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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

NÓS QUERÍAMOS SER ARTISTAS


"Nós Queríamos Ser Artistas - Para Uma História da Música Moderna em Torres Novas (1945-1982)", João Carlos Lopes, Âmago da Questão, 2015, 182 págs.

Se há livros sobre música portuguesa que valham a pena (e há muito poucos) este é seguramente um deles.

Aspecto gráfico excelente e um levantamento completo da música moderna em Torres Novas (1945-1982).

E aqui se fala dos G-Men, dos Kalyfas, dos Gringos, dos Jotas...

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

FOI HÁ 50 ANOS!


"Diário Popular", 07 de Outubro de 1963

Paulo de Medeiros, que foi membro do júri do Concurso Tipo Shadows, assinou logo a seguir uma pequena nota no "Diário Popular":

Perante uma enorme multidão, na sua essência constituída por jovens apaniguados do azougado ritmo dos nossos dias - o "twist" -, terminou na passada sexta-feira no Cinema Roma o certame que a Gerência daquela sala empreendeu no sentido de escolher um agrupamento que maiores afinidades aparentasse com os celebrados "The Shadows".

Depois da exibição de todos os grupos inscritos, o júri seleccionou cinco conjuntos que dirimiriam forças na final e que na realidade se afiguraram os mais bem apetrechados para discutir a primeira posição.


Foram eles: "Os Diabos", de Nello, "Os Titãs", "Conjunto Mistério", de Fernando Concha, "Panteras do Diabo" e "Os Gentlemen", de Daniel Bacelar.


Após as respectivas audições, saiu vencedor, como se previa - e por mérito próprio - o agrupamento "Mistério", dirigido pelo conceituado Fernando Concha.


Com efeito, o popular conjunto caprichou em ofertar-nos um variado e homogéneo sortilégio melódico para todos os paladares. 


Sem dúvida que para o êxito obtido em muito contribuiu a escolha das engendradas composições onde o quarteto desenvolveu a sua classe proverbial, pois empregou uma orquestração assaz rica e utilizou-a em todas as tonalidades, sem perder qualquer das suas outras facetas quer no aspecto inventivo, frescura melódica e sentido rítmico.


Apresentação sóbria, como é apanágio, de Fernando Pessa.

Estão pois, de parabéns, o público, o conjunto galardoado, Portal da Costa, o idealizador do certame que com tanto brilho decorreu e o júri pela uniformidade e certeza de critério com que deliberou.


Paulo de Medeiros

domingo, 6 de outubro de 2013

HÁ 50 ANOS!


"Diário Popular", 06 de Outubro de 1963

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CONJUNTO MISTÉRIO GANHOU HÁ 50 ANOS!


O Conjunto Mistério venceu há 50 anos o Concurso Tipo Shadows que se realizou no cinema Roma, em Lisboa.

Reunido faz hoje 50 anos, o júri do Concurso, formado por Mello Pereira, Villas Boas, Posal Domingues, Hugo Ribeiro, Maria João Aguiar, José Gomes, João Nobre, Paulo Medeiros, Leite Rosa e Antómio Miguel, decidiu por unanimidade atribuir a vitória ao Conjunto Mistério de Fernando Concha (sic).

O conjunto mais votado pelo público foi Victor Gomes e os seus Gatos Negros.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

HÁ 50 ANOS!


"Diário Popular", 03 de Outubro de 1963

Fernando Concha e o Conjunto Mistério foram os vencedores do Concurso Tipo Shadows realizado há 50 anos, conforme decisão do respectivo júri em reunião de 02 de Outubro de 1963.

Mais informação aqui.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

HÁ 50 ANOS!


"Diário Popular", 23 de Setembro de 1963

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"MOCIDADE EM FÉRIAS": 50 ANOS!


A estreia de "Mocidade em Férias" ("Summer Holiday"), com Cliff Richard e os Shadows, no cinema Roma, em Lisboa, foi no dia 13 de Setembro de 1963, faz hoje 50 anos!

Por especial deferência do empresário Vasco Morgado, actuação simultânea no palco dos Reis do Twist de 1963: Vítor Gomes e os seus Gatis Negros, Nelo do Twist e seu conjunto e Fernando Conde e os Electrónicos.

Rigorosamente suspensas as entradas de favor nas sessões da noite.

A estreia deste filme deu origem ao Concurso de Conjuntos Tipo Shadows, considerado o primeiro grande festival de rock português (ié-ié, tipo Shadows).

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

HÁ 50 ANOS!


"Diário Popular", 05 de Setembro de 1963

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MOCIDADE EM FÉRIAS


COLUMBIA - SLEM 2154 - edição portuguesa

Summer Holiday - A Swingin' Affair - Dancing Shoe - Big News

É, fora de dúvida, um espectáculo atraente o que ontem se estreou no Roma, impressionando favoravelmente a enorme plêiade de admiradores de Cliff Richard.

Baseando-se num estilo agora em aura, isto é, a comédia musical provida de curioso enredo (quatro mecânicos de camiões montam um autocarro de dois pisos para viagem experimental encontrando outras tantas moças), Peter Yates realizou com todos os requisitos indispensáveis ao êxito (podia talvez ter reduzido o excessivo número de melodias existentes na segunda metade) uma película viva, alegre e de cunho optimista, que teve o condão específico de captar o interesse da assistência, não só pelo argumento, como pela partitura musical, assinada por Herbert Ross. Digna de encómios a sequência ritmada da parte inicial.

Rodado em cinemascópio e com magnífico colorido, este esfuziante hino de juventude, pleno de sequências do mais belo efeito coreográfico, conta com correctas interpretações de Cliff Richard, Lauri Peters, Melvyn Hayes, Una Stubbs, Teddy Green e Pamela Hart, secundados pelos "The Shadows" em curtas passagens.

À guisa de complemento, registe-se que Cliff Richard manifesta cada vez mais talento e sabe, como poucos, tirar partido dele, pois joga com um factor de capital importância para manutenção de prestígio: irradia simpatia contagiante. É comunicativo. Tem personalidade. Poeta, comediante, cançonetista, este jovem é bem uma das revelações do mundo dos espectáculos, não só em Inglaterra e na América, como também no resto do Mundo.

Complementos diversos. Após o intervalo e apresentados por Fernando Pessa, exibiram-se em barulhentas intervenções os discutidos "reis do twist de 63". Adequado aperitivo para o certame que se avizinha.

Paulo de Medeiros, "Diário Popular", 14 de Setembro de 1963

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MOCIDADE EM FÉRIAS


Um dos filmes que revolucionou a música yé-yé em Portugal foi estreado faz hoje 47 anos!

Repare-se no pormenor: rigorosamente suspensas as entradas de favor nas sessões da noite.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

DESCOBERTA UMA DATA IMPORTANTE DO IÉ-IÉ


Numa magnífica investigação nos arquivos dos jornais da Madeira, Ângelo Moura, que foi baixista do Conjunto Académico João Paulo, descobriu uma das datas mais historicamente relevantes do ié-ié português: a data do concurso que o Conjunto ganhou no Funchal e lhe permitiu uma entusiástica carreira no Continente.

O concurso foi organizado com a participação dos Electrónicos, de Algés, que foram o júri.

Ângelo Moura descobriu que a digressão dos Electrónicos pela ilha da Madeira, acompanhando a exibição do filme "Mocidade em Férias", com Cliff Richard e os Shadows, teve uma publicidade bastante agressiva a partir do dia 07 de Abril de 1964.

De 12 a 19 de Abril, os Electrónicos fizeram um total de 18 espectáculos, chegando a fazer 4 num dia só, em dois dias seguidos. No dia 17, ainda deram autógrafos na boîte "Casa Londrina", segundo os dados recolhidos por Ângelo Moura.

Entretanto, um pouco à semelhança do que se tinha passado no cinema Roma, em Lisboa, realizou-se também no Funchal e por iniciativa dos Electrónicos o Concurso "Caravana em Férias", cujo primeiro prémio era a deslocação a Lisboa.

A 1ª eliminatória realizou-se no dia 15 de Abril com os Incríveis e os Demónios Negros, a 2ª no dia 16 com os Gatos Mansos e Alberto Freitas e a 3ª no dia 17 com o Conjunto Académico João Paulo e os Dinâmicos.

A finalíssima realizou-se no dia 19 de Abril de 1964 - e esta é que é a data relevante - tendo o Conjunto Académico João Paulo saído vencedor (e ganho a viagem a Lisboa) no confronto com os Demónios Negros e os Incríveis.

Colaboração de Ângelo Moura, do Conjunto Académico João Paulo

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

MOCIDADE EM FÉRIAS


"Mocidade em Férias", de Peter Yates, com Cliff e os Shadows, Lauri Peters e outros, estreou-se no cinema Roma, em Lisboa, no dia 13 de Setembro de 1963, dando origem ao Concurso tipo Shadows, de que já aqui falei.

Na noite de estreia actuaram no palco do Roma Victor Gomes e os Gatos Negros, Nelo do Twist e o seu conjunto e Fernando Conde e os Electrónicos.

Interessante era o aviso nos cartazes e nos anúncios: "rigorosamente suspensas as entradas de favor nas sessões da noite". Ah, ah, ah!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

HISTÓRIA DELICIOSA


Naquelas trocas amigáveis de músicos que havia então e que faziam com que o Edmundo Silva, dos Sheiks, tivesse tocado connosco durante um contrato em que tínhamos de tocar todas as noites na boîte «A Ronda», no Monte Estoril, até às 3 da manhã, porque o Alex tinha um emprego normal em que tinha de entrar às 9h, fui baterista dos Jets para efeitos do concurso do Cinema Roma em que ganharia o grupo que melhor imitasse os britânicos «The Shadows».

Isto porque o baterista dos Jets - não seria o João Alves da Costa? - se magoou numa mão, ou coisa assim.

Pelo meio, ainda actuei com eles no teatro da Marinha Grande, numa célebre sessão em que faltou a luz. Os protestos e a pateada da assistência foram enormes e começou a temer-se pela integridade das cadeiras. Os únicos instrumentos não eléctricos eram uma viola e a bateria.

Foi então que um dos irmãos Oliveira Leite (acho que era este o apelido, sendo o terceiro elemento da frente o Ricardo Levi, mentor da banda por ter muita massa, dado ser filho do dono das Caves Aliança, cargo que ocupa agora), iluminado pelas lanternas dos bombeiros, cantou, sem aparelhagem, acompanhando-se à viola e discretamente por mim na bateria, aquela letra jocosa sobre a História de Portugal:

"Se não me falha a memória / O primeiro rei da História / Foi um tal Afonso Henriques"... A letra acabava: «Veio depois um tal Tomás / Que não era mau rapaz / E andou na Escola Naval / Foi promovido a General / Por muitas vezes gritar / Viva, viva Portugal».

Tomás era o Almirante Américo Thomaz, Presidente da República da altura. Foi uma apoteose, já que estávamos na esquerdíssima e reviralhíssima Marinha Grande. Claro está que, dias depois, os Jets foram chamados à PIDE, para prestar declarações e acto de contrição.

Eu, talvez por não ser músico efectivo deles, não tive de lá ir. Já agora, no tal concurso, ganhou o Conjunto Mistério e os Jets (comigo na bateria) ficaram em 5.º lugar, entre perto de 50 «conjuntos» concorrentes de todo o País.

Colaboração de Daniel Gouveia (Quinteto Académico)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

DESLINDADO MAIS UM MISTÉRIO DO MISTÉRIO

Aqui há uns posts atrás dei conta de uma incongruência no Concurso de Conjuntos do Tipo do "The Shadows" e prometi deslindá-la.

Essa incongruência tinha a ver com o facto de o grupo vencedor, Conjunto Mistério, não constar da lista inicial de inscritos, pelo menos com essa designação.

Pois bem, com a ajuda preciosa de um dos protagonistas - o grande Edmundo Silva - o mistério está deslindado. A resolução é óbvia, mas eu preferi ter a certeza: o Conjunto Mistério era os Mascarilhas da lista inicial.

Composto por João Martins, António Moniz Pereira, Edmundo Silva, Fernando Mendes e Fernando Concha (vocalista ocasional), o Conjunto Mistério venceu o Concurso que se realizou em Setembro/Outubro de 1963 no cinema Roma, em Lisboa, e partiu para Londres como parte do primeiro prémio.

Acompanhados por Fernando Pessa, os membros do Conjunto Mistério estiveram uma semana na capital londrina, tendo actuado na BBC e na Casa de Portugal.

Os simpáticos rapazes - segundo relato da época - encontraram-se com os Shadows (Hank Marvin é o caixa de óculos da fotografia) a quem obviamente pediram autógrafos. Ainda os terão?

"O principal agente artístico de Londres, depois de os ouvir, achou que o Conjunto tem boa presença e grandes possibilidades de triunfo, necessitando para isso maior contacto com o público, sobretudo no estrangeiro.

"Fernando Pessa, a quem se deve as primeiras exportações artísticas de Amália Rodrigues e Maria de Lurdes Resende, talvez tenha contribuído agora para o lançamento internacional do Conjunto Mistério", escreveram os jornais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

CONCURSO TIPO THE SHADOWS

Em Setembro de 1963, o cinema Roma, de Lisboa, para promover o filme "Mocidade em Férias", com Cliff Richard e os Shadows, resolveu organizar um concurso de bandas a que deu o (agora) engraçado título Conjuntos Portugueses do tipo do "The Shadows".

Não me lembro desta tradição noutros países, mas em Portugal, na década de 60, houve milhares de concursos ié-ié. Não havia cidade que não tivesse o seu.

Mas do meu ponto de vista, só houve três grandes concursos: Rei do Twist (1963), este de que vos falo agora, e o mui famoso Concurso Ié-Ié, em 1965/1966, de que vos falarei noutra ocasião.

Para o sensacional concurso do cinema Roma, inscreveram-se 22 conjuntos portugueses: Victor Gomes e os seus Gatos Negros, Nelo do Twist e seus Diabos, Electrónicos, Jets, Telstars, Eddye Gonzalez e os seus Ekos, Les Fanatics, Vendavais, Tigres, 3 Jotas (de Torres Novas), Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen, S.O.S., Lisboa À Noite, Nova Onda, Sanremo 172, Napolitano, Panteras do Diabo, Jovens do Ritmo, Mascarilhas, Juventude Dinâmica e Condores.

Rezava assim o anúncio publicado na Imprensa:

"O cinema Roma convida-os (aos conjuntos) a comparecerem na sua sala nos próximos dias 6 e 7, das 10 às 12,45 e das 18,30 às 20 horas, a fim de serem ouvidos, para que se possa fazer uma selecção prévia, e combinar o plano da sua actuação a partir da estreia do filme "MOCIDADE EM FÉRIAS", que está prevista para sexta-feira, 13 de Setembro.

Nesta reunião privada não se exigem os trajos com que aparecerão perante o público. Apenas se tornam indispensáveis os instrumentos de música e respectivos aparelhos de amplificação.

Mais uma vez se lembra que o Conjunto eleito pelo voto do espectador terá direito, graças aos Estabelecimentos Valentim de Carvalho, a uma face de um disco comercial e o Conjunto escolhido pelo Júri a um disco comercial (2 faces) e ainda à apresentação pessoal aos Shadows, em Londres, para onde serão transportados em aviões dos TAP-BEA.

O cinema Roma agradece, desde já, a todos o entusiasmo com que acolheram esta iniciativa.

O júri era constituído por Maria João Aguiar, António Miguel, Luís Villas-Boas, João Nobre, Paulo de Medeiros, Hugo Ribeiro, Posal Domingues, Mello Pereira, A. Leite Rosa e José Gomes.

Com apresentação de Fernando Pessa, as actuações decorreram de 16 a 29 de Setembro, tendo o júri deliberado convocar para a finalíssima, no dia 04 de Outubro, os Panteras do Diabo, Nelo do Twist e seus Diabos, Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen e Fernando Concha e o Conjunto Mistério.

Não percebo como aparecem citados Fernando Concha e o Conjunto Mistério se não estavam referidos no anúncio inicial de qualificação do Concurso. Um assunto a investigar.

No comunicado da decisão, o júri avisa que "considerando que a apreciação dos Conjuntos por princípio teria de ser fundamentalmente do tipo do "The Shadows", não julgou a actuação dos vocalistas (embora alguns bastante se tivessem distinguido)".

A final realizou-se no dia 04 de Outubro e o júri deliberou por unanimidade declarar vencedor do Concurso o "Conjunto Mistério de Fernando Concha".

O júri considerou também que "constituiu um êxito invulgar, tanto para o Cinema Roma como para o público, a presença de tão elevado número de Conjuntos, na maioria formados por jovens executantes e de alguns elementos que muito se distinguiram".

O grupo mais votado pelo público foi Victor Gomes e os seus Gatos Negros.

No dia 07 de Outubro, o Diário Popular, pela pena de Paulo de Medeiros, simultaneamente escriba e membro do júri do Concurso, publica a crónica que se segue:

Perante uma enorme multidão, na sua essência constituída por jovens apaniguados do azougado ritmo dos nossos dias - o twist - terminou na passada sexta-feira no Cinema Roma o certame que a Gerência daquela sala empreendeu no sentido de escolher um agrupamento que maiores afinidades apresentasse com os celebrados Shadows.

Depois da exibição de todos os grupos inscritos, o júri seleccionou cinco conjuntos que dirimiam forças na final e que na realidade se afiguraram os mais apetrechados para discutir a primeira posição. Foram eles Os Diabos, de Nelo, Titãs, Conjunto Mistério, de Fernando Concha, Panteras do Diabo e os Gentlemen, de Daniel Bacelar.

Após as respectivas audições, saiu vencedor, como se previa - e por mérito próprio - o agrupamento Mistério, dirigido pelo conceituado Fernando Concha. Com efeito, o popular conjunto caprichou em ofertar-nos um variado e homogéneo sortilégio melódico para todos os paladares.

Sem dúvida que para o êxito obtido em muito contribuiu a escolha das engendradas composções onde o quarteto desenvolveu a sua classe proverbial, pois empregou uma orquestração assaz rica e utilizou-a em todas as tonalidades, sem perder qualquer das suas outras facetas quer no aspecto inventivo, frescura melódica e sentido rítmico.

Apresentação sóbria, como é apanágio, de Fernando Pessa.

Estão pois de parabéns o público, o conjunto galardoado, Portal da Costa, idealizador do certame que com tanto brilho decorreu e o júri pela uniformidade e certeza de critério com que deliberou.

No dia 12 de Outubro, a revista Rádio & Televisão deu a capa ao Conjunto Mistério e no interior escreveu:

No palco do Cinema Roma estiveram vários conjuntos jovens num concurso destinado a eleger o que mais se identificasse com os famosos Shadows. Ganharam justamente Fernando Concha e o seu Conjunto Mistério. E revelaram-se outros grupos que poderão ficar como valiosos intérpretes de música moderna.

Além deste factor, a iniciativa teve outra particularidade agradável: não houve êxtase de jovens contagiados na plateia, não houve distúrbios na sala.

Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta.