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sábado, 28 de junho de 2014

IMAGENS DE "EM ÓRBITA"


Fui hoje surpreendido na Cinemateca Nacional com imagens que nunca tinha visto do "Em Órbita" que passava "God Only Knows" (Beach Boys).

Era ainda o tempo de "Revenge" (Kinks) como indicativo e lá estavam João Manuel Alexandre, Cândido Mota, Jorge Gil, Pedro Albergaria.

Ainda "As Noites Brancas de Lisboa" com os Sheiks no Caruncho, o interior do Van Gogo e uma reportagem com as Pops, o primeiro conjunto ié-ié feminino português.

E ainda apareceu Marco Paulo a cantar o seu primeiro disco "Não Sei".

O hamburguer a seguir soube muito melhor!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ÚNICO EP DOS TUBARÕES (1968)


ALVORADA - EP-60-999 - 1968

Poema Do Homem-Rã (António Gedeão/Waldemar António) - Baby It Hurts (Alexandre Merino) - Lucky Day (Alexandre Merino) - Você Vai Chorar (Alexandre Merino/Victor Barros)

Os 6 Tubarões que gravaram este único EP foram Carlos Alberto Sá Loureiro (órgão), Victor Barros (viola-ritmo), Luís Alberto Dutra (viola-baixo), Alexandre Merino (voz), Waldemar António (viola-solo) e Eduardo Pinto (bateria).

Os Tubarões formaram-se em Viseu no último trimestre de 1963 com António Nogueira Fernandes (único que sabia tocar guitarra), José Alexandre Merino (voz), Victor Barros (viola e voz), Luís Alberto Dutra (baixo) e Eduardo Pinto (bateria).

A primeira apresentação pública foi em São Pedro do Sul, com instrumentos emprestados pela banda de Lafões.

Durante o ano de 1964, o conjunto rodou nas Termas de S. Pedro do Sul, ensaiando canções dos Shadows, de Cliff, dos Chat Sauvages, dos Beatles na antiga FNAT, actual INATEL, e conseguindo o primeiro contrato profissional na boîte "A Mó", em cima do rio Vouga.

Ainda em 1964, já com Carlos Alberto Homem Sá Loureiro (teclas), os Tubarões participaram na inauguração do Hotel Grão Vasco, ainda hoje um dos melhores da cidade de Viseu.

No final desse ano, os Tubarões eram então formados por António Nogueira Fernandes (guitarra), Victor Barros (viola-ritmo), Luís Alberto Dutra (viola-baixo), Eduardo Pinto (bateria), Carlos Alberto Sá Loureiro (teclas) e José Alexandre Merino (voz).

No primeiro trimestre de 1965, os Tubarões deram um grande salto qualitativo com os investimentos do empresário viseense António Xavier Homem de Sá Loureiro, pai do teclista Carlos Alberto e em Abril já tocavam no intervalo da exibição da película "Summer Holiday", de Cliff e dos Shadows.

No Verão, em Julho, foram à Figueira da Foz inaugurar o restaurante "O Tubarão", propriedade de um empresário viseense, o que os levou a um contrato interessante de dois meses com o Grande Casino Peninsular, onde actuaram ao lado de Gelú, I Don Giovanni, Duo Ouro Negro, Madalena Iglésias...

E em 1965, entra mais um elemento para o grupo, a Dona Urraca, uma carrinha de transporte do equipamento.

Com Joaquim Guimarães na guitarra, os Tubarões participaram no dia 09 de Outubro de 1965 na 7ª eliminatória do Concurso Ié-Ié, no Teatro Monumental, em Lisboa, tendo ficano no 2º lugar imediatamente atrás dos Sheiks e à frente dos Galãs (Porto), Czares (Aveiro) e Jovens do Ritmo (Amora-Seixal).

Apresentaram-se com "Miss Molly", "Eight Days A Week", "Mike", de Trini Lopez, e "Ya Ya", envergavam fato azul, camisa branca e laço preto.

Eram então Luís Alberto Dutra, viola baixo, 18 anos, Joaquim Guimarães, viola solo, 20 anos, José Alexandre Merino, vocalista, 17 anos, Eduardo Pinto, bateria, 18 anos, e Carlos Alberto Sá Loureiro, órgão eléctrico, 16 anos.

E no dia 15 de Janeiro de 1966, no mesmo local, classificaram-se no 3º lugar da 2ª meia-final, atrás dos Saints (futuros Claves), que viriam a ganhar o Concurso, e dos Jets (Lisboa) e à frente dos Cometas Negros (Castelo Branco), Kímicos (Lisboa) e Boys (futuros Álamos), de Coimbra.

Tocaram "Satisfaction", "Goodbye My Love", "I Feel Fine" e "It's My Life" e, a pedido, "Voo do Moscardo" num encore inédito.
A final realizou-se no dia 30 de Abril de 1966 e os Tubarões ficaram em último lugar depois dos Claves, Rocks, Night Stars, Jets, Ekos, Chinchilas e Espaciais.

Maria Leonor, famosa locutora de Rádio e TV, assume-se como madrinha do grupo, contratando-o Conjunto Oficial Woolmark, dando apoio nas passagens de modelos organizadas por todo o País.

No Verão, além do Casino da Figueira, os Tubarões faziam sortidas à Praia de Mira onde tocavam no Mira-Sol com os Kzares, de Aveiro.

O ano de 1967 foi igualmente de muito trabalho para os Tubarões.

Em Lisboa, o conjunto passou a ter um representante, Fernando Matos (O Pascoal), além de amigos como Rui Oliveira Costa, viseense a viver em Lisboa e ao tempo manager dos Deltons, de Luís Moutinho, filho de Maria Leonor.

Pascoal, através de Pedro Castelo, consegue um contrato para os Tubarões actuarem num fim de semana no "Caruncho”, em Lisboa, provavelmente a mais famosa boîte da época.

No Verão, o conjunto volta a fazer uma residência no Casino da Figueira da Foz e, perto do final do ano, assinou contrato discográfico com a Alvorada e gravaram o único EP nuns estúdios do Campo Santana, em Lisboa, e que viria a ser editado no Carnaval de 1968.

O serviço militar obrigatório viria a acabar com os Tubarões em Setembro de 1968.

Fonte: http://blogs.myspace.com/tubaroes

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

"CARUNCHO": ALFREDO BARROSO


Quando terminou (se é que terminou) a sua fase rock, altura em que frequentava a discoteca lisboeta Ad Lib?

Poucas vezes fui ao Ad Lib. A boîte (assim se dizia in illo tempore) que mais frequentei foi a Stones. Para já não falar do Caruncho, onde ia abanar o capacete e beber um copo nos tempos do liceu e da faculdade. Ainda conservo uma pequena discoteca de música pop, completamente esmagada, é verdade, pela discoteca de música erudita.

(in JNVerão, 14 de Agosto de 2007)

O "CARUNCHO" JÁ NÃO EXISTE!


Gostaria muito de escrever uma história, a preceito, do "Caruncho". Apesar de o ter frequentado, lembro-me muito pouco (lembras-te dos sixties? então não os viveste! - eheheh).

Por exemplo, gostaria de saber quem eram os seus proprietários, quem lá trabalhou, para os poder entrevistar. Alguém sabe?

O que sei é retirado agora dos jornais. Por exemplo, que a boîte, única em Lisboa para meninos bem, foi inaugurada no dia 27 de Fevereiro de 1965.

Toda a gente lá tocou, dos Sheiks ao Quinteto Académico, toda a gente lá fez festas.

No dia 18 de Novembro de 1967 foi a festa da "inauguração das novas instalações sonoras".

Hoje, passei por lá. O "Caruncho" foi abaixo por causa do viaduto do eixo Norte-Sul, no Lumiar. Estou a falar em Lisboa, claro.

O "Caruncho" ficava nas traseiras de umas bombas de gasolina da Sacor (hoje Repsol), na Rua Alexandre Ferreira. Ainda encontrei um empregado que se lembra bem desses tempos: "Aquilo é que era!".

sábado, 20 de outubro de 2007

"CHRIS FARLOWE" EM LISBOA


A história é bizarra, mas não deixa de ser divertida. Passou-se em Lisboa na 1ª quinzena de Junho de 1967.

Uma noite, João Martins, famoso locutor-produtor do não menos famoso programa da Rádio Renascença "23ª Hora", desatou a telefonar para toda a gente, vangloriando-se do facto de ser o único que estava com Chris Farlowe e que o iria entrevistar em exclusivo.

Chris Farlowe até nem era um artista de primeira água, mas sempre era um protegé dos Rolling Stones. Vivia à sombra de "Out Of Time", composto e produzido por Mick Jagger.

João Martins fez levantar da cama Mário Martins, produtor da Valentim de Carvalho, para ir ter com ele ao Caruncho. Cheio de sono, já os encontrou um pouco tocados e lá teve de pagar os consumos.

Em todo o caso desconfiou.

No dia seguinte, Chris Farlowe entrou pela Valentim de Carvalho e pediu um disco seu para oferecer ao motorista do carro de aluguer que João Martins tinha colocado à sua disposição. Ia voltar para Londres.

Era demais! Mário Martins acabou por descobrir que aquele Chris Farlowe era um impostor!

Tratava-se tão só de um súbdito inglês, guia turístico, que surripiara as massas dos turistas e revolvera divertir-se um pouco encarnando a figura de Farlowe (porque será que se lembrou desta fraca figura?).

Só não se percebe como chegou a João Martins, mas presumo que tenha subido o Chiado.

Uma revista que não morria de amores por João Martins, já falecido, tratou logo de o azucrinar pela pena de Miguel Belmonte:

"O João Martins que se julga um tipo esperto, foi enganado duplamente! Primeiro, porque acreditou ele próprio, segundo, porque fez os outros acreditarem! E as entrevistas concedidas, as despesas no Caruncho, e a idoneidade? Quem é responsável por isto?".