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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

"PENINA" TEM 50 ANOS


Paul McCartney compôs "Penina" há 50 anos, no Algarve, depois de uma noite de copos.

Esta imagem é da primeira página do "Diário Popular" de 13 de Dezembro de 1968, uma sexta-feira, durante as férias do Beatle na Praia da Luz (Algarve), altura em que compôs, mas nunca gravou, a canção.

"Penina" foi editada em primeiro lugar pelos Jotta Herre, em Março de 1969 e, a 4 de Julho, por Carlos Mendes. Ambos os discos tiveram edições no estrangeiro. Sempre era um inédito de McCartney.

O vocalista dos Sheiks regravaria "Penina" este ano, 2018, em tom jazzístico, com a ajuda do autor deste blogue, a quem Carlos Mendes recorreu.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

PROIBIDO FUMAR


Hoje não passa pela cabeça de alguém puxar de um cigarro nos transportes públicos.

Mas até 1 de Outubro de 1968, faz hoje 50 anos, isso era possível.

Mesmo depois, só para desafiar a autoridade ditatorial de então, havia prevaricadores...

domingo, 12 de agosto de 2018

O NASCIMENTO DA FILARMÓNICA FRAUDE


Célebre artigo de Fernando Assis Pacheco no "Diário de Lisboa", no dia 12 de Agosto de 1968 - faz hoje 50 anos -, e que deu a conhecer a Filarmónica Fraude.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

SALAZAR CAIU HÁ 50 ANOS!


Carta de Boticas de 07 de Setembro de 1968:

Fiquei admirada quando ouvi notícias àcerca da doença do "Velho" na Televisão. Não sabia de nada. Diziam que foi um hematoma. Deve ter sido de alguma queda. Quem o teria empurrado?


nota de edição - Salazar caiu da cadeira no dia 03 de Agosto de 1968, mas pediu (ordenou) que o incidente não fosse revelado. Só a 06 de Setembro, mais de um mês depois, seriam públicos alguns pormenores.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

BUNGALOWS NA PRAIA VERDE


13 de Julho de 1968

quarta-feira, 4 de julho de 2018

ESTADO NOVO


Durante o Estado Novo, competia ao Governo autorizar que se se atendesse o público em mangas de camisa.

Foi o que aconteceu, por exemplo, aos empregados de balcão da Mexicana, em Lisboa, conforme relata o "Diário Popular" de 04 de Julho de 1968.

Reza assim esta fotografia:

Os empregados de balcão da pastelaria "Mexicana", na avenida Guerra Junqueiro, foram autorizados, por decisão do Ministério das Corporações, a trabalhar, a partir de hoje, em mangas de camisa. Por que não? Nesta época de calor intenso servir (encalorado) uma "bica" ou (em estado de "derretimento") um refrigerante, é desagradável à vista, pouco higiénico e péssimo para o empregado. Os que trabalham na "Mexicana" (como se pode ver na gravura) fazem-no, agora, com muito mais alegria - e menos calor.

domingo, 1 de julho de 2018

CHELSEA DRUGSTORE (50 ANOS)


Hoje em dia trazemos os discos das discotecas em sacos de plástico (que também vou juntando), mas outrora vinham em sacos de papel.

Desses tempos ainda guardo alguns como da Valentim de Carvalho, Estabelecimentos Electro-Ouro Lda, HMV (363 Oxford Street, Londres, a dos Beatles), Selfridges (também tinha discoteca, não sei se ainda tem), Sounos, I Was Lord Kitchener's Valet e Gear (todas em Carnaby Street), Harlequin Records (que tem um anúncio ao "Top Of The Pops") e Chelsea Drugstore (King's Road).

Gosto de todos, mas tenho especial carinho pelo saco meio roxo do Chelsea Drugstore, pelo que ele representa e pelo tempo que lá passei em 1970.

O Chelsea Drugstore foi inaugurado em Julho de 1968 e manteve-se até Maio de 1971. Ficava situado na esquina da Royal Avenue com a King's Road, sendo esta última, juntamente com Carnaby Street, um dos ícones da Swinging London.

Foi o primeiro drugstore britânico e foi construído com base no francês Le Drugstore na não menos famosa Boulevard de St Germain, em Paris, onde também vivi bons tempos.

O Chelsea Drugstore era fantástico, com uma arquitectura moderna, mas os residentes não acharam muita piada pela concentração de jovens que provocava. Estava aberto 16 horas por dia, sete dias por semana. Fiz lá excelentes compras como o "Bridge Over Troubled Water", de Simon and Garfunkel, e o "Let It Be" (single), dos Beatles, comprado no dia 28 de Março de 1970, exactamente 13 dias antes da separação da banda.

Ainda guardo também, religiosamente, quase como novo, o single dos Dave Clark Five, "Everybody Get Together", que tanto me apraz. Ainda lá está a etiquetazita "Chelsea Drugstore". Coisas que só têm valor para mim...

O Chelsea Drugstore ficou especialmente famoso por Mick Jagger, dos Rolling Stones, o ter cantado em "You Can't Always Get What You Want", do álbum "Let It Bleed" (1969).

Stanley Kubrick também lá filmou cenas de "A Clockwork Orange".

Hoje em dia está lá aberto um McDonalds, sinal dos tempos.

Em King's Road lembro-me também muito bem do Chelsea Kitchen (as minhas cunhadas trabalharam lá) - um excelente restaurante, também já desaparecido. O mais curioso é que só agora, apenas há uma semana, descobri que o restaurante, nessa altura, era gerido por um português, Jorge Castilho, de Luanda.

Chelsea Kitchen está agora em 451 Fulham Road.

De King's Road lembro-me ainda de outro café - Picasso - e da boîte da moda - Bird's Nest - que era um castigo para lá entrar, tal o comprimento da bicha cá fora.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

TINTIN Nº 1


Tintin, nº 1, 1 de Junho de 1968, director: Jaime Mas.

Faz hoje 50 anos.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PSICO, VENCEDORES EM 1968


Os Psico foram os vencedores do I Concurso Académico de Música Moderna realizado no dia 17 de Maio de 1968 no cinema Império, em Lisboa. Obtiveram 47 pontos.

Na altura, eram formados por Vasco Moura, Fernando Barradas, António Moura, António Sampaio e António Manuel Ferreira.

O segundo lugar foi para os Diamantes Negros, com 40 pontos, o terceiro para os Charruas, com 34, e o último para a Equipa 88, com 23 pontos, onde militava Luís Moutinho, ex-Deltons.

domingo, 13 de maio de 2018

MULTIBANCO FAZ 50 ANOS!!!


Sabiam? Para mim foi uma surpresa ao ler o "Diário Popular" de 14 de Maio de 1968. Já não me lembrava! Será que chegou mesmo a existir?

Na véspera, dia 13, escrevia o mesmo jornal:

Com a presença do presidente do Grémio Nacional dos Bancos e Casas Bancárias, foi hoje inaugurado na filial do Chiado do Banco Fonsecas & Burnay o novo serviço "Bancomat - BFB", que consiste num sistema de distribuição automática de dinheiro por meio de máquinas com acesso directo ao público que se encontra na rua, permitindo levantamentos de fundos a qualquer hora do dia ou da noite, em todos os dias do ano, incluindo domingos e feriados.

As máquinas em causa, de concepção muito engenhosa, são de manejo fácil, bastando utilizar um cartão que previamente é distribuído ao cliente.

Para qualquer levantamento basta abrir a porta do "Bancomat - BFB" e inscrever, por intermédio de um teclado que se encontra no interior do aparelho, o código pessoal e a importância que se deseja receber, saindo as notas, uma a uma, através de uma fenda apropriada.

A cerimónia da inauguração a que assistiram numerosas individualidades especialmente convidadas para o efeito, despertou grande curiosidade.

A administração do Banco Fonsecas & Burnay ofereceu, em seguida, aos seus mais directos colaboradores, às entidades referidas e aos representantes dos órgãos da Informação, um almoço num restaurante da cidade.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

MAIO 68, HÁ 50 ANOS!


Diário Popular, 11 de Maio de 1968

Esta é uma das primeiras manchetes na Imprensa portuguesa sobre os acontecimentos de Maio de 68 em Paris.

O Festival de Cannes foi cancelado e George Harrison e Pattie Boyd tiveram de regressar a Londres.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

100 ESCUDOS HÁ 50 ANOS!


Esta nota de Camilo Castelo Branco entrou em circulação no dia 10 de Maio de 1968.

AD LIB - 50 ANOS


No 7º andar deste edifício da Rua Barata Salgueiro, 28, em Lisboa, funcionou (funciona) uma das boîtes mais requisitadas dos anos 60/70: Ad Lib.

Não consegui verificar se a boîte ainda funciona, mas a Charlot e a Materna, no rés-do-chão, já foram... ou estão em remodelação.

Lisboa conta com mais uma "boîte" que a partir de agora passa a estar aberta ao público. Chama-se "Ad Lib" e fica situada no último andar de um prédio recém-construído na rua Barata Salgueiro. (Tão "recém" que apenas dois dos sete andares estão ocupados):

- "Ad Lib"... porquê?

- Bem - esclareceram-nos - porque "ad lib" é a contracção de uma expressão latina ("ad Libitum") que significa "à vontade" - e à vontade é como queremos que as pessoas sesintam aqui. Depois, , porque já em Londres alguém se lembrou de dar a uma "boîte" semelhante o mesmo nome. Enfim, havia o precedente...

O ambiente é mais o de um luxuoso "living" do que o de uma "boîte": cadeiras de encosto semicircular forradas de pele, predominância do vermelho (no chão, nas paredes, no tecto), do metálico (no chapeado das colunas, nas ripas do "canal" de entrada) e do negro. Planos diferentes para os sectores do bar, da pista, das mesas atrás do varandim. Uma vista esplêndida da Baixa, do rio, das luzes nocturnas.

Conquanto o estilo consista mais exactamente numa sábia dosagem de estilos - do conforto do Império aos jogos de espelhos do moderno - é inquestionável que o "tom" é francamente oriental. Dado por soberbas estatuetas indianas (segundo soubémos executadas em Portugal e "tratadas" até adquirirem aquele aspecto de peça enterrada durantes séculos mas descoberta miraculosamente intacta por equipas de competentes arqueólogos...) escolhidas por esse profissional do bom-gosto que é o decorador Pedro Leitão - o responsável pela decoração da "Ad Lib" e também da "Vão Gogo" e da "Canoa".

A festa de inauguração foi tranquila, sossegada. Muita música, é certo, mas também muita conversa de gente que há longo tempo não se via ou ques está constantemente a ver-se. Estavam Raul Solnado e outras figuras conhecidas, mas o proprietário da "Ad Lib", sr. João Manuel de Castro Júnior, teve a preocupação de só convidar amigos seus ou amigos dos seus amigos. Por isso toda a gente se conhecia e se sentia bem. Toda a gente se sentia "ad lib".

"Diário Popular", 10 de Maio de 1968, pág.24

sexta-feira, 20 de abril de 2018

GELADOS POP


"Diário Popular", 20 de Abril de 1968

segunda-feira, 19 de março de 2018

MÁRIO SOARES EM SÃO TOMÉ


Mário Soares no exílio, há 50 anos!

Diário Popular, 1ª página, 23 de Março de 1968.

POPOLOGIA HÁ 50 ANOS!


José Duarte (crítico de jazz), Manuel Jorge Veloso (músico e crítico de jazz), João Manuel Alexandre ("Em Órbita"), Ruben Tristão de Carvalho (jornalista).

Já aqui referi por mais do que uma vez o ciclo Popologia que a Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa organizou em Março de 1968 na Sociedade Nacional de Belas Artes.

Hoje fica o ensejo para uma fotografia com os moderadores do debate sobre a música pop, que foi ilustrado com "At The Zoo" (Simon and Garfunkel), "A Day In The Life", "Eleanor Rigby" e "She's Leaving Home" (Beatles), "Dedicated Follower Of Fashion" (Kinks), "I'm Gonna Get Me A Gun" e "Matthew And Son" (Cat Stevens), "Semi-Detached Suburban Mr. James" (Manfred Mann), "Somebody To Love" (Jefferson Airplane), "Soul Man" (Sam & Dave), "The Times They Are-A Changin'" e "With God On Our Side" (Bob Dylan), "Wear Your Love Like Heaven" (Donovan) e "A Whiter Shade Of Pale" (Procol Harum).

Segundo o "Diário de Lisboa", de 20 de Março de 1968, houve "boa recepção para a maioria das músicas ("With God On Our Side", de Bob Dylan, arrancou palmas) e muito interesse na assistência, que enchia por completo o vasto salão".

(bom, foi o que a Censura deixou passar)

(se bem repararem, por detrás das cabeças de João Manuel Alxandre e de Ruben Tristão de Carvalho está o cartaz de Manuel Castilho que já aqui o mostrei).

Hei-de voltar a este assunto, que me entusiasma.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

HÁ 10 ANOS


http://blitz.sapo.pt/principal/update/2018-02-13-The-Beatles-Portugal-1968

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

CENTROS COMERCIAIS


Av. de Roma, 48, Lisboa.

O Centro Comercial Roma, que que foi recuperado em 2018, com 40 lojas de bairro em 3 pisos e 4 restaurantes, acabou por encerrar três anos depois.

O primeiro centro comercial (ex-drugstore) que apareceu em Portugal terá sido, segundo algumas fontes, o Centro Comercial Cruzeiro, no Estoril, em 1951. O edifício, que foi do BPI, está a ser recuperado pela Câmara Municipal de Cascais (nova proprietária) para Centro Cultural..

Na cidade de Lisboa propriamente dita, o primeiro shopping, para utilizar outra expressão, mais comum no Norte, terá sido, em 22 de Dezembro de 1967, o Sol a Sol na Avenida da Liberdade com traseiras para a Rua Rodrigues Sampaio.

Já não existe, embora permaneça a inscrição na calçada.

No dia 19 de Dezembro de 1968, foi inaugurado o Tutti-Mundi, na imagem, hoje Centro Comercial Roma (desde 1988), já encerrado, entretanto.

A 26 de Maio de 1971, ainda em Lisboa, foi inaugurado o Apolo 70, provavelmente o drugstore mais conhecido da capital e que ainda está em actividade, mas em dificuldade, na sequência de processos judiciais.

A 01 de Novembro de 1973 foi a vez do Centro Comercial Castil, na rua Castilho.

Seguiram-se o Caleidoscópio (01 de Novembro 1974), remodelado em 2016 como Centro Académico, licenciado à vizinha Faculdade de Ciências, e o Portela, Loures (1975).

O Centro Comercial Imaviz, na Fontes Pereira de Melo, que alguns consideram dos primeiros lisboetas, só foi inaugurado a 20 de Dezembro de 1975, já depois do 25 de Abril. E está praticamente abandonado!

O shopping center Brasília, no Porto, terá sido o primeiro centro comercial com estas dimensões do País. Foi inaugurado a 09 de Outubro de 1976.

De 1976 é também o Centro Comercial Alvalade, remodelado a 10 de Outubro de 2013.

O centro comercial da CP na estação do Rossio, em Lisboa, que se chamava Terminal, já inexistente, foi inaugurado no dia 21 de Maio de 1977.

O Fonte Nova foi inaugurado no dia 02 de Março de 1985 e as Amoreiras no dia 27 de Setembro de 1985.

O Centro Colombo, em Lisboa, presentemente o maior do País, foi inaugurado a 15 de Setembro de 1997.

O Centro Roma (ex-Tutti Mundi) fechou no dia 31 de Março de 2021.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

FERNANDO PESSOA


DECCA - PEP 1249 - 1968

Hey Little Boy - There Will Never Be Another You - Do Vale À Montanha (Fernando Pessoa/Pedro Osório) - Georgia On My Mind

O Trio Barroco foi o primeiro a musicar Fernando Pessoa.

domingo, 4 de setembro de 2016

1º DISCO DE FERNANDA DÂMASO


ALVORADA - EP-60-1035 - 1968

Lá, Lá, Lá (R. Arcusa/António José) - Livre e Feliz (Shegundo Galarza) - Canção Para Ti (Endrigo/António José) - A Noite Levará A Melodia (Bracardi)

Fernanda Dâmaso teve canções proibidas antes do 25 de Abril, mas não sei quais.