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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ZOO


Foto dos Zoo tirada numa festa dos finalistas de Agronomia (em 1969...?), na Tapada da Ajuda, Lisboa, em que também participou A Chave.

Na 1ª  fila, da esquerda para a direita: Vitor Alves, Guilherme Inês, e Gabriel Soares (vê-se bem que já estava na tropa).

Na 2ª fila, pela mesma ordem: José Nunes Carvalho, Fernando Couceiro e Artur Azinhais.

Colaboração de Queirosiano, em Londres

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

BOÎTE O PESCADOR


Bilhete da boîte "O Pescador", em Albufeira, imagem cortesia de Memória Fotográfica.

Foi a partir desta boîte, por exemplo, que Assis Pacheco deu a conhecer a Filarmónica Fraude a todo o Mundo.

Foi também em "O Pescador" que António Macedo filmou A Chave para o documentário "Albufeira".

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A CHAVE


Caricatura de página inteira da banda portuguesa A Chave, da autoria de Jorge Gil, um dos patrões do Em Órbita.

A Chave era em 1969 constituída por José Luís Quintino, 4º ano de Belas-Artes, viola-solo, António José Figueiredo, 2º ano de Ciências, viola-baixo, Mário Jorge Cirilo, 2º ano de Ciências, bateria, Óscar Carvalho, Técnico, órgão, e Nicholas Boothman, único estrangeiro, vocalista.

José Prazeres, 23 anos, 4º ano de Belas-Artes, era o "delegado do conjunto".

Ao "Diário Popular" de 11 de Janeiro de 1969, disse que as raízes da música portuguesa darão, numa forma evolutiva, uma resultante válida, integrada num conjunto de música ligeira de nível internacional.

Entre nós existem apenas alguns autênticos compositores, em todos os sentidos, de música moderna portuguesa válida - dr. José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Carlos Paredes. Creio que deve ser tudo.


A banda começou a tocar em Julho de 1968 na boîte Relógio, propriedade do artista com o mesmo nome, então sita na Rua do Olival (à Lapa). Tinha sido inaugurada no dia 13 de Maio de 1967 e por lá passaram muitas bandas como o Quinteto Académico+2, os Chinchilas e Don Byas Trio, com Mike Carr e Adrien Ransy, entre outros..

Passaram o Verão em Albufeira, na boîte Pescador, do Hotel Sol e Mar.

Encheram a pequena casa que chegou a levar 286 pessoas ao mesmo tempo.

O nosso conjunto, embora não toque música muito comercial, pois quase só interpretamos blues e temas antigos, nada de hit parades, está feito de modo um pouco comercial. Quero dizer, começamos por ter um elemento inglês, o que chama logo a atenção.

Depois, o nosso técnico, Luciano Pires, inventou uma máquina electrónica muito perfeita que oferece um jogo de luzes completamente inédito. Funciona de acordo com a música e isso cria um estado psicológico absolutamente extraordinário.

Em Albufeira, o público, que nunca bate palmas numa boîte, aplaudia-nos depois de cada música, atirava-se para o palco e delirava completamente.

Mas há também outra coisa: até aqui somos os únicos a ter um estilo próprio, definido. Traz as suas vantagens, mas há quem nos critique por isso. De qualquer modo, resolvemos tocar aquilo de que gostamos e impôr essa música ao público.

Os nossos conjuntos costumam saber o que o público gosta e tocarem isso mesmo. Não têm um estilo próprio.


Na época de Outubro interromperam os espectáculos por causa dos exames e depois participaram num filme do arquitecto António Macedo, "Albufeira". Gravaram a banda sonora, mas divergências posteriores impediram a sua edição comercial.

É difícil, aqui em Portugal, impor os valores jovens. Todas as tentativas são cortadas de base e não nos deixam progredir. As casas de discos, por exemplo, concedem-nos dois dias para gravar um disco com quatro músicas. Em Inglaterra e em muitos outros países dão, pelo menos, uma semana.

O Relógio viria a dar nos Stones.