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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A tarde se estira
no dorso de um tigre
veloz --
o duro mel dos olhos
encorpa em camélias
súbitas esquinas sem beijos, --
todos os minutos se espreitam.

Angela de Campos

terça-feira, 5 de julho de 2011

O tempo soluça no relógio
as rugas horizontais
que não tatuam meu rosto.
Ponteiros
agulhas invisíveis
injetam o ritmo
que infecta o dia

Angela de Campos

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A corcova calva do camelo
me traz o desejo
de incendiar as vogais
e ruminar as cinzas arenosas.

Como a alma acalma o coração?
Talvez com dromedários

Angela de Campos

segunda-feira, 30 de maio de 2011

NARCISO

a água cala
e lisa pára o múltiplo reflexo
por segundos
abre um sono de prata
em pedra e gota
a imagem se esquece
na pétala que decepa
olho por olho

Angela de Campos