctricos. Estuda, mas não tem projectos. Admira o Thilo's Combo, João Ferreira Rosa e Beach Boys.

sábado, 17 de outubro de 2009

LUÍS PINTO DE FREITAS


Autor de uma das mais belas canções yé-yé de sempre, "Crer", dos Claves, em 1966, Luís Pinto de Freitas, 63 anos, continua activo, agora nos Rockfellas.

Aos 13 anos, em 1959, comprou a sua primeira guitarra e três anos depois, em 1962, formou a sua primeira banda, Baby Faces, com António Villar de Sousa (viola ritmo), Manuel Athouguia (viola ritmo) e Diniz (bateria).

Aos Baby Faces sucederam em 1963 os Ecos (por causa das guitarras) com Manuel Athouguia (viola ritmo), que já vinha de trás, mais José Athouguia (bateria) e António Sallaty (baixo).

Actuaram na RTP e gravaram um disco instrumental no Centro de Cooperação Técnica, um pouco à maneira dos Quarrymen, antes dos Beatles.

Em 1964/65, Luís Pinto de Freitas fez parte do Conjunto Nova Onda (já depois da edição de "Vendaval"), com Gonçalo Lucena (vocalista), Manuel Lucena (baixo), Jorge Moniz Pereira (viola ritmo) e Fernando Mendes (bateria), tendo animado um cruzeiro de fim de ano à Madeira no "Santa Maria".

Em 1965, esteve nos Saints com Luís de Freitas Branco (viola ritmo e voz), João Valeriano (baixo e voz) e Alexandre Corte Real (bateria), este último substituído pouco depois por José Athouguia (bateria, ex-Ecos). O grupo viria a ser completado por João Ferreira da Costa (teclas e voz), fazendo ainda parte da equipa João Bragança e João Vicente Ribeiro, que tratavam dos contratos.

Os Saints concorreram ao Concurso Yé-Yé no Teatro Monumental, em Lisboa, vencendo a 12ª eliminatória no dia 13 de Novembro de 1965, a 2ª meia-final, no dia 15 de Janeiro de 1966 e, já como Claves (designação sugerida por Moreno Pinto, técnico da Rádio Renascença), a final do referido concurso no dia 30 de Abril de 1966.

A balada "Crer" foi especialmente composta por Luís Pinto de Freitas para a final deste concurso.

No mesmo ano de 1966, os Claves editaram dois EPs (os únicos), o primeiro (MARFER - MEL 2016) com "Keep On Running" (Spencer Davis Group), "Where Have All The Good Times Gone" (Kinks), "Crer" (Luís Pinto de Freitas) e "Fare Thee Well" (Chad and Jeremy) e o segundo (ALVORADA - AEP 60 814) com "California Dreamin'" (Mamas and Papas), "Somebody Help Me" (Spencer Davis Group), "Daydream" (Lovin' Spoonful) e "Sha La La Lee" (Small Faces).

Ambos saíram após a final do concurso Yé-Yé do Monumental, de Abril 1966.Tanto quanto me recordo, o da Alvorada foi gravado primeiro, nos estúdios da Emissora Nacional no Quelhas, mas demoraram mais tempo a publicar. A Marfer foi mais rápida, gravou depois, aproveitaram fotografias do mesmo fotógrafo da Alvorada, tiradas no lago do Campo Grande e publicaram o disco primeiro, imediatamente após a final do Concurso Yé-Yé no Monumental, lembra Luís Pinto de Freitas.

Desfeitos os Claves em 1967, Luís Pinto de Freitas viria a ser chamado a cumprir o serviço militar obrigatório (onde reencontra o seu amigo de escola Alfredo Laranjinha) e grava no Porto, ainda em 1967, um EP com o Conjunto Walter Behrend (ALVORADA - AEP 60.948), onde se inclui um original seu, "I Want And I Need You".

Fazia parte desse conjunto um grande músico italiano, o Italo Caffi, que veio a Portugal como pianista do Conjunto Andrea Tosi e ficou por cá. Depois abriu a empresa de instrumentos musicais "Caffi", no Porto.

Mobilizado para a guerra colonial, em Angola, forma no teatro de operações os Tigers, com um microfone e um amplificador da única máquina sonora de projectar filmes que existia.

De regresso a Portugal, começa a tocar com Pamela Murphy, futura mulher, que conhecera no Algarve e com quem forma o duo LP (Luís/Pamela).

Em 1970, com Pamela Murphy, edita um único EP (POLYDOR - 10 023 CR), gravado no ano anterior, com "Lullaby", "Why" (da autoria do duo), "Glad Bluebird Of Happiness" e "Please Come Back" (outro original do duo).

Toquei viola acústica em todas as faixas, mas só Pamela é que cantou. Primeiro foi todo gravado só com a Pamela a cantar e eu em viola acústica (o Pedro Caldeira Cabral colaborou no "Lullaby").

Depois, o Thilo Krassmann meteu mais tarde as orquestrações. Ele próprio tocou piano no "Why", fez as orquestrações para as cordas em três e convidou o Raul Mendes, do Mendes Harmonica Trio, que gravou a harmónica por cima da voz e guitarra, no "Lullaby", "Why" e "Glad Bluebird of Happiness".

O Bossa Jazz Trio tocou o instrumental no "Please Come Back". Os produtores foram o João Martins e Luis Villas Boas.


Em 1980, concorre ao Festival da RTP da Canção com "Ai, Ai, Tão, Tão", com letra de António Pinho e música de Pinto de Freitas, mas não chega à final.

Desde então tem tocado e cantado com a mulher, Pamela Murphy, tendo também participado num trio de jazz, Jazzamataz, com João Olias (teclas) e Michel Mounier (bateria) e nos Rockfellas, com José Santos Fernandes (teclas e voz), Alfredo Laranjinha (viola ritmo e voz), Jaime Pereira (baixo e voz) e Michel Mounier (bateria).

Hoje mesmo, os Rockfellas, com os amigos da escola Luís Pinto de Freitas e Alfredo Laranjinha, tocam no Liceu de Oeiras.

Luís Pinto de Freitas morreu no dia 02 de Agosto de 2015, vítima de cancro.

Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

1º EP DOS CLAVES (1966)


MARFER - M.E.L. 2.016 - 1966

Keep On Running (Spencer Davis Group) - Where Have All The Good Times Gone (Kinks) - Crer (Luís Pinto de Freitas) - Fare Thee Well (Chad & Jeremy)

Este é o primeiro EP dos Claves, vencedores do Concurso Yé-Yé do Teatro Monumental, em Lisboa, em 1966.

É um primeiro EP um pouco à maneira dos Beatles, já que foi gravado depois do .

Tanto quanto me recordo, o EP da Alvorada (2º EP) foi gravado primeiro, nos estúdios da Emissora Nacional no Quelhas, mas demoraram muito tempo a editar.

A Marfer (EP na imagem) foi mais rápida, gravou depois, aproveitaram fotografias do mesmo fotógrafo da Alvorada, tiradas no lago do Campo Grande, e publicaram o disco primeiro, imediatamente após a final do Concurso Yé-Yé no Monumental, disse Luís Pinto de Freitas a este blogue.

Ou seja, já nessa altura os nossos vizinhos tinham mais olho do que os lusitanos nas oportunidades de negócio.

"Crer" é - do meu ponto de vista - uma das melhores, se não mesmo a melhor canção yé-yé jamais composta em Portugal por portugueses e em português.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

GUEDELHUDOS GRISALHOS


De cima para baixo: Filhote, Gin-Tonic e Clave. Ou será ao contrário?

Fotografia do sr. Gouveia

CLÃCLAVE


Hoje foi mais uma ocasião para os Guedelhudos Grisalhos se reunirem em almoço e copos (das 13H00 às 18H00) e, uma vez mais, na Floresta Oriental onde, tudo leva a crer, o Hugo Santos tem uma significativa e saborosa comissão. Tudo bem!

Não importa, desde que o preço/pessoa/qualidade permaneça nos € 10/15, com inegável vantagem para o consumidor.

Desta feita, o móbil foi a presença entre entre nós, finalmente, do Pedro de Freitas Branco, vulgo Filhote, que, até que enfim, trouxe o clã até nós... Ora adivinhem lá na imagem!

Para este blogue - que me perdoem os restantes protagonistas - deixem-me relevar a presença de Luís de Freitas Branco que, além de tudo o mais, foi membro dos Claves, um dos mais significativos conjuntos portugueses dos anos 60, e cuja presença no almoço fez rebentar algumas lágrimas!

Foto de Susana, natural de Ponta da Barca, co-proprietária da Floresta

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

LUÍS PINTO DE FREITAS


Luís Pinto de Freitas é o autor de uma das mais belas canções yé-yé portuguesas, "Crer", interpretada e gravada pelos Claves em 1966.

Actualmente, Luís Pinto de Freitas toca com os Rockfellas, uma banda revival.

Mas este post tem unicamente como objectivo dar a conhecer a história de Luís Pinto de Freitas contada pelo próprio numa interessante página que acabei de descobrir, por acaso, na net.

Muito simplesmente chama-se LP Freitas.

É uma ferramenta deveras interessante para a história do rock português. Fazem falta fontes como esta.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

CASA GOUVEIA MACHADO


Tenho as mais gratas recordações do Gouveia Machado, da irmã e dos seus colaboradores, alguns dos quais mais tarde fundaram a Diapasão.

Sem o seu Filantropismo, Entusiasmo e Vontade de ajudar os músicos a afirmarem-se, nunca teriam existido tantos grupos musicais nos anos 60 em Portugal.

Representava as melhores marcas de instrumentos que existiam na altura e o ambiente que conseguia criar era sempre entusiamante e encorajador.

Aqui lhe presto a minha homenagem.

Luís Pinto de Freitas (Claves, Rockefellas)

PS - A imagem reproduz uma parte da reportagem da revista "L'Eco Della Musica", do fabricante das guitarras EKO, sobre a exposição da EKO (Casa Gouveia Machado) na FIL, em 1963. Luís Pinto de Freitas e o Thilo's Combo foram alguns dos músicos que fizeram a demonstração da guitarra.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

2º E ÚLTIMO EP DOS CLAVES (1966)


ALVORADA - AEP 60.814 - 1966

California Dreamin' (John Phillips)- Somebody Help Me (Jack Edwards) - Daydream (John Sebastian) - Sha La La Lee (Lynch/Shuman)

Foto tirada no Campo Grande (Lisboa), como é óbvio.

No sentido dos ponteiros do relógio:

1. Em pé, José Jervis Athouguia, 18 anos, baterista, autêntico Keith Moon da banda pela inata irreverência. Penso que actualmente vive no nordeste brasileiro onde explora um restaurante. Chegou a tocar com Pedro e os Apóstolos num show na Costa da Caparica (1992)...

2. João Ferreira da Costa, 19 anos, órgão Vox, de personalidade mais comedida, retirado das lides musicais desde os anos 60.

3. Luís Pinto de Freitas, 20 anos, vocalista principal e guitarra-solo, admirador confesso de Hank Marvin. Nunca parou de tocar, integrando os Rockfellas nos últimos anos. Foi um dos meus mestres de infância no que à guitarra diz respeito...

4. João Barreto Valeriano, 19 anos, viola-baixo. Depois das aventuras no Yé-Yé, enveredou pela música erudita, sendo maestro do coro Gulbenkian.

5. Luís de Freitas Branco, 19 anos, guitarra-ritmo e vocalista. Fez-se economista, andou três décadas pelo ar (TAP), concebeu filhotes, criou clubes como o Speakeasy e o Anos 60... e tudo isto sempre com uma guitarra nas mãos!

Nota - consta que a minha mãe, entretanto falecida, terá tocado a pandeireta de "Somebody Help Me".

Daniel, dá um grande abraço meu ao Luís Pinto de Freitas. Desejo-lhe rápidas melhoras!

Colaboração de Filhote

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

PEDRO E OS APÓSTOLOS


ROAD RECORDS 11.80.7661 - 1998

Pedro de Freitas Branco - no meio - é filho de Luís de Freitas Branco (Claves).

domingo, 25 de novembro de 2007

CLAVES, CAMPEÕES DO YÉ-YÉ


Como se sabe, os Claves foram os grandes vencedores do Concurso de Yé-Yé organizado pelo Movimento Nacional Feminino, com o apoio do jornal "O Século", no Teatro Monumental, em Lisboa, em 1965 e 1966.

A grande e polémica final realizou-se no dia 30 de Abril de 1966, com os seguintes resultados:

1 - Claves (Lisboa) - 55 pontos
2 - Rocks (Angola) - 45 pontos
3 - Night Stars (Moçambique) - 39,5 pontos
4 - Jets (Lisboa) - 35 pontos
5 - Ekos (Lisboa) - 29,5 pontos
6 - Chinchilas (Carcavelos) - 29 pontos
7 - Espaciais (Porto) - 18 pontos
8 - Tubarões (Viseu) - 18 pontos

Para chegar ao lugar cimeiro do podium, os Claves, que então se chamavam Saints, eliminaram os Sombras da Parede (Parede), Bárbaros (Arcos de Valdevez), os Blusões Negros (Vila Nova de Gaia) e os Cometas (Beja), na 12ª eliminatória, realizada no dia 13 de Novembro de 1965, mas ficaram abaixo dos Espaciais (Porto), em termos de pontuação - 34,5 contra 36,5.

Conseguiram vencer a 2ª meia-final, no dia 15 de Janeiro de 1966, batendo os Jets (Lisboa), Tubarões (Viseu), Cometas Negros (Castelo Branco), Kímicos (Lisboa) e Boys (Coimbra).

Para a final, os Saints mudaram a sua designação para a mais bem portuguesa de Claves.

Quem eram então os Claves?

José Jervis de Athouguia - é o elemento mais recente do grupo. Toca bateria e piano (fora da banda). Nunca aprendeu música, tocando por intuição. Tem 18 anos, nasceu em Cascais e vive em Lisboa. Não gosta de música yé-yé que acha muito ruidosa, prefere a pop-música, que é mais melodiosa. Não gosta de cinema, nem de teatro, mas gosta de dormir. Pratica hipismo, automobilismo e carrinhos eléctricos. Estuda, mas não tem projectos. Admira o Thilo's Combo, João Ferreira Rosa e Beach Boys.

Luís Pinto de Freitas - viola-solo. É natural de Lisboa e tem 20 anos. É estudante e pensa tirar um curso de direcção administrativa. Lê, vai ao cinema e ao teatro. Dedica quase todo o tempo livre à música, embora nunca tenha estudado e toque por intuição. Admira o Thilo's Combo, Teresa Tarouca e os Beatles.

João Valeriano - tem 19 anos, é natural de Goa e vive em Lisboa há 5 anos. Há 2 anos e meio aprendeu viola-baixo, instrumento que toca no conjunto. Também toca viola clássica. Acha que a música yé-yé está a trilhar bons caminhos, "basta ver a evolução dos discos dos Beatles". Também é estudante e pensa seguir Engenharia. Vai ao cinema de vez em quando, gosta de ler livros sobre a II Grande Guerra e pratica basquete. Não namora, nem lhe falem em casamento, por enquanto! Admira o Thilo's Combo e o trio Odemira. Gosta dos Beatles, de algumas composições dos Byrds e da música de Oscar Peterson.

João Ferreira da Costa - é de Lisboa e vive em Lisboa. Tem só 18 anos, mas anda sempre muito ocupado. Além de tocar órgão electrónico, está a tirar o 6º ano de piano do Conservatório. É estudante (pensa seguir Económicas), pratica futebol, esqui aquático, hipismo e é criador de chinchilas. No teatro gosta de revista e comédia, no cinema gosta de suspense. Admira o Sporting (o pai foi campeão de atletismo). Acha a música yé-yé barulhenta que se fosse mais harmoniosa teria mais adeptos. Admira o Thilo's Combo, os Beatles e a música moderna brasileira. Como todos os outros elementos, não pensa ainda em casar.

Luís de Freitas Branco - é filho de João de Freitas Branco, tendo, portanto, ligado ao seu nome louros honrosos no campo da música. Nasceu em Lisboa, vive em Lisboa, tem 19 anos. Em pequeno, aprendeu piano e violino, mas esqueceu esses conhecimentos. Hoje, toca viola-acompanhamento por intuição. Foi ele o fundador do conjunto, há cerca de um ano. Eram apenas três elementos, dos quais além dele está presente João Valeriano, visto que o baterista Alexandre Corte Real se ausentou para o estrangeiro. Tinham por nome The Saints por aliarem ao conjunto a figura de que é símbolo "O Santo". Foi o técnico de gravação da "23ª Hora", Moreno Pinto, que lhes sugeriu o nome de Claves. Luís de Freitas Branco estuda, quer continuar a tocar (a música yé-yé está em franco progresso) e tem uma vaga aspiração de vir talvez a ser engenheiro. Não gosta de cinema nem de teatro. Não namora nem pensa em casar, por enquanto. No panorama artístico português admira o Thilo's Combo e no estrangeiro os Beatles, os "pais de todos".

João Bragança - tem 18 anos, é natural do Porto, viveu 11 anos em Moçambique e presentemente mora em Lisboa. Andou no Colégio Militar e pensa tirar Económicas. A sua actuação não é no palco, mas fora dele - está encarregado das relações públicas e da publicidade.

Os Claves editaram dois EPs, um para a Marfer ("Keep On Running", "Where Have All The Good Times Gone", "Fare Thee Well", "Crer"), outro para a Alvorada, "California Dreaming", "Somebody Help Me", "Daydream", "Sha La La Lee".

(Fontes: O Século, Diário Popular, Flama e Rádio & Televisão)

sábado, 3 de novembro de 2007

OS NOVOS MARIALVAS


Legenda original: Luís de Freitas Branco, 7º ano do liceu, pratica o desporto e canta "yé-yé".

O semanário da Radiotelevisão Portuguesa, "TV" de seu nome, publicou no dia 15 de Dezembro de 1966 um curioso artigo, "Os Novos Marialvas", que me permito reproduzir:

"Quando começamos a envelhecer ou já somos velhos, é costume, é hábito antigo, dizer mal dos novos: "Esta gente de agora! No meu tempo! Esta geração é de uma irresponsabilidade! Com o que eles se divertem! É uma mocidade perdida! "Aranjam cada dança!". Etc, etc.

"A dança, então, talvez porque cada época cria a sua maneira própria de dançar a sua dança, tem sido tomada como símbolo das gerações.

"Foi assim no tempo do swing, foi assim no tempo do charleston, foi assim no tempo do tango, foi assim no tempo da valsa, deve ter sido assim desde que se inventou o primeiro passo de dança.

"As críticas feitas a estas "inovações" pelos que, por isto ou por aquilo, não as podem interpretar, são infalíveis...

"Evidentemente que há e houve sempree quem faça as críticas na melhor das intenções, quem seja honesto a analisar as gerações mais novas, avaliando imparcialmente o que de bom e de mau nelas existe.

"No entanto devemos confessar que há normalmente um pouco de desacerto nessas apreciações. Aqueles passos que nós consideramos grotescos, idiotas, caricatos, amacacados, animalescos, etc, com que a juventude se diverte, fazem-nos recordar o que não queremos - a nossa velhice, o caruncho a atacar as articulações, a barriga a aumentar de volume...

"Ora a tv, presente em todas amanifestações de juventude - quando parte para ir defender o sólo pátrio da cobiça estrangeira, quando ganha troféus em competições desportivas, nas suas manifestações culturais, nas festas dipicamente fadistas e nas tipicamente "yé-yé" e quando corajosa e vigorosamente bate palmas a um touro -, fala hoje dessa mocidade tão seceramente criticada.

"Através da nossa reportagem quisemos demonstrar que esta geração, que muitos já consideram perdida, é igual a tantas outras - irreverente, atrevida, convencida que vai endireitar o mundo, que quem sabe é "Ela" e não os "velhos", que o mundo governado pelos novos é que estava bem.

"Enfim... gente nova... Engana-se quem vir a juventude só a dançar "yé-yé".

Através de três ou quatro casos pessoais, pode ver-se como são e o que fazem os jovens de hoje. Os Novos Marialvas, aqueles que continuam e mantêm afinal as mais nobres características e tradições do homem português".

O artigo, que está assinado por um Chaubet, inclui várias outras fotografias: Tozé, jogador de futebol do Benfica e aluno do Técnico. Está na tropa onde pertence à polícia militar e - sem embargo - dança "yé-yé". No conjunto "Os Claves", Luís (o viola-ritmo) é furriel miliciano. João Manuel, oficial miliciano, natural de Moçambique, joga ténis e faz uma "perninha" no "yé-yé". José Manuel Concha, do famoso conjunto "yé-yé" "Os Conchas", regressou há pouco da Guiné, onde, como os portugueses de lei de antigamente, se bateu em defesa da Pátria. Raul José, internacional júnior de ragueby, forcado amador e finalista do liceu, dança "yé-yé".

Nota de Pedro de Freitas Branco, directamente do Rio de Janeiro: além do meu Pai, Luís (viola-ritmo e voz), os Claves eram ainda José D'Athouguia (bateria), João Valeriano (baixo), João Ferraz da Costa (órgão) e Luís Pinto Freitas (guitarra-solo e voz principal).