Mostrar mensagens com a etiqueta Carnaval. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carnaval. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de março de 2025

O final do Carnaval

 

Não tendo sido atingida pela alegria carnavalesca, descobri hoje esta imagem de A Paródia de 1901, alusiva à época.

Na capa pode ver-se a estação do Entroncamento onde se cruzam dois comboios. O da direita com os foliões, que corresponde ao comboio da Carne, que partem. Chega o comboio do Peixe que corresponde ao regime de abstinência, que se inicia na quarta feira de cinzas, à noite. Da janela sai a imagem de um clérigo que impõe a ordem.

Como tudo mudou em pouco mais de um século. Quem se lembra hoje destes antigos hábitos alimentares?

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Convite de Carnaval: a vida são dois dias

 Há vários ditados relacionadas com o Carnaval. Um deles associa-se ao provérbio em título “… e o Carnaval são três”. Qualquer um deles minimiza os problemas e incentiva o gozo da vida. Com mais ou menos pressa, como naquele em que diz: ”a vida são dois dias e um deles já passou”.

Trata-se de um período de festejos e nestes cartões, mostrados agora nesta época, o enigmático Senhor X, de que desconheço o nome, convidou os seus amigos para uma festa que consistia num Baile de máscaras.

O baile teve lugar em Lisboa, na Rua da Barroca, Nº 72, no 1º andar. Penso que se tratava de uma casa privada porque não detectei nenhum clube nesta rua que vai da Rua das Salgadeiras à Travessa da Queimada, no Bairro Alto.

O convite, com a data de 1905, que seria apresentado dobrado, está neste momento encaixilhado e foi decorado com figuras femininas, feitas a tinta da China e aguareladas, com uma estética muito oitocentista.

Espero que gostem e sejam transportados para um festa que teve lugar há mais de um século, acompanhada  seguramente por uma alegria mais simples do que a dos nossos tempos.

 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

domingo, 3 de março de 2019

Carnaval Desmascarado


 Apesar de a morte o ter levado muito cedo a sua obra como caricaturista foi enorme. De nome completo Celso Hermínio de Freitas Carneiro, nasceu em Lisboa em 1871 e faleceu em 1904.
Começou a desenhar muito cedo, mas profissionalmente foi em 1892 no «O Universal», depois de desistir da carreira militar.
Colaborou em Suplemento Ilustrado de O Universal, O António Maria, Branco e Negro, Diário de Notícias, A Paródia, BrasilPortugal, O Dia, A Comédia Portuguesa, A Folha, Diário da Tarde, O Papão, Jornal das Senhoras, O Arauto, O Comércio do Porto Ilustrado, Ilustração Portuguesa, Passatempo, etc. Seria editor/director de O Micróbio, O Berro e A Carantonha, no período mais acérrimo da censura em final de oitocentos.
No Brasil, onde viveu de 1897 a 1899, trabalhou no Jornal do Brasil, O Diabo, etc.
O álbum «Carnaval Desmascarado», de que se apresentam algumas folhas, foi uma das suas últimas obras, publicado em 1903, mas além deste ilustrou também vários livros, desenhou postais ilustrados e fez pintura.
Foi autor de uma página do Albúm-Homenagem a Rafael Bordalo Pinheiro, saído em 1903 e cujo traço e sentido crítico eram muito semelhantes.
No dia 20 de Março de 1904 era publicado o obituário de Celso Hermínio, no jornal Occidente. Uma morte rápida, que apanhou as pessoas de surpresa, incluindo o jornalista que comovido dava a triste notícia, lamentando o desaparecimento deste caricaturista político de figuras e factos da Primeira República. 
Uma obra extensa de que apenas se menciona parte, e que nos surpreende numa pessoa que morreu apenas com 33 anos.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Carnaval, música e Stuart

Stuart Carvalhais (1887-1961) foi um ilustrador e gráfico português que deixou uma obra extensa. 
A sua colaboração em revistas, jornais e como gráfico para firmas como a Club Bristol e a Sasseti, permitiram-lhe abarcar áreas diversificadas, utilizando sempre um estilo identificador.
Os seus desenhos retratam figuras populares e cenas da vida noctura em que a mulher é presença constante. Mesmo quando retrata a mulher do povo a figura feminina é delicada e sofisticada com os seus olhos esfumados que a tornam misteriosa. 
Vê-se a sua obra e percebe-se que desenhava como respirava, com uma facilidade extraordinária, uma espécie de Camilo Castelo Branco do desenho.  
Nesta época de Carnaval em que a música é presença constante, mostramos uma pequena parte da sua obra gráfica, as capas de pautas musicais feitas para a Sasseti nos anos 20 e 30, de que excluímos os fados, por demasiado tristes. Uma selecção musical adequada a esta época.
Para um fim de dia mais calmo

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Um carnaval em Loulé

Nas décadas de 1950-1960 as empresas tinham preocupações com a divulgação dos seus produtos de uma forma completamente diferente da dos nossos dias.
Não existia ainda o marketing mas os comerciantes e fabricantes sabiam que lhes era vantajoso fazer publicidade dos produtos que produziam ou comercializavam. 
Durante mais algumas décadas, e até à mudança da legislação, os brindes aos clientes eram uma constante. Eram gentilezas que serviam para lembrar o nome da firma num período mais prolongado, que ia  para além do acto da compra. Outra forma de o fazer era participando nas actividades locais e este é um desses exemplos.
Em Loulé, provavelmente nos finais da década de 1950, a firma M. Brito da Mana, estabelecida em Loulé e com filial na Quarteira, participou no corso de Carnaval com um carro alegórico onde publicitava a ginja e o licor Eduardino da Casa Cima, da rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, de que era «o único representante no Algarve».
Sobre uma carrinha de caixa aberta, ornamentada com flores de papel, dez jovens vestidos com blusas de seda atiravam aos observadores presentes, possivelmente flores ou rebuçados.
Garrafa antiga e moderna do Licor Eduardino
De cada um dos lados eram publicitados os licores referidos e na traseira da carrinha o nome do depositário. Uma forma de festejo simples, à portuguesa, quando ainda não tínhamos sido invadidos pelo carnaval brasileiro. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Reminiscencias do Carnaval

Máscara antiga de carnaval em papelão pintado

Grupo de crianças mascaradas. Sintra, Carnaval de 1936

domingo, 2 de março de 2014

Os porcos e o humor neste Carnaval

Quase um século separa estes dois postais. O primeiro, de finais do século XIX, mostra uma imagem ousada para a época que, com a abertura do postal, rapidamente se revela inocente. 
O segundo data de 1979 e é um calendário publicitário ao "Restaurante Boa Viagem", na Mealhada, cuja especialidade era o leitão assado. 
Ao abrir-se o cartão revela-se a verdadeira imagem de uma menina de formas curvilíneas com um leitão ao colo. O espaço era aproveitado para publicitar «o almoço da casa a preço económico». 
Ao longo dos tempos o porco, esse simpático e inteligente animal, tem sido utilizado para trocadilhos humorísticos. 
Associado frequentemente aos cozinheiros, um tema a que voltarei, pareceu-me apropriado para esta época de Carnaval em que, a pouco e pouco, se vai perdendo o hábito das “partidas” e o sentido de humor.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Carnaval de 1973 no Cinema Paris

Parece recente, mas já passaram 40 anos. Festejava-se o Carnaval no Cinema Paris e no programa afirmava-se ser uma tradição com muitas dezenas de anos. O edifício em estilo Art-Deco tinha sido inaugurado em 1931. Será que a tradição remontava a essa data?

Nas soirées havia comédias de sábado a terça, a que se seguiam na plateia e no balcão bailes até de madrugada. A música ficava a cargo dos «Panteras Negras» e de «Faria e o seu conjunto».
Quanto ao programa das soirées passavam-se filmes divertidos para maiores de 6 anos e no palco havia espectáculos todos os dias.
 Apresentavam-se momentos de magia com a presença de «Sotam», bonecos dançantes apresentados por «Gaby», e a «Rolling Star», uma sensacional equilibrista sobre rolos. E em todas as matinées participavam os mais afamados palhaços «Armand, Lisboa & Cª».
Querem saber os preços? As soirées eram mais caras e na plateia variavam entre 17$50 e 25$00, enquanto no balcão esse preço subia para 50 a 70$00, consoante as filas.
Quanto às matinées custavam menos de metade destes preços, para facilitar a vida às crianças.  Estas eram ainda beneficiadas com um presente (tinha que meter comida): tabletes de chocolate oferecidas pela Fábrica Regina. Tempos de grande inocência perdidos, tal como o próprio cinema.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fantasias de Carnaval

Para não deixar passar esta época sem um poste alusivo apresento algumas fotografias antigas com fantasias de Carnaval. 
Diferentes das de hoje em dia, sem heróis, representavam sobretudo figuras populares com trajes regionais.

A terminar, a imagem que desencadeou a vontade de lhes apresentar esta sequência.
A fotografia de um menino de dois anos e meio que, em 1914, vestido de cozinheiro, oferecia os seus serviços. Segundo os seus pais garantiam: «Sabe bem da sua arte!».