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sábado, 6 de junho de 2009

EXCITAÇÃO DA SEMANA: SONIC YOUTH, «THE ETERNAL»


Uma tartaruga-gigante é capaz de durar 150 anos, uma ovelha sobrevive a 12 e uma borboleta aguenta-se durante seis semanas no Verão. Mas a vida artística de uma banda de rock não dura mais do que vinte anos, excepto se falarmos dos Sonic Youth. "The Eternal" impõe-nos esta conclusão excepcional, com um título que só nos Sonic Youth não é gratuito.

Os Rolling Stones, os U2 ou os Depeche Mode são hoje meros negócios que põem a render períodos criativos que não ultrapassaram, em cada caso, 15 primaveras. Jim Morrison e Kurt Cobain morreram antes de tempo, condenando os Doors e os Nirvana ao mesmo destino. E mesmo na vanguarda, bandas criativas como os Pere Ubu, os Fall ou os Red Krayola são mais o reflexo da personalidade dos seus líderes do que uma identidade colectiva estável. Mas os Sonic Youth sempre estiveram aí e sempre foram uma BANDA - desde sempre (desde 1981), Kim Gordon, Thurston Moore, Lee Ranaldo e, desde 1986, o baterista Steve Shelley - como hoje tão bem o mostram.

Provavelmente, os Sonic Youth fizeram a maior invenção do rock de todos os tempos: aquela corrosão desconstrutiva de guitarras dinamizada por uma raríssima democracia de três cabeças compositoras (Gordon, Moore e Ranaldo) ainda hoje rende, já lá vão quase trinta anos. As alterações sempre foram progressivas e nunca súbitas: foram-se desprendendo do som aterrador e violento com que apareceram ao mundo em "Confusion Is Sex" e foram amaciando o seu som para um modo mais confortável, tudo isto sem grandes cortes.

Mais do que grandes músicas e que uma cultura, é a força exibida por um álbum como "The Eternal" que impresiona e a forma como uma boa ideia resiste com tanta saúde. Claro que há pequenas novidades no disco: há mais coabitação de várias vozes nas próprias músicas entre os três compositores e, factualmente, o baixista Mark Ibold (ex-Pavement) aparece como o quinto membro. Mas acima de tudo há um acréscimo de mais uma dose de canções para a brilhante colecção dos Sonic Youth. O jogo de cintura entre as intervenções sound-art e os compromissos melodiosos de uma canção é ainda um mote incendiário para a alma do fã do grupo.

Os Sonic Youth são um modo de vida. A mini-saia continua a assentar bem na saltitante Kim Gordon; a longa franja de Thurston Moore continua a dar-lhe um ar juvenil; e Lee Ranaldo mantém o seu (des)penteado informal. Mas a sua vitalidade continua a ser a música. (Matador, 2009)

Artigo publicado no site Cotonete.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

PARA QUANDO EM DVD?


Sonic Youth – The Year Punk Broke
Enquanto se aguarda autorização legal de Courtney Love, a viúva de Kurt Cobain, para a edição em DVD de The Year Punk Broke, consolemo-nos com a cópia em VHS (os poucos que a têm) e com a democratização do YouTube para apreciar tão precioso documento.

1991 é o ano a que The Year Punk Broke se refere com toda a razão, e nele vemos os Sonic Youth, da fase Goo, em óptima forma, e em óptima companhia: além dos protegidos Nirvana (quando o caldo grunge estava à beira de entornar), também os Ramones, os Dinosaur Jr., as Babes In Toyland e os Gumball se cruzam nesta digressão pelos vários festivais europeus.


O documentário dirigido por Dave Markey seria dedicado a Joe Cole, actor e roadie da Rollins Band, que também figura no filme. Joe Cole seria assaltado e assassinado ao lado de Henry Rollins, meses depois de The Year Punk Broke ter sido rodado. A música “JC” do álbum dos Sonic Youth Dirty (de 1992) é nele inspirado.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sonic Youth no Campo Pequeno


Não estava lá, não estava lá. Demasiado entretido a estudar para os exames de admissão no ensino superior. Mas suficientemente crescido para dar conta do que estava a acontecer. Ouvi dizer que os Sonic Youth "deram cabo daquilo". Arrependi-me.

Volto a arrepender-me quando vejo o depósito impressionante de imagens daquele concerto em 1993 - o primeiro de sempre da banda de Thurston More em Portugal.