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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

ESTA É QUE NUNCA TINHA OUVIDO!

 

"(...) o casaco sem golas, e com colarinho abotoado até cima, tinha origem na nobreza do Norte da Índia, mas foi Nehru quem o popularizou, a ponto de, no Ocidente, se ter passado a chamar 'Nehru jacket'. Tornou-se ainda mais popular quando os Beatles o usaram no seu concerto de 15 de agosto de 1965, em nova iorque, dia em que a Índia celebrava o seu 18º ano de independência".

Filipa Lowndes Vicente, in "Arlindo Vicente e Telo de Masscarenhas - a oposição a Salazar e o fim da 'Índia portuguesa'", Público, P2, 9 de Janeiro de 2022, pág. 8.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

E CAPA AMARELA


Long Live Vinyl, 2019, 9,99 £

uma boa edição, digo eu, é claro!

sexta-feira, 10 de abril de 2020

OS BEATLES NÃO ACABARAM


Luís Pinheiro de Almeida *

Os Beatles separaram-se há 50 anos, mas não acabaram.

Como?

Os portugueses têm ditos que se enquadram perfeitamente: “o que tem de ser, tem muita força” e/ou “não há bem que sempre dure nem mal que não se acabe” (este último com cabimento, também, na presente situação mundial).

Por mim, adopto a fórmula mais simples: “os Beatles separaram-se, porque sim!”.

Mutatis mutandis, começa-se a morrer logo que se nasce. Os Beatles não foram excepção, até porque logo no parto se poderia pressentir (é fácil dizer isso agora) que um conjunto de quatro génios iria dar em torto.

Enquanto não deu, os Beatles tiveram uma carreira fulgurante, inigualável, inovadora, pioneira em quase tudo. Só me lembro de duas coisas em que não foram pioneiros: primeiro álbum duplo e primeiro concerto em telhado, honras que pertenceram a Frank Zappa e a Roberto Carlos.

Eis uma pequena noção do que os Beatles foram capazes em apenas 8 anos de carreira (1962-1970):

Primeiros a ter um álbum classificado no top britânico de singles com “With The Beatles” (7º lugar em 1963)
Primeiros a conseguir um milhão de pré-encomendas de discos na Grã-Bretanha com “I Want To Hold Your Hand” (1963)
Primeiros a substituirem-se a si próprios no primeiro lugar do top britânico de singles com “I Want To Hold Your Hand” e “She Loves You” (1963)
Primeiros artistas britânicos a conquistar os Estados Unidos (1964)
Primeiros a ocupar os cinco primeiros lugares no top norte-americano com “Twist And Shout”, “Can’t Buy Me Love”, “She Loves You”, “I Want To Hold Your Hand” e “Please Please Me”, em Março de 1964
Primeiros artistas nos primeiros lugares simultâneos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos com “Can’t Buy Me Love” (1964)
Primeiro feedback da música em “I Feel Fine” (1964)
Primeira capa de álbum gatefold com “Beatles For Sale” (1964)
Primeiro fade-in numa canção em “Eight Days A Week” (1964)
Primeiros a usar guitarra wah-wah em “I Need You” (1965)
Primeiro grupo a actuar num estádio (She Stadium, Nova Iorque, 15 de Agosto de 1965)
Primeiro double A side com “Day Tripper/We Can Work It Out” (1965)
Primeiros artistas a realizar videos de promoção com “Day Tripper/We Can Work It Out” (1965)
Primeiros a ser condecorados pela Raínha (MBE)
Primeiro instrumento indiano (cítara) na música pop em “Norwegian Wood” (1965)
Primeira gravação com backwards em “Tomorrow Never Knows” (1966)
Primeiros a utilizar ADT (Automatic Double Tracking) nas gravações
Primeiro grupo a usar o mellotron em “Strawberry Fields Forever” (1967)
Primeiro álbum conceptual com “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967)
Primeiro álbum com as letras impressas na capa em “Sgt Pepper’s” (1967)
Primeiro álbum com canções sem intervalo com “Sgt Pepper’s” (1967)
Primeiro álbum com extras (desenhos, etc) em “Sgt Pepper’s” (1967)
Primeira capa interior protectora do disco a cores em “Sgt Pepper’s” (1967)
Primeiro som inaudível para humanos em “Sgt. Pepper’s” (1967)
Primeiro álbum com loop no fim de “Sgt Pepper” (1967)
Primeira canção em directo para todo o Mundo via televisão com “All You Need Is Love (25 de Junho de 1967)
Primeiro grupo a ter a sua própria loja (“The Apple Boutique”, 07 de Dezembro de 1967)
Primeiros artistas a editar um duplo EP com “Magical Mystery Tour” (1968)
Primeiro grupo com etiqueta própria (Apple, 1968)
Primeiro single com mais de 7 minutos com “Hey Jude” (1968)
Primeiro fade-out longo, de 4 minutos, em “Hey Jude” (1968)
Primeiro álbum duplo de grupo com "The Beatles" (1968)
Primeiro álbum com abertura superior com “The Beatles” (1968)
Primeira capa sem nome e sem artista com “Abbey Road” (1969)
Primeira faixa escondida com “Her Majesty” em “Abbey Road” (1969)
Primeiro grupo com livro com as letras das canções (“Illustrated Lyrics”, 1969)
Primeiro álbum com caixa e livro com “Let It Be” (1970)
Primeiros artistas com 12 consecutivos números um no top britânico de singles
Primeiros artistas com 11 consecutivos números um no top britânico de álbuns (aliás a totalidade da sua discografia oficial)

Tudo era virgem para os Beatles , um mar de rosas à sua volta: fama, dinheiro, mulheres… o que se possa imaginar! Um dia – que não foi um dia, mas vários – o paraíso estourou!

Tudo terá começado em consequência da fama que os próprios Beatles geraram. De início, tudo era muito bonito e proveitoso. Com alguma graça, dizia Lennon para McCartney: “vamos lá compor mais uma piscina!”.

Em 1965, John Lennon já cantava “Help!”, em desespero, e em 1966, escassos 4 anos após o início da brilhante carreira discográfica, os Beatles desistiram de tocar ao vivo. “Para quê? Nem nos ouvimos a nós próprios. Às vezes até só mexemos os lábios, mas as pessoas pensavam na mesma que estávamos a cantar!”.

O momento foi aproveitado (ou provocado?) para os Beatles dedicarem mais tempo ao estúdio, com novas sonoridades, novas técnicas de gravação, que eles próprios iam descobrindo, novos instrumentos que também eles iam experimentando.

É a altura em que os génios individuais começam a despontar, primeiro, insipidamente, em “Revolver”, depois, mas encapotadamente, em “Sgt Pepper” para finalmente explodir em “The Beatles”, no que foi um processo gradual.

No ano seguinte, em 1967, há a machadada que se pode considerar fatal: a morte de Brian Epstein.

No círculo dos militantes  dos Beatles há um desporto favorito que eu, todavia, considero abusivo: “quem é o 5º Beatle?”. Os Beatles eram 4 e ponto final! Admito que se possa considerar quem foi, depois, o mais próximo deles. George Martin? Brian Epstein? Só para citar “os do costume”. George Martin, é verdade, foi o que melhor interpretou as ideias dos músicos, mas Brian Epstein foi quem melhor os compreendeu e melhor os orientou desde que ouviu falar de “um conjunto que tocava em Hamburgo”.  E agora vou dizer o que, para muitos, será uma indignidade: fê-lo por ser homossexual.
Mas Brian teve esse excepcional condão de os manter unidos.

O primeiro grito do Ipiranga, na senda de “Help!”, terá sido o de John Lennon, depois seguido por George Harrison e Ringo Starr, “arrufos de namorados”, que não foram tomados muito a sério!

O verdadeiro divórcio – foi assim, aliás, que o próprio o classificou – surgiu com Paul McCartney e a publicação do seu primeiro álbum a solo, “McCartney”.

McCartney foi sempre o grande marketeer dos Beatles e não deixou de aproveitar esta oportunidade para fazer “dois em um”: promover o seu próprio álbum a solo, com uma notícia de manchete, “o fim dos Beatles” – Daily Mirror, 10 de Abril de 1970, e, simultaneamente, sair dos Beatles pela porta grande, onde, aliás, já se considerava “desconfortável”, até por considerações familiares.

“A culpa não é de Yoko”, qual carapuça, longe disso! As coisas aconteceram assim, porque tinham de acontecer!

Paul McCartney achou por bem deixar os Beatles quando os três restantes companheiros optaram por Allen Klein para tomar conta dos seus negócios em detrimento do seu cunhado John Eastman.

Foi o estoiro!

Estoiro que tinha de acontecer, de uma maneira ou de outra!

O canto do cisne – mas que “canto”! – foi “Abbey Road” e ponto final! É a História e, do meu ponto de vista, um final de história bem feliz!

Mas os Beatles não acabaram! Não é por acaso que estamos hoje ainda a falar deles, meio século depois de terem “acabado”, com novas gerações a idolatrá-los e a musicá-los como outrora, como documenta, e bem, por exemplo, o portuguesíssimo Fast Eddie Nelson, o “Beatle do Barreiro”, honra lhe seja feita!..

*com Teresa Lage e Paulo Marques

MARÉ DE BEATLES...


ODEON - SOE 3755 - edição francesa

Já que estamos em maré de Beatles, ei-los na maré, em Miami (1964).

Foto de Dezo Hoffmann.

FOI HÁ 50 ANOS!


Faz hoje, 10 de Abril, 50 anos que os Beatles se separaram. Pelo menos, é o que está convencionado!
Quis o destino que, por essa altura, mais coisa menos coisa, estava em Londres em férias da Páscoa, cujo Domingo foi a 29 de Março.

Nessa minha primeira viagem de avião, organizada pelo SIAEIST (Turismo Universitário), estive em Paris e em Londres de 17 a 30 de Março, 11 dias antes do Daily Mirror, mensageiro da separação que saiu a 10 de Abril, uma sexta-feira, uma semana antes da edição do álbum de estreia a solo de Paul McCartney, “McCartney”.

Não apanhei o jornal, claro, mas a sorte (que dá trabalho!) tinha-me levado a comprar no dia 28 de Março, no famoso Chelsea Drugstore, em King’s Road, o último single dos Beatles, “Let It Be” (ver imagem), que tinha sido publicado a 06 de Março, com “You Know My Name (Look Up The Number)” no lado B, uma das músicas dos Beatles de que mais gosto.

Essas minhas férias londrinas têm muitas histórias (assisti à gravação do LP “Traz Outro Amigo Também”, de José Afonso, jantei com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Luís Colaço e José Labaredas, etc, etc), mas no que ainda aos Beatles diz respeito, vi um beatle pela primeira vez em carne e osso, John Lennon, no palco de um festival anti-nuclear em Chalkfarm, mas sem cantar. Acompanhava apenas Yoko Ono.

LPA

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

MAIS VENDIDO DA DÉCADA


"Abbey Road", dos Beatles, foi o álbum mais vendido da década com mais de meio milhão de discos vendidos, 50 anos depois da sua edição original!

The top spot went to The Beatles, whose 1969 record ‘Abbey Road’ sold 558,000 copies, almost 200,000 more than the nearest challenger, Pink Floyd‘s ‘Dark Side of the Moon’.

The Beatles also took seventh place with ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’, while the likes of Michael Jackson, Amy Winehouse and Fleetwood Mac also made the list, which is in full below.

01. The Beatles – ‘Abbey Road’ (558,000 copies)
02. Pink Floyd – ‘Dark Side of the Moon’ (376,000 copies)
03. Guardians of the Galaxy Awesome Mix Vol. 1 (367,000 copies)
04. Bob Marley & The Wailers – Legend (364,000 copies)
05. Amy Winehouse – Back to Black (351,000 copies)
06. Michael Jackson – Thriller (334,000 copies)
07. The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (313,000 copies)
08. Fleetwood Mac – Rumors (304,000 copies)
09. Miles Davis – Kind of Blue (286,000 copies)
10. Lana Del Rey – Born To Die (283,000 copies)

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

ABBEY ROAD: 50 ANOS!




“Abbey Road” é um dos 12 melhores álbuns dos Beatles.

Depois de “Rubber Soul”, “Revolver”, “Sgt Pepper”, “The Beatles”, seria inimaginável para qualquer outro músico fazer outro “melhor álbum”.

Mas os Beatles não eram “músicos quaisquer”. Eram uns génios. E se não fosse o destino determinar o fim do conjunto naquele Abril de 1970, quantos melhores álbuns os Beatles não teriam feito mais?

Uma pergunta sem resposta e melhor assim é! Contentemo-nos com o que temos que mesmo assim já somos uns privilegiados por termos à mão um conjunto portentoso  de grandes canções que nos acompanham há décadas (só o “Abbey Road” tem 50 anos) e que seguramente não vão ficar por aqui.

Como classificar “Abbey Road” na minha lista de preferências? Em primeiro lugar, ex-aequo com os 12 restantes, mas não posso esquecer que o lado B do LP é um “feito à Fernão de Magalhães”, admirável, corajoso, único.

Luís Pinheiro de Almeida

sábado, 27 de julho de 2019

WAITING TO TAKE YOU AWAY



Record Collector, vol. 2 Revolution (1965-67) - 10,99 €

O 3º volume Ascension (1968-2019) sai em Setembro.

quinta-feira, 21 de março de 2019

OS BEATLES E EU


"Os Beatles E Eu", Carlos Edu Bernardes, edição de autor, Brasil, 2016, 100 págs.

Capa imparável de Paulo Lima sobre ilustração de Rafael Senra.

E para quando um "Beatles no Brasil"?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

THE BEATLES RETRO


Retro, nº 5, Março/Abril/Maio de 2019, 12,50 €

O que tem de ser tem muita força.

"Georges"... à francesa.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

BOM ANO!


Que 2019 seja um ano ímpar para todos!

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

HAPPY XMAS!


Ideia de Rato Records.

BOAS FESTAS!


New Musical Express, 24 de Dezembro de 1966

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

OS MELHORES ÁLBUNS A SOLO DOS BEATLES


Esta edição de Natal da Record Collector deu-se ao jogo "perigoso" de eleger os melhores álbuns a solo dos Beatles (não percebi se a ordem é aleatória, cronológica ou outra):

McCartney I - Paul McCartney (1970)
All Things Must Pass - George Harrison (1970)
John Lennon/Plastic Ono Band - John Lennon/Plastic Ono Band (1970)
Ram - Paul McCartney (1971)
Imagine - John Lennon (1971)
Living In The Material World - George Harrison (1973)
Ringo - Ringo Starr (1973)
Band On The Run - Paul McCartney & Wings (1973)
Walls and Bridges - John Lennon (1974)
McCartney II - Paul McCartney (1980).

QUATRO SÃO DE BEATLES


belíssima recolha de imagens.

domingo, 11 de novembro de 2018

THE WHITE ALBUM - 50th ANNIVERSAY


Brian Southall, 15,95 €.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

SAIU HOJE!


O álbum, dito "branco", faz 50 anos no dia 22 de Novembro.