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quinta-feira, 12 de abril de 2018
1º TOP PORTUGUÊS
Este terá sido o primeiro top de vendas de discos em Portugal, publicado no dia 12 de Abril de 1969 pelo suplemento "A Mosca", do "Diário de Lisboa", com o título "Bolsa do Disco", já lá vão 49 anos!
Foi seu incentivador o jornalista João Paulo Guerra, o mesmo autor que deu origem à expressão nacional-cançonetismo, criada por José Cardoso Pires.
Era então um top arrepiantemente amador (aos olhos de hoje), sem qualquer base científica.
O jornalista limitou-se a telefonar para duas discotecas lisboetas, Estabelecimentos Melodia e Discoteca Universal (na semana seguinte acrescentaria uma terceira, a Valentim de Carvalho), para indagar os discos mais vendidos.
Não obstante o carácter absolutamente empírico, é-lhe devido o mérito de ter sido pioneiro.
Um verdadeiro top "científico", o primeiro electrónico em toda a Europa, a par do britânico, só aconteceu 28 anos depois, em 1997, com a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).
Explicou João Paulo Guerra o seu primeiro top:
Contrariamente ao que acontece nas grandes capitais, os números das vendas do disco não chegam ao grande público. Ficam no segredo das contabilidades.
"A Mosca" pretende penetrar nessa terra proibida e dá a conhecer os êxitos que nesta semana tiveram mais procura de público. (Cotações obtidas nos Est. Melodia e Discoteca Universal).
E o primeiro top de vendas de discos português foi o seguinte:
45 rpm
1 - Atlantis - Donovan
2 - Ob-La-Di, Ob-La-Da - Marmalade
3 - First Of May - Bee Gees
4 - Desfolhada Portuguesa - Simone
5 - Ob-La-Di, Ob-La-Da - Beatles
6 - Bella Linda - Grassroots
7 - Hey Jude - Wilson Pickett
8 - Monsieur Dupont - Sandie Shaw
9 - Crimson And Clover - Tommy James and the Shondells
10 - Ai Chico, Chico - Amália
33 rpm
1 - Funny Girl
2 - The Beatles
3 - Oliver
4 - Cantares do Andarilho - José Afonso
5 - O Inimitável - Roberto Carlos
nota do editor: à época, ainda "The Beatles" não era conhecido como álbum branco.
"Atlantis" foi eleita pelo emblemático programa "Em Órbita", do Rádio Clube Português, a melhor canção de 1969.
Em todo o caso, o primeiro top português de discos tout court terá surgido em 1959.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
GRANDE PRÉMIO DO DISCO FAZ 50 ANOS!
O Grande Prémio do Disco, espécie de top, faz hoje 50 anos!
Foi organizado pela revista "Rádio & Televisão" e pelos emblemáticos programas da Rádio Renascença, "Enquanto For Bom Dia" e "23ª Hora".
Basicamente, o top funcionava com os votos semanais dos leitores e dos ouvintes.
Para a história, eis o 1º Grande Prémio do Disco, datado de 11 de Setembro de 1965:
1 - Help! - Beatles
2 - Esquece - Ekos
3 - Capri C'Est Fini - Hervé Vilard
4 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
5 - House Without Windows - Cliff Richard
6 - C'Est La Première Fois - Felix Marten
7 - Trains And Boats And Planes - Burt Bacharach
8 - Quand Un Bateau Passe - Claude François
9 - With These Hands - Tom Jones
10 - De Homem Para Homem - Tony de Matos
Ver mais informação aqui.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O 1º TOP PORTUGUÊS DE DISCOS
Salvo opinião em contrário, este terá sido o primeiro top português de discos, baseado não em vendas, mas em votação popular, estilo concurso.
"Hit Parade - Estúdio" foi o título escolhido.
Foi organizado por Carlos Ricardo na revista "Estúdio" no dia 05 de Março de 1959, há 53 anos!
O top era quinzenal e para a sua votação, o crítico de música da revista colocava à consideração uma série de gravações. O leitor escolhia três.
A partir deste número - escrevia a revista dedicada ao cinema, mas com páginas reservadas à música - "No Mundo do Disco" apresentará, quinzenalmente, um concurso que, decerto, irá conquistar todos os nossos leitores, pois além de constituir um bom motivo de competição entre as canções mais apreciadas durante a quinzena, ainda oferece alguns prémios valiosos.
O podium deste primeiro top foi o seguinte:
01 - Uma Mão Cheia De Sol - Quarteto Renato Bery e cançonetistas Rio e Lya Mion (Telefunken)
02 - Cabecita No Ombro - Gregório Barrios (Parlophone)
03 - King Creole e As Long As I Have You - Elvis Presley (RCA)
Este top tinha expressão radiofónica:
Na Rádio Peninsular, todos os sábados cerca das 15 horas e 30 minutos, a revista Estúdio de colaboração com o programa "Passatempo Para Jovens" apresenta uma rubrica musical dedicada ao novo concurso "Hit Parade - Estúdio".
A partir de 1960, este top passou a designar-se "Os Mais Populares do Disco".
Quanto ao primeiro top de vendas, o primeiro terá sido, por inquérito, publicado no suplemento "A Mosca", do "Diário de Lisboa" no dia 12 de Abril de 1969 com o título "Bolsa do Disco".
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
GRANDE PRÉMIO DO DISCO
O Grande Prémio do Disco era uma espécie de top (por votação) existente em Portugal em 1965/66.
Foi organizado pela revista "Rádio & Televisão" e pelos programas (excelentes e emblemáticos) da Rádio Renascença, "Enquanto For Bom Dia" e "23ª Hora".
Basicamente, o top funcionava com os votos semanais dos leitores e dos ouvintes (gastei muito selo dos Correios, daqueles do cavalinho, D. Dinis).
Para a história, eis o 1º Grande Prémio do Disco, datado de 11 de Setembro de 1965:
1 - Help! - Beatles
2 - Esquece - Ekos
3 - Capri C'Est Fini - Hervé Vilard
4 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
5 - House Without Windows - Cliff Richard
6 - C'Est La Première Fois - Felix Marten
7 - Trains And Boats And Planes - Burt Bacharach
8 - Quand Un Bateau Passe - Claude François
9 - With These Hands - Tom Jones
10 - De Homem Para Homem - Tony de Matos
Como é fácil de ver - aos olhos de hoje - o povo estava mesmo baralhado quanto às suas opções. Nem sequer a indústria discográfica se equipava com singles para as suas estratégias de promoção e de marketing.
Em suma, a indústria discográfica era naquela altura praticamente inexistente.
Os Beatles aguentaram 5 semanas no primeiro lugar (quem disse que os portugueses preferiam os Rolling Stones aos Beatles? Nesta lista de 50 canções, a melhor coisa que os Stones conseguem é um 14º lugar com "Satisfaction"), tendo sido substituídos no cimo, a 16 de Outubro de 1965, por "Hully Gully do Montanhês", do Conjunto Académico João Paulo ("Satisfaction" só tinha subido para 7º).
Como o povo precisava de arejar - para esquecer a guerra colonial e outras agruras do regime ditatorial - o Teatro Monumental, em Lisboa, graças à visão de Vasco Morgado, funcionava como uma espécie de catedral do ié-ié.
Naquela altura, desempenhou o mesmo papel que, anos mais tarde, pertenceu ao Coliseu ou ao Dramático de Cascais (este já foi abaixo).
Ainda antes do famoso Concurso Ié-Ié, de que os Claves sairiam vencedores, o Teatro Monumental, em Lisboa, abriu as suas portas à música no dia 02 de Fevereiro de 1966.
A ideia foi a de festejar o ano de 1965 em termos musicais, uma espécie de NME Pollwinners Concert (que, diga-se de passagem era sempre dominado pelos Beatles).
Segundo relato da época, a festa do Monumental foi um "autêntico espectáculo de ídolos, em que algumas das mais recentes e promissoras vedetas do disco colheram os aplausos delirantes de uma vasta e entusiasmada audiência".
Apresentado por João Martins e Carlos Cruz (então criança), o espectáculo foi uma "sucessão trepidante de quadros musicais, nas vozes e nos instrumentos de alguns dos nossos mais jovens e apreciados intérpretes".
Actuaram o Conjunto Mistério, os Claves, os Rocks e os Sheiks - "aplaudidos com igual calor" - mas a pena do repórter escorrega para os Rocks - uma "espectacular exibição do magnífico conjunto angolano, com um vocalista impressionante que electrizou a assistência".
Além destes ritmos modernos, cantaram também Teresa Tarouca e João Ferreira-Rosa.
Não percebo como não foram corridos do palco, mas o repórter no local dá conta de que "a plateia soube ouvir fado com silêncio e nostalgia, como antes tinha acompanhado com delirante vibração as canções yé-yé".
A segunda parte do espectáculo foi preenchida com a entrega de 18 prémios, 10 dos quais para o top 10 do Grande Prémio do Disco, 5 para editoras de discos portugueses, como agradecimento pela colaboração prestada ao referendum (sic), e que foram a Valentim de Carvalho, Rádio Triunfo, Arnaldo Trindade & Cª, Philips Portuguesa e Telectra, e os restantes aos autores e à orquestra da canção classificada em primeiro lugar ("Hully Gully do Montanhês", do Conjunto Académico João Paulo).
A terceira e última parte do espectáculo foi preenchida por Nino Ferrer, "cançonetista-sucesso de França", que se apresentou com o seu "conjunto privativo Les Gottamou".
Para o escriba de serviço, foram o "corolário arrebatador de um espectáculo sensacional".
Para a história aqui fica o Top 10 da classificação final do Grande Prémio do Disco-1965:
1 - Hully Gully do Montanhês - Conjunto Académico João Paulo
2 - Não Sei De Ti - António Calvário
3 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
4 - Help! - Beatles
5 - Esquece - Ekos
6 - Nem Eu Nem Vocês - Simone
7 - Sonha - Madalena Iglésias
8 - (I Can't Get No) Satisfaction - Rolling Stones
9 - Viens Ma Brune - Adamo
10 - Yesterday - Beatles
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
Foi organizado pela revista "Rádio & Televisão" e pelos programas (excelentes e emblemáticos) da Rádio Renascença, "Enquanto For Bom Dia" e "23ª Hora".
Basicamente, o top funcionava com os votos semanais dos leitores e dos ouvintes (gastei muito selo dos Correios, daqueles do cavalinho, D. Dinis).
Para a história, eis o 1º Grande Prémio do Disco, datado de 11 de Setembro de 1965:
1 - Help! - Beatles
2 - Esquece - Ekos
3 - Capri C'Est Fini - Hervé Vilard
4 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
5 - House Without Windows - Cliff Richard
6 - C'Est La Première Fois - Felix Marten
7 - Trains And Boats And Planes - Burt Bacharach
8 - Quand Un Bateau Passe - Claude François
9 - With These Hands - Tom Jones
10 - De Homem Para Homem - Tony de Matos
Como é fácil de ver - aos olhos de hoje - o povo estava mesmo baralhado quanto às suas opções. Nem sequer a indústria discográfica se equipava com singles para as suas estratégias de promoção e de marketing.
Em suma, a indústria discográfica era naquela altura praticamente inexistente.
Os Beatles aguentaram 5 semanas no primeiro lugar (quem disse que os portugueses preferiam os Rolling Stones aos Beatles? Nesta lista de 50 canções, a melhor coisa que os Stones conseguem é um 14º lugar com "Satisfaction"), tendo sido substituídos no cimo, a 16 de Outubro de 1965, por "Hully Gully do Montanhês", do Conjunto Académico João Paulo ("Satisfaction" só tinha subido para 7º).
Como o povo precisava de arejar - para esquecer a guerra colonial e outras agruras do regime ditatorial - o Teatro Monumental, em Lisboa, graças à visão de Vasco Morgado, funcionava como uma espécie de catedral do ié-ié.
Naquela altura, desempenhou o mesmo papel que, anos mais tarde, pertenceu ao Coliseu ou ao Dramático de Cascais (este já foi abaixo).
Ainda antes do famoso Concurso Ié-Ié, de que os Claves sairiam vencedores, o Teatro Monumental, em Lisboa, abriu as suas portas à música no dia 02 de Fevereiro de 1966.
A ideia foi a de festejar o ano de 1965 em termos musicais, uma espécie de NME Pollwinners Concert (que, diga-se de passagem era sempre dominado pelos Beatles).
Segundo relato da época, a festa do Monumental foi um "autêntico espectáculo de ídolos, em que algumas das mais recentes e promissoras vedetas do disco colheram os aplausos delirantes de uma vasta e entusiasmada audiência".
Apresentado por João Martins e Carlos Cruz (então criança), o espectáculo foi uma "sucessão trepidante de quadros musicais, nas vozes e nos instrumentos de alguns dos nossos mais jovens e apreciados intérpretes".
Actuaram o Conjunto Mistério, os Claves, os Rocks e os Sheiks - "aplaudidos com igual calor" - mas a pena do repórter escorrega para os Rocks - uma "espectacular exibição do magnífico conjunto angolano, com um vocalista impressionante que electrizou a assistência".
Além destes ritmos modernos, cantaram também Teresa Tarouca e João Ferreira-Rosa.
Não percebo como não foram corridos do palco, mas o repórter no local dá conta de que "a plateia soube ouvir fado com silêncio e nostalgia, como antes tinha acompanhado com delirante vibração as canções yé-yé".
A segunda parte do espectáculo foi preenchida com a entrega de 18 prémios, 10 dos quais para o top 10 do Grande Prémio do Disco, 5 para editoras de discos portugueses, como agradecimento pela colaboração prestada ao referendum (sic), e que foram a Valentim de Carvalho, Rádio Triunfo, Arnaldo Trindade & Cª, Philips Portuguesa e Telectra, e os restantes aos autores e à orquestra da canção classificada em primeiro lugar ("Hully Gully do Montanhês", do Conjunto Académico João Paulo).
A terceira e última parte do espectáculo foi preenchida por Nino Ferrer, "cançonetista-sucesso de França", que se apresentou com o seu "conjunto privativo Les Gottamou".
Para o escriba de serviço, foram o "corolário arrebatador de um espectáculo sensacional".
Para a história aqui fica o Top 10 da classificação final do Grande Prémio do Disco-1965:
1 - Hully Gully do Montanhês - Conjunto Académico João Paulo
2 - Não Sei De Ti - António Calvário
3 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
4 - Help! - Beatles
5 - Esquece - Ekos
6 - Nem Eu Nem Vocês - Simone
7 - Sonha - Madalena Iglésias
8 - (I Can't Get No) Satisfaction - Rolling Stones
9 - Viens Ma Brune - Adamo
10 - Yesterday - Beatles
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
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