A mim o que me mata,
querido efebo, digo-te:
desejo sem prazer,
versos sem graça ou ritmo,
e ceias só com chatos.
Arquíloco
(Jorge de Sena)
segunda-feira, 28 de março de 2011
De um Trácio é agora o meu belo escudo.
Que havia eu de fazer? Perdi-o na floresta-
Mas salvei a minha pele, no aceso da luta.
Sei bem onde comprar um escudo novo.
Arquíloco
(Jorge de Sena)
sexta-feira, 18 de março de 2011
Ai quantas vezes,
ai quantas, quantas
no turvo mar,
o mar penteado
pelas rajadas
como a desordem
da cabeleira
de uma mulher,
eu suspirei,
morto em saudade,
pela doçura
de regressar.