quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
ÁLAMOS
A foto terá sido tirada durante o ano lectivo de 1963/64, altura em que nos apresentávamos de casaco de couro preto, um artefacto caro para as bolsas de cinco tesos sem "patrocínio" que, felizmente, tinham uma série de amigos mais bem vestidos que lhes emprestavam a farpela.
Pela parte (pelo casaco) que me toca, aqui deixo uma nota de saudade para dois bons amigos - o Luís Requixa e o João Botelho - que se foram revezando cada fim-de-semana para que guarda-roupa adequado não faltasse ao "artista".
E vamos lá à composição team:
Da esquerda para a direita:
Sentados - Luís Colaço, guitarra-solo; Nuno Figueiredo, baterista, Duarte Braz, guitarra-ritmo.
De pé - Zé Veloso, guitarra-baixo; Chico Faria, vocalista.
Éramos todos alunos de engenharia, à excepção do Duarte que estudava Direito. Três de nós vivíamos com as famílias, o Chico estava nos "Milionários" e o Duarte nos "Corsários das Ilhas".
O Chico vinha de Moçambique, o Duarte dos Açores (Terceira) e o Colaço de Angola. Nenhum de nós se conhecia anteriormente.
Desta diversidade nasceu um grupo que, com sucessivas remodelações, acabaria por durar durou 7 anos.
Zé Veloso
sábado, 2 de fevereiro de 2013
ÁLAMOS: LUÍS MONTEIRO
Benjamim dos Álamos, Luís Monteiro tocou nos 50 anos do conjunto à revelia do seu médico. Está ainda em convalescença de uma intervenção cirúrgica.
Baterista profissional em Oslo, Luisinho Pop, como é carinhosamente tratado pelos seus companheiros, tocou em quase todos os conjuntos ié-ié de Coimbra: Álamos, Hi-Fi, Pops, Cocktails, Lordes....
ÁLAMOS: 50 ANOS EM LISBOA
José Veloso (baixo e voz), Luís Monteiro (bateria), Luís Filipe Colaço (solo, harmónica e voz) Duarte Brás (voz e guitarra-ritmo).
Conjunto ié-ié de Coimbra, os Álamos celebraram hoje à noite 50 anos na Casa dos Açores, em Lisboa, com muita música, champanhe, cobrança de dívida de 1963 e "encores preparados".
Zé Veloso, organizador do evento, brilhou no baixo, nas segundas vozes (1ª em "If You Need Me") e no "contexto" (literal).
Luís Filipe Colaço foi grande no solo e na harmónica (portento em "I Can't Stop Loving You").
Duarte Braz dedilhou bem a guitarra-ritmo e segurou bem a voz, mesmo quando se perdeu com as folhas no "encore" de "Crying Time" (mesmo preparado).
Luís Monteiro, benjamim do conjunto, orgulhoso da sua t-shirt dos Beatles, tocou bateria à revelia do seu médico (está em convalescença de uma intervenção cirúrgica) e pôs-se de pé para a melhor interpretação da noite, "Colours" (na minha opinião, é claro!).
Durante a récita, os Álamos tocaram "The Young Ones" (duas vezes), "Be-Bop-A-Lula" (duas vezes), "Apache", "Sleepwalk", "Cryin' Time" (duas vezes), "Detroit City", "I Should Have Known Better", "Baby It's You", "Greenback Dollar" (duas vezes), "Nivram", "Cosy", "Massachussets", "I Can't Stop Loving You", "All My Sorrows", "Mr. Tambourine Man", "If You Need Me", "Colours", "Sloop John B", "The Great Pretender" (com a ajuda do povo) e "I Saw Her Standing There" (duas vezes, é o "amen" do conjunto).
A sala estava cheia e meteu bailarico.
José Veloso intervalava a "série de 3 canções" com explicações várias sobre o conjunto, revelando nomeadamente que não tocavam juntos há uns 45 anos.
Explicou que os Álamos eram uma "espécie de choupos", um "conjunto de bacalhaus" (referência à forma das guitarras) e que durante os seus 7 anos de existência tocaram em todo o território continental, mas também na Madeira, Açores e em Angola.
"Dissolvemo-nos em 1969, sem se perceber como, talvez devido à crise académica, à tropa".
"Éramos um conjunto de baile e, graças a Deus, os bailes não faltavam, nas Faculdades, nos Liceus, nas Queimas, nas Associações. Ao princípio éramos muito Shadows, mas depois os Beatles tomaram conta disto tudo".
José Veloso, que era à época o tesoureiro dos Álamos, foi contando histórias.
Numa delas, referiu a existência de um "calote de 100 escudos" da organização do baile do 6º Ano Médico. De imediato, salta da assistência um "jovem grisalho": "Eh pá, isso agora dá 50 cêntimos. Toma lá!".
E pagou a dívida! Tinha sido, há 50 anos, o organizador desse baile, José Augusto Antunes, actualmente médico pediatra.
E, claro, com a espuma do champanhe, gritou-se o FRA, grito tradicional dos estudantes de Coimbra.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
ÁLAMOS
Oriundos de Coimbra, os Álamos foram um dos principais conjuntos yé-yé nos anos 60.
Da esquerda para a direita, Zé Veloso (baixo), Chico Faria (vocalista), em cima, Phil Colaço (solo), Nuno Figueiredo (bateria) e Duarte Braz (ritmo), em baixo.
A foto é 1963 ou 1964, segundo as melhores fontes.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
JOSÉ CID, AUTOR DOS ÁLAMOS
"O Comboio" é a primeira canção de José Cid jamais gravada.
Foi incluída neste primeiro EP dos Álamos, de Coimbra.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O GRANDE CID NA RFM
Quer se goste ou não de José Cid, um facto é indesmentível: trata-se de um sagaz entertainer para todas as gerações...
Mas o melhor é mesmo ouvi-lo na RFM no dia 31 de Dezembro de 2011 às 23H00 e no dia 01 de Janeiro de 2012 às 16H00.
Antes do concerto propriamente dito e depois de autografar o EP dos Álamos que inclui a sua primeira canção de sempre gravada em disco, "O Comboio", José Cid sentou-se às teclas: "queres ver como ainda me lembro da canção?".
Será que os técnicos da RFM gravaram este inédito, José Cid a cantar "O Comboio"?
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
YÉ-YÉ EM COIMBRA
O chamado yé-yé teve em Coimbra os seus principais baluartes nos Álamos e no Conjunto Universitário Hi-Fi. Mas outros conjuntos houve.
A primeira formação do Conjunto Universitário Os Álamos ainda manteve Rui Ressurreição, mas para a gravação do 1º EP ( "O Comboio" , Rapsódia EPF 5.305, de 1966) o grupo já era formado por Francisco Faria (voz), Luís Filipe Colaço (guitarra-solo), Duarte Manuel Brás (guitarra-ritmo), José Luís Veloso (guitarra-baixo) e José António Pereira (bateria).
"O Comboio" foi das primeiras canções jamais escritas por José Cid, que a ofereceu aos Álamos. José Cid assinava então José Cid Tavares.
O EP incluía mais três canções, curiosamente todas elas do repertório dos Beatles, mas só uma original de Lennon/McCartney, contrariamente ao que está indicado na contracapa: "The Night Before" (Lennon/McCartney), "Baby It's You" (Mack David/Barney Williams/Burt Bacharach, indicado erroneamente como sendo de Lennon/McCartney) e "Taste Of Honey" (Bobby Scott/Rick Marlow).
Os Álamos actuavam por todo o País, incluíndo Madeira (1964) e Açores (1966), e fizeram digressões por Angola (1967). Confessaram que rejeitaram contratos na África do Sul, Suiça e nas Canárias por causa dos estudos.
As sebentas sempre se sobrepuseram às violas. Continuamos como no princípio: desejosos da formatura. Não somos ié-iés furiosos. Ray Charles é o nosso monstro sagrado. Beach Boys e Beatles são também grandes para nós.
Em 1969, os Álamos editaram mais dois singles, "Stop That Game" , Sonoplay, SN-20.191 (Stop That Game/It's A New Day), e "Peter And Paul" , Sonoplay, SP 20.002 (Peter And Paul/Flip Side).
Na gravação do primeiro single participaram Carlos Correia (voz e guitarra) que substituiu Francisco Faria, José António Pereira (bateria), Luís Filipe Colaço (guitarra-ritmo), José Luís Veloso (guitarra-baixo), António José Albuquerque (teclas) e Rui Ressurreição (teclas).
"Stop That Game" é da autoria de Carlos Correia, que mais tarde acompanharia José Afonso à viola, com arranjos de Rui Ressurreição, e "It's A New Day" é uma composição de Isabel Motta e Rui Ressurreição.
No segundo e último disco dos Álamos, "Peter And Paul" é da autoria de Rui Ressurreição e Isabel Motta, enquanto "Flip Side" é da autoria exclusiva de Carlos Correia, também conhecido como Bóris, actual Doutor em Física e professor universitário em Coimbra.
Sendo Coimbra a cidade dos estudantes, seria natural que outros conjuntos universitários surgissem e em 1967 foi editado o primeiro EP do Conjunto Universtário Hi-Fi (ex-Boys) ("Back From The Shore" , Parlophone, LMEP 1271, de 1967).
Também este EP incluía uma versão dos Beatles, "I Call Your Name" (Lennon/McCartney), mas na estética dos Mamas and Papas.
As outras 3 canções são "Back From The Shore" (Carlos Correia/António Figueiredo), "Three Days Of My Life" (Carlos Correia) e "Words Of A Mad" (Carlos Correia).
Nesta altura, os Hi-Fi eram formados por Alexandre Carlos Reboxo Vaz (viola-baixo), António Manuel Sousa Freitas (bateria), Luís Manuel Bulhões Pimentel Paula de Matos (viola-ritmo), Carlos Correia (futuro Álamos, viola-solo) e Ana Maria (voz), actual professora universitária na Alemanha.
Por vezes, também Rui Ressurreição (ex-Álamos, teclas) também participava, como foi o caso do Festival da Canção do Douro, no Porto (1967) e da gravação do 1º EP.
Os Hi-Fi só editaram mais um EP, em 1968, "Crystals And Trees", Parlophone LMEP 1296, com três originais, "Crystals And Trees" (Carlos Correia), "Standing The Scene" (Carlos Canelhas/Carlos Correia) e "Running Away" (Carlos Correia) e uma versão "I See The Rain" (Campbell/Mc Aleese), dos Marmalade.
Antes das gravações dos discos, em 1965, o Conjunto Universitário Hi-Fi tinha a designação de Boys , tendo então vencido a 11ª eliminatória do Concurso Yé-Yé do Teatro Monumental, em Lisboa.
Eram então formados por Vítor Manuel (vocalista), Luís Manuel Bulhões Pimentel Paula de Matos (viola-ritmo), Alexandre Carlos Reboxo Vaz (viola-baixo), Carlos Correia (viola-solo) e António Lima (bateria).
Na transição dos Boys para os Hi-Fi (66-67), ficaram pelo caminho Vítor Manuel (voz), substituído por Ana Maria (voz) e António Lima substituído por António Manuel Sousa Freitas (bateria).
Em 1968, Duarte Brás saíu dos Álamos e com outro estudante também natural dos Açores, Ciríaco Martins, formou o duo Duarte & Ciríaco (ex-Folkers) que viria a gravar três discos (2 EPs e um single) na onda folk:
- "Nós", Sonoplay SON 100.002, de 1969, com direcção artística de Carlos Guitart: "Naufrágio" (Popular/Cristóvão Aguiar), "Canção de Embalar" (Popular), "Estrada Real" (Duarte/Fausto José) e "Trova A Este Vilancete" (Ciríaco/Francisco de Sousa (séc. XVI))
- "Duarte & Ciríaco" , Movieplay SON 100.005, s/data, com arranjos e acompanhamentos de Carlos Correia, som de Moreno Pinto e direcção artística de Rui Ressurreição: "Chária", "Bravos", "Cantares do Zé da Lata 1 e 2", todos motivos populares.
- "Duarte & Ciríaco" , Movieplay SP 20.009, s/data, com arranjos e direcção de orquestra de Thilo Krasmann, supervisão de Rui Ressurreição e som de Moreno Pinto: "Este Parte, Aquele Parte" (Rosalia de Castro/José Niza) e "Selva-Mundo" (José Niza).
O duo gravou um programa Zip-Zip para a RTP e um PBX para o RCP (João Paulo Guerra), tudo em 1969.
O "folk" veio de avião desde a América para a Terceira. Foi através da base aérea americana que a "folk music" entrou nos Açores. A nossa ambição é produzir um "folk" absolutamente português e a melodia coimbrã faz intrinsecamente parte de nós próprios.
Esta é a discografia do yé-yé (lato sensu) de Coimbra: Álamos (3), Conjunto Universitário Hi-Fi (2) e Duarte & Ciríaco (3), num total (escassíssimo) de oito discos e 26 canções:
ÁLAMOS (1966-1969):
O Comboio - Baby It's You - Taste Of Honey - Night Before (Rapsódia EPF 5305 - 1966)
Stop That Game - It's A New Day (Sonoplay SN 20.191 - 1969)
Peter And Paul - Flip Side (Sonoplay SP 20.002 - 1969)
HI-FI (1967-1968):
Back From The Shore - Three Days Of My Life - I Call Your Name - Words Of A Mad (Parlophone LMEP 1271 - 1967)
Crystals And Trees - Standing The Scene - Running Away - I See The Rain (Parlophone LMEP 1296 - 1968)
DUARTE & CIRÍACO (1969-...):
Nós - Naufrágio - Canção de Embalar - Estrada Real - Trova A Este Vilancete (Sonoplay 100.002 - 1969)
Duarte & Ciríaco - Chária - Bravos - Cantares do Zé da Lata 1 & 2 (Sonoplay 100.005 - s/data)
Duarte & Ciríaco - Este Parte, Aquele Parte - Selva-Mundo
Mas outros conjuntos yé-yé houve que também tiveram a sua projecção local, mas não discográfica.
Destes, os mais relevantes terão sido os Protões, que ficaram em segundo lugar no Festival Yé-Yé realizado em Coimbra em 1966. Havia também os Pops e os Scoubidous.
E, fundamental para a história do rock nacional, os Babies, tidos como os primeiros roqueiros portugueses.
Nasceram em Coimbra, em 1958, com José Cid (rabecão, piano e voz), António Portela (piano e acordeão), António Igrejas Bastos (bateria e voz) e Rui Nazaré (guitarra).
A verdade é que Coimbra sempre foi mais conhecida pelo seu fado e pela sua canção do que propriamente pelo yé-yé.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
A IDEIA DE FAZER UM CONJUNTO...
A ideia de fazer um conjunto musical de três guitarras eléctricas e bateria surgiu entre mim e Duarte Brás, caloiros acabados de chegar a Coimbra em 1961/62, eu de Angola e o Duarte dos Açores.
Conhecemo-nos na sede da AAC (Associação Académica de Coimbra), então ainda no “Palácio dos Grilos”, atrás dos “Gerais”, onde dávamos uns toques de viola na Tuna Académica e aprendíamos o acompanhamento à viola do Fado de Coimbra com o velho barbeiro da AAC.
O Duarte tocava e cantava bem músicas modernas de rock e country, por exemplo do Elvis, Paul Anka, Willie Nelson, Bob Dylan, porque na Ilha Terceira (sua terra natal) estava a Base Americana das Lajes e portanto havia muita e fácil divulgação desse tipo de música.
Comecei a acompanhá-lo nessas músicas, em dueto, improvisando os solos das mesmas. Com esse formato musical chegámos a tocar em algumas festas no Hotel Avenida durante o ano de 1962.
Com o aparecimento dos êxitos internacionais dos Shadows e Cliff Richard, Beatles, Byrds, Animals, Chats Sauvages, Chaussettes Noires, Richard Antonhy, Johnny Hallyday, Eddy Mitchell e outros do género, apercebemo-nos de que tínhamos que alargar o formato do nosso grupo e formar um conjunto que pudesse interpretar as músicas em voga desses famosos artistas.
Conversando com amigos e colegas, soube que o Nuno Figueiredo (meu colega nas Engenharias) tinha jeito para tocar bateria, além de a casa dele ter uma garagem onde podíamos ensaiar. O problema era comprar os instrumentos, amplificadores e microfones, assunto que ficou resolvido quando o pai do Nuno, entusiasmado pela ideia, se ofereceu para ser o “fiador” da compra a prestações dos instrumentos e equipamentos.
Assim nasceu o embrião do nosso conjunto, ainda “coxo” e sem nome. Faltava alguém que tocasse viola baixo e que de preferência tivesse a sua própria guitarra e alguém que cantasse músicas de baile, se possível italianas, pois estavam na moda, mas não eram do estilo do Duarte: Domenico Modugno, Pepino de Capri, Bobby Solo, Rita Pavone, Marino Marini, etc.
Já estávamos em 1963 e então soubemos que um recente caloiro das Engenharias, o Zé Veloso, tocava bem solo/ritmo/baixo e até tinha uma viola eléctrica. Era a cereja no topo do bolo que nos faltava!
Marcámos com ele uma audição na tal garagem e qual não foi o nosso espanto quando o Zé nos aparece todo convencido com a sua guitarra eléctrica “made in Ançã”: uma velha viola de cavilhas, com um auscultador de galena preso com fita adesiva à caixa, para captar o som para o amplificador.
Dispensámos o instrumento, ficámos com o Zé, arranjámos uma guitarra eléctrica emprestada e nasceu assim o conjunto a que chamámos Álamos, de início só um quarteto: guitarra-solo Luís Colaço (Phil), guitarra-ritmo e vocalista Duarte Brás, guitarra-baixo Zé Veloso e baterista Nuno Figueiredo. Juntámos ao grupo, por pouco tempo, um vocalista amigo do Nuno, “puto” de Medicina, especialista a cantar música italiana, o Zé Hermano Gouveia.
Uns meses mais tarde, ouvi um caloiro moçambicano de Engenharia, da “República dos 1000-y-onários”, o Xico Faria, cantar o “Only You”, dos Platters, com uma voz maravilhosa e um estilo sensacional. Logo aí o convidei para uma audição com os Álamos onde foi aceite por unanimidade, o que nos permitiu alargar o nosso reportório a outro tipo de música, dos Platters, Ray Charles, Elvis e outros artistas do género.
Foi esse quinteto (com o Zé Pereira à bateria em substituição do Nuno) que trouxe o nosso sucesso em Coimbra, Bailes de Finalistas do Liceu D. João III, bailes de Faculade, Baile de Gala e Chá Dançante das Queima das Fitas de 1964/65/66/67/68 e muitas outras cidades de Portugal, onde tocámos em Bailes de Finalistas de Liceus e Colégios, célebres Bailes de Carnaval de Loulé e de Torres Vedras, Bailes de Réveillon no Casino Estoril, Casino da Figueira, Casino da Póvoa, Clube de Leça, Clube da Covilhã e Pousada de Alpedrinha.
Além destes bailes e festas ainda tocámos durante um mês de verão no Hotel Savoy, do Funchal, no “Officer’s Mess Club” da Base Americana das Lajes (Açores) e com o Orferão Académico de Coimbra em várias cidades de Angola. Fizémos também “shows” na Televisão em programas dedicados à propaganda da Queima das Fitas de Coimbra.
No auge da nossa carreira tivémos a possibilidade de tocar na Suíça, numa conhecida estância turística de Inverno, mas nem sequer analisámos a proposta, pois estávamos todos em idade militar, com adiamento por motivo de estudos, e não nos seria certamente concedida licença militar para nos ausentarmos para o estrangeiro, tanto mais que havia um angolano e um moçambicano no grupo.
A partir de 1967 e até à dissolução dos Álamos em 1969 por combustão espontânea (cuja data nenhum de nós se recorda) e sem nenhuns problemas internos, houve várias mudanças no formato e no estilo musical do conjunto, que aproveitou a extinção do Conjunto Ligeiro do Orfeão Académico e do Conjunto Scoubidous, para integrar o Rui Ressurreição (órgão eléctrico), Tozé Albuquerque (piano e xilofone) e ainda Carlos Correia-Bóris (guitarra solo e vocalista, saindo Duarte Brás que formou o duo Duarte e Ciríaco). Deixaram o grupo nessa altura o Xico Faria (para a tropa) e o Zé Pereira (substituído pelo Luís Monteiro).
Para a memória e para a estória dos Álamos ficam três coisas muito importantes: uma amizade estreita e fraternal entre os seus membros que perdura até hoje; um testemunho audio de três discos em vinil de 45 r.p.m, o 1º dos quais de qualidade medíocre; um grande grupo de fiéis amigos e colegas (a nossa velha e incondicional claque de apoio de Coimbra) que periodicamente reunimos em convívio ao som de boa música dos anos 60/70, com fartas comidas e bebidas e, claro está, fados de Coimbra para encerrar, em especial a Balada da Despedida do VI ano Médico, cujo genial autor e intérprete foi Fernando Machado Soares.
Colaboração de Luís Filipe Colaço, em Luanda
sábado, 23 de abril de 2011
CHÁ DANÇANTE
Foi um grande Baile dos Grelados de Ciências no dia 09 de Abril de 1967 no ACM, em Coimbra.
O vocalista dos Protões, Rui Mesquita Branco actuou em grande.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
ÁLAMOS, 1964
Cortesia de Luís Filipe Colaço, dos Álamos
segunda-feira, 8 de março de 2010
NUNO FILIPE E OS ÁLAMOS (1969)
Cantiga da Manhã - Canção À Maneira De Saudade, Conforme Poema De El-Rei D. Diniz - Roteiro De Lisboa - As Barcas
Poemas de Maria Teresa Horta, música de Nuno Filipe e acompanhamento dos Álamos.
Direcção e arranjos de Rui Ressurreição, técnico de som Moreno Pinto.
Ver o poema "Roteiro De Lisboa" nos comentários de "Zé Freire" .
segunda-feira, 16 de março de 2009
3º E ÚLTIMO DISCO DOS ÁLAMOS (1969)
Peter And Paul (Rui Ressurreição/I. Motta) - Flip Side (Carlos Correia)
Colaborações de JF Beaudet (engenheiro de som), Moreno Pinto (técnico de som), Carlos Guitart (direcção artística) e Carlos Fernandes (capa).
Este é o terceiro e último disco dos Álamos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
AS GUITARRAS DE ARTUR E CARLOS PAREDES
O espectáculo tinha aberto com os Álamos. Tocámos os Chatos Selvagens, os Beatles e o mais que era repertório de um conjunto yé-yé dos anos 60, casacos de couro por cima das golas altas pretas, guitarras eléctricas em riste, gingando em uníssono à boa maneira dos Shadows, enquanto o Chico Faria cantava "The Young Ones" e as colegas punham os olhos em alvo ao som do "I Can't Stop Loving You.
Foi o sucesso do costume. Os Álamos eram mesmo um caso de popularidade.
A seguir veio o Paredes! Sem casacos negros, sem passes, sem câmaras de eco. Tocou como só ele... não há palavras! Na minha qualidade de estrela de rock and roll, senti-me pequenino, ridículo, desimportante.
A sensação de orfandade artística foi tão grande que ainda hoje me dói o recordá-la. As guitarras eléctricas tinham sido abafadas pela guitarra do Paredes!
Carlos Paredes tinha uma forma de tocar muito própria, inimitável, que infelizmente deixa pouca escola. Nem é guitarra de Coimbra nem de Lisboa. É guitarra do Paredes.
Mas a guitarra com que o Carlos Paredes tocava era uma guitarra de Coimbra feita para seu pai Artur e rejeitada por este. Diz o seu construtor que a guitarra foi rejeitada por ter tido originalmente um pequeno defeito de construção, logo reparado, que em nada lhe afectava a sonoridade ou a resistência. Mas Artur enjeitou-a... e Carlos aproveitou para fazer dela a companheira de uma vida! E que companheira...
Pessoalmente, gosto mais da música do Carlos. Os seus acordes "com assinatura", as suas dissonâncias, a sua melancolia não piegas, a sua docilidade selvagem têm o condão de me acalmar e excitar ao mesmo tempo.
Mas a guitarra de Coimbra deve muito mais ao Artur, já que foi ele o grande responsável pela configuração que o instrumento tem hoje. Foi ele que na década de 20 reinventou a guitarra de Coimbra e a emancipou da de Lisboa.
Artur Paredes queria uma guitarra capaz de produzir sonoridades que só ele antevia naquela época. Para tanto, levou o mestre João Pedro Grácio a alterar-lhe substancialmente a anatomia, ao nível do braço e da caixa de ressonância. Alterou-lhe a afinação, tornando-a mais grave. Por isso a guitarra de Coimbra afina mais baixo que a de Lisboa. Mas fez mais. Revolucionou a forma de a tocar, a técnica. E o resultado foi tal que, de instrumento essencialmente vocacionado para linhas melódicas, trinados e rodriguilhos, a guitarra de Coimbra se transformou num instrumento nobre, capaz de desenvolver acordes completos e dissonâncias muito próprias.
Diz Afonso de Sousa, guitarrista contemporâneo de Artur Paredes, que a guitarra deixou de ser tocada longitudinalmente (percorrendo-se individualmente cada corda ao longo do braço), para ser tocada transversalmente (combinando várias cordas de uma só vez, em acorde ou arpejo). E veja-se, como exemplo do seu génio, a Balada de Coimbra, uma canção que não é do Artur mas que ele transpôs para a guitarra de forma tão magistral que ninguém depois dele ousou tocá-la de forma diferente.
Mas o curioso desta história é que, à semelhança do seu filho Carlos, Artur Paredes era futrica, ainda que a Academia o considerasse como um membro seu e ele actuasse regularmente nas digressões da Tuna e do Orfeon, mesmo depois de ter ido viver para Lisboa.
No fado como no futebol, um bom futrica nunca está a mais numa equipa de estudantes.
Colaboração de José Luís Veloso, viola-baixo dos Álamos (texto de 2001)
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
1º DISCO DOS ÁLAMOS (1967)
RAPSÓDIA - EPF 5.305 - 1966
O Comboio (José Cid Tavares) - Baby It's You (Mack David/Barney Williams/Burt Bacharach - no disco está erradamente indicado Lennon/McCartney) - Taste Of Honey (Scott/Marlow) - Night Before (Lennon/McCartney)
Tendo aparecido em Coimbra há pouco mais de dois anos, o Conjunto Universitário Os Álamos é neste momento uma das grandes realidades no campo da música ligiera moderna.
Solicitado a actuar nas melhores salas de espectáculos do Continente e Ilhas, agradando ao público com os seus sucessos na Rádio Televisão Portuguesa, este Conjunto surge-nos agora com a sua primeira gravação comercial, reunindo neste 45 RPM quatro dos seus maiores sucessos:
"O Comboio" - arranjo do Conjunto, com base num trecho musical de José Cid Tavares, que dedicou e ofereceu aos Álamos.
"Baby It's You", "Taste Of Honey" e "The Night Before" - três trechos musicais presentemente no Hit-Parade, os quais têm também um arranjo do próprio Conjunto.
Os componentes deste conjunto, estudantes de várias Faculdades da Universidade de Coimbra, são:
- Francisco Faria, 3º ano de Engenharia de Máquinas - vocalista;
- Luís Filipe Colaço, 3º ano de Engenharia Cilvil - guitarra-solo;
- Duarte Manuel Brás - 4º ano de Direito - guitarra-ritmo;
- José Luís Veloso - 3º ano de Engenharia de Máquinas - guitarra-baixo;
- José António F. Pereira - 2º ano de Medicina - bateria.
Texto não assinado da contracapa do disco
domingo, 19 de outubro de 2008
EX-BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS
Saudade - O Cantar da Meia-Noite - Charamba - Lira
O antigo bastonário da Ordem dos Médicos, Germano de Sousa, é um dos quatro protagonistas deste EP, bem como Duarte Brás que foi do duo Duarte e Ciríaco e dos Álamos.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
BRIOOOOOOOOOSA!!!
Não vem ao caso os velhos companheiros que encontrei de Coimbra, da Académica e da velha guarda do jornalismo português.
O que vem ao caso é a grande conversa que mantive com o Paulo Oliveira e o Zé, da lista da Académica, que me prometeram textos sobre os tempos yé-yé em Coimbra e, sobretudo, a promessa de José Veloso, dos Álamos, que me garantiu que vai deslindar neste blogue toda a sórdida história da grande banda de Coimbra.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
2º EP DE DUARTE & CIRÍACO (S/DATA)
Chária (popular) - Bravos (popular) - Cantares do Zé da Lata 1 e 2 (popular)
Toda a gente pensa - e bem - que o duo Duarte e Ciríaco é açoreano. O que nem toda a gente provavelmente saberá é que os dois estudaram em Coimbra e que por lá fizeram também música.
Em 1967, Duarte Brás tinha 23 anos e frequentava o 4º ano de Direito. Tocava viola-ritmo nos Álamos.
Um ano mais tarde juntou-se a Ciríaco Martins, 21 anos, aluno do 3º ano de Química, e formaram os Folkers. Um dia foram à televisão, mas foram severamente criticados por cantar em inglês.
Começaram então a compôr em português, inspirando-se sobretudo no folclore alentejano. Curioso: açoreanos a estudar em Coimbra compõem em alentejano... Porquê?
Porque se trata de uma música lenta que permite chamar a atenção para a poesia.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
QUEM ERAM OS POPS?
Os Protões eram constituiídos por Jorge Carvalho (Jó), Eugénio Eliseu, Nóbrega Pontes, António Carlos e Fernando Dias (o Nando ou Fernando Beatle), já falecido.
"O Fernando assinava FoDias (o ponto era sempre uma bolinha). Era primo do Jorge Carvalho. Levou uma vida razoavelmente aventurosa, cheia de viagens e histórias", lembra Paulo Oliveira.
Carlos Martins corroborou esta impressão.
"O Jorge Carvalho - conta ainda Paulo Oliveira - está reformado, Nóbrega Pontes vive nos Camarões".
Os Pops eram então formados por Fernando Dias (viola-baixo, que vinha dos Protões) e ainda por Quim Colaço, irmão de Luís Filipe Colaço, dos Álamos, (viola-ritmo), Luís Romão (viola-solo, ex-Cocktails, vencedor do troféu "Guitarra Yé-Yé", do tal Festival), Carlos Mora (Kali) (órgão), Eugénio Eliseu (bateria, ex-Protões) e Carlos Martins, manager/relações públicas.
Eugénio Eliseu viria a ser substituído mais tarde por Luís Monteiro.
Carlos Martins lembra-se ainda que o grupo utilizava amplificadores Vox, iguais aos dos Beatles, e essa era uma das razões por que "havia tanta miúda à nossa volta".
"Claro que cantávamos canções dos Beatles, mas lembro-me muito bem de termos uma fantástica versão de "Gimme Some Loving", do Spencer Davis Group, que era cantada por Luís Romão, o único profissional da banda".
Os Pops nunca gravaram qualquer disco e nunca fizeram qualquer digressão à Madeira, apesar de o seu manager, à época, ter mandado essa notícia para os jornais.
"Apesar dos nossos truques, os Pops tocavam lindamente e não eram produto de marketing (coisa desconhecida na altura). O Kali era brilhante no órgão e piano, o Luís Monteiro um virtuoso na bateria, o Nando na viola-baixo, o Romão na guitarra e o Colaço idem", refuta Carlos Martins.
"Os nossos grandes rivais eram os Álamos. O meu irmão João é que era o manager deles", finaliza.
POPS, DE COIMBRA, COM A AJUDA DO MARKETING
É uma história deveras interessante de se contar e - para dizer a verdade - nem sei por onde começar.
O melhor mesmo é começar pelo princípio.
Numa das minhas insistentes investidas na Hemeroteca Municipal de Lisboa dei conta, na passada sexta-feira, dia 14 de Dezembro, de uma Plateia de 18 de Junho de 1968 (a da imagem).
Olhei e exclamei para mim próprio: "Mas este é o Carlos Martins! Não acredito!".
É preciso dizer que conheço o Carlos Martins desde 1976, altura em que entrou para a Agência ANOP e onde chegou - já em tempo de Lusa - a Director Comercial!. "Não acredito, é mesmo o gajo!".
Por via das dúvidas, levei o recorte da Plateia para um almoço que exactamente no dia seguinte, sábado, reunia, em Marinhais, os castiços do costume, todos ex-agências noticiosas: o Luís Pinheiro de Almeida, o irmão, João Pinheiro de Almeida, o FO (Fernando Correia de Oliveira, o nosso mestre em China, Tempo e Luxo) e o João Pedro Martins, anfitrião, dono da esplêndida moradia (com piscina) que nos acolhe.
Na ausência de Fernando Fraga da Silva, SIC, ausente em Gibraltar a tomar conta dos netos, estiveram presentes, pela primeira vez, Francisco Saraiva Marques, o nosso eterno "agenda", ainda na Lusa, e o "sr. Lino" que foi nosso Director de Pessoal (agora diz-se Recursos Humanos) e que sempre nos moeu o juízo.
Mostrei o recorte da Plateia e, no meio do ZimbroMel, atirei logo, tapando o nome e a incumbência: "quem é este gajo?" Uns diziam que sim, outros que não.
Por via das dúvidas, - again - nada melhor do que falar para o próprio! Telefonemas para a Sónia Jorge, telefonemas para o Jorge Galvão e lá se chegou ao telemóvel do Carlos Martins: "Ó pá, és tu mesmo?".
"Ó meu Deus, sou eu mesmo! És da ASAE ou quê? Há 40 anos! Já nem me lembro", riposta o actual docente universitário de Direito da Comunicação na Escola Superior de Educação, na Guarda.
Para encurtar... almocei hoje com o Carlos Martins no "Favas Contadas", no Centro Comercial Fonte Nova, em Lisboa, perto da Agência Lusa.
Carlos Martins, 58 anos, lembra-se muito pouco dessa altura. "O que nós queríamos era gajas e ainda ganhávamos algumas massas!", disse e só disso se lembra.
Carlos Martins estudava então (1967/68) na Escola de Regentes Agrícolas, na Bencanta, e depois no Colégio de S. Pedro. "Foram tempos fantásticos, fazíamos os Bailes de Finalistas, tocávamos no "Tubarão", na Figueira da Foz, fizémos um Fim de Ano no Mirasol, na Praia de Mira".
"Eu não tocava nada, mas havia virtuosos no conjunto como o Colaço. Eu estava lá por causa das miúdas. O grupo nunca gravou nada e só tocámos na Região Centro, mas mandávamos para os jornais que íamos fazer digressões na Madeira".
"E sabes como aparecíamos nos jornais? Sem a conhecer, convidei a Vera Lagoa, que tinha uma coluna no "Diário Popular" - "Bisbilhotices" - para nossa madrinha. Tiro e queda. Fomos logo falados no "Popular". Um dia telefonei ao Vasco Morgado. Atendeu-me e viémos a Lisboa. Acho que não chegámos a tocar em sítio algum. Queríamos era vir a Lisboa. O mais longe que tínhamos ido era Tomar!".
"Ah! E mandava cartas para as revistas sobre o nosso conjunto".
Isso sei eu, respondia-lhe, mostrando um recorte da Flama, de 24 de Maio de 1968, com uma carta de um tal "obsequioso correspondente" em Coimbra, de nome Carlos Francisco Mendes, que de um modo pretensamente independente e isento apresentava um novo e excelente conjunto em Coimbra, os Pops.
Ah! Ah! Ah!
O "Carlos Francisco Mendes" - "obsequioso correspondente" em Coimbra - , como já devem ter percebido, era nem mais nem menos do que o nosso Carlos Martins!
"Que gozo foram esses tempos! Os nossos adversários, em Coimbra, eram os Álamos. Era o meu irmão, João, que era o manager deles. Por isso havia essa cumplicidade e foi por isso que nasceu o meu conluio com os Pops".
Para terminar: o que mais me intriga nesta história é que trabalhei uns 30 anos com o Carlos Martins e nunca soube destas suas traquinices no yé-yé.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
CONJUNTO UNIVERSITÁRIO HI-FI
PARLOPHONE - LMEP 1271 - 1967
Luís Manuel Bulhões Pimentel Paula de Matos (viola-ritmo), Alexandre Carlos Reboxo Vaz (viola-baixo), António Manuel Sousa Freitas (bateria), Ana Maria (vocalista) e Carlos Correia (Viola-solo) formam o quinteto Hi-Fi.
Trata-se de um grupo de estudantes oriundo de Coimbra que pretende atingir lugar de relevo no nosso firmamento radiofónico através da imposição de um estilo subjectivo.
Com entusiasmo, vibração e segurança, os aludidos jovens apresentam na "micro" de estreia os trechos "Back From The Shore", "Three Days Of My Life", "Words Of A Mad" (todos com a chancela de Carlos Correia) e "I Call Your Name" (adaptação da melodia lançada pelos guedelhudos The Beatles).
Um grupo moderno de futuro promissor.
Paulo de Medeiros, in Diário Popular, 19 de Maio de 1967