PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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sábado, 7 de maio de 2016

MINHA QUERIDA MÃE


MINHA QUERIDA MÃE 
(Genaura Tormin)

A cada conta que rapasso
Do meu rosário de saudades,
De prece, de solidão, de queixas,
Tu não estás aqui!
E eu choro!
Como sinto o teu cheiro!
A falta do teu carinho dengoso,
Do teu coração desnudo em versos,
Poemas e canções. 
Os sábios conselhos, ainda ouço.
Era o alento de segurança 
À criança que ainda sou.

Como te preciso, Minha mãe!
Não sei andar sozinha.
Ainda tenho medo de escuro.
Posso cair e não sei me levantar.
São tantos os fantasmas
Que me assustam!

Eu sou teu fruto, minha mãe!
Tua essência, teu amor!
Dizias que eu era o teu tesouro.
Mamãe, não consigo viver só.
Não houve volta 
Dessa tua viagem!
Vivo ainda a te esperar aqui.
Alegro-me com rostos parecidos,
Que me levam a ti.

Encontro-te nos meus sonhos,
Mas tudo se desfaz!
E outra vez me deixas.
Logo irei ao teu encontro,
Aconchegar-me em teus braços,
Acolher-me ao teu regaço,
Para nunca mais chorar.
_____________________

Em mais esse Dia das Mães, o meu preito de gratidão e saudade à minha mãe, 
que hoje habita no Cosmos, junto ao Criador de Vidas

sábado, 10 de maio de 2014

MINHA MÃE - MEU TESOURO





MINHA MÃE - MEU TESOURO
(Genaura Tormin) 


Mãe,
Como me faz falta o seu colo,
O seu amor cuidador,
O seu afeto gostoso,
A sua presença nesta solidão
Que se transmuta em dor.

Você se foi e eu fiquei a esperar.
A passagem está comprada
E eu pronta para seguir ao seu encontro.
Sou sua filha, seu sangue, sua essência.
Você me fez sensível, chorona…
Uma poeta nesta existência.

Preciso de você, minha mãe,
Para secar-me o pranto,
Curar-me as feridas,
Emprestar-me o ombro.
Preciso mergulhar no oceano
Desses olhos azuis
Que compartilham tanto amor, tanto encanto!

Eis-me da espera tão cansada!
Quantos anos repasso
No rosário de minhas saudades.
Ainda sou uma criança
A procura dos seus braços.

Essa falta grita, lateja, queima...
Recolho-me e penso.
No descompasso do meu coração saudoso,
Na contrição do cérebro atento,
Por um instante, sinto-a por perto 
A afagar-me os cabelos,
A falar-me de afeto.

Minha mãe!
Maior Tesouro que pude ter nesta vida!
Ainda órfã,
Em mais este DIA DAS MÃES, 
Envio-lhe o meu coração,
Minha gratidão, minha saudade.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE



DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE
(Genaura Tormin)

Mortiça luz, 
Ao morrer o dia.
Negras nuvens 
Envolvem a terra.
A solidão se faz e
O ambiente é fúnebre.
A alma dolente 
Se esvai em prantos.
Tudo se perde 
Na confusão dos mundos.

Fecho a cortina,
Volto ao casulo.
Ouço passos... 
Um vulto de mulher 
Ganha formas,
Ocupa o espaço
À minha frente.

Tento falar e não consigo!
Escapa-me a emoção,
E eu me perco na imensidão azul
Dos seus olhos marejados.

Por um instante,
Num mudo diálogo
Senti a doce presença 
De minha MÃE ao meu lado.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

MÃE OUTRA VEZ SEREI




MÃE OUTRA VEZ SEREI
(Genaura Tormin)

A vida passa célere, 
Os cabelos encanecem,
Os filhos crescem
E eu volto no tempo!

Feito um retrato antigo,
De estampa gasta e amarelada,
Passeio pelo meu passado.
Assalta-me uma saudade velada,
Que machuca e encanta. 
Abro os olhos do coração
Sinto-me entre as minhas crianças.

Revejo a infância em festa,
Os folguedos, os sorrisos,
As palavras balbuciadas, 
O aconchego nos meus braços,
O porto seguro daquela idade.

Mas tudo é finito,
Como finito é a existência.
Tenho a alegria de sabê-los filhos,
Frutos da minha essência,
A quem alimentei com a seiva do meu ser,
Entregando-os a Deus a cada amanhecer.
Como tudo renascerá um dia,
Sei que outra vez, 
MÃE eu poderei ser.

Gyn, 29 de abril de 2013

domingo, 13 de maio de 2012

MAMÃE O SEU LUGAR FICOU VAZIO


MAMÃE O SEU LUGAR FICOU VAZIO
(Genaura Tormin)

Minha mãe,
A sua cadeira ficou vazia!
Mas você está sempre no meu coração,
Na minha saudade tão dolorida.

E hoje,
No dia das Mães,
Você esteve em tudo que eu fazia:
Nos abraços, entre  os filhos,
Os netos, a família...

As horas passam céleres,
O dia acaba
E as palavras não vêm.
Parece que não sei mais
Bordá-las no papel.

Só a sua imagem serena,
Os seus olhos azuis,
Fitam-me com doçura,
Como se quisesse
Algo me dizer.

Naquela mesa faltou você!
A sua presença, a sua alegria!
Ser órfã dói,
E eu não sabia disso!
Estou pedindo alforria!

domingo, 25 de março de 2012

MÃE


MÃE
(Genaura Tormin)


Palavra querida, grafada na palma da mão,
A quem Deus confiou a maternidade,
Por ser símbolo da bondade,
Do desvelo, da ternura e da compaixão.

Mãe, Um dia partiste para não mais voltar!
Eu fiquei só, sem acalanto, sem amor...
Muitas vezes, chorei a minha dor,
Relembrando a tua cantiga de ninar.

Mesmo assim, estás a me  guiar.
Na minha saudade, és a alegria,
A prece que me faz continuar.

Fiquei contando luas para te encontrar.
E na minha fantasia,
Vivo sempre contigo a sonhar.

domingo, 8 de maio de 2011

SAUDADES DE MINHA MÃE


SAUDADES DE MINHA MÃE
(Genaura Tormin)

Mãe,
Mais um tempo se passou!
Os olhos lacrimejam
E ferido está o coração.
A caminhada ficou dolorida,
Alcantilada e fria,
Sem rumo, nem direção.

Como sinto a tua falta!
O cansaço faz-se plangente,
E os passos trôpegos
Vão machucando a gente.

Ainda sou refém do tempo,
Argamassa do oleiro,
Na esperança de ser pássaro
E poder voar aos teus braços.

terça-feira, 4 de maio de 2010

DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE


DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE
(Genaura Tormin)

Mortiça luz,
Ao morrer o dia.
Negras nuvens
Envolvem a terra.
A solidão se faz e
O ambiente é fúnebre.
A alma dolente
Se esvai em prantos.
Tudo se perde
Na confusão dos mundos.

Fecho a cortina,
Volto ao casulo.
Ouço passos...
Um vulto de mulher
Ganha formas,
Ocupa o espaço
À minha frente.

Tento falar e não consigo!
Escapa-me a emoção,
E eu me perco na imensidão azul
Dos seus olhos marejados.

Por um instante,
Num mudo diálogo
Senti a doce presença
De minha MÃE ao meu lado.

_________________

(Em mais um Dia da Mães, órfã, continuo!
No entanto, sei que ela está sempre por aqui a velar-me o sono, a amparar-me nos fracassos.)

sábado, 9 de maio de 2009

ESTRELA-GUIA


ESTRELA-GUIA
(Genaura Tormin)

Minha mãe!!!
Como sinto a tua falta!
Há muito não habitas na terra,
Embora tua imagem etérea
Viva no meu coração.

A gente nunca pensa que as mães podem partir,
Mudar-se para outra dimensão.
Hoje também sou mãe.
Sei como dói um filho ausente.

Teus olhos azuis, o sorriso grande,
Tento encontrar por onde ando.
É dolorido confirmar a todo instante,
Que não estás aqui.
Perdoa-me pelas ausências,
Pelas vezes tantas que te magoei,
Pelos sonhos que de ti roubei...

Eras e ainda és a minha estrela-guia!
“SEGUE, FILHA, QUE MUNDO É TEU!”
Como a dizer que o destino a gente cria,
Fazendo-me seguir com alegria.
É acalento a possibilidade
De ir ao teu encontro um dia.

Os anos avançam,
E mesmo de cabelos brancos
Sinto-me criança.
Resta-me a esperança
De ainda poder deitar-me em teu regaço,
Esconder-me nos teus braços,
E deixar rolar o pranto.

sexta-feira, 20 de março de 2009

MINHA MÃE


MINHA MÃE
(Genaura Tormin)

Minha mãe!
Quanta saudade!
Brado o seu nome
E tenho o eco por resposta.

O telefone do céu está mudo.
Há muito tempo vivo órfã!
Preciso de um colo
Para descansar meu corpo,
Preciso de um ombro
Para chorar.

Mãe,
Preciso de você para me guiar!
Queria dar-lhe o carinho que guardei.
Dizer da vida,
Das dores, dos amores
E das quedas que levei.
Estou indefesa,
Uma criança outra vez.
São tantas as queixas...

Mãe,
Sua presença me devolve a paz.
A silhueta etérea me acompanha
E sob as suas asas sou amada.
Mas é sempre em sonho
E você me deixa quando alguém me toca.
A claridade quebra o encanto.
E ainda por um instante, deixa-me fitar
Os olhos azuis de quem eu amo tanto!

domingo, 15 de março de 2009

SOU MÃE


SOU MÃE
(Genaura Tormin)

Pude ser mãe!
Sou feliz por isso.
Mas tenho de ser forte.
Sorrir na dor, enfrentar a guerra,
Amar o sofrimento.

Muitos filhos por mim vieram ao mundo.
Filhos diferentes,
Individualidades à parte.
Mas são os meus filhos!
Filhos da minha carne,
Filhos do meu amor,
Raízes fortes do meu coração.

Nesse ministério,
Sou multiqualificada.
Aprendi a servir, amar,
E sofrer num paraíso!

Sou enfermeira, conselheira,
Cozinheira e professora.
Às vezes,
Sou economista,
Costureira e arquiteta.

Sou mãe, amiga,
Colega de folguedos...
Pulei corda, joguei bola,
Brinquei de casinha,
De pique, de cavernas...

Andei de bicicleta,
De cadeira de rodas...
Fico triste nas derrotas,
Sorrio nas conquistas...
Muitas alegrias!
Flores e espinhos
Se mesclam nesse caminho.

Sei que peco algumas vezes.
As mães são pecadoras.
Erram, pensando acertar.
Faltam-lhes a experiência,
O convívio com situações novas,
A maturidade que o tempo traz.

Fui e sou Mãe!
Leguei à vida, quatro vidas!
Todas, um pouco de mim:
O sorriso travesso do meu jeito de criança,
A pertinácia nas dificuldades,
A maneira perfeccionista do colégio de freiras,
O carinho meloso de minha fragilidade.

Tenho, ainda, outro filho _ adotivo.
Outra metade de mim.
Nascedouro de carinho, cuidados...
Alento na dor,
Parceiro na alegria.
É o esteio da família.
O pai dos meus filhos,
Meu marido!

Outros filhos, terão os meus filhos.
Serão meus netos.
Assim, o círculo da vida vai se refazendo,
Olvidando passagens,
Aproveitando experiências.

Hoje o que importa
É que fui e sou mãe!
Isso me basta nesta vida.

segunda-feira, 9 de março de 2009

MULHER, MUSA ESPECIAL


MULHER, MUSA ESPECIAL
(Genaura Tormin)

Mulher, doce escultura,
Musa de todos os versos,
Invólucro de paixão.
Do semblante, irradia ternura,
Bondade, bem-querer,
O que a faz criadora e criatura.

Mulher/menina, anjo de candura.
Adolescente, palco de sonhos.
Sorrisos escancarados, cabelos ao vento
Nas algazarras do mais belo tempo.

E os papéis se multiplicam
Em partilhas de amor,
Acalorados sentimentos.
Namorada,
Esposa, mãe, confidente, amiga,
Profissional aguerrida,
Trabalhadora,
Incansável intercessora.
Fada/madrinha,
Sempre benfeitora!
Uma rainha!

E em seu ventre a vida se multiplica
Num ninho de amor fecundo.
Por isso, faz a diferença!
Seus ombros podem carregar o mundo!

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)