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12 de jun. de 2011

Red Stripe, a cerveja da Jamaica

Reggae a Jamaica exporta para o mundo todo há quase cinco décadas. Desde que Bob Marley colocou a ilha com menos de três milhões de habitantes no mapa mundi da boa música, não é difícil achar por aqui discos, livros e diversos outros artigos que remetem à cultura desse simpático país banhado pelo mar do Caribe. Agora, cerveja jamaicana nunca tínhamos encontrado! Até vermos no quisosque da Laus Beer uma garrafinha diferente, com rótulo branco e faixa vermelha na diagonal. Era a Red Stripe, a cerveja de baixa fermentação (lager) mais famosa da Jamaica, produzida desde 1928.

A cor é bem clara e o aroma lembra o das cervejas industriais do Brasil, o que evidentemente não é um elogio. No paladar, tem um amargor bem discreto no começo, até revelar um gostinho meio adocicado depois – no after tasting. É uma cerveja bem leve, pra beber sem grandes pretensões num dia de calor. Na nossa opinião, inclusive, lembra um pouco o chope Brahma. Com a desvantagem de ser bem mais cara, já que pagamos R$ 11,90.

Sugestão do chef: os quiosques da Laus Beer estão no Shopping Market Place, em São Paulo e no Iguatemi de Campinas e de Alphaville. De terça a sexta outra loja fica aberta ao público na Rua Fernandes Moreira, 384, no bairro da Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo. O espaço também pode receber eventos às segundas.

Red Stripe: essa cerveja é fabricada pela Desnoes & Geddes, empresa que tem hoje a Diageo como sócia majoritária. O produto é distribuído pela Importbeer.

31 de mai. de 2011

Degustação de cervejas no Bierboxx

A convite do pessoal do Kekanto, site com dicas de estabelecimentos e serviços indicados pelos próprios consumidores, estivemos em uma degustação de cervejas realizada na noite de sexta no Bierboxx.
Conduzido pelo beer sommelier Leandro Viu, o evento começou com a apresentação de diferentes tipos de malte e lúpulo, além de explicações sobre os estilos de cerveja e as etapas da produção.

Na sequência, nossos copos foram preenchidos pela A. K. Damm, feita em Barcelona a partir de uma receita da região da Alsácia. Parece que desembarcou no Brasil em 2009, mas confesso que é uma novidade pra mim. É uma cerveja leve, dessas pra beber a noite toda. Não espere amargor nem aromas complexos. Estamos falando de uma cerveja que certamente cai bem num dia quente, acompanhada de umas tapas espanholas – ou então de uns amendoins mesmo! A Espanha pode não ter uma grande tradição cervejeira, mas gostei muito de conhecer essa marca. Detalhe curioso é o rótulo, tão simples que, depois de molhado, não parava mais no lugar!

A noite prosseguiu com a versão Pale Ale da mineira Backer, nossa velha conhecida. A tonalidade âmbar dá um belo visual para essa bebida, cujo amargor típico do estilo aparece aos poucos, timidamente. Até, no final, dominar a cena.

Nem tínhamos bebido tanto, mas começamos a sentir um certo calor logo na 3ª etapa da degustação. Culpa dos 7,3% de graduação alcoólica da Erdinger Pikantus, do estilo weizenbock.

Mudando dos biergartens da Alemanha para os pubs ingleses, hora de provar a Greene King IPA. No paladar, amplo destaque para o lúpulo, o que significa bastante amargor, mas também uma notas herbais. Na minha modesta opinião, deve frequentar a mesa de quem começa a desbravar o universo das cervejas especiais. Digo isso porque é muito fácil perceber nela sabores completamente inusitados para os padrões das cervejas industriais brasileiras. Faça o teste e depois me diga se não dá pra sentir, por exemplo, um certo gosto de eucalipto! Como curiosidade, vale dizer que alguns entendidos no assunto não consideram a Greene King uma legítima representante do estilo India Pale Ale (IPA), por conter menos álcool e lúpulo do que o padrão do estilo, criado para chegar até os soldados ingleses enviados para a colonização da Índia.

Quem não costuma se importar muito com padrões são os americanos. Como explicou o Leandro Viu, são originárias dos EUA algumas das cervejas mais ousadas disponíveis no mercado. No mesmo país que manda pra todos os cantos a horrível Budweiser, há centenas de louras, morenas e ruivas artesanais e mais de 500 mil pessoas produzindo sua própria cerveja. A Flying Dog eu conheci no ano passado, atraído pelos rótulos divertidos. Na sexta provamos uma das primeiras da marca a chegar aqui, a Raging Bitch, cerveja muito alcoólica (8,3%, quase um vinho!) e lotada de lúpulo. A Débora – bem como as demais mulheres presentes – torceu o nariz para o líquido extremamente amargo. Sobrou pra mim beber os dois copos e me despedir de uma cerveja que deixou de ser importada para o Brasil.

Finalizamos com a sempre boa Colorado Demoiselle, aquela com adição de café. Ótima escolha para não esquecermos que há no Brasil gente fazendo cervejas comparáveis a algumas das melhores do mundo.

Depois de aprender bastante sobre boas cervejas, assunto sobre o qual gostamos de escrever neste blog desde 2007, fomos convidados pela equipe do Kecanto para um happy hour junto de outros blogueiros lá presentes. Além do papo, a ocasião foi boa para provarmos alguns petiscos servidos no Bierboxx.
Na bandeja de Pasteizinhos Mistos (8 unidades por R$ 21), nosso preferido foi o de queijo com ervas.

As Iscas de Tilápia em crosta de polenta vieram crocantes e sequinhas, uma boa pedida (R$ 25).

Já as Polpetas de carne moída com catupiry e azeitonas (R$ 25 a porção com 6) vieram um pouco encharcadas, o que destoou do bom recheio.

Excelente mesmo estavam as Bruschetas, perdi a conta de quantas comi!

Na hora das sobremesas, fomos direto nas opções com cerveja na receita. O Brownie de Chocolate com Brow Ale veio acompanhado do bom sorvete da Diletto.

Mas o destaque foi o Pudim de Leite Condensado com cerveja Stout. Simples porém com equílibrio total entre doce e amargo.


Sugestão do chef: o Bierboxx é um misto de bar, loja e "escola" de cerveja. Promove todos os meses diversos cursos para quem deseja aprender mais sobre a bebida e até fazer a sua em casa. A próxima aula acontece no sábado (04/06).

Bierboxx: R. Fradique Coutinho, 842 - Pinheiros - São Paulo - tel.: (11) 3805-0151

7 de mai. de 2011

A Lapinha: o melhor boteco de São Paulo 

A Lapinha, nosso boteco preferido em São Paulo, fica numa rua sossegada do bairro da Vila Romana – região da Lapa –, e bem longe de qualquer badalação.
O local é simples e pequeno mas vive lotado aos finais de semana, provavelmente pela boa combinação do chopp Brahma bem tirado (R$ 4,40) com ótimos petiscos.


Em cada nova visita ao bar nós até tentamos variar os pedidos e experimentar algo diferente, mas não conseguimos resistir ao que, para nós, são as melhores opções do cardápio: os escondidinhos.
Pelo fato de serem preparados na hora, sempre demoram um pouco a chegar, por isso é válido tratar de ir logo forrando o estômago com alguma porção. Costumamos pedir os Pastéis da Horta (R$ 10), recheados com couve refogada e queijo gorgonzola, que são muito saborosos e totalmente diferentes das versões triviais.

As combinações de sabores dos escondidinhos são realmente muito boas. O preferido do Fernando é o de Frango com Milho (R$ 12,50), feito com frango defumado, milho verde, presunto, uva-passa e purê de aipim. Tem sabor de comidinha feita em casa.

Eu fico com o imbatível Camarão com Abóbora (R$ 18). O creme de camarão é muito bem temperado e traz pedaços consideráveis desse fruto do mar. Sem falar no purê de abóbora, perfeito para incrementar o sabor do prato.

No quesito doce, o Brigadeiro de Colher (R$ 3) ainda é o que mais nos atrai, porém nas últimas visitas saímos com a certeza de que a sobremesa já foi melhor.

A Lapinha ainda é um dos poucos bares da capital paulista a unir preço é acessível a qualidade elevada da comida. Mais um motivo que faz deste o nosso boteco preferido!

Sugestão do chef: nos dias frios – e eles estão chegando – sem dúvida o que mais sai da cozinha é o Carioquinha (R$ 7), um caldinho de feijão pra lá de gostoso, servido com salsa e torresmo.


A Lapinha: Rua Coriolano, 336 – Vila Romana – São Paulo – SP – Tel.: 3672-7191

15 de dez. de 2010

As tapas do Tatuapé

Tatuapé e Mooca são os bairros com maior número de atrações no lado leste da cidade de São Paulo.
Em nossas andanças por essas regiões, conhecemos o La Tapa!, um bar inspirado na Espanha e inaugurado há menos de um ano por dois amigos que se conheceram nas aulas de gastronomia da universidade Anhembi Morumbi.
O cardápio é enxuto, focado em tapas, paella e alguns sanduíches. A Rueda de Tapas é a melhor pedida. Custa R$ 36 e inclui algumas das catorze opções do cardápio: pão italiano com tomate, jamón e queijo manchego; tortilla de batata; azeitonas; amêndoas torradas; camarões no azeite e asinhas de frango marinadas, além da patatas bravas.

Para beber, chope artesanal da cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, nas versões pilsen e weiss (R$ 5,50 e R$ 5,90). A carta inclui ainda uma boa lista de cervejas importadas.

A casa oferece apenas duas opções de sobremesa. Queríamos Creme Catalana mas o estoque estava desfalcado. O jeito foi experimentar a Torta de Santiago (R$ 8), um bolo típico da Galícia feito com amêndoas e raspas de limão.

Achamos o sabor interessante, mas a massa é bastante seca.

Sugestão do chef: o local irá promover uma festa de Natal com open bar e DJ, no dia 24/12 a partir da meia-noite. Os convites são limitados.

La Tapa!: Rua Serra do Japi, 560 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel: (11) 2227-1776

27 de set. de 2010

24 horas bem aproveitadas

A Feira de Artes e Artesanato do Largo da Ordem acontece todos os domingos das 9h às 14h, nas ruas do centro histório de Curitiba. Passeio que atrai uma multidão, especialmente turistas.

A feira é enorme, e como nosso dia seria cheio de atividades, só conseguimos visitar algumas barracas.De lá fomos para a Rua das Flores, que fica no centro da cidade. A principal atração da região é o Palácio Avenida, um dos mais importantes edifícios históricos de Curitiba. Ele é muito conhecido em todo o Brasil por sediar o espetáculo natalino em que um coral de crianças canta nas janelas.

A próxima parada aconteceu no belíssimo Jardim Botânico, local em que se destaca a linda arquitetura metálica do abrigo para a estufa de plantas.

De cima da estufa é possível observar o desenho do bem cuidado jardim geométrico.

Passeando pelo jardim, logo percebe-se que a grande quantidade de flores atrai borboletas das mais variadas cores. Impossível não dedicar um tempo do passeio para observá-las.

Já passava um pouco das 13 horas e achamos que uma boa pedida seria optar pelo almoço colonial, refeição bem tradicional em Curitiba. E então, nos dirigimos para a confeitaria Coeur Douce.

R$ 33 por pessoa é o valor do almoço com direito a consumir todos os itens do completo buffet, inclusive sucos e chocolate gelado.

Começamos pela salada e logo colocaram em nossa mesa excelentes salgadinhos.

Depois nos servimos de strogonoff de camarão com palmito, filé mignon com molho de funghi, quiche de legumes e de queijo. Tudo muito gostoso e bem feito.
Pena que não podemos dizer o mesmo dos doces. Muitos dos pães estavam secos. As tortinhas tinham (todas) a mesma massa, que achamos grosseira e gordurosa. Mousses, cremes e bolos recheados eram todos à base de muito chantily. Uma verdadeira decepção.

Pelo menos o pudim de leite condensado, o quindim e a salada de frutas foram aprovados.

O último passeio do dia foi no Museu Oscar Niemeyer, conhecido como "Museu do Olho".

O complexo é o maior do Brasil destinado a exposições de obras de arte. A beleza da construção impressiona. Conta com café, loja de souvenirs, área para convivência e jardim.

O espaço é tão agradável que ficamos por lá até a noite chegar.

Como no dia seguinte acordaríamos muito cedo, substituímos o jantar pelo Mix de Salsichas (R$ 15,50) do Bar do Alemão, acompanhado de chopp Brahma (R$ 5,90 a caneca, R$ 5,30 o copo e R$ 5,50 o copo do chopp escuro). Bom fim de noite para um ótimo dia.


Sugestão do chef: quem pretende passear por toda Feira do Largo da Ordem deve se programar para chegar logo no início. Por volta das 11h já fica difícil caminhar, tamanha a quantidade de visitante.

Feira do Lardo da Ordem: Largo da Ordem, sem número - Centro Histórico – Curitiba – Paraná. Todos os domingos das 9h às 14h.

Jardim Botânico: Rua Engenheiro. Ostoja Roguski – Jardim Botânico – Curitiba – Paraná – Tel: (41) 3264-6994. Visitas: diariamente, das 6 h às 21 h (no verão) e das 7 h às 20 h (no inverno).


Museu Oscar Niemeyer: Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3350-4400.

Confeitaria Coeur Douce: Rua Atílio Bório 539, esquina com Av. Souza Naves – Cristo Rei – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3262-5611. Almoço colonial das 11:30 às 15h.

Bar do Alemão: R. Dr. Claudino dos Santos, 63 – Centro Histórico – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3223-2585.

23 de mai. de 2010

História e nostalgia no Pinguim

Ribeirão Preto já foi chamada de terra do chope. Em grande parte, por responsabilidade do tradiconal Pinguim. A fama começou pouco depois da inauguração, na década de 30, época na qual havia quem jurasse existir uma tubulação para levar chope da fábrica da Antarctica – situada nas imediaçãoes - direto para o bar. Lendas à parte, claro que aproveitaríamos nossa curta estada por aquelas terras (vermelhas) para conhecer o lugar.

A unidade do Centro, diga-se, fica em um prédio belíssimo que traz um certo clima nostálgico. Ao lado, o lindo teatro Pedro II também atrai os olhares de quem visita a cidade.

Da chopeira ainda saem produções da marca Antarctica. Chope correto e nada mais.

No cardápio de porções, nada diferente do encontrado em outros bares por aí. Mas com preços mais altos do que esperávamos.
Por isso, achei melhor pedir um prato e matar a fome de vez. O filet à parmegiana custou R$ 26,50 e chegou à mesa decorado com umas ervilhas em cima (!). Infelizmente, estava apenas bom. E parmegiana é um daqueles pratos que precisam ser excelentes sempre. Caso contrário, a decepção chega a superar a quantidade de calorias.

O cheese salada (R$ 12) também não foi, nem de longe, um dos melhores já provados pela Débora, mas ela não fez grandes reclamações.

Fechamos com mousse de chocolate razoável (R$ 8,50) e um creme de maracujá muito bom (R$ 12).

Pela história e imponência do lugar, o Pinguim vale uma visita, mas sem exageros nas expectativas em relação ao cardápio.

Sugestão do chef: a unidade do Centro de Ribeirão conta com uma lojinha na qual é possível comprar itens como pinguins de pelúcia, camisetas, imãs e outros objetos alusivos a esse ponto turístico da cidade.

Pinguim: Rua General Osório, 389 – Centro – Ribeirão Preto – SP – Tel.: (16) 3610-8258. Outros dois endereços em shoppings de Ribeirão Preto, além de uma unidade em Belo Horizonte.
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