2º Sufjan Stevens – Age of Adz 3º Gil Scott-Heron – I’m New Here 4º Laura Veirs – July Flame 5º Arcade Fire – The Suburbs
6º Afrocubism – Afrocubism 7º MGMT - Congratulations 8º John Grant – Queen of Denmark 9º Trembling Bells – Abandoned Love 10º Vampire Weekend - Contra
11º Ice Cube – I Am the West 12º Erland and the Carnival - Erland and the Carnival 13º Neil Young – Le Noise 14º !!! – Strange Weather, Isn’t It? 15º Elvis Costello – National Ransom
16º Janelle Monáe – The ArchAndroid 17º Joanna Newsom – Have One on Me 18º Black Rebel Motorcycle Club – Beat the Devil’s Tatoo 19º Sharon Jones & The Dap Kings – I Learned the Hard Way 20º Warpaint – The Fool
21º Christina Aguilera -Bionic 22º Women – Public Strain 23º The National – High Violet 24º Willie Nelson – Country Music 25º Emily Jane White – Victorian America
26º Manic Street Preachers – Postcards from a Young Man 27º Deer Tick – The Black Dirt Sessions 28º Yeasayer - Odd Blood 29º Jenny and Johnny – I’m Having Fun Now 30º Rumer – Seasons of My Soul
O segundo dia do Festival Internacional de Benicàssim correu, e bem, ao sabor do electro-pop. E nesse campo houve um grupo que se distinguiu: os Hot Chip. Ao contrário do que é apanágio dentro do nicho, o colectivo londrino nega qualquer compromisso desenvergonhado com os anos 80. Através de uma performance muito dançada, e com todos os seus membros a distribuirem-se numa placa giratória multi-instrumentista, os Hot Chip empunharam os seus temas mais célebres, num cruzamento neo-milenar improvável entre Kraftwerk e Gang of Four (embora a milhas de ambos, a milhas de tudo). Mostraram serviço notável, mesmo que com a concorrência de alguns exibicionistas nus que se erguiam acima do imenso mar de cabeças da assistência.
Antes, também pelo palco principal (Escenario Verde), esteve Julian Casablancas, com uma banda mais numerosa que os seus Strokes (o vocalista está a ser acompanhado por mais seis instrumentistas). Quem o vir no Meco, pode esperar dele uma actuação que vai incluir temas dos Strokes (ouviram-se ontem Reptilia ou Modern Age, entre outros) que não colidem com o formato synth-pop da colheita a solo do álbum Phrazes for the Young que está agora a apresentar. Com um visual de pequenas excentricidades (da madeixa de cabelo oxigenada à unha da mão pintada), Julian Casablancas gracejou com o facto de não falar nada de castelhano, mesmo tendo dois nomes espanhóis (J. Fernando Casablancas). Foi o vocalista nova-iorquino que deu origem à primeira grande mobilização de massas, ao início da noite.
Também em bom plano, e igualmente sob o signo do eletro-pop, estiveram os Goldfrapp num dos palcos secundários (o Escenario Fiberfib.com). A ventoinha do palco simulava um vento que não existia (a noite foi outra vez quente e dispensou camisolas de manga comprida) e levantava no ar o vestido curto e prateado de Alison Goldfrapp, e o ambiente era o de uma viagem aos anos 80 à bruta. Com um alinhamento em regime best of, sobretudo dos últimos tempos (lados-A como Believer, Alive ou Rocket foram escutados), o toque kitsch e abbesco da banda inglesa caiu bem no festival.
Mas o momento de glória do segundo dia coube aos Vampire Weekend (na foto), no Escenario Verde. A cada tema - Cape Cod Kwassa Kwassa, Cousins, A-Punk, Diplomat's Son, Oxford Comma, Horchata (refresco que abunda muito nesta região) ou Mansard Roof - os Vampire Weekend ligavam o turbo e punham a entusiasta multidão a dançar freneticamente. O mexido vocalista Ezra Koenig, que tinha a guitarra viciada nos acordes afro que lembram o Mali (excepção ao electrónico Giving Up the Gun), foi o porta-voz de uma banda que está a marcar uma época e que está a conseguir dar o salto para um estatuto de popularidade maior.
Notas elogiosas ainda para a actuação sob sol arrasador do cantautor irlandês Fionn Regan (e para as suas virtudes folk dylanescas), para a adesão dos muitos festivaleiros britânicos em torno dos ascendentes Mumford & Sons (que seguem a melhor tradição da folk inglesa) e para o DJ set de DJ Shadow já a madrugada ia avançada (que mereceu um ecrã em forma de esfera e o melhor do hip hop instrumental).
2º MGMT - Oracular Spectacular 3º Fleet Foxes - Fleet Foxes 4º Portishead - Third 5º Gonzales - Soft Power 6º B.B. King - One Kind Favor 7º The Hold Steady - Stay Positive 8º Cat Power - Jukebox 9º Duffy - Rockferry 10º The Breeders - Mountain Battles
11º Grace Jones - Hurricane 12º White Denim - Workout Holiday 13º Black Mountain - In the Future 14º Beck - Modern Guilt 15º Vampire Weekend - Vampire Weekend 16º Lykke Li - Youth Novels 17º Melvins - Nude with Boots 18º Ladyhawke - Ladyhawke 19º Santogold - Santogold 20º Gnarls Barkley - The Odd Couple
21º Bon Iver - For Emma, Forever Ago 22º R.E.M. - Accelerate 23º Benga - Diary of an Afro Warrior 24º Scarlett Johansson - Anywhere I Lay My Head 25º The Gutter Twins - Saturnalia 26º Mudcrutch - Mudcrutch 27º Charlie Haden - Rambling Boy 28º Kings of Leon - Only by the Night 29º Heavy Trash - Going Way Out with Heavy Trash 30º Nneka - No Longer At Ease
Imagens YouTube (de cima para baixo): Silver Jews - "Suffering Jukebox"; The Breeders - "German Studies"; Gnarls Barkley - "Going On"; Nneka - "Heartbeat". Fotos (de cima para baixo): Gonzales; Vampire Weekend; Gutter Twins.