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sábado, 27 de janeiro de 2018

REVIVAL OLDIES 14


K-TEL INTERNATIONAL - edição espanhola (1990)

14 êxitos de 1964 (ver imagem).

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Ó TEMPO, POR FAVOR, NÃO VOLTES PARA TRÁS



O inacreditável em 1964, segundo relato do "Diário Popular", de 12 de Janeiro:

"A história relata-se num jornal de província e merece, quanto a nós, toda a publicidade que se lhe possa dar. Neste caso, porém, não lhe fica atrás a referida notícia e é para ambas que chamamos a atenção, como exemplos de cegueira capaz de resistir a toda a evolução e de arbitrária prepotência que não recua sequer perante o ridículo.

"Em certa terra do Alentejo - o jornal em questão não lhe refere o nome - inauguraram-se melhoramentos, com a presença do governador civil do distrito. Houve festejos para comemorar as inaugurações e, a certa altura, começou o baile no terreiro.

"Deixamos aqui a palavra ao moralizante (!) articulista que descreve assim o que então se passou:

"Um par mais exímio na arte começou a exibir-se em trejeitos tão disparatados e indecorosos que logo se identificou essa macabra dança moderna chamada twist".

"Identificada a "macabra dança", que se passou então? Eis o que nos diz, em termos escandalizados, o jornal:

"Acto contínuo, um agente da GNR que estava presente e de serviço dirigiu-se àquele par de bailarinos e terminou-lhe com a brincadeira: proibiu terminantemente a continuação daquela dança".

"E, a extrair o indispensável fundo moral, a notícia conclui assim:

"Houve o natural protesto e uns discordaram e outros apoiaram, mas a lição foi frutuosa. O "twist" foi ali proibido. Que esta lição possa servir a outras autoridades, para que tão diabólica dança, que estonteia as juventudes de hoje, passe a letra morta e recolha aos aposentos do "Index"".

"E, contente por dar esta lição aos dançarinos do twist de todo O Mundo e de mandar a popular dança para os "aposentos do Index", o articulista aplaude, assim, a enérgica intervenção do agente da GNR.

"São desnecessários quaisquer comentários a este triste epidódio, que documenta uma mentalidade que já devia ter o seu lugar numa museu.

Uma referência nos parece, contudo, oportuna: não nos consta que seja necessária a licença da GNR para espectáculos em que se dance o twist ou para os jovens que lhe dediquem a preferência se exibirem à vontade.

O certo, porém, é que tais procedimentos não a farão passar de moda mais depressa, como passaram todos os ritmos que o antecederam".

Aqui, o "Diário Popular" até se portou bem nesta denúncia.

E com este pedido para que o tempo não volte para trás, despeço-me de 2007.

Bom Ano Novo!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

MARIA JOÃO AVILEZ FOI UMA JOVEM IÉ-IÉ


Pela pena de Edite Soeiro, escreve-se na revista Flama, de 14 de Agosto de 1964:

Chama-se Maria João Avilez. Tem 19 anos. E um mundo de sonhos. Há um ano apareceu no pequeno écran da televisão. Pela mão de Ivette Centeno, entrou para o Juvenil das quartas-feiras. Colaborou no "Momento Poético", dizendo poemas de Florbela Espanca. Passou pelo programa infantil. Mas seria no "Programa Feminino" das terças-feiras que Maria João Avilez se afirmaria como figura do video.

Ela é a mais jovem participante desse programa.

O facto, porém, não a aflige: Fiquei contente com a escolha. Sei que há pessoas que me criticam por eu ser muito nova. Mas essa crítica não tem validade para mim. Vivo a responsabilidade de ser a mais nova, de modo a que o público sinta que é assim.

Aliás Maria João tem provado que ser nova não é obstáculo para se cumprir bem e atingir a realização pessoal.

(...)

Além da televisão (e sobretudo!) ela estuda: frequenta o curso do Instituto Superior de Línguas e Administração (...)
Hoje as línguas são de grande valimento. E posso dedicar-me à Literatura, uma das minhas grandes paixões.

Simultaneamente, vai realizando uma grande paixão: a do jornalismo.

Sou ambiciosa sem limites.