e explorar...
impressões de um geólogo amante de livros e música erudita que vive numa ilha vulcânica bela e cosmopolita
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Bonitas Terras Açorianas 5 - Ribeira Grande
e explorar...
sábado, 12 de março de 2011
Sismo do Japão, construção sismo-resistente e prevenção nos Açores
2 - Ordenamento do território para a ocupação humana, sobretudo habitacional onde há maior probabilidade de se ser apanhado a dormir, de forma a que as casas não estejam em regiões sujeitas a movimentos de massa, rupturas de superfície, liquefacção dos solos e inundações.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Enxurradas no Rio e Movimentos de Massa nos Açores
As imagens das enxurradas e resgate no Estado do Rio de Janeiro comovem quem as vê, como geólogo que visitou Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e a Serra dos Órgãos, a comoção e a compreensão do que aconteceu aumenta.
Petrópolis é uma Sintra, cidade serrana com um palácio real ou imperial, cresceu perto da capital e tornou-se num centro cosmopolita de nobres. Teresópolis é uma cidade vizinha, o nome homenageia a mulher do imperador do palácio. Nova Friburgo foi uma colónia de emigrantes suíços mais a norte e na mesma cordilheira. Todas eram pequenas cidades com temperaturas mais amenas para europeus que as do Rio de Janeiro e estão cercadas por morros de grandes declives, cobertos de densa vegetação e cumes desnudados devido ao arraste do solo nas chuvas intensas. Pequenos burgos não muito distantes do Rio que a modernidade aproximou e a suas belezas transformaram-nos em pólos turísticos que atraíram muitas gente que ocuparam densamente margens de rios e morros num solo húmido, exposto a chuvas intensas e instável. A armadilha montou-se com o crescimento demográfico sem ordenamento territorial.
Vastas inundações como na Austrália, em zonas planas e de baixa densidade humana, são pouco mortíferas, as correntes não encontram tanta gente num curto espaço de tempo e a demora a atingir as cidades permite o aviso atempado das pessoas. Em regiões montanhosas densamente povoadas a subida das águas nos pontos de concentração é rápida, as correntes encontram muitas gente no trajeto, os solos dos declives perdem consistência, tornam-se lamas que escorrem e tudo arrastam e o tempo é escasso para alertas adequados à proteção das pessoas. Contra isto, havendo espaço, só há o ordenamento do território e retirada da ocupação humana dos locais de maiores riscos para viverem em zonas mais seguras, mas baixar o risco não é anulá-lo.
Os Açores têm zonas declivosas, períodos de chuvas intensas, sismos, ribeiras torrenciais e locais de maior risco de densidade urbana alta. A prevenção é a melhor via de evitar catástrofes, mesmo que as pessoas digam que há muito conhecem um local e não se lembram de ali ter ocorrido algo de grave, a memória das gentes é outra armadilha: raramente sobrevive um século e a terra tem 4600 milhões de anos, muito tempo para escolher quando decide atacar um local que reúna as condições para a catástrofe e a explosão demográfica torna-nos mais vulneráveis por favorecer a ocupação de locais inseguros.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
CATÁSTROFES: Reconstrução Reordenamento
segunda-feira, 29 de março de 2010
PRAIA DA VITÓRIA e o GRABEN das LAJES
Tal como as falhas do Faial tem o seu lado obscuro e escondem a ameaça sísmica, também as Falhas das Lajes e das Fontinhas atrás da sua beleza está a sua capacidade de gerarem sismos.
Mais do que temermos sismos, temos é de nos preparar para minimizar os seus efeitos. Viver é sempre um perigo, mas importa agir para evitar riscos desnecessários, que tanto podem ser minimizados previamente ou através de acções correctas durante as suas ocorrências.
Este catálogo do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores fornece um conjunto de informações que todo o Açoriano, da Praia da Vitória ou não, deve conhecer, e inclui o risco sísmico.
A experiência ensinou-me que nas medidas prévias se devem preferir os reforços estruturais das moradias às obras decorativas; e a colocação das camas, sobretudo das crianças, em locais mais seguros e difíceis de serem atingidos pelas paredes mais pesadas. Quem pretende contruir nova casa deve optar por implantações em áreas mais seguras face aos vários riscos naturais. Aspectos frequentemente esquecidos por muitos nesta terra exposta às forças da natureza.
terça-feira, 31 de julho de 2007
AVANÇO DO MAR OU RECUO DA ARRIBA?
Então grita-se e vocifera-se contra as autoridades que nada fazem para proteger aquelas casas sobre o mar ameaçadas de servir de moradias à fauna marinha!
E lá se fazem mais uns enrocamentos no litoral como os da foto em baixo, os quais só servem para adiar o problema hoje e agravá-lo amanhã.
O desenvolvimento sustentável, o ordenamento equilibrado e o bom ambiente não se exige, vive-se! E este só é possível quando todos deixarem os seus egoísmos e agirem para o bem-comum.