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segunda-feira, 28 de junho de 2010

CELTAS


MARFER - MEL. 2-136 - 1969

I Think In Other Girl When I Find You (António Paiva/J Ruffino) - Looking In The Sky (António Paiva/J. Ruffino) - I'm So Blue (António Paiva) - Disparate (João Lopes Salgueiro)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SNOBS GANHAM 13ª ELIMINATÓRIA


Os Snobs, de Setúbal, venceram a 13ª eliminatória do Concurso Yé-Yé que se realizou no Teatro Monumental, em Lisboa, no dia 20 de Novembro de 1965.

Os Snobs arrebataram 24 pontos, contra 15,5 dos Celtas (Póvoa de Santo Adrião), 15 dos Playboys (Moscavide), 11,5 dos Marialvas (Lisboa) e apenas 1,5 dos Não Brinques Comigo (Gafanha da Nazaré).

Os Snobs iniciaram a sua carreira artística no Verão de 65 e são todos amigos e companheiros de folguedos: Victor Raposeiro, 17 anos, estudante, viola-solo, Waldemar Baptista, 18 anos, empregado de escritório, vocalista, Jacinto Costa Albino, 17 anos, estudante, viola-baixo, Luís Henrique Nascimento, 17 anos, estudante, bateria, e José Augusto Baptista, 18 anos, empregado de escritório, viola-ritmo.

No palco do Monumental, vestidos de casacos azuis de listas pretas, tocaram "Shaddogie", "Shut Gone", "Vem" e "Só Por Ti".

O público gostou deles e aplaudiu-os demoradamente, rezam as crónicas.

Os Snobs viriam a perder a 3ª meia-final, no dia 22 de Janeiro de 1966, para os Espaciais, do Porto. Ficaram em 2º à frente dos Bábulas, Guitarras de Fogo, Átomos e Krawas.

O curioso é que 44 anos depois, a filha de José Augusto Baptista entrou em contacto com este blogue para dar conta de que os Snobs ainda se mantêm, agora com a designação de 4 Sixties, actuando na região de Setúbal, e que desejam encontrar-se com outros conjuntos da época.
"O conjunto do meu Pai esteve presente numa emissão em directo no Radio Clube Português... apresentou dois temas dos Shadows, "FBI" e "Wonderful Land", e um tema , editado e interpretado pelos Snobs, uma canção lindíssima que foi gravada na altura , mas que infelizmente se "perdeu" ficando apenas na memória de quem a escreveu , e tocou , tão bela e harmoniosa canção ao estilo de Cliff Richard.

"Actualmente, ao fim de todos estes anos... o conjunto voltou a reunir os seus antigos membros, foi uma ideia do meu pai, e um amor sem precedentes pela música dos anos 60 que o fez empreender tanta energia neste novo projecto...

"Agora com um novo nome... os 4 Sixties já fizeram várias actuações e têm já uma agenda preenchida para este ano. Uma das actuações que estará para breve será realizada dia 31 de Julho pelas 22h30 no Palco Principal da Feira Anual de S'antiago em Setúbal. Pel 2º ano consecutivo, tanto na Feira Anual de Santiago em Setúbal, bem como, na Feira das Vindimas em Palmela, também no Palco Principal.

"O meu Pai esteve bastante doente e creio que a paixão pela música foi o que mais o impulsionou para uma rápida recuperação.

"Estes "jovens" na faixa etária dos 60 anos, fazem com que muitas memórias daqueles belos tempos, transpareceram agora nos rostos de quem já viveu a loucura dos 60s, do Rock n'Roll e de quem agora admira a persistência e dedicação deste conjunto.

"A camaradagem que se vivia intensamente era reflexo de tanta opressão e resultado de quem foi ao Ultramar e que tristemente deixava para trás a familía, esposas, filhos ou namoradas, como foi o caso do meu Pai".
myspace.com/4sixties

contacto: José Augusto Baptista (918 501 557)

sábado, 10 de maio de 2008

COCKTAILS GANHAM YÉ-YÉ EM COIMBRA

Os Cocktails foram os grandes vencedores do I Festival Guitarra de Ouro Yé-Yé que se realizou em Coimbra, no Teatro Avenida, no dia 23 de Abril de 1966.

Foi um dos primeiros grandes festivais yé-yé que se realizou em Portugal.

Eis uma súmula dos grandes festivais yé-yé realizados em Portugal:

- Rei do Twist (Monumental, Lisboa, 07SET63)

- Concurso Tipo Shadows (Roma, Lisboa, 04OUT63)

- Festival de Ritmos Modernos (Monumental, Lisboa, 11/12JAN64)

- Festival Yé-Yé de Coimbra (Avenida, Coimbra, 23ABR66)

- Concurso Yé-Yé (Monumental, Lisboa, 30ABR66)

- Festival CITU (Império, Lisboa, 17MAI68)

- 1º Festival de Vilar de Mouros (03/04AGO68)

- Festival da Costa do Sol (Estoril, 16JUL69)

- Festival dos Salesianos (Estoril, 26AGO70 - proibido)

A final do Festival de Coimbra - que é o que interessa agora - iniciou-se com a actuação do Conjunto Leonel de Oliveira, de Aveiro, constituído por Carlos Castro (baterista), António Mónica (viola-baixo), Fernando Pires (viola-ritmo), João Carlos Imaginário (órgão) e Leonel de Oliveira (viola-solo).

O famoso conjunto da "Rainha do Vouga" comportou-se à altura dos seus créditos, reza o Diário de Coimbra, vulgo Calino, da época.

A seguir, entrou em palco os Shanes, do Porto, compostos por Rui Fernandes (viola de acompanhamento), João Manuel (viola-baixo), Carlos Alberto (solista), Pedro Cavaco (baterista) e Horácio Luís, agente artístico e técnico de som.

Senhores da sua preparação, conhecedores de música, os Shanes sofreram o precalço de se lhes ter avariado a sua aparelhagem de amplificação de som, mas reagiram desportivamente, levando até final a sua actuação, interpretando quatro escolhidas composições.

Depois foi a vez dos Moscardos, de Matosinhos, constituídos por António Carlos Rangel, Manuel Monteiro Teixeira, Pedro Manuel Taveira, Manuel de Barros Monteiro, Jorge Emanuel Ribeiro e Cláudio José Belo.

Foram ovacionados entusiasticamente pelos jovens de Coimbra, que se associaram aos fãs desse conjunto vindos do Norte.

Foi o delírio quando o conjunto os Celtas, de Lisboa, composto por Aníbal Ramos Duarte, um conimbricense, José Luís, Vítor Pinto, Carlos Félix e Vítor Manuel se exibiu.

Os aplausos foram intermináveis e quando o pano de ferro desceu, para o intervalo, teve novamente de ser levantado duas vezes.

Após o intervalo, actuaram os Corvos, do Porto, com Manuel Leitão, Manuel Ferreira, Augusto César, Mário Rui e Alberto Lima.

Surgiram depois os Protões, com Jorge Carvalho, Eugénio Eliseu, Nóbrega Pontes, António Carlos e Fernando Dias.

Mais uma lição a tirar do Festival foi dado por este grupo de rapazes estudantes, na sia maioria moradores no Bairro Marechal Carmona.

O Festival terminou com a actuação dos Cocktails, formados por Fernando Agostinho Machado, Luís António Gonzaga de Melo e Silva, António José Netura Martins e Silva, António José Ventura Martins Mano, António Luís Marques Romão, Joaquim António Colaço, Carlos Alberto Duarte da Costa e Xico.

Incrível o entusiasmo da multidão ao aplaudir os Cocktails.

Foram os seguintes os prémios:

- melhor baterista: Luís Gonzaga, dos Cocktails, a quem foi entregue o relógio-tambor, oferta da Ourivesaria Patrão;

- melhor viola-solo: Romão, dos Cocktails, que recebeu o relógio-viola, oferta da Ourivesaria Costa (antiga Ourivesaria Almeida Costa);

Conjuntos:
3º - Moscardos - 41 pontos;
2º - Protões - 42 pontos;
1º - Cocktails - 50 pontos.