As tartes a que nos referimos são as «pies» dos ingleses. Isto é, uma empada gigante, portanto com uma tampa de massa. Eram antigamente chamadas «pastelões».
Existem também algumas receitas que as designam por «timbal». A designação de timbal aplica-se a um instrumento de percussão de origem africana, sendo possível que a adaptação da palavra ao prato culinário tenha a ver com a forma da massa esticada sobre a tarte.
A receita que eu aprendi de timbal, na minha adolescência, era feita com massa folhada, ao contrário das empadas ou pastelões em que se usa mais frequentemente massa quebrada, mas não sei se esta é uma regra.
Durante o cozimento no forno o recheio da tarte ou pastelão ferve e liberta vapores que obrigam, se não se quiser que esta rebente, a que se faça um ou mais orifícios para a saída do mesmo. Há quem faça um orifício central e coloque um canudo de papel vegetal para permitir a saída do vapor. Mas existem objecto próprios para esse fim.
São os ingleses o povo que mais manteve o costume medieval dos pastelões. Pela mesma razão são eles que usam mais frequentemente funis para este tipo de tartes cobertas.
Foi produzido na SECLA (Caldas da Rainha), penso que nos anos 60. Deve ter sido feito apenas para exportação, como acontece com várias peças da Secla. Na realidade não conheço nenhum português que alguma vez tenha usado um destes funis e eu própria confesso que também não.