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quinta-feira, 21 de março de 2013
"TIME OUT" ORIGINAL
Agora que já temos uma Time Out, fui à procura de uma (londrina) que eu sabia que tinha, mas não sabia onde. Encontrei-a!
É uma Time Out - the living guide to London - que cobre a semana de 21 de Março a 04 de Abril de 1970. É sinal de que nessa altura estava em Londres.
A revista é pequena - A5 - e tem umas 80 páginas.
Deixem-me revelar as anotações que fiz nessa revista, nas sugestões, há 37 anos:
CINEMA
CURZON, Curzon Street, W1 (GRO 3737) (Hyde Park Corner tube)
"Z" (x) (Costa Gravas) with Yves Montand and Irene Papas - vi
EVERYMAN CINEMA, Hampstead, NW3 (HAM 1525) (Hampstead tube)
"The Yellow Submarine" (u), George Dunning directs Beatles cartoon - IMP
IMPERIAL, Portobello Road, W1 (727 4992) (Ladbroke Grove tube)
"Yellow Submarine" (u) (George Dunning) - IMP
ELECTRIC CINEMA CLUB, 191 Portobello Road, W11 (727 4992)
M'ship 2s 6d, admission 5s
"Mr. Freedom" (Klein)
"So This Is God's Country" - american worry movie - vi
MÚSICA
FRIDAY 27 MARCH - Fairport Convention + Aquila
Country Club, 210a Haverstock Hill (near Belsize Park Tube), NW3 - vi
SATURDAY 28 MARCH - Deep Purple + Rat
Roundhouse, Dagenham (see under 21st) - vi
CND EASTER FESTIVAL FOR PEACE - Sun 29, 1-5.30 pm, Victoria Park, Hackney (Bethnal Green tube). Rock, Folk, Jazz, Poetry, Theatre, Inflatables and John Peel. Artists include - Liverpool Scene, Arthur Brown, Black Sabbath, Toe Fat, Amazing Grace, Shy Limbs, J.J. Jackson's Dilemma, Aquila, - Spontaneous Music Ensemble, Michael Chant and experimental singing group, Saratoga Band, Bruce Turner, Alan Rushton, - The Waveband, Simon Pragel, The West Indian Narrative, Mike Absalom, Marc Brierley, The Hydrogen Jukebox, Keith Armstrong, Asgard - Viet-Rock Group of Keele University, Apple Theatre from Brighton, Street Theatre groups, Ian Brakewell, Pip Simmons, The Greek Arts Theatre - Jim McLean, Jeff Nuttall, Alan Burns, Peter Meyer. Further details from CND (Campaign for Nuclear Disarmament), 242 3873 - vi
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domingo, 29 de maio de 2011
FERNANDO DE SOUSA TAMBÉM FOI IÉ-IÉ
Hoje vêmo-lo com menos cabelo e mais grisalho e mais crescidinho para os lados passeando-se pelas capitais da União Europeia. É o homem da SIC na Europa.
Mas em Maio de 1970, Fernando de Sousa, então com 21 anos, estudante da Faculdade de Ciências (Lisboa), fazia as madrugadas da Rádio Renascença, entre as 03H00 e as 07H00. E já tinha 5 anos de experiência radiofónica.
Procuramos ajudar os ouvintes, fornecendo-lhes informações solicitadas, como horários de partidas e chegadas de navios, comboios, aviões, etc. E sempre que um ouvinte necessita de algo, procuramos atendê-lo. Ainda uma madrugada destas um automobilista necessitou de uma corda para rebocar o carro. Lançámos o apelo e a corda apareceu.
Em 1968 produziu com José Manuel Nunes o apontamento "Dimensão 5" e quando José Manuel Nunes foi para a tropa tomou conta do "Página Um", a 15 de Julho de 1969.
Antes tinha feito parte da equipa radiofónica do Liceu Camões (Lisboa) que manteve uma rubrica na Rádio Universidade.
Fernando de Sousa morreu no dia 9 de Outubro de 2014.
domingo, 9 de maio de 2010
EXITOS DE 1970
EMI - 7 95216 2 - edição espanhola (1990)
Himno A La Alegria (Miguel Rios) - Distância (Alberto Cortez) - Cuando Me Acaricias (Mari Trini) - Señor Doctor (Los Payos) - Naveiriña Do Mar (Maria Ostiz) - Un Rayo de Sol (Los Diablos) - El Bau de los Recuerdos (Karina) - Monica (Los Angeles) - Es Mi Vida (Lone Star) - Caramelos (Los Amaya) - Amores (Mari Trini) - Adios Angelina (Los Payos) - Realidad (Los Modulos) - Lyla (Lone Star) - Colores (Karina) - Vuelvo a Granada (Miguel Rios) - Cantar Y Cantar (Los Diablos) - Todos Lo Saben (Los Mitos) - Sinfonia nº 40 En Sol Menor K. 550 (Waldo de los Rios) - Todo Tiene Su Fin (Los Modulos)
Himno A La Alegria (Miguel Rios) - Distância (Alberto Cortez) - Cuando Me Acaricias (Mari Trini) - Señor Doctor (Los Payos) - Naveiriña Do Mar (Maria Ostiz) - Un Rayo de Sol (Los Diablos) - El Bau de los Recuerdos (Karina) - Monica (Los Angeles) - Es Mi Vida (Lone Star) - Caramelos (Los Amaya) - Amores (Mari Trini) - Adios Angelina (Los Payos) - Realidad (Los Modulos) - Lyla (Lone Star) - Colores (Karina) - Vuelvo a Granada (Miguel Rios) - Cantar Y Cantar (Los Diablos) - Todos Lo Saben (Los Mitos) - Sinfonia nº 40 En Sol Menor K. 550 (Waldo de los Rios) - Todo Tiene Su Fin (Los Modulos)
quinta-feira, 20 de março de 2008
A25
Vou gozar o fim de semana alargado da Páscoa na Região de Lafões, mais propriamente no concelho de Oliveira de Frades, no Vale do Vouga.
E fui buscar este recorte do Diário Popular de 04 de Agosto de 1970 onde se fala de auto-estrada entre Vilar Formoso e Aveiro.
Pois bem, esta auto-estrada, a A25, só viria a ser aberta ao público na sua total extensão de 200 km entre Vilar Formoso e Aveiro no dia 30 de Setembro de 2006 - 36 anos depois! -, não sem que antes tivesse existido o mortífero IP 5.
É interessante saber que o traçado do IP 5/A 25 foi delineado por Carlos Carvalhas, natural de S. Pedro do Sul e futuro secretário-geral do PCP, e Machado Rodrigues, que foi membro de um governo do PS, que, à altura, trabalhavam no Ministério dos Transportes.
E fui buscar este recorte do Diário Popular de 04 de Agosto de 1970 onde se fala de auto-estrada entre Vilar Formoso e Aveiro.
Pois bem, esta auto-estrada, a A25, só viria a ser aberta ao público na sua total extensão de 200 km entre Vilar Formoso e Aveiro no dia 30 de Setembro de 2006 - 36 anos depois! -, não sem que antes tivesse existido o mortífero IP 5.
É interessante saber que o traçado do IP 5/A 25 foi delineado por Carlos Carvalhas, natural de S. Pedro do Sul e futuro secretário-geral do PCP, e Machado Rodrigues, que foi membro de um governo do PS, que, à altura, trabalhavam no Ministério dos Transportes.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
L'ÉTÉ POP
No Parque dos Salesianos, no Estoril, já se viu aqui o que aconteceu em 1970. Ao contrário, em França, houve um Verão incrivelmente rico... musicalmente falando. É disso mesmo que dá conta o número de Setembro da revista rock & folk, uma das bíblias da altura.
Em Aix-en-Provence, 15 mil pessoas acolheram em triunfo Mungo Jerry e mostraram-se reservadas perante Leonard Cohen. É ainda registada positivamente a actuação de Johnny Winter e da cantora luso-descendente Catherine Ribeiro. Lamentadas as ausências dos Flock e dos Deep Purple, o que fez encurtar o festival em um dia.
Em Antibes, estiveram os Pink Floyd sem que, aparentemente, tenham conseguido galvanizar a audiência. Do lado do jazz, o cartaz foi de luxo. Para além dos jovens, John Surman e Archie Shepp, actuaram os consagrados Lionel Hampton, Erroll Garner e Stan Getz. Mas, sobretudo, quem triunfou e pairou por cima de todos os estilos foi a raínha pop de um rhythm 'n' blues admitido pela onda jazz: Aretha Franklin.
Valbonne, segundo a rock & folk, foi o festival com o ambiente mais acolhedor, mas com pouco público. Perante as dificuldades financeiras da organização, Jean-Luc Ponty e Frank Zappa recusaram receber o cachet.
Finalmente, em Biot, havia a promessa de um bom programa, mas poucos foram os espectadores que compraram bilhete. Joan Baez e Country Joe ainda animaram os primeiros momentos do festival. Porém, a organização acabou por ter de interromper o evento devido a dificuldades de crédito.
Desta onda de festivais de Verão, em França, e para lá do fracasso financeiro, ficaram os momentos de libertação que só estes encontros proporcionavam e a afirmação de um, cada vez mais vincado, "espírito pop".
Colaboração de Vítor Soares
VS
Em Aix-en-Provence, 15 mil pessoas acolheram em triunfo Mungo Jerry e mostraram-se reservadas perante Leonard Cohen. É ainda registada positivamente a actuação de Johnny Winter e da cantora luso-descendente Catherine Ribeiro. Lamentadas as ausências dos Flock e dos Deep Purple, o que fez encurtar o festival em um dia.
Em Antibes, estiveram os Pink Floyd sem que, aparentemente, tenham conseguido galvanizar a audiência. Do lado do jazz, o cartaz foi de luxo. Para além dos jovens, John Surman e Archie Shepp, actuaram os consagrados Lionel Hampton, Erroll Garner e Stan Getz. Mas, sobretudo, quem triunfou e pairou por cima de todos os estilos foi a raínha pop de um rhythm 'n' blues admitido pela onda jazz: Aretha Franklin.
Valbonne, segundo a rock & folk, foi o festival com o ambiente mais acolhedor, mas com pouco público. Perante as dificuldades financeiras da organização, Jean-Luc Ponty e Frank Zappa recusaram receber o cachet.
Finalmente, em Biot, havia a promessa de um bom programa, mas poucos foram os espectadores que compraram bilhete. Joan Baez e Country Joe ainda animaram os primeiros momentos do festival. Porém, a organização acabou por ter de interromper o evento devido a dificuldades de crédito.
Desta onda de festivais de Verão, em França, e para lá do fracasso financeiro, ficaram os momentos de libertação que só estes encontros proporcionavam e a afirmação de um, cada vez mais vincado, "espírito pop".
Colaboração de Vítor Soares
VS
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sábado, 23 de fevereiro de 2008
FESTIVAL DOS SALESIANOS - IMPRENSA
Vítor Soares lembrou o evento de que foi feliz testemunha há 38 anos e eu fui, agora, à procura de mais informações.
Salazar tinha morrido há um mês – mas não vejo aí qualquer relação causa/efeito -, quando José Cid idealizou um festival pop em Portugal, em 1970, à semelhança do que se fazia lá fora.
Para o organizar, José Cid recolheu o apoio da Junta de Turismo da Costa do Sol que no ano anterior tinha promovido, com sucesso, o I Festival de Conjuntos Modernos, de que os Musica Novarum tinham saído vencedores.
Já não se compreende, actualmente, um festival tipo-corrida-de-cavalos, em que o que conta é o prémio. Por isso, sugeri à Junta de Turismo da Costa do Sol que se realizasse um festival, é certo, mas liberto de ideias de competição (José Cid, Diário de Popular, 17 de Agosto de 1970).
Na mesma altura, o Diário Popular tinha enviado um jornalista, Jorge Ribeiro, ao Festival da Ilha de Wight, em Inglaterra, demonstrando assim o seu interesse pelas manifestações culturais juvenis.
O mesmo jornal dava também, por exemplo, relevo às contestações dos hippies holandeses ao sistema estabelecido do seu país.
Em Portugal, era o deserto, como sabem e/ou devem calcular.
Após o anúncio do Festival nos jornais portugueses, que ocorre no dia 15 de Agosto de 1970, a concha volta a fechar-se, hermeticamente, não havendo muito mais informação nos dias subsequentes.
No dia 17 de Agosto, o Diário Popular publica uma reportagem sobre o Festival, com chamada de 1º página. O DP é, aliás, o único jornal português que dá importância à matéria:
Esperamos que este Festival seja o primeiro passo para a realização, em anos próximos, de encontros internacionais de agrupamentos de pop-music (in Diário Popular, 17 de Agosto de 1968).
Pouco mais dizem os jornais. Tenho para mim, que o regime, ou melhor, a Censura (Exame Prévio) não sabe, no entanto, como agir, já que íamos tendo informação sobre o Festival de Wight e sobre a ocupação dos hippies holandeses da praça Dam, em Amesterdão, mas nada sobre o que seria o primeiro grande Festival português.
Como quer que seja, o “Diário de Notícias”, no dia 24, e a “República”, no dia 26, ainda ensaiam o alinhamento do Festival:
- Turma 6
- Jeuns Vitae
- A1
- Samuel e os Bárbaros
- Nomos
- José Jorge Letria
- Padre Fanhais
- Ruy Mingas
- Nuno Filipe e Teresa Paula Brito (única presença feminina, como se salienta)
- Chinchilas
- Pedro Osório, Paulo de Carvalho e Fernando Tordo
- Vanguarda
- Quarteto 1111
- Psico
- Objectivo
Neste alinhamento, já não entram os Wallace Collection, belgas, de que tanto se tinha falado. Desistiram à última hora?
No dia do concerto, a 26, “O Século” ainda chama a atenção para o assunto, com destaque na última página: “Acontece Hoje O 1º Festival Português À Procura de Autenticidade de Woodstock Ao Estoril Sob O Signo Da Juventude”.
O primeiro parágrafo da notícia reza assim:
Com um atraso de dez meses em relação à Europa continental – o que se pode considerar notável – os festivais pop chegam até nós. Como as senhorinhas da “nossa melhor sociedade”, o “pop” português “debura” no Estoril, mais precisamente na mata dos Salesianos, entre as 15 e as 24 horas de hoje. Um conjunto estrangeiro, Wallace Collection, apadrinha o acto. Nove agrupamentos estarão no “podium”: Objectivo, Pop Five Music Incorporated, Psico, Chinchilas, Nomos, Evolução, Sindicato, 1111 e os Sheiks.
E depois?
Se não fora o relato de Vítor Soares e do blogue Vilar de Mouros 1971, presumo que publicamente nada mais se saberia.
É que os jornais portugueses, todos, assobiaram para o lado. Não nos esqueçamos da Censura!
O mais divertido, é que no dia 27, meras 24 horas depois do abortado Festival e da investida da Polícia de Choque (provavelmente comandada pelo capitão Maltês, não?) que os jornais não noticiaram, foi publicado um lacónico comunicado:
A Junta de Turismo da Costa do Sol lamenta informar que por não ter solicitado a respectiva legalização para o espectáculo de música moderna que deveria ter tido lugar na mata da Escola Salesiana do Estoril, o mesmo não se pôde realizar.
Salazar tinha morrido há um mês – mas não vejo aí qualquer relação causa/efeito -, quando José Cid idealizou um festival pop em Portugal, em 1970, à semelhança do que se fazia lá fora.
Para o organizar, José Cid recolheu o apoio da Junta de Turismo da Costa do Sol que no ano anterior tinha promovido, com sucesso, o I Festival de Conjuntos Modernos, de que os Musica Novarum tinham saído vencedores.
Já não se compreende, actualmente, um festival tipo-corrida-de-cavalos, em que o que conta é o prémio. Por isso, sugeri à Junta de Turismo da Costa do Sol que se realizasse um festival, é certo, mas liberto de ideias de competição (José Cid, Diário de Popular, 17 de Agosto de 1970).
Na mesma altura, o Diário Popular tinha enviado um jornalista, Jorge Ribeiro, ao Festival da Ilha de Wight, em Inglaterra, demonstrando assim o seu interesse pelas manifestações culturais juvenis.
O mesmo jornal dava também, por exemplo, relevo às contestações dos hippies holandeses ao sistema estabelecido do seu país.
Em Portugal, era o deserto, como sabem e/ou devem calcular.
Após o anúncio do Festival nos jornais portugueses, que ocorre no dia 15 de Agosto de 1970, a concha volta a fechar-se, hermeticamente, não havendo muito mais informação nos dias subsequentes.
No dia 17 de Agosto, o Diário Popular publica uma reportagem sobre o Festival, com chamada de 1º página. O DP é, aliás, o único jornal português que dá importância à matéria:
Esperamos que este Festival seja o primeiro passo para a realização, em anos próximos, de encontros internacionais de agrupamentos de pop-music (in Diário Popular, 17 de Agosto de 1968).
Pouco mais dizem os jornais. Tenho para mim, que o regime, ou melhor, a Censura (Exame Prévio) não sabe, no entanto, como agir, já que íamos tendo informação sobre o Festival de Wight e sobre a ocupação dos hippies holandeses da praça Dam, em Amesterdão, mas nada sobre o que seria o primeiro grande Festival português.
Como quer que seja, o “Diário de Notícias”, no dia 24, e a “República”, no dia 26, ainda ensaiam o alinhamento do Festival:
- Turma 6
- Jeuns Vitae
- A1
- Samuel e os Bárbaros
- Nomos
- José Jorge Letria
- Padre Fanhais
- Ruy Mingas
- Nuno Filipe e Teresa Paula Brito (única presença feminina, como se salienta)
- Chinchilas
- Pedro Osório, Paulo de Carvalho e Fernando Tordo
- Vanguarda
- Quarteto 1111
- Psico
- Objectivo
Neste alinhamento, já não entram os Wallace Collection, belgas, de que tanto se tinha falado. Desistiram à última hora?
No dia do concerto, a 26, “O Século” ainda chama a atenção para o assunto, com destaque na última página: “Acontece Hoje O 1º Festival Português À Procura de Autenticidade de Woodstock Ao Estoril Sob O Signo Da Juventude”.
O primeiro parágrafo da notícia reza assim:
Com um atraso de dez meses em relação à Europa continental – o que se pode considerar notável – os festivais pop chegam até nós. Como as senhorinhas da “nossa melhor sociedade”, o “pop” português “debura” no Estoril, mais precisamente na mata dos Salesianos, entre as 15 e as 24 horas de hoje. Um conjunto estrangeiro, Wallace Collection, apadrinha o acto. Nove agrupamentos estarão no “podium”: Objectivo, Pop Five Music Incorporated, Psico, Chinchilas, Nomos, Evolução, Sindicato, 1111 e os Sheiks.
E depois?
Se não fora o relato de Vítor Soares e do blogue Vilar de Mouros 1971, presumo que publicamente nada mais se saberia.
É que os jornais portugueses, todos, assobiaram para o lado. Não nos esqueçamos da Censura!
O mais divertido, é que no dia 27, meras 24 horas depois do abortado Festival e da investida da Polícia de Choque (provavelmente comandada pelo capitão Maltês, não?) que os jornais não noticiaram, foi publicado um lacónico comunicado:
A Junta de Turismo da Costa do Sol lamenta informar que por não ter solicitado a respectiva legalização para o espectáculo de música moderna que deveria ter tido lugar na mata da Escola Salesiana do Estoril, o mesmo não se pôde realizar.
Ué? Quem organiza diz depois que não pediu licença? História muito mal contada!
"DOGS" NO FESTIVAL DOS SALESIANOS
Em Agosto de 1970, no Estoril, o que pretendia ser o festival de Woodstock à portuguesa terminou com cargas da polícia de choque.
Em cima da hora o espectáculo foi proibido e a assistência não se conteve sem queimar umas quantas cadeiras.
Para o Parque dos Salesianos tinham convergido centenas de jovens à espera de ouvir cantores de intervenção e vários conjuntos portugueses, tendo chegado a ser anunciada a presença dos belgas Wallace Collection cujo êxito "Daydream" arrasava as "charts" da altura.
Mas quem acabou por actuar foi o tristemente célebre "conjunto The Dogs", os cães da polícia de choque que perseguiram jovens, e até alguns turistas, em escaramuças que alastraram a várias ruas do Estoril.
Para além disso, quem fosse visto a tirar fotografias era certo que ficava sem a máquina. Ainda assim, consegui registar alguns aspectos da intervenção policial a uma resguardada distância de segurança.
Colaboração de Vítor Soares
Em cima da hora o espectáculo foi proibido e a assistência não se conteve sem queimar umas quantas cadeiras.
Para o Parque dos Salesianos tinham convergido centenas de jovens à espera de ouvir cantores de intervenção e vários conjuntos portugueses, tendo chegado a ser anunciada a presença dos belgas Wallace Collection cujo êxito "Daydream" arrasava as "charts" da altura.
Mas quem acabou por actuar foi o tristemente célebre "conjunto The Dogs", os cães da polícia de choque que perseguiram jovens, e até alguns turistas, em escaramuças que alastraram a várias ruas do Estoril.
Para além disso, quem fosse visto a tirar fotografias era certo que ficava sem a máquina. Ainda assim, consegui registar alguns aspectos da intervenção policial a uma resguardada distância de segurança.
Colaboração de Vítor Soares
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