A tarde se estira
no dorso de um tigre
veloz --
o duro mel dos olhos
encorpa em camélias
súbitas esquinas sem beijos, --
todos os minutos se espreitam.
Angela de Campos
terça-feira, 5 de julho de 2011
O tempo soluça no relógio
as rugas horizontais
que não tatuam meu rosto.
Ponteiros
agulhas invisíveis
injetam o ritmo
que infecta o dia
Angela de Campos
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A corcova calva do camelo
me traz o desejo
de incendiar as vogais
e ruminar as cinzas arenosas.
Como a alma acalma o coração?
Talvez com dromedários