Mostrar mensagens com a etiqueta Amália Rodrigues. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amália Rodrigues. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 19 de novembro de 2019
ÚLTIMOS SUCESSOS
KAPP - KE-760 - edição norte-americana, sem data
Saudade Vai-te Embora - Faia - Lisboa À Noite - Foi Ontem
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
VOU DAR DE BEBER À DOR
Gosta de capas de discos.
Servem-lhe para contar histórias, as suas e as de outros.
Sabe que o dono do kioske não gosta de fado, mas por uma história que leu, teve de ir desenterrar esta capa, que já por aqui passou, mas, agora a história é outra.
Foi naquele cinzento tempo, em que decorreu a convalescença de António de Oliveira Salazar, depois de, num abençoado dia de sol de Agosto, presente o calista Hilário, corria o ano de 1968, se ter mandado para cima de uma cadeira de lona, ter batido com a cabeça nas pedras da esplanada do Forte de Santo António, no Estoril, , enquanto, mansamente, as águas do Tejo se dirigiam para a foz.
Manuel Marques, barbeiro de Salazar: tinha a mania de se sentar atirando-se para cima das cadeiras, opinião corroborada por gente próxima e por diversos médicos, que explicam que, aos 79 anos, e com uma vida sedentária como era a sua, por falta de musculatura nas pernas, teria tendência de se sentar num movimento de quem se deixa cair.
A queda obrigou, dias depois, a uma complicada intervenção cirúrgica e, dadas incapacidades várias, que houvesse a necessidade de o substituir na chefia do governo por Marcelo Caetano, para infernal desespero dos ultras do regime.
Augusto Abelaira no seu livro "A Cidade das Flores", publicado em 1969:
Quando morrer, comem-se uns aos outros, pai. Ele não tem um único discípulo de categoria, nem sequer soube criar discípulos com uma certa inteligência. Salvo um, talvez, mas ninguém no partido gosta dele. E seria ainda pior para nós, é mais esperto. Manteria o fascismo, mas disfarçando-o…
Salazar veio a morrer a 28 de Julho de 1970.
Os dias que mediaram entre a queda e a morte, são de pura farsa trágica.
Entre outros episódios, «deu» uma entrevista ao jornal parisiense "L’Aurore" em que se mostrava convencido de que continuava a ser presidente do conselho, um grupo de devotas senhoras, que diariamente acudiam ao Hospital da Cruz Vermelha, tentaram arrancar dos médicos uma autorização para levarem Salazar a Fátima, nas eleições de 1969, dentro de um carro, rodeado por Dona Maria e uma enfermeira, depositou o seu voto na urna que, expressamente, fôra levada à presença de sua excelência.
Bom, agora história que aqui o trouxe, - já não era sem tempo! - tirada de "Música, Minha Companheira Desde Os Ouvidos da Infância", de José Gomes Ferreira:
O João José Cochofel resolveu, há dias, ir ao Valentim de Carvalho, comprar as Flores da Música. E quem havia ele de encontrar lá? O Bissaia Barreto que o João conhece desde criança. Estava a comprar discos da Amália Rodrigues. Fadinhos. Dar de beber à dor.
Ficou um pouco atarantado e desculpou-se:
Estou a escolher discos para um doentinho.
O João José supôs logo que seriam para o Salazar, mas disfarçou:
É para algum doente seu em Coimbra, não?
O Bibi decidiu então pôr as cartas na mesa. E abriu-se todo:
- Tu bem sabes para quem são. São para “ele”.
Mas não resistiu a acrescentar como vaga desculpa:
- Bem, não são bem para ele. Mas para as enfermeiras. Para desanuviar o ambiente – coitadas!
Este Dr. Bissaia Barreto é o mesmo que, segundo Jacinto Baptista no seu livro "Caminhos para uma Revolução", vivia esperançado num Salazar eterno:
Um repórter do Diário Popular falou esta manhã, na Casa de Saúde da Cruz Vermelha, onde Salazar está hospitalizado, com o Prof. Bissaia Barreto, que diariamente visita o enfermo. E começou por recolher esta declaração:
- O Senhor Presidente dormiu muito bem, passou uma noite muito calma, com um sono reparador. De manhã, o seu espírito encontrava-se desanuviado. Conhece as pessoas que entram no seu quarto, profere o nome das pessoas conhecidas, a sua memória responde mesmo à evocação de factos passados.
O repórter pergunta depois ao Prof. Bissaia Barreto se esta recuperação permitia manter esperanças de ser dada alta, em breve, a Salazar. Respondeu (fé inabalável):
- Tenho a certeza de que pode ainda levar uma vida normal e escolher o seu próprio modo de vida. Tenho a certeza. O tempo não interessa em casos destes. O que interessa é que ele regresse à vida.
Mais tarde, em entrevista à Televisão, simultaneamente recolhida pelos jornais, Bissaia Barreto declarava:
- O Senhor Presidente estará, em breve, em condições de se ocupara da sua vida pessoal e da vida que interessa à Nação.
Por Amália, por José Gomes Ferreira, voltará um destes dias para uma outra história, que nada terá a ver com o ditador de Santa Comba.
Texto de Gin-Tonic
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
THE BEST OF AMALIA
EMI - 5C 054-40071 - edição neerlandesa
Side 1
Formiga Bossa Nova - Viuvinha - Havemos de Ir A Viana - Gravos (sic) de Papel - Caracóis - Há Festa na Mouraria
Side 2
Ai Esta Pena De Mim - Timpanas - É Ou Não É - A Rota Yé-Yé - Vai De Roda Agora . Lá Na Minha Aldeia - Com Que Vos
terça-feira, 26 de abril de 2016
AMÁLIA EM MOÇAMBIQUE
BAILY - 2E006 - edição moçambicana (1968)
Não Peças Demais À Vida (Álvaro Duarte Simões) - Antigamente (Joaquim Proença/Frederico Brito) - Fado Nocturno (Feijó Teixeira/José Negro) - Barro Divino (Álvaro Duarte Simões)
sábado, 3 de outubro de 2015
AMÁLIA NO OLYMPIA
COLUMBIA - FSX 123 - edição francesa
1
Uma Casa Portuguesa - Nem às Paredes Confesso - Ai Mouraria - Perseguição - Tudo Isto É Fado - Fado Corrido - Barco Negro
2
Coimbra - Sabe-se Lá - A Tendinha - Lá Vai Lisboa - Que Deus Me Perdoe - Lisboa Antiga - Amália
terça-feira, 15 de setembro de 2015
AMÁLIA NA TURQUIA
COLUMBIA - TSX 4 - edição turca
1
Maldição - Pedro Gaiteiro - Primavera - Não É Tarde - Fria Claridade - A Júlia Florista
2
Meu Nome Sabe-me A Areia - Um Fado Nasce - Olhos Fechados - Carmencita - Fado das Tamanquinhas - Há Festa na Mouraria
Cortesia de Pedro Brandão, em Ankara
quarta-feira, 20 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
TUDELLA
TECLA - TE 1036
Rede Vazia - Menina do Toucado - Amália Triste - O Sineiro
Canções de Luís Miguel de Oliveira.
sábado, 25 de abril de 2015
GRÂNDOLA, VILA MORENA
Grândola, Vila Morena (José Afonso) - Alecrim (popular/arr. de Joaquim Luís Gomes)
Etiquetas:
25 de Abril,
25 de AbrilDiscos,
Amália Rodrigues,
José Afonso
segunda-feira, 16 de março de 2015
TIRANA
COLUMBIA - SLEM 2255
Tirana - Senhora do Livramento -Minha Mãe Me Deu Um Lenço - Rosa Tirana
Estranho disco este de Amália, a começar pela capa, onde a sua imagem/fotografia não aparece.
Depois, abre exactamente ao contrário.
quarta-feira, 4 de março de 2015
AMÁLIA CANTA EM FRANCÊS
DUCRETET-THOMSON/RÁDIO TRIUNFO - DEP 75052 - edição portuguesa
Ay, Mourir Pour Toi (Charles Aznavour) - Paris S'Eveille La Nuit (Roger Lucchesi/J. Plante) - Le Fado de Paris (Fernando de Carvalho/Luiz de Macedo) - La Femme du Berger (Roger Lucchesi/J. Plante)
A minha ignorância chegava ao ponto de não saber que Amália tinha cantado Aznavour.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
AMÁLIA RODRIGUES
COLUMBIA - 8E 048 40091
Face 1
Asas Fechadas (Macedo/Oulman) - Cais de Outrora (Macedo/Oulman) - Estranha Forma de Vida (Rodrigues/Duarte) - Maria Lisboa (Mourã-Ferreira/Oulman) - Madrugada (Mourã-Ferreira/Oulman)
Face 2
Abandono (Mourão-Ferreira) - Aves Agoirentas (Mourão-Ferreira/Oulman) - Povo Que Lavas No Rio (Homem de Mello/Campos) - Vagamundo (Macedo/Oulman)
Amália Rodriguies é aqui acompanhada por José Nunes (guitarra), Castro Mota (viola) e Alain Oulman (piano).
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
AMÁLIA NO CHIADO
EDIÇÕES VALENTIM DE CARVALHO - 0349-2 SPA - 2014
Não gosto especialmente de Amália Rodrigues, mas resisto pouco às capas dos seus discos.
Ainda por cima, este duplo CD inclui a primeira versão de "Grão de Arroz", que os meus Pais adoravam, e uma versão luso-inglesa de "Coimbra" com o estranho subtítulo de "The Whisp'ring Serenade".
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
FADOS PORTUGUESES
BARCLAY - BLD 42003 - edição portuguesa
1ª FACE
Fado Malhoa - Fado do Ciúme - Fado Amália - Não Sei Porque Te Foste Embora
2ª FACE
Ai Mouraria - Que Deus Me Perdoe - Sabe-se Lá... - Confesso
Colaboração de Heitor de Vasconcelos
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
FADO PORTUGUÊS
EMI - SX 6070 - edição britânica (1964)
1
Fado Português (José Régio/Alain Oulman) - Cantiga de Amigo - Si, Si, Si - Erros Meus (Luís de Camões/Alain Oulman) - Nome de Rua (David Mourão-Ferreira) - Na Esquina de Ver o Mar
2
Gaivota (Alexandre O'Neill) - Verde, Verde (Pedro Homem de Melo/Alain Oulman) - Paresito Faraon - Sombra (David Mourão-Ferreira/Alain Oulman) - Fado Corrido (Jorge Brum de Canto/popular) - Ai Mouraria
As notas de contracapa, em inglês, são da autoria de William Gilman, jornalista português sediado em Londres, já falecido.
Escreve, por exemplo:
Fado - one of Portugal's favourite type of folk music - means destiny or fate: the fate of the poor people, of the soldier at war, of the bullfighter in the ring, of young lovers for whom everything is rose-tinted, of those in mourning for whom everything is dispair.
sábado, 17 de janeiro de 2015
AMÁLIA RODRIGUES
COLUMBIA - 8E 048 40091 - reedição portuguesa
Face 1
Asas Fechadas - Cais de Outrora - Estranha Forma de Viva - Maria Lisboa - Madrugada
Face 2
Abandono - Aves Agoirentas - Povo Que Lavas No Rio - Vagamundo
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
AMÁLIA NO OLYMPIA
COLUMBIA - SLEG 5007
Nem Às Paredes Confesso (Max/F. Trindade/A. Ribeiro) - Ai Mouraria (A. do Vale/F. Valério) - Que Deus Me Perdoe (Silva Tavares/Frederico Valério) - Lá Vai Lisboa (Norberto de Araújo/Raul Ferrão)
Cortesia de Heitor de Vasconcelos
sexta-feira, 25 de abril de 2014
MEU AMOR É MARINHEIRO
COLUMBIA - 8E 006 40323 G
Meu Amor É Marinheiro (Manuel Alegre/Fontes Rocha) - Seja Pedro Ou Seja Paulo (Henrique Segurado/Fontes Rocha)
Foto de Augusto Cabrita.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
MARCHAS DE LISBOA
COLUMBIA - SLEM 2213 - edição portuguesa (1965)
Só Lisboa - Marcha da Mouraria - Grande Marcha de Lisboa - Marcha de Alfama
sábado, 18 de maio de 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)