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5 de ago. de 2010

Em Morungaba, na companhia das ervas

Um dos caminhos para chegar até Serra Negra inclui passagem pela cidade de Morungaba, onde fica a fábrica da Companhia das Ervas, nossa marca nacional preferida no quesito temperos, condimentos, antepastos, pimentas e geleias.

A loja de fábrica funciona numa casinha rústica localizada em uma das ruas principais da cidade. Os preços por lá são um pouco mais acessíveis em relação aos praticados nos supermercados e empórios da capital.
Com tranquilidade, dá pra conhecer o portfólio completo de produtos da marca, que vai muito além dos temperos e geleias mais tradicionais.

Nós compramos geleias nos sabores cupuaçu, açaí, pimenta, canela e gengibre. Ainda não provamos todas, mas por enquanto, a única que não empolgou foi a de açaí. Trouxemos também um ótimo antepasto de berinjela e alguns temperos como páprica picante, açafrão e pimenta em conserva.

Sugestão do chef: a loja tem como diferencial alguns kits com produtos variados. São ótimas opções de presente gourmet.

Companhia das Ervas (loja de fábrica): Rua Araújo de Campos, 1.524 (em frente ao Doces David) – Morungaba – SP – Tel.: (11) 4014-7521

29 de jul. de 2010

A gastronomia nas pousadas de Serra Negra

Sempre que viajamos tentamos visitar alguns lugares mais afastados do eixo comercial da região. Nessa última visita à Serra Negra nos programamos para conhecer o restaurante das pousadas Shangri-lá e Oca Bianca.
Começamos jantando na Shangri-lá, pousada super charmosa localizada no alto da montanha, há uns dez minutos de carro do centro a cidade. Pena que durante à noite não conseguimos fotografar o lugar pois a iluminação era mínima, mas vale dar uma passada no site pra conferir.
Nossa intenção incial era a de comer fondue, mas gostamos bastante do menu fechado (R$ 35 por pessoa) e mudamos de ideia.
O vinho argentino Trivento 2009 merlot e malbec (R$ 40) – bem forte e alcoólico – chegou à mesa junto com o creme de cebola, sopa caprichada com sabor caseiro e suave.

Segunda opção do menu, a casquinha de siri nos supreendeu positivamente. Saborosa e muito bem executada, foi o destaque do jantar, apesar da porção pequena.

O salmão ao molho de frutos do mar, servido com batatas ao vapor e arroz branco, estava gostoso e veio em porção generosa.

Já estávamos satisfeitos, mas ainda provamos os doces caseiros do buffet de sobremesas. Pena que não conseguimos experimentar um pouco de cada opção, afinal, todas nos pareceram ótimas e a variedade era considerável. Ficamos apenas com manjar, pudim de leite condensado com coco e mousse maracujá.

Nossa impressão do jantar não poderia ter sido melhor: uma noite meio comfort food.
No dia seguinte, depois de uma manhã de compras, fomos almoçar no restaurante Mamma Fernanda, que funciona dentro da Pousada Oca Bianca, também há uns dez minutos de carro do centro da cidade, porém, para o lado oposto ao sentido da Pousada Shangrilá.
O trajeto é bastante agradável, com vista para montanhas e áreas verdes.

A pousada fica num espaço tranquilo e plano. Tem quadra de tênis, lago e um pier com uma vista linda. O restaurante funciona em um salão na área da piscina.

Chegamos com bastante fome e, antes mesmo de olharmos o cardápio, aceitamos o couvert (R$ 6) que trazia bruschetta de tomate e canapés com cream cheese temperado e morango.

Especializado em pratos das culinárias italiana e suiça, o Mamma Fernanda apresenta um menu simples e interessante.
A Lasagna all italiana (R$ 22) foi a melhor escolha. Recheada com molho bolonhesa, bechamel e bastante parmesão, estava muito boa e leve, com sabor de massa caseira.

A apresentação do Filetto al Brie (R$ 28), filé mingon servido com arroz e lentilha, era um pouco grosseira, mas a carne estava muito boa, no ponto certo e combinou bem com o queijo gratinado. A lentilha também estava gostosa, mas junto com a carne deixou o prato um pouco pesado.

Finalizamos o almoço com duas sobremesas que agradaram bastante. O Mini Apfel Strudel (R$ 10), torta de massa folhada recheada com maçã, amêndoa ralada e uva passa, servido com creme quente de baunilha e canela. Estava excelente, com sabor de doce feito em casa.

Apesar do jeitão de industrializada, a Torta de Trufas (R$ 7) também estava gostosa. Trazia creme holandês com chocolate ao leite e pasta de avelã coberta com chocolate em pó.

Fizemos mais duas boas descobertas nessa cidade do inteior de São Paulo e torcemos para que novas propostas gastronômicas apareçam nos próximos anos.

Sugestão do chef: é necessário fazer reserva para conhecer esses reataurantes. Também é preciso consultar o horário de funcionamento, pois varia de acordo com a época do ano.

Shangri-lá Hotel e Pousada: Estrada das Tabaranas, km 4 (final da Av. Juca Preto) – Serra Negra – SP. Tel.: (19) 3892-5690 / 3892-3765
Mamma Fernanda (Pousada Occa Bianca): Rua 9, 280 – Belvedere do Lago – Serra Negra – SP. Tel.: (19) 3842-1447/(19) 8147-5700


4 de out. de 2007

Vai um cafezinho?

Como já dissemos no primeiro post sobre Serra Negra, a cidade desenvolveu bastante seu lado gastronômico. Não falamos isso apenas pelos bons restaurantes, mas também pelas simpáticas cafeterias especializadas em versões gourmet da bebida.
A primeira parada foi na Le Caffè, local agradável que serve também boa variedade de tortas salgadas, sanduíches, doces e bolos. Tudo exposto em uma vitrine bem atraente.

Claro que não resistimos às tentações e escolhemos o bolo Búlgaro para acompanhar nosso espresso da marca D’Oraggio (R$ 1,80), que é produzido em Serra Negra mas começa a ser encontrado em algumas lojas e cafés da capital.


Recheado de chocolate, frutas cristalizadas ao rum e coberto com chocolate ao leite, estava tão bom que demoramos para sentir falta da água gaseificada que normalmente é servida junto com o café. Este, por sua vez, apresentava acidez equilibrada e leve amargor.


Seu pó é vendido na própria cafeteria em pacotes com um dispositivo que exala o aroma do produto.

Queríamos conhecer todas as cafeterias, mas já era o último dia e o tempo não seria suficiente. Por isso a última parada foi na recém inaugurada Cafe-i-cultura, um ambiente agradável e bem decorado.

Na parte inferior, além das mesas há um mini-empório que vende produtos da região e o café em pó Ouro Verde, produzido artesanalmente na fazenda dos proprietários do estabelecimento, que fica a 5km do centro de Serra Negra.


Subindo as escadas, vimos uma interessante exposição fotográfica – com fotos tiradas na própria fazenda – e um breve filme com curiosidades e dicas sobre o café.

Conversando com os donos, soubemos que a fazenda promove visitas monitoradas para mostrar todo o processo de produção, desde o plantio dos grãos até a finalização da bebida.
E claro que seria impossível sair de lá sem provar o café. Enquanto o Fernando optou pelo tradicional e encorpado espresso puro (R$ 1,50), eu resolvi variar e ver se a combinação do espresso com licor de chocolate (R$ 2) era realmente tão boa quanto imaginei.


E não é que me dei bem!
Pena que o dia terminou e já era hora de voltar para São Paulo.

Sugestão do chef: Nos dias 12 e 13 de outubro acontecerá a 3ª Degusta Café Serra Negra 2007, evento realizado pela Associação de Cafeicultores de Serra Negra (ASCAFÉ). Além de expositores ligados ao segmento, apresentações de baristas, premiações e concurso gastronômico de café garantem entretenimento aos visitantes.

Café D’Oraggio: site: http://www.cafedoraggio.com.br

Le Caffè: R. Conselheiro Rodrigues Alves, 609 – Serra Negra – SP
Tel: (19) 3842-1570

Café-i-cultura (Fazenda Vale do Ouro Verde):
s
ite: http://www.valedoouroverde.com.br/

3ª Degusta Café Serra Negra 2007: Dias 12 e 13 de Outubro 2007 no Centro de Informações Turísticas, das 9h às 20h. Site: http://www.degustacafe.com.br/

2 de out. de 2007

Para todos os paladares

Um bom lugar para beber cervejas especiais em Serra Negra é o restaurante Santa Catarina, um dos poucos que incluem no cardápio opções como Paulaner e toda a família Baden Baden.

Comandada pelo simpático Edgar, que faz questão de oferecer cachaça artesanal a todos os clientes, a casa conta com um cardápio variado que vai das especialidades alemãs até carnes grelhadas e peixes como salmão com purê de mandioquinha e truta ao molho de ervas.
No couvert, um bom patê de cenoura ajudou a enganar a fome antes de decidirmos pelo clássico strogonof de camarão (R$ 58).



Estava ótimo, só que a meia porção (R$ 30) teria sido suficiente para matar a nossa fome – que, diga-se de passagem, não estava pequena.

Depois de boas olhadas na vitrine de doces, resistimos bravamente e partimos em direção às cafeterias da cidade. Mas isso é assunto para o próximo post.

Sugestão do chef: o restaurante funcionou anteriormente como empório, em um outro endereço. E ainda hoje é possível levar para casa vinhos, cachaças, cervejas, copos e alguns outros objetos.

Restaurante Santa Catarina: Final da Rua Coronel Pedro Penteado - Centro - Serra Negra – SP – Tel.: (19) 3892-8157.

1 de out. de 2007

A vez das massas

Nossa fome estava grande e por isso o jantar precisava ser bem servido. Decidimos comer em um restaurante que já conhecíamos, onde há uns anos experimentamos uma picanha no espeto que vinha com vários acompanhamentos.
Enquanto caminhávamos rumo a esse local passamos na frente da Cantina San Marco. Não resistimos à foto da lasanha gratinada que vimos num banner logo na entrada. Parecia saborosa e suficiente para nos satisfazer. Deixamos a picanha para outro dia e resolvemos provar a massa.

Como em quase todos restaurantes de Serra Negra, a decoração é simples e informal, igual ao serviço. Boa parte de quem atende os clientes – garçons ou proprietários –, é gente animada e divertida. Passam por todas as mesas perguntando se a comida está boa e depois dão um jeitinho de puxar papo. Dá pra conseguir ótimas dicas turísticas com eles.
No cardápio, pizzas, massas e molhos caseiros aguçavam ainda mais nossa fome. E a decisão foi mesmo pela lasanha gratinada na versão verde, com recheio de quatro queijos e molho à bolonhesa (R$ 22 individual e R$ 38 para duas pessoas).

A foto não saiu muito boa, mas nós garantimos que ela entrou para a lista das nossas lasanhas inesquecíveis. Sem exageros. A massa era leve e o recheio muito cremoso. E o fato de ter sido gratinada no forno à lenha fez toda diferença em relação ao sabor e à textura.
Depois de uma refeição tão simples e reconfortante, com gosto de comida da vovó, dispensamos a sobremesa só para beliscar o que tinha sobrado do pão caseiro servido enquanto esperávamos o prato. Ele chegou fresquíssimo à mesa – foi preparado poucas horas antes e estava tão saboroso que não seria justo desperdiçar nenhum pedacinho.

E nada melhor que terminar a noite com uma caminhada pelo centro da cidade, sem perceber o passar das horas e, principalmente, sem a mínima necessidade de olhar para todos os cantos nas ruas escuras ou de menos movimento.

Sugestão do chef: para garantir o frescor e a qualidade da comida, os pratos são preparados na hora e demoram entre 30 a 40 minutos, dependendo do pedido. Enquanto isso, aproveite para tomar a caipirinha de saquê (R$ 8). O copo não é tão grande, mas ela é feita com capricho.

Cantina San Marco: Av. Gov. Laudo Natel, 32 – Serra negra – SP
Tel: (19) 3892-2844

28 de set. de 2007

Bacalhau aromático

Para encontrar o melhor da gastronomia de Serra Negra é preciso vasculhar um pouco a região. Fazendo isso, achamos um dos mais saborosos restaurantes portugueses que conhecemos até hoje: A quinta portuguesa.
Para chegar lá é preciso sujar o carro por uns 10 minutos em uma estradinha de terra. No caminho, com um pouco de sorte é possível até avistar alguns tamanduás ou simplesmente admirar a paisagem das montanhas.

Ao embicar o carro na ladeira que dá acesso ao restaurante, o visitante perceberá que está, na verdade, entrando em um sítio. É que o seu João comprou a propriedade para ficar sossegado criando galinhas e cuidando da horta. Tempos depois resolveu aproveitar melhor o que o sítio rendia e abriu o restaurante. Experiência para isso não lhe faltava, já que ele é dono de um restaurante em Setúbal, Portugal, que hoje mantém arrendado.

E a competência do seu João é notada logo de cara, assim que o couvert chega à mesa. Por apenas R$ 4 por pessoa, o cartão de visitas traz pão caseiro, bolinhos de bacalhau, berinjela, azeitonas temperadas e dois sensacionais embutidos lusitanos: alheira e lingüiça portuguesa, ambos feitos lá mesmo, de forma artesanal.

Nos pratos principais, a casa oferece boa variedade de peixes na brasa, como sardinha portuguesa, pintado, atum e meca. Tem também alguns pratos especiais só para quem reserva com antecedência.
Nós ficamos com o clássico bacalhau a Gomes de Sá, receita em que o pescado em lascas é preparado com rodelas de batata, ovos, azeitonas pretas e bastante azeite (muito bem servido e com direito a salada de entrada, por R$ 55).

Por lá, o prato leva outros condimentos, como folhas de louro, que o tornam, além de delicioso, muito aromático. O detalhe é que todos os vegetais utilizados são cultivados no próprio sítio sem agrotóxicos, e isso vale até para o coloral que decorou nosso bacalhau.

Quando vimos que o pastel de Belém era a única sobremesa servida, ficamos um pouco decepcionados. Mas depois de provar o doce macio e cremoso, concordamos que seria besteira colocar algo para rivalizar com ele, que é outra maravilha preparada artesanalmente pelo seu João.

Sugestão do chef:a comida é ótima e as porções são bem fartas, por isso nada melhor que uma bebida para ajudar na digestão. A dica é o licor Beirão, cuja fórmula leva diversas plantas e sementes aromáticas. A fabricante portuguesa não revela que plantas são essas, mas nós revelamos que o licor é excelente.

A quinta portuguesa: Chácara Nogueira & Carvalho - Bairro das Tabaranas (a 5 min do Casco de Ouro) – Serra Negra – São Paulo – SP – tel.: (19) 3892-4980 / (19) 3892 6060

Acesse o mapa aqui

Funcionamento:

Sextas-feiras: só no jantar
Sábados: almoço e jantar
Domingos: só no almoço
Fecha nos outros dias.

27 de set. de 2007

Cidade da saúde

Assim é conhecida a estância hidromineral e climática de Serra Negra, que ganhou esse apelido por conta das diversas fontes de água mineral e do ar puro que é notado logo no começo da subida da serra. Também é uma das cidades que formam o circuito das águas.

Distante 153 km de São Paulo, sua altitude varia entre 927 metros no centro e 1310 metros nos vales. A temperatura é amena no início da manhã e à noite, porém o resto do dia costuma ter sol e céu azul.


Serra Negra é uma das cidades do interior paulista onde o turismo é forte. Isso acontece pela soma do excelente clima com o intenso comércio local. Artigos de madeira, lã, malha e couro são encontrados por todas as estreitas ruas do centro e fazem a alegria dos turistas, em especial das mulheres.

E disso eu posso falar bem e já aviso: a quantidade de bolsas, sapatos, malhas, tricô e roupas é de enlouquecer. Impossível sair de lá com as mãos vazias. Sem falar nos objetos de decoração (artesanatos, quadros, cristais, crochê...) e todas essas quinquilharias que a gente sempre arruma um cantinho vazio em casa para colocar.
Mas como este blog foca a gastronomia, vamos ao que interessa.
Existem muitas lojinhas repletas de guloseimas e produtos caseiros de fabricação local, como queijos dos mais diferentes tipos, patês, embutidos, antepastos, bolachas, licores, cachaça, compotas, geléias, doces, pimenta e mel. E a melhor parte é que os ingredientes são de alta qualidade e os preços acessíveis. Dá pra comprar de tudo um pouco por preço justo, diferente de São Paulo onde produtos artesanais costumam custar mais caro.

Simplicidade é a palavra que melhor define a gastronomia local. Os bares e restaurantes não investem muito na decoração dos estabelecimentos e na apresentação dos pratos, mas isso não interfere na boa comida servida em grande parte deles.

Notamos, inclusive, que a cidade começa a se desenvolver nesse assunto. Cafés gourmet e lojas de chocolates finos já são vistos com mais freqüência e o preço médios das refeições também aumentou consideravelmente. Ainda assim não dá para comparar, por exemplo, com Campos do Jordão, cujos restaurantes são, em grande maioria, voltados para a gastronomia internacional. Em Serra Negra isso não acontece, o lugar é rústico.
Mas isso não é ruim, pelo contrário. Andar por lá é o mesmo que voltar ao passado, relembrar a infância e rever algumas coisas saudosas como esse sorvete tirado em uma máquina que eu não via há pelos menos uns 10 anos.


Durante a curta estada não deu para conhecer tudo que prevemos, principalmente porque descobrimos lugares legais que não estavam no roteiro. Claro que voltaremos para ir em todos eles. Os próximos posts serão dedicados aos que visitamos dessa vez.

Sugestão do chef: a rede hoteleira da cidade é muito boa e variada, atendendo a todos os gostos e bolsos. É possível ficar no centro, em bairros próximos, na montanha e até nas cidades vizinhas. A escolha depende do que se pretende fazer por lá e da estrutura dos hotéis. O melhor é consultar o site da cidade e escolher pelo que melhor se enquadra ao seu perfil.

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