Por um atalho de cantautor dos mil e um ofícios, ao estilo de Patrick Watson, os Shearwater também experimentam de tudo, do trato erudito do piano à transcendência rockeira jeff-buckleyana. O álbum é igualmente abençoado pelo comportamento bipolar dos indie-folkers Mountain Goats, que oscila entre a meiguice romântica e uma interpretação mais colérica que racha a loiça no raio de um quilómetro. E vai mais longe, para uma espécie de prova viva da reencarnação, pelo menos a de Jonathan Meiburg (a persona dos Shearwater), que ao longo do disco tem momentos de músico barroco do século XVII, de hippie pró-folk dos anos 60 e de pós-grunger dos ano 90. (Matador, 2008)
Pode ler aqui artigo desenvolvido no Cotonete.
[“Rooks”, ao vivo no South by Southwest, em Austin, Texas, em 2008]