Mostrar mensagens com a etiqueta Concertos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Concertos. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 22 de março de 2018
terça-feira, 14 de novembro de 2017
sábado, 11 de fevereiro de 2017
sábado, 28 de janeiro de 2017
SHEIKS EM ALJUSTREL
Os Sheiks reuniram-se pela primeira vez em 10 anos este fim de semana em Aljustrel para homenagear Edmundo Silva, baixista do conjunto e filho da terra.
Apresentados por Cândido Mota ("Em Órbita"), os Sheiks deram "show de bola": em apenas 25 minutos (parecia os primeiros concertos dos Beatles) desfilaram para gáudio geral do esgotado Cine Oriental relíquias do pop/rock português como "Missing You", "Tell Me Bird", "Geração" ou "Rockinho Mandado".
No palco, Carlos Mendes (teclas), Paulo de Carvalho (bateria), Fernando Chaby (endiabrado na guitarra, desafinada) e Edmundo Silva (fleumático no baixo) pareciam "putos" em dia de estreia, chegando a pedir "moedinhas" à assistência.
Houve quem atirasse uma moeda de um euro ("guess who"?)
Divertiram-se que nem garotos, tal como o público (só vi uma pessoa de canadianas e outra de cadeira de rodas), entusiasmado com a surpresa!
Edmundo Silva estava visivelmente emocionado, claro, sobretudo quando anunciou a morte de uma prima, Olívia, naquele mesmo dia, naquela mesma terra alentejana. Não aguentou as lágrimas.
Mas toda a homenagem, uma iniciativa da Câmara local, foi um mar de emoções, com destaque deslumbrante do Grupo Coral do Sindicato dos Mineiros de Aljustrel, sobretudo quando, de capacete na mão, e no tradicional balanço do cante, cantaram o Hino dos Mineiros dedicado à família Silva.
Que arrepio!
A ideia da homenagem surgiu há uns meses em Toronto, Canadá, numa conversa entre Paulo de Carvalho e o presidente do Município de Aljustrel, Nelson Brito.
Depois, depois foi deitar fogo à peça.
Os Sheiks reuniram-se pela primeira vez em 10 anos, Edmundo Silva, o "alentejão", como lhe chamou Cândido Mota, comoveu-se e os amigos apareceram.
Entre eles, Eduardo Nascimento, dos Rock's, João Charana, dos Guitarras de Fogo, Nuno Gomes dos Santos, Nuno Nazareth Fernandes, os Charruas e até Alberto Bemfeita, autor das primeiras capas dos EPs portugueses dos Beatles.
Os Charruas cantaram Bee Gees (ironicamente tocaram "New York Mining Disaster 1941", com o Grupo Coral do Sindicato dos Mineiros de Aljustrel na assistência) e encantaram com uma inédita e emocionante versão de "Yesterday", dos Beatles, onde se destacou um vibrante solo de harmónica pelo médico veterinário João Baptista, que foi aconselhado a gravar em MP3.
Dono de um extraordinário vozeirão e com uma caixa de ar "do caraças", João Charana, acompanhado pelos Charruas, brindou a assistência com uma empolgante "Aline", de Christophe.
LPA
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
sábado, 25 de junho de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
HOLLIES EM LONDRES
Quando há alguns meses atrás me preparava para entrar no Spectrum, em Oslo, para assistir a um concerto do Crosby, Stills & Nash, me entregaram um folheto anunciando uma apresentação dos Hollies naquela cidade, fiquei muito admirado pois desconhecia que ainda se encontravam em actividade.
Embora lhes reconheça o mérito do sucesso nos anos 60, com Graham Nash na formação, quando colocavam canções nos tops com a facilidade de quem estrela um ovo, nunca foi para mim uma banda de primeira linha e daí não acompanhar com proximidade o que faziam.
Assim e com a ajuda da net descobri que tinham vários concertos agendados para este ano. Escolhi o de Londres, mais concretamente Wimbledon, e foi só comprar ingressos, marcar voos, reservar hotel, fazer as malas e…lá vamos nós.
Valeu a pena!
Embora a formação actual tenha pouco a ver com o grupo de jovens que em 1962 arrancou para um percurso internacionalmente reconhecido, o som continua o mesmo e as harmonias vocais excelentes, a fazer lembrar os velhos tempos.
Durante cerca de duas horas foram percorridos os grandes sucessos da banda: Bus Stop, Sorry Suzanne, Jennifer Eccles, The Air That I Breathe, He Ain’t Heavy, He’s My Brother, etc. que resultaram num excelente espectáculo para uma plateia que, embora maioritariamente sénior, se mostrou bastante participativa e animada,
Em palco estiveram Tony Hicks (71 anos/ no grupo desde 1962), Peter Howarth (56/2004), Ian Parker (63/1991), Bobby Elliott (75/1963), Steve Lauri (62/2004) e Ray Stiles (70/1986).
Fica ainda o registo de, como é típico dos ingleses, o espectáculo ter começado rigorosamente á hora marcada e o senão de ter havido um intervalo que, em minha opinião, prejudica a dinâmica do evento.
Texto e imagem de Fausto Azul, em Londres
sexta-feira, 1 de abril de 2016
PAUL McCARTNEY NO PORTO
A digressão começa no dia 28 de Maio em Dusseldorf e passa depois por Paris no dia 30.
Em Junho, o Beatle toca no dia 2 em Madrid, onde o espera uma embaixada portuguesa (que desconhecia o concerto no Porto), após o que passa pelo estádio do Dragão (dia 4), Munique (dia 10), Berlim (dia 14) e Praga (dia 16).
Paul McCartney actua ainda em Festivais na Holanda (dia 12 de Junho) e na Bélgica (dia 30 de Junho).
sábado, 27 de fevereiro de 2016
ROLLING STONES NO BRASIL, 2016
Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã), 20 de Fevereiro de 2016
Ouvi dizer que eram intermináveis as filas para entrar.
Ouvi dizer que chovia a cântaros.
Ouvi dizer que o Ultraje a Rigor, banda de abertura, sofreu com problemas de som e alguma hostilidade do público.
Apenas ouvi dizer.
No VIP Lounge montado no interior do recinto, não muito longe dos camarins dos artistas, eu permanecia protegido da realidade exterior, vagueando num limbo regado a champanhe e habitado pelas mais variadas espécies stonianas - Luciana Gimenez e seu séquito, fãs do grau-camisa-de-
forças, e groupies-book-rosa de uma beleza inaudita.
O champanhe foi direto à cabeça!
Porém, apesar de notoriamente toldado pelo Moët & Chandon, posso afiançar que uma coroa-platinada-de-luxo-asiático sussurrou-me ao ouvido “quero conhecer você melhor”; que uma black-magic-woman procurava avidamente simpatia e cocaína; que os notáveis músicos Darryl Jones, Bernard Fowler, e Tim Ries, fazem uma boa sala; que Lucas Jagger é realmente a cara do pai; que o argentino Marcelo Sonaglioni e o carioca Nélio Rodrigues são os melhores companheiros de rota do universo!
Esgotadas as duas horas de convívio VIP, estando iminente o início do show, uma menina da produção conduziu-nos a todos por área restrita até à frente do palco, sem filas, chuva ou outros ultrajes. E já não havia champanhe que me toldasse a consciência. Lembro-me claramente de ter entrado numa cápsula do tempo capaz de me transportar por uma extraordinária viagem de som e luz.
A verdade: os Rolling Stones estão melhores.
Dez anos após o lendário concerto na praia de Copacabana, para mais de 1 milhão de pessoas, os Rolling Stones exibem o mesmo carisma, a energia de sempre, logrando acrescentar a tudo isso uma precisão musical nunca antes vista.
No palco, a inspiração frenética, perfeita, de Mick Jagger; a batida concisa, sem peias, de Charlie Watts; a versatilidade sábia de Ronnie Wood; o poder demolidor, renascido, de Keith Richards.
Momentos altos?... difícil de eleger... tudo bem, farei um esforço... Out Of Control, versão pejada de novas e brilhantes nuances... Paint It Black, mortífera, com uma entrada de levantar mortos... You Got The Silver, tocante e perfeita no slide acústico de Ronnie... Before They Make Me Run, a melhor versão de sempre, incluindo bootlegs... Gimme Shelter, que tensão, senhores!...
Foi o meu décimo quinto show dos Stones, de 1982 a 2016, e nunca os escutei de uma forma tão concisa e certeira. Som de excelência e execução musical intocável, sem nunca perder aquela característica humana, falível, marca registada da banda. Keith Richards, em particular, contra todas as previsões biológicas, renasceu das cinzas.
Aliás, custa a acreditar que aqueles músicos em palco são os mesmos quatro sobreviventes de décadas e décadas de terrível turbulência... mortes, prisões, Altamont, drogas, Toronto, etc, etc, etc...
Ouvi dizer que os Stones não voltam mais.
Ouvi dizer que voltam daqui a dez anos.
Ouvi dizer que são um fenómeno da natureza.
Apenas ouvi dizer.
Pedro de Freitas Branco, do Rio de Janeiro
Etiquetas:
Concertos,
Pedro de Freitas Branco,
Rolling Stones
sábado, 28 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
CROSBY, STILLS AND NASH
Quando nos anos 60 David Crosby (Byrds), Stephen Stills (Buffalo Springfield) e Graham Nash (Hollies) se juntaram estavam longe de pensar que, passado quase meio século, ainda conseguiam encher pavilhões.
Durante parte deste período ainda tiveram como companheiro de viagem o canadiano Neil Young também ele ex-integrante dos Buffalo Springfield.
Tendo sido anunciada uma digressão europeia para este ano, decidi deslocar-me a Oslo, última paragem desta viagem que passou pelo Reino Unido, França, Holanda, Bélgica, Suiça, Itália, Alemanha e Dinamarca.
Como curiosidade, acrescente-se que a viagem desde os EUA até ao velho continente foi feita no navio Queen Mary 2 entre os dias 4 e 11 de Setembro, período durante o qual o trio realizou concertos exclusivos para os viajantes a bordo.
Diga-se de passagem que já James Taylor tinha optado pela mesma solução este ano.
Quanto ao concerto propriamente dito, devo referir que o mesmo decorreu no Spectrum de Oslo, completamente esgotado o que representa uma audiência a rondar as 9.000 pessoas.
Durante cerca de duas horas, com um intervalo de 15 minutos (prefiro os concertos sem quebras - também - nota do editor), foi um desfilar de músicas conhecidas e o anúncio de que continuam a compor novas canções faz supor que mais cedo ou mais tarde deverá ser apresentada nova obra.
Crosby, Stills and Nash (CSN) foram acompanhados no palco por cinco excelentes músicos dos quais destaco o guitarrista, Shane Fontayne, lead guitar de Sting e Bruce Springsteen. Os restantes músicos, Russ Kunkel, Kevin McCormick, Todd Caldwell e James Raymond (produtor e compositor, filho de David Crosby) também já trabalharam com os melhores: James Taylor, Bob Dylan, Stevie Nicks, Jackson Brown, Bonnie Raitt, Bruce Hornsby, etc. Enfim, uma constelação de estrelas.
CSN formam uma das melhores bandas de sempre que influenciou gerações com temas que, embora antigos, continuam actuais como por exemplo "For What It’s Worth" (tema anti-guerra escrito em 1966) e "Burning For The Buddha" (contra a ocupação do Tibete).
Continuam numa forma admirável com David Crosby fantástico em "Guinnevere", Stephen Stills a mostrar por que é considerado um dos melhores guitarristas de sempre e Graham Nash, que se apresentou descalço, levou os noruegueses (e dois portugueses, digo eu) ao rubro quando se sentou ao piano a tocar "Our House".
Como seria de esperar também "Long Time Gone", "Helplessly Hoping", "Teach Your Children" e "Suite Judy Blue Eyes" tiveram a preferência do público que no final rendeu uma longa ovação ao grupo.
Pelo meio ainda houve tempo de Graham Nash dedicar uma música à minha noiva que se encontra nos bastidores e David Crosby dedicar um tema à mulher com quem estou casado há mais de 38 anos.
A set list foi a seguinte:
Carry On/Questions
Marrakesh Express
Long Time Gone
I Used To Be A King
Southern Cross
Chicago
Somebody Home
Cathedral
Our House
Déjà Vu
For What It's Worth
Helplessly Hoping
Myself At Last
Girl From the North Country
What Makes It So
Guinnevere
Burning For The Buddha
Virtual World
Love The One You're With
Almost Cut My Hair
Wooden Ships
Teach Your Children
Suite Judy Blue Eyes
Colaboração de Fausto Azul, em Oslo
Etiquetas:
Concertos,
Crosby Stills and Nash,
Vodkas
terça-feira, 18 de agosto de 2015
BRIDGE SCHOOL CONCERTS
Em saldo na FNAC (DVD), desconto de quase 300 %.
Tem Paul McCartney ("Get Back") e muita outra coisa boa...
Fica por 7 €, pelo menos em Viseu.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
PAUL McCARTNEY EM ESTOCOLMO
Descobri que o McCartney iria passar pela Europa (mais especificamente por Estocolmo, Suécia) em Março, quando a notícia foi publicada.
Nessa altura visitava regularmente (na verdade, quase todos os dias) o seu site oficial na esperança de que ele marcasse um concerto para Espanha ou Portugal, mas não imaginava que ele desse um em Estocolmo, lugar onde vive o meu tio (o que faria com que a ida até lá fosse mais fácil), e, contra todas as probabilidades, no dia do meu 16º aniversário: 9 de Julho.
Mal soube, telefonei ao meu pai (o responsável pelo meu fanatismo pelos Beatles e respectivas carreiras a solo), que uns dias mais tarde surpreendeu-me com a melhor prenda de anos que poderia ter: uma ida a Estocolmo para ver o McCartney.
É difícil ser uma fã obcecada pelos Beatles com a minha idade, porque embora me considere muito ecléctica e também adore música actual, a possibilidade de ver o melhor compositor do século XX foi um sonho tornado realidade, até porque, sem querer ser desmancha-prazeres, não sei durante quanto mais tempo o Macca vai dar concertos.
Quando entrei na Tele2 arena, pavilhão onde o concerto teve lugar, senti que estava num lugar inalcançável para mim e a minha realidade, tão distante da lenda que estava prestes a ver.
A primeira música, "Eight Days A Week", foi bastante bem tocada, embora eu quase nem tenha prestado atenção por ainda estar a mentalizar-me que a pessoa a 40 metros de mim era o Paul McCartney.
Nas músicas seguintes ele e a banda arrasaram enquanto alternavam entre músicas tocadas como as originais e novas versões destas, o que para mim foi a mistura ideal.
Gostei bastante dos efeitos visuais durante o concerto, como os lasers durante "Being For The Benefit of Mr. Kite" (música que eu detestava antes de a ver ser tocada ao vivo - uma das novas versões), os holofotes a simular grades de prisão durante o início do "Band On The Run", entre outros.
Mas a música que teve mais impacto visual foi, sem dúvida, "Live And Let Die". É inegável o poder que a música e o fogo de artifício e explosões que a acompanham têm, literalmente, visto que imediatamente a seguir a cada explosão fazia-se sentir uma onda de calor que varria a multidão (pelo menos até à fila 24 (: ) e um cheiro muito intenso a velas queimadas.
Embora já soubesse que estes efeitos iriam acontecer (o meu pai bem tentou esconder-me isso o máximo tempo possível, mas já tinha descoberto no YouTube; para os leitores que nunca foram a um
concerto dele, acreditem, por mais que se esteja preparado para as explosões e fogo de artifício, é impossível não ficar impressionado com os efeitos e com o facto de ser possível este tipo de efeitos visuais serem feitos num pavilhão coberto sem nenhum estrago), o caos ensaiado no palco foi muito bem feito e impressionante.
É impossível escolher a minha música preferida de entre as 40 tocadas, mas, para mim, os pontos altos do concerto, para além das músicas acima referidas, foram (peço desde já desculpa pela longa lista) : "Nineteen Hundred And Eighty Five" (música de um filme que está agora no cinema), "The Long And Winding Road", "I've Just Seen A Face", "Another Day" (uma das minhas músicas preferidas do Paul), "Here Today" (acho que não preciso de explicar porque escolhi esta música), "Something" (para além de ter sido tocada em homenagem ao George, a transição de ukulele para guitarra é muito bem pensada), "Ob-La-Di, Ob-La-Da" (razão porque meu pai me chama Molly), "Back In The USSR.", "Birthday" (a música adequou-se ao momento, e como ele a dedicou a todos os que faziam anos nesse dia, tornou-se ainda mais especial - indirectamente, posso dizer que o McCartney já me dedicou uma música(: ), "Yesterday" (foi tocada só com uma guitarra, à semelhança de um vídeo que já tinha visto num dos concertos dos Beatles - o que me fez comparar os dois vídeos, o antigo, quando ele era mais novo, e o actual), e por fim, "Helter Skelter" (que foi tocado de uma forma mais psicadélica que a original, o que a tornou melhor).
As 40 músicas incluíam 2 encores:
Encore 1:
Another Girl
Birthday
Can't Buy Me Love
Encore 2:
Yesterday
Helter Skelter
Golden Slumbers
Carry That Weight
The End
Só posso dizer que, tanto o McCartney como a banda deram um espectáculo fantástico e memorável. Ele mostra que a idade não lhe pesa, tocando as músicas com muito empenho e dedicação,interagindo com o público, tendo perguntado quem era da Suécia, de Estocolmo, de outros países, quem fazia anos, entre outras perguntas, o que mostra que ele se preocupa que as pessoas assistam a um bom espectáculo.
Fico com pena que ele não tenha tocado o "Get Back" e o " Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", mas parece que essas vão ter que ficar para um próximo concerto :) .
Em relação ao ambiente, fiquei com a percepção de que, à semelhança de muitas coisas na Suécia e no Norte da Europa, era tudo muito organizado. Neste caso, talvez demasiado organizado, ao ponto de existirem cadeiras na plateia em frente ao palco (o que no sul da Europa, num concerto deste género, seria impensável), para além de não ter sido permitido ir para os corredores laterais para tirar fotos (conclusão que tirei por ter visto negada a passagem por um segurança a um senhor que, de máquina na mão, claramente queria apenas tirar uma fotografia mais próxima do palco).
Apesar desta desvantagem, escusado será dizer que adorei o concerto e que, apesar de não ter sido um concerto dos Beatles, posso seguramente afirmar que sendo o Paul McCartney, apenas 1/4 dos Beatles, carrega consigo o epíteto deles, sendo possível dizer que o seu concerto é "the greatest show on Earth".
Colaboração de Laura Guimarães (16 anos), em Estocolmo
segunda-feira, 13 de julho de 2015
LIVE AID FOI HÁ 30 ANOS!
Live Aid foi há 30 anos!
A imagem, uma telefoto da UPI, outra velharia, ilustra um dos momentos mais icónicos do concerto e um dos mais desvairados: a actuação de Bob Dylan e dos rolling stones Keith Richard e Ron Wood.
O primeiro grande concerto de solidariedade da história do rock foi organizado por George Harrison em 1971: Bangla-Desh.
sábado, 11 de julho de 2015
JESUS AND MARY NO NOS ALIVE
Não deixou de ser uma experiência peculiar assistir ao concerto dos Jesus and Mary Chain esta noite no NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés (Lisboa).
Mas antes de entrar nesse campo, deixem-me sublinhar à cabeça que se tratou de um valente concerto com uma barragem de electricidade nas guitarras em contraponto à voz serena e elegante (como a postura) de Jim Reid como já não é usual em concertos rock.
Das cinco vezes que já consegui ver os Jesus and Mary Chain ao vivo, esta terá sido a mais conseguida, a mais consistente, provavelmente porque a banda já não está na crista da onda. Em linguagem futebolística, a pressão já não está no seu campo.
O álbum de estreia, o excelente "Psychocandy", data de 1985, há 30 anos!!!
E está aí a primeira singularidade do concerto.
A banda tocou sob um pano de fundo de uma imagem da época de "Psychocandy", onde os músicos se apresentam de cabelo negro e espesso no alto do cocuruto!
Agora, há menos cabelo negro, com excepção da trunfa à Art Garfunkel de William Reid, e do penteado compostinho de Jim Reid. Os restantes músicos ostentam um tom grisalho de fazer inveja.
Outra particularidade: não deixa de ser estimulante ver cinquentões, idade média do grupo, arrancar torrentes de electricidade, quais putos em início de carreira, daqueles instrumentos que fazem jus à sua designação: guitarras eléctricas.
Tudo isto envolto em fumarada intensa que faz valorizar a forma diligente como aqueles dedos ágeis acertam nas cordas.
Sinal eloquente do post-punk dos anos 80, é o negro da indumentária. Sempre!
E o único sinal rebelde dos tempos antigos é o atirar ao chão do pé de microfone, mesmo assim levantado rapidamente.
Por uns momentos, ainda acreditei num dos postulados antigos dos Jesus and Mary Chain: um concerto que não fosse para além dos 30 minutos.
Na tenda que lhes foi reservada no NOS Alive (não já no palco principal), a banda despediu-se aos 45 minutos, mas perante a reacção - moderada mesmo assim - do público lá condescendeu e foi até à uma hora.
Pela primeira vez em 45 anos de concertos, estou tentado a ajuramentar que, finalmente, gostei mais de um concerto do que de um disco!
Teria muitas estórias a contar a propósito dos Jesus and Mary Chain, desde uma entrevista falhada em 1988 à ousadia de convencer o saudoso José Ramos a passar algumas das suas canções nas manhãs calmas que fazia na Rádio Comercial, passando pela rejeição do seu primeiro álbum na fábrica da Valentim de Carvalho em Paço de Arcos.
E a propósito de feedback, é claro que deixaram a guitarra sozinha em palco a gemer e foram-se embora.
Belíssimo concerto, sim senhor!
Texto de Luis Pinheiro de Almeida
Imagem de Teresa Lage
PAUL McCARTNEY EM OSLO
Antes de mais, justiça seja feita: foram os excelentes relatos aqui publicados do Luís Pinheiro de Almeida e da Cristina Pacheco, que foram a um dos concertos de Londres, que acabaram por me fazer decidir ir a correr comprar bilhete para ir ver o Paul a Oslo.
Em boa hora o fiz: 3 horas de concerto (mais uma de soundcheck, a que também tive o privilégio de assistir) que parecem durar não mais do que 5 segundos, 38 músicas (contando «Golden Slumbers» / «Carry That Weight» / «The End» apenas como uma), 15.700 pessoas em ambiente de festa e um McCartney em excelente forma fizeram com que valesse bem a pena tamanha extravagância!
No público, havia gente de todas as idades e de todos os lugares. Além dos japoneses, dos norte-americanos e dos russos, falei com um fã que tinha vindo da Turquia e um outro que veio da Argentina!
Ao meu lado, no concerto, estava um ucraniano, que, durante o «Back In The USSR», sempre que o Paul cantava «Well the Ukraine girls really knock me out...», dava pulos com a bandeira da Ucrânia.
McCartney, apercebendo-se de que havia muita gente de outros países, perguntou, durante o concerto: «How many people are here from Oslo?» e os visados manifestaram-se; de seguida, perguntou: «How many people from Norway, but not from Oslo?» e os restantes noruegueses fizeram-se notar; depois, pergunta ainda:
«And how many people not from Norway and not from Oslo, from somewhere else?» e
o ruído na sala foi equivalente aos anteriores, o que levou Paul a rematar dizendo:
«On behalf of the tourist board, we welcome you!».
McCartney sabe como ninguém conquistar o público, seja por estes momentos em que faz rir uma sala inteira, seja pela lista interminável de grandes temas que tem à sua disposição para (en)cantar!
Neste concerto, o repertório, cuja escolha deve ser uma verdadeira dor de cabeça para o beatle, passou em revista 50 anos certinhos de músicas. De 1964 (com «Can’t Buy Me Love», «And I Love Her» e «Eight Days A Week») até 2014 (com o lindíssimo «Hope For The Future»), assiste-se a uma
sequência electrizante e mágica de canções.
E houve espaço para dedicar «Birthday» a Ringo, ao pai de Paul e aos fãs presentes na sala que faziam anos naquele dia.
A título de curiosidade, o álbum mais representado na setlist é o Álbum Branco, com 5 temas, seguido dos álbuns Help!, Revolver, Band On The Run e New, todos com 3.
Eu adorei cada segundo, mas, se tivesse de destacar alguns temas, indicaria o «Lovely Rita» (excelente ao vivo), o «1985» (que potente é o raio da música!) e o «My Valentine» (muito melhor ao vivo do que em disco).
Muito mais poderia ser dito...
Resta-me sublinhar a excelente forma do beatle, a sua constante boa disposição e a impressionante entrega durante as 3 horas de concerto.
Tanta generosidade comove.
Por isso, é sempre muito reconfortante que, no final do concerto, as suas últimas palavras tenham sido «See you next time!».
Let it be, digo eu.
Texto e imagem de Paulo Tapadas, em Oslo
quinta-feira, 2 de julho de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
FÃ PORTUGUESA EXULTA COM McCARTNEY
Mais ainda, quando fui pesquisar a agenda de concertos do Sir Paul McCartney, no início de Março, estava a poucas horas da abertura da venda de bilhetes para os concertos na Europa.
E também o pensamento de que ia ver o concerto só porque era o Beatle Paul em pessoa, mesmo que “já não cantasse”, deixava-me com remorsos de gastar o meu precioso dinheiro…
De notar que já vi o Paul em 89, em 93 e em 2004 no primeiríssimo Rock In Rio Lisboa, da primeira fila, bem no centro!
E então, para que não viesse a ficar arrependida, decidi que ao menos uma vez na vida ia assistir ao soundcheck do Sir Paul e ver o concerto de um bom lugar, mesmo que para isso ficasse sem a quantia que me daria, por exemplo, para comprar uma guitarra, objecto que faz parte da minha lista de desejos (já tenho mais do que uma guitarra, claro), dado que toco quase diariamente, por gosto, sozinha ou acompanhada, para mim ou para os outros, com ou sem remuneração…
Também se diga que comecei a tocar guitarra por causa dos Beatles, há uns bons 30 anos…
Bem, tudo passa tão rápido!
Mesmo tendo estado um tempo considerável a apreciar a performance do Paul e da banda na O2 Arena, London, 23 de Maio de 2015, visto que, somando o tempo do soundcheck e do show, foram quase 5 horas de festa, perto de 60 músicas ao todo, parece um sonho! E isto pela magia da sua música, por ver ali à minha frente o mentor daquele “mundo fantástico”, pelos músicos de topo que o acompanham…
O concerto foi absolutamente fabuloso!
O receio que eu tinha de que o Sir Paul já estivesse com pouca energia desvaneceu-se logo na primeira música do soundcheck. E tudo o que se passou nas horas seguintes provou que Paul McCartney é absolutamente único na postura perante a Música! A sua jovialidade é inacreditável!
Toca, canta, fala e move-se como se tivesse 17 anos, tão facilmente como respira, e o seu sentido de humor é o mesmo dos velhos tempos… E no fim do concerto não mostrou mínimo sinal de cansaço!
O reportório musical, também único na sua extensão, qualidade, alegria e positivismo, dava para fazer duas dúzias de concertos de 3 horas só com grandes êxitos sem repetir nenhuma música!!! Existiu alguém, até agora, com este perfil, para além do Sir Paul? Digam-me quem, porque eu não conheço…
Em relação ao público, é de todas as idades e de todas as nacionalidades (falei com brasileiros e japoneses, por exemplo), e são muitos os fãs dedicados, a ver pelos cartazes que levavam. Cheguei a ver casais que afirmam ter-se conhecido por causa do gosto comum pela música dos Beatles!!!
Por outro lado, eu receava que o público permanecesse sentado, pelo menos em parte do concerto, coisa que para mim é impensável num concerto destes. Mas graças a Deus e ao Sir Paul, o público esteve sempre de pé, e eu pude dançar, sentir a música e aproveitar todos os momentos!
Tive uma excelente vista do palco porque, além de estar na sétima fila, praticamente no centro, não tinha ninguém muito alto à minha frente.
Acho que me ficou a 3 euros por minuto (LOL), mas não me arrependo! Ah, e claro, fui sozinha do Porto.
Quanto aos temas tocados, claro que varreram a vastíssima carreira, sendo que várias canções dos Beatles e dos Wings foram estreia nesta digressão. Também tocou temas recentes, como o lindíssimo “Hope For The Future”, o romântico “My Valentine” e o divertido “Queenie Eye”, músicas de estilos muito diferentes e com muita “personalidade”, que não se esperaria que fossem compostas por alguém de 70 anos…
Penso que ele também gosta sempre de tocar alguns temas de rock’n’roll, o que é uma “curtição”, e o facto é que o concerto tem um ritmo quase alucinante, e todos os músicos (incluindo o Paul) tem uma performance excelente, uma pedalada incrível!
O concerto tem dois encores (pelo menos, que me lembre - sim, tem - nota do editor) e um dos últimos temas tocados é o “Helter Skelter”, que “deita a casa abaixo” e eu AMO!!! E nem falemos do “Live And Let Die” que literalmente incendeia a casa!!!!!! “Another Girl”, “All Together Now”, “Paperback Writer”, “Lady Madonna”, um delírio…
Momento verdadeiramente alto em todos os sentidos (a frente do palco subiu e elevou o Paul para tocar sozinho duas músicas em guitarra acústica) foi “Here Today”, dedicado a John Lennon…
Podia ficar aqui horas a escrever sobre todas as canções que ele tocou, sobre as memórias que trazem e os sentimentos que despertam, mas seria infindável…
Em suma: THANK YOU, PAUL! Obrigada por tanta alegria em tantos corações!!!!! LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU… (The End)
Texto de Cristina Pacheco, em Valongo (Porto)
Imagem de Teresa Lage
Subscrever:
Mensagens (Atom)