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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
GOA 01
sábado, 17 de abril de 2010
CRÓNICAS DA AMÉRICA
"Crónicas Da América - Na Rota Dos Grandes Espaços Da Música E Do Cinema", Luís Miguel Mira, Fonte da Palavra, 2010, 160 págs., 15 €
António Manuel Ribeiro, líder dos UHF, apresenta hoje às 16H30, na Livraria Bucholz, em Lisboa, (rua Duque de Palmela, 4), o livro de estreia de Luís Miguel Mira, "Crónicas da América", cujo berço foi este blogue.
António Manuel Ribeiro, líder dos UHF, apresenta hoje às 16H30, na Livraria Bucholz, em Lisboa, (rua Duque de Palmela, 4), o livro de estreia de Luís Miguel Mira, "Crónicas da América", cujo berço foi este blogue.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
CRÓNICAS DA AMÉRICA
"Crónicas Da América - Na Rota Dos Grandes Espaços Da Música E Do Cinema", Luís Miguel Mira, Fonte da Palavra, 2010, 160 págs., 15 €
Dando sequência a algumas sugestões que me foram feitas nesse sentido, dentro e fora deste blogue, dirigi-me a uma editora que me foi especialmente recomendada - Fonte da Palavra - para tentar saber quanto é que me custaria fazer uma pequena edição de uma trintena de exemplares dos meus textos sobre a América, para oferecer aos Amigos, incluindo, naturalmente, os viajantes deste “blogue”.
A Fonte da Palavra tem o sentido do risco e, depois de ter lido os textos, propôs-se ela própria fazer uma edição mais alargada e mais cuidada, com o objectivo de ser comercializada.
Assim nasceu o livro “Crónicas da América – Na rota dos grandes espaços da Música e do Cinema”, que deverá ser lançado durante o próximo mês de Março.
Como já tive oportunidade de dizer a alguns de vós, estou céptico quanto à “obra”. Enquanto “brincadeira de Amigos” funcionou bem… Mas “mails” e “blogues” são leitura efémera e descartável, coisas de ler e seguir em frente. Livro é coisa mais séria. De ler e voltar a ler, de pôr ao colo, de acariciar… E aí não sei se vai funcionar tão bem… Mas com tanta merda que se edita neste país, não será grave!
É claro que conto com o prazer da presença dos viajantes deste “blogue” no pequeno evento de apresentação pública, que se realizará em local e data que vos comunicarei logo que possível.
Até lá, e como não vos posso “abrir o apetite” com nenhum texto, porque vocês já os conhecem a todos, deixo-vos com a capa e com a “Apresentação”. O resto, verão quando tiverem o livro na mão!
Um abraço do
LM
APRESENTAÇÃO
O livro que o Leitor tem nas suas mãos não nasceu para o ser.
Eu explico-me melhor.
Durante todo o mês de Julho de 2009 fiz, na companhia da Cristina, uma viagem por diversos Estados dos EUA: Califórnia, Nevada, Utah e Arizona.
Algum tempo depois de regressar, comecei a enviar para um reduzido número de amigos, por pura brincadeira, pequenos textos acompanhados de fotografias, alusivos a pessoas, locais ou efemérides do nosso interesse comum.
O motivo para tais brincadeiras era óbvio: gostando nós muito do Cinema e da Música americana, e estando os Estados Unidos impregnados dessas memórias, estava constantemente a tropeçar nelas em cada esquina… Andavam à solta e era só deitar a mão e apanhar…
Por iniciativa de um desses amigos, a primeira “crónica” foi publicada no “Ié-Ié”, o “blogue” de Luis Pinheiro de Almeida (http://guedelhudos.blogspot.com/). O mote estava lançado e esse foi "the beginning of a beautiful friendship”…
Texto puxa comentário, comentário puxa texto e dei comigo a fazer, uma após outra e durante precisamente um ano, 44 crónicas, todas publicadas no referido “blogue”. Ao escrever revivia, com indisfarçável prazer, essas memórias e fazia uma espécie de “Diário”, que não tive oportunidade de fazer durante a viagem.
A ideia de juntar todos os textos num só volume, para oferecer aos amigos, surgiu naturalmente. A da divulgação junto de um público mais vasto surgiu mais tarde, e é da responsabilidade do meu Editor.
Com excepção de um ou outro pormenor, estes textos são publicados tal qual foram escritos, e tornar-se-á evidente, para o Leitor, o tom informal, despretensioso e de confraternização que esteve na sua origem. Deliberadamente, nada foi alterado.
Muito embora sejam mencionados neste livro um número muito significativo de locais - cidades, hóteis, restaurantes, salas de espectáculo, monumentos, parques naturais, etc - não espere o Leitor ficar com uma informação muito detalhada sobre cada um deles. O que me interessou foi evocar as memórias pessoais que esses locais convocam, e não pôr em evidência informações tipo “guia de viagens” que o Leitor encontrará, sem grande dificuldade, na Internet ou em toda a vasta gama de literatura de viagens que se encontra disponível sobre os EUA.
Um último esclarecimento no que respeita às fotografias: os textos iniciais foram acompanhados de mais de 400 fotografias, número incomportável para um livro desta natureza. As fotografias foram, por isso, reduzidas a cerca de metade na presente edição, tendo sido eu o único responsável pela sua selecção.
É provável, por isso, que o Leitor venha a encontrar, aqui e acolá, referências a fotografias que não irá encontrar no livro e esse facto é particularmente visível nos textos finais, mais sobrecarregados de fotografias. Só havia duas alternativas: truncar os textos ou retirar as fotografias, e optei por esta última.
Uma última advertência: se alguma nostalgia atravessar este livro, o Leitor que me desculpe, mas “memories are made of this”…
Dando sequência a algumas sugestões que me foram feitas nesse sentido, dentro e fora deste blogue, dirigi-me a uma editora que me foi especialmente recomendada - Fonte da Palavra - para tentar saber quanto é que me custaria fazer uma pequena edição de uma trintena de exemplares dos meus textos sobre a América, para oferecer aos Amigos, incluindo, naturalmente, os viajantes deste “blogue”.
A Fonte da Palavra tem o sentido do risco e, depois de ter lido os textos, propôs-se ela própria fazer uma edição mais alargada e mais cuidada, com o objectivo de ser comercializada.
Assim nasceu o livro “Crónicas da América – Na rota dos grandes espaços da Música e do Cinema”, que deverá ser lançado durante o próximo mês de Março.
Como já tive oportunidade de dizer a alguns de vós, estou céptico quanto à “obra”. Enquanto “brincadeira de Amigos” funcionou bem… Mas “mails” e “blogues” são leitura efémera e descartável, coisas de ler e seguir em frente. Livro é coisa mais séria. De ler e voltar a ler, de pôr ao colo, de acariciar… E aí não sei se vai funcionar tão bem… Mas com tanta merda que se edita neste país, não será grave!
É claro que conto com o prazer da presença dos viajantes deste “blogue” no pequeno evento de apresentação pública, que se realizará em local e data que vos comunicarei logo que possível.
Até lá, e como não vos posso “abrir o apetite” com nenhum texto, porque vocês já os conhecem a todos, deixo-vos com a capa e com a “Apresentação”. O resto, verão quando tiverem o livro na mão!
Um abraço do
LM
APRESENTAÇÃO
O livro que o Leitor tem nas suas mãos não nasceu para o ser.
Eu explico-me melhor.
Durante todo o mês de Julho de 2009 fiz, na companhia da Cristina, uma viagem por diversos Estados dos EUA: Califórnia, Nevada, Utah e Arizona.
Algum tempo depois de regressar, comecei a enviar para um reduzido número de amigos, por pura brincadeira, pequenos textos acompanhados de fotografias, alusivos a pessoas, locais ou efemérides do nosso interesse comum.
O motivo para tais brincadeiras era óbvio: gostando nós muito do Cinema e da Música americana, e estando os Estados Unidos impregnados dessas memórias, estava constantemente a tropeçar nelas em cada esquina… Andavam à solta e era só deitar a mão e apanhar…
Por iniciativa de um desses amigos, a primeira “crónica” foi publicada no “Ié-Ié”, o “blogue” de Luis Pinheiro de Almeida (http://guedelhudos.blogspot.com/). O mote estava lançado e esse foi "the beginning of a beautiful friendship”…
Texto puxa comentário, comentário puxa texto e dei comigo a fazer, uma após outra e durante precisamente um ano, 44 crónicas, todas publicadas no referido “blogue”. Ao escrever revivia, com indisfarçável prazer, essas memórias e fazia uma espécie de “Diário”, que não tive oportunidade de fazer durante a viagem.
A ideia de juntar todos os textos num só volume, para oferecer aos amigos, surgiu naturalmente. A da divulgação junto de um público mais vasto surgiu mais tarde, e é da responsabilidade do meu Editor.
Com excepção de um ou outro pormenor, estes textos são publicados tal qual foram escritos, e tornar-se-á evidente, para o Leitor, o tom informal, despretensioso e de confraternização que esteve na sua origem. Deliberadamente, nada foi alterado.
Muito embora sejam mencionados neste livro um número muito significativo de locais - cidades, hóteis, restaurantes, salas de espectáculo, monumentos, parques naturais, etc - não espere o Leitor ficar com uma informação muito detalhada sobre cada um deles. O que me interessou foi evocar as memórias pessoais que esses locais convocam, e não pôr em evidência informações tipo “guia de viagens” que o Leitor encontrará, sem grande dificuldade, na Internet ou em toda a vasta gama de literatura de viagens que se encontra disponível sobre os EUA.
Um último esclarecimento no que respeita às fotografias: os textos iniciais foram acompanhados de mais de 400 fotografias, número incomportável para um livro desta natureza. As fotografias foram, por isso, reduzidas a cerca de metade na presente edição, tendo sido eu o único responsável pela sua selecção.
É provável, por isso, que o Leitor venha a encontrar, aqui e acolá, referências a fotografias que não irá encontrar no livro e esse facto é particularmente visível nos textos finais, mais sobrecarregados de fotografias. Só havia duas alternativas: truncar os textos ou retirar as fotografias, e optei por esta última.
Uma última advertência: se alguma nostalgia atravessar este livro, o Leitor que me desculpe, mas “memories are made of this”…
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
GOD BLESS AMERICA 01
This is the end, my beautiful friends, the end…!
Faz amanhã, 19 de Setembro, precisamente um ano que vos enviei a primeira destas “crónicas”, uma brincadeira a propósito do Gram Parsons. Nunca me passou pela cabeça ficar um ano agarrado a isto, mas estas coisas são como as cerejas…
Tinha prometido a mim próprio acabar no dia em que passasse um ano sobre o final da viagem (1 de Agosto), mas Junho e Julho foram meses complicados e muita coisa iria ficar pendurada. Decidi, então, que a data do fim de festa iria ser 19 de Setembro. Mas vai calhar num Sábado e eu não escrevo ao Sábado, muito menos em dia de piquenique…
Se a contabilidade não me falha, ao longo destes 365 dias enviei-vos, contando com esta, 43 “crónicas”, acompanhadas por 421 fotografias. Dá uma média de quase 4 por mês, nada desprezível nos tempos que correm…
Já confidenciei a alguns de vós que esta minha febre da escrita teve, também, motivações egoístas… Eu tinha decidido que, desta vez, iria escrever um “diário de viagem” nos Estados Unidos, e até cheguei a comprar um bonito livrinho para esse efeito. Nos primeiros tempos ainda a coisa foi…. Mas os dias eram cansativos e a força na mão foi-me faltando… Dos longos textos iniciais passei a grandes sínteses, daí a meras anotações para completar mais tarde e depois a …. rigorosamente nada! Daí que a feitura destes textos me tenha proporcionado uma excelente oportunidade para organizar toda essa memória. E vocês foram as minhas simpáticas cobaias, que aguentaram estoicamente o embate sem qualquer recriminação, pelo menos pública…! Não tenho dúvidas que daqui a uns anos, se cá estiver, ao reler esses textos irei sentir o prazer de reviver este passado e relembrar a vossa companhia…
O que é que se escreve numa última “crónica”…? Diz-se do prazer que se teve em aqui estar e alvitra-se que, quem sabe, um dia voltaremos… Mas o meu prazer foram-no vocês testemunhando ao longo dos tempos e, quanto ao resto, não faço tenções de aqui voltar por idênticos motivos, tanto mais que não devemos voltar aos sítios onde fomos felizes…
Decidi então falar, por último, das pessoas e da “Stars and Stripes”, a célebre bandeira dos Estados Unidos. O que é que uma coisa tem a ver com a outra, perguntar-me-ão vocês…? Lá iremos…
Constato que falei muito pouco das pessoas ao longo destas “crónicas”, o que não fica nada bem a um sociólogo…Uma boa parte das pessoas que conheço não gosta muito dos americanos. Chamam-lhes isto, aquilo e aqueloutro, tipo povo imbecil que se alimenta de hamburguers e panquecas e elege políticos incompetentes…
Mas tenho eu o direito de odiar os alemães por mergulharem em gorduras e terem posto o Hitler no poder…? Ou os espanhóis pelo Franco e por comerem pão de plástico…? E os italianos por Mussolini, Berlusconi e pela pizza…? Os franceses por Vichy e por não saberem fazer café…? Os portugueses por Salazar e pelo cozido à portuguesa…? É claro que não…. Então porque raio hei-de odiar os americanos por esses motivos…!!??
Durante um mês tive provas de solidariedade e entreajuda que duvido que tivesse em Portugal, nas mesmas circunstâncias: em Sausalito, um fulano parou o carro, deu-me luzes e mudou-me ele próprio, sozinho, um pneu furado, sem que lhe tivesse feito um único gesto a pedir ajuda; em San Francisco conduziram-me a uma garagem de recauchutagem de pneus quando perceberam que dificilmente lá chegaria sozinho; perto de Point Reys um carro patrulha da polícia viu-me em dificuldades e conduziu-me, sirene ligada, ao posto de gasolina mais próximo; no Grand Canyon, um simpático “motard” disponibilizou-se para me emprestar a sua bela Harlet-Davidson para dar uma voltinha; e por aí fora, já sem falar da simpatia que, em geral, sempre encontrámos nos contactos quotidianos. E comi lindamente em todos os Estados, tal como vos fui contando….
Não sei se, como muita gente me diz, essa abertura ao outro é consequência psicológica do “11 de Setembro” ou se é um efeito “pré-Obama” (a minha viagem foi quatro meses antes das eleições), mas o certo é que senti este povo muito mais simpático agora do que quando por lá tinha passado há vinte e sete anos, em plena época “reaganiana”…
Os americanos gostam imenso da sua bandeira, e eu também. Sei muito bem que, em nome do ideal de Liberdade associado a essa bandeira, enormes atrocidades foram cometidas ao longo dos séculos por esse Mundo fora. E a minha costela pessimista diz-me que o continuarão a ser, passada esta lufada de ar fresco e de boa vontade… Mas não posso deixar de a achar bonita, a bandeira…
Encontrei-a por todo o lado, e a seguir vos deixo alguns exemplos:
É por isso que, depois de ter visto tanta coisa bonita, encontrado tanta gente simpática, comido e bebido tão bem, só posso juntar a minha voz à de Irvin Berlin e gritar também, bem alto
GOD BLESS AMERICA!
Keep on the sunny side of life!
Lisboa, 18 de Setembro de 2009
Colaboração de Luís Mira
PS1: Por iniciativa do Hugo Santos/Gin-Tonic e especial cortesia do Luís Pinheiro d'Almeida, a maior parte destas "crónicas americanas" foram também publicadas no "blog Ié-Ié". Um abraço de reconhecimento ao Luís e a toda essa comunidade bloguista que, com os seus comentários, me proporcionou momentos de agradável cavaqueira e de enriquecimento pessoal: a Karocha, a Teresa, o Camilo, o Daniel Bacelar, o Filhote, o Gouveia, o Jack Kerouac, o JC, o José, o Rato, o S(LB) e outros cujo nome me poderá escapar. Eu hei-de ir, hei-de voltar com o vento...
PS2: Se o texto não tivesse sido escrito a 18 de Setembro, poderia ter acrescentado outros nomes: as Teresas, a Maria Júlia, o Comendador "Despe T.Shirts"...
LM
Faz amanhã, 19 de Setembro, precisamente um ano que vos enviei a primeira destas “crónicas”, uma brincadeira a propósito do Gram Parsons. Nunca me passou pela cabeça ficar um ano agarrado a isto, mas estas coisas são como as cerejas…
Tinha prometido a mim próprio acabar no dia em que passasse um ano sobre o final da viagem (1 de Agosto), mas Junho e Julho foram meses complicados e muita coisa iria ficar pendurada. Decidi, então, que a data do fim de festa iria ser 19 de Setembro. Mas vai calhar num Sábado e eu não escrevo ao Sábado, muito menos em dia de piquenique…
Se a contabilidade não me falha, ao longo destes 365 dias enviei-vos, contando com esta, 43 “crónicas”, acompanhadas por 421 fotografias. Dá uma média de quase 4 por mês, nada desprezível nos tempos que correm…
Já confidenciei a alguns de vós que esta minha febre da escrita teve, também, motivações egoístas… Eu tinha decidido que, desta vez, iria escrever um “diário de viagem” nos Estados Unidos, e até cheguei a comprar um bonito livrinho para esse efeito. Nos primeiros tempos ainda a coisa foi…. Mas os dias eram cansativos e a força na mão foi-me faltando… Dos longos textos iniciais passei a grandes sínteses, daí a meras anotações para completar mais tarde e depois a …. rigorosamente nada! Daí que a feitura destes textos me tenha proporcionado uma excelente oportunidade para organizar toda essa memória. E vocês foram as minhas simpáticas cobaias, que aguentaram estoicamente o embate sem qualquer recriminação, pelo menos pública…! Não tenho dúvidas que daqui a uns anos, se cá estiver, ao reler esses textos irei sentir o prazer de reviver este passado e relembrar a vossa companhia…
O que é que se escreve numa última “crónica”…? Diz-se do prazer que se teve em aqui estar e alvitra-se que, quem sabe, um dia voltaremos… Mas o meu prazer foram-no vocês testemunhando ao longo dos tempos e, quanto ao resto, não faço tenções de aqui voltar por idênticos motivos, tanto mais que não devemos voltar aos sítios onde fomos felizes…
Decidi então falar, por último, das pessoas e da “Stars and Stripes”, a célebre bandeira dos Estados Unidos. O que é que uma coisa tem a ver com a outra, perguntar-me-ão vocês…? Lá iremos…
Constato que falei muito pouco das pessoas ao longo destas “crónicas”, o que não fica nada bem a um sociólogo…Uma boa parte das pessoas que conheço não gosta muito dos americanos. Chamam-lhes isto, aquilo e aqueloutro, tipo povo imbecil que se alimenta de hamburguers e panquecas e elege políticos incompetentes…
Mas tenho eu o direito de odiar os alemães por mergulharem em gorduras e terem posto o Hitler no poder…? Ou os espanhóis pelo Franco e por comerem pão de plástico…? E os italianos por Mussolini, Berlusconi e pela pizza…? Os franceses por Vichy e por não saberem fazer café…? Os portugueses por Salazar e pelo cozido à portuguesa…? É claro que não…. Então porque raio hei-de odiar os americanos por esses motivos…!!??
Durante um mês tive provas de solidariedade e entreajuda que duvido que tivesse em Portugal, nas mesmas circunstâncias: em Sausalito, um fulano parou o carro, deu-me luzes e mudou-me ele próprio, sozinho, um pneu furado, sem que lhe tivesse feito um único gesto a pedir ajuda; em San Francisco conduziram-me a uma garagem de recauchutagem de pneus quando perceberam que dificilmente lá chegaria sozinho; perto de Point Reys um carro patrulha da polícia viu-me em dificuldades e conduziu-me, sirene ligada, ao posto de gasolina mais próximo; no Grand Canyon, um simpático “motard” disponibilizou-se para me emprestar a sua bela Harlet-Davidson para dar uma voltinha; e por aí fora, já sem falar da simpatia que, em geral, sempre encontrámos nos contactos quotidianos. E comi lindamente em todos os Estados, tal como vos fui contando….
Não sei se, como muita gente me diz, essa abertura ao outro é consequência psicológica do “11 de Setembro” ou se é um efeito “pré-Obama” (a minha viagem foi quatro meses antes das eleições), mas o certo é que senti este povo muito mais simpático agora do que quando por lá tinha passado há vinte e sete anos, em plena época “reaganiana”…
Os americanos gostam imenso da sua bandeira, e eu também. Sei muito bem que, em nome do ideal de Liberdade associado a essa bandeira, enormes atrocidades foram cometidas ao longo dos séculos por esse Mundo fora. E a minha costela pessimista diz-me que o continuarão a ser, passada esta lufada de ar fresco e de boa vontade… Mas não posso deixar de a achar bonita, a bandeira…
Encontrei-a por todo o lado, e a seguir vos deixo alguns exemplos:
É por isso que, depois de ter visto tanta coisa bonita, encontrado tanta gente simpática, comido e bebido tão bem, só posso juntar a minha voz à de Irvin Berlin e gritar também, bem alto
GOD BLESS AMERICA!
Keep on the sunny side of life!
Lisboa, 18 de Setembro de 2009
Colaboração de Luís Mira
PS1: Por iniciativa do Hugo Santos/Gin-Tonic e especial cortesia do Luís Pinheiro d'Almeida, a maior parte destas "crónicas americanas" foram também publicadas no "blog Ié-Ié". Um abraço de reconhecimento ao Luís e a toda essa comunidade bloguista que, com os seus comentários, me proporcionou momentos de agradável cavaqueira e de enriquecimento pessoal: a Karocha, a Teresa, o Camilo, o Daniel Bacelar, o Filhote, o Gouveia, o Jack Kerouac, o JC, o José, o Rato, o S(LB) e outros cujo nome me poderá escapar. Eu hei-de ir, hei-de voltar com o vento...
PS2: Se o texto não tivesse sido escrito a 18 de Setembro, poderia ter acrescentado outros nomes: as Teresas, a Maria Júlia, o Comendador "Despe T.Shirts"...
LM
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
"COAST TO COAST" IRLANDÊS
Devem ser uns 200 km de Dublin a Galway, na sua grande maioria já em auto-estrada acabada de inaugurar. Como em Portugal, não há Garda (polícia) nas estradas, mas há gelo e flocos de neve e... obras!
Deixando a literatura de viagem para quem sabe da poda, só quereria anotar que nas duas cidades entrei apenas em 4 discotecas: HMV e Zhivago, em Galway, e HMV e Sky (aeroporto), em Dublin.
Sinal dos tempos - aleluia Amazon! - em qualquer delas entrei com alguma lista de compras, nem sequer mínima. Zero! Nem sabia o que havia de comprar. Ia mesmo à aventura e tudo o que viesse à rede era peixe.
Não vale a pena. É tudo muito mais barato na Amazon. Contentei-me com uns discos (antigos) de Natal (Jackson 5, James Brown, tradicionais irlandeses), uma novidade em promoção, Grizzly Bear, e uma outra (excelente) promoção da própria HMV, "My Inspiration". E foi tudo!
Discos nas discotecas é chão que já deu uvas...
Deixando a literatura de viagem para quem sabe da poda, só quereria anotar que nas duas cidades entrei apenas em 4 discotecas: HMV e Zhivago, em Galway, e HMV e Sky (aeroporto), em Dublin.
Sinal dos tempos - aleluia Amazon! - em qualquer delas entrei com alguma lista de compras, nem sequer mínima. Zero! Nem sabia o que havia de comprar. Ia mesmo à aventura e tudo o que viesse à rede era peixe.
Não vale a pena. É tudo muito mais barato na Amazon. Contentei-me com uns discos (antigos) de Natal (Jackson 5, James Brown, tradicionais irlandeses), uma novidade em promoção, Grizzly Bear, e uma outra (excelente) promoção da própria HMV, "My Inspiration". E foi tudo!
Discos nas discotecas é chão que já deu uvas...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
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