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terça-feira, 20 de setembro de 2022

Frases devocionais de Sammis Reachers reunidas em e-book gratuito: Sabenças & Sentenças da Missão


Esta brevíssima coletânea reúne frases de minha autoria, escritas ao longo dos últimos talvez quinze anos. A grande maioria nasceu já como está, como frase/pensamento individual, de parto despretensioso; algumas poucas foram retiradas de textos maiores. Foram publicadas fundamentalmente em redes sociais, fortuitas atualizações de status de Facebook e seus congêneres.

O que aqui as une é a reflexão sobre a vida cristã e a missão inescapável da igreja, missão que envolve a ida e também a estadia, o sofrimento, o sacrifício e a correção.

Dentre as tonalidades de tempero – que vão da especulação teológica até o chão diário da igreja – temos frases de incentivo e esperança, mas principalmente de exortação, por vezes dura, ácida (alguém diria profética, mas não me arrogo a tanto).

Se tais pitadas de sal e pimenta puderem temperar sua jornada, reanimando-a, ressignificando-a, provocando-a positivamente para fora da consensual zona de conforto, terá sido justificada sua compilação neste humilde livrinho de bolso.

 

O livro em formato PDF pode ser baixado GRATUITAMENTE pelo Google Drive, CLICANDO AQUI.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Entrevista com Kevin Kelly: "A tecnologia é uma dádiva de Deus"


 A era digital é um presente divino para salvar a humanidade,
diz o guru do Vale do Silício
Peter Moon -
http://revistaepoca.globo.com/


Quando a revista Wired foi lançada, EM 1994, obteve sucesso imediato ao explorar a influência cultural das novas tecnologias que surgiam uma atrás da outra do celeiro do Vale do Silício, na Califórnia. Quem percebeu primeiro a transformação tecnológica na sociedade foram os americanos Louis Rossetto e Kevin Kelly, respectivamente o fundador e o primeiro editor da Wired. Rossetto afastou-se da revista em 1999, e Kelly prosseguiu como repórter especial. Não abandonou sua função em tempo integral, que é pensar as conexões entre a tecnologia e a sociedade. Kelly é um evangelizador, um guru da tecnologia. Em seu livro O que a tecnologia quer (2010), afirma que a complexidade crescente da tecnologia atua em nosso favor, por ser uma obra do Criador.

ÉPOCA – O título de seu novo livro é sobre os desejos da tecnologia. O que ela quer?
Kevin Kelly – Não estou sugerindo que seu telefone ou seu celular tenham algum desejo próprio ou propósito em particular além daqueles para os quais foram projetados, conversar e trocar informações à distância. O que defendo no livro é que o conjunto de tecnologias criadas pelo homem vive um momento de crescente união, graças ao advento dos computadores e da internet. E essa união das tecnologias visa a um objetivo.

ÉPOCA – Qual seria esse objetivo?
Kelly – Os produtos das novas tecnologias tendem a se tornar cada vez mais complexos e especializados com o passar do tempo. Um exemplo é a câmera fotográfica digital. Quando surgiu, ela quase não tinha recursos e gerava imagens de baixíssima resolução. Hoje, mesmo câmeras mais baratas têm uma resolução altíssima e realizam automaticamente todos os ajustes de foco, brilho, luminosidade etc. Essa complexidade e especialização das câmeras torna o ato de fotografar muito mais fácil e rápido. Não é mais preciso fazer um curso de fotografia para conseguir tirar fotos “quase” profissionais. As câmeras digitais são um exemplo. O mesmo padrão de complexidade está presente em celulares, computadores, TVs, carros, aviões e elevadores. Quanto mais complexos ficam essas máquinas e esses equipamentos, mais tarefas são facilitadas ou eliminadas, tornando o trabalho mais produtivo, acelerando o aprendizado e alterando o lazer dos privilegiados que têm acesso às novas tecnologias.

ÉPOCA – Há aí uma contradição? Como a tecnologia pode ficar cada vez mais complexa e ao mesmo tempo oferecer uma experiência simples e fácil para quem usa?
Kelly – A contradição é aparente. A busca de simplicidade é decorrência do aumento da complexidade. Quanto mais funções se insere num celular, tanto maior é a necessidade de o usuário contar com um jeito de usar simples, para não afastá-lo dessas novas tecnologias. Tome o exemplo das redes sociais. As antigas redes de computador dos anos 1980 eram um universo dominado por programadores. Só eles tinham o domínio da tecnologia para poder se divertir trocando mensagens e arquivos. As redes sociais evoluíram. São ecossistemas digitais planetários, muito mais complexos e mais fáceis de usar.

ÉPOCA – Então, o propósito da tecnologia é facilitar nossa vida?
Kelly – Uma coisa é a finalidade da tecnologia, produzir bens e serviços, liberando o homem do trabalho braçal e repetitivo em troca do trabalho intelectual. Outra coisa bem diferente é seu propósito. O propósito maior da tecnologia é a comunhão dos seres humanos.
"O propósito maior da tecnologia
é a comunhão
dos seres humanos"

ÉPOCA – O senhor diz que temos a obrigação moral de aumentar a quantidade de tecnologia disponível no mundo.
Kelly – Somos 7 bilhões de humanos. Há 5 bilhões de celulares no mundo. Mais de 2 bilhões de pessoas têm acesso à internet. A questão não é mais o fosso que separa os plugados dos desplugados. O problema hoje é reduzir a distância entre aqueles que primeiro têm acesso às novas tecnologias e os retardatários.

ÉPOCA – É a função social da tecnologia?
Kelly – Muito mais do que isso. O acesso às novas tecnologias deve ser encarado como um direito básico do ser humano. Há 1 bilhão de celulares na África. Expandir o acesso às telecomunicações e à internet para as comunidades dos países subdesenvolvidos é o meio mais rápido e eficiente para que tenham acesso à educação e à cultura. Os dividendos sociais são óbvios. Não são os únicos.

ÉPOCA – O que está sugerindo?
Kelly – Quem tem acesso à educação tem mais chance de progredir na vida. Mulheres com mais acesso à informação têm menos filhos. Famílias menores têm mais chance de elevar seu padrão de vida. A consequente redução da natalidade acabará por reduzir o impacto da humanidade sobre os recursos escassos do planeta. Ao mesmo tempo, a proliferação da educação proporcionada pela disseminação das novas tecnologias vai expandir a conscientização da importância da preservação do meio ambiente. Podemos prosseguir no caminho atual, expandindo uma civilização tecnológica predadora dos recursos do planeta. Nesse caso, acabaremos sozinhos no mundo. Não creio que exista alguém com bom-senso que acredite que a vida na Terra seria melhor se estivéssemos sozinhos, sem animais selvagens, sem contato com a natureza, vivendo num planeta devastado. É claro que é melhor dividir o planeta com as outras espécies. É evidente que nossa vida será mais completa e feliz. Por isso acredito que a tecnologia tem uma função maior, que é levar a humanidade a um novo estágio, no qual poderemos viver em comunhão com os demais seres vivos.

ÉPOCA – O senhor diz que a tecnologia seria um sétimo reino da vida, além dos outros seis reconhecidos pela ciência, entre os quais animais, plantas, fungos e bactérias. Como assim?
Kelly – A tecnologia é produto da mente humana. Esta, por sua vez, é resultado de bilhões de anos de evolução desde o surgimento da vida na Terra. Nesse sentido, a tecnologia também é obra da evolução. A tecnologia atual pode se adaptar para preservar a vida no planeta. Ou pode continuar o passo que tem seguido, o da inadaptação, e contribuir para a destruição da vida. Sou um otimista. A tecnologia deveria ser encarada como o sétimo reino da vida, pois surgiu para garantir a preservação dos demais.

ÉPOCA – O senhor ganhou fama como um guru da tecnologia. Também é um cristão fervoroso. Sua devoção não o estaria fazendo assumir ao pé da letra o papel de evangelizador da tecnologia?
Kelly – Não há confusão. O propósito maior que enxergo no desenvolvimento da complexidade da tecnologia é o mesmo que vejo na evolução da vida na Terra. Não creio que Deus tenha nos dado os dons da vida e da razão para que pudéssemos conceber os meios da nossa própria destruição, carregando o resto do planeta conosco.

ÉPOCA – Se o aumento da complexidade tecnológica é constante, cedo ou tarde as máquinas começarão a pensar?
Kelly – Sim, a possibilidade do advento da inteligência artificial é concreta, embora eu a considere remota. Mas posso estar errado. O aumento da complexidade tecnológica não precisa necessariamente desembocar na inteligência. Quem é mais complexo, um carro ou um cachorro? O cachorro é incomensuravelmente mais complexo do que a mais complexa das máquinas feitas pelo homem. Cães não pensam. Mas não é preciso as máquinas pensarem para que a evolução da tecnologia descortine cenários sombrios para o futuro da humanidade, como aqueles apresentados nos filmes Matrix e O exterminador do futuro. Esses cenários são uma possibilidade. A tecnologia pode ser usada para o bem ou para o mal. Porém, novamente, não acredito que Deus nos teria dado a dádiva da tecnologia apenas como forma de sabotar sua própria criação.

KEVIN KELLY
QUEM É
O americano Kevin Kelly, de 59 anos, é escritor, blogueiro, conservacionista, fotógrafo e guru da tecnologia
O QUE FEZ
Em 1994, fundou em São Francisco, com Louis Rossetto, a revista Wired, da qual foi diretor executivo até 1999. Hoje é repórter especial da Wired e escreve o blog The Technium
O QUE PUBLICOU
Out of control (1994), New rules for the new economy (1999) e What technology wants (2010)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Teólogo americano prevê robôs indo à igreja e questiona se a salvação valerá para eles



Em meio às advertências sobre o impacto da tecnologia moderna em relação à alma, Kevin Kelly, 59, é uma espécie de evangelista dos geeks. “Podemos ver mais de Deus em um telefone celular do que em um sapo”, explica o co-fundador da revista Wired em seu mais recente livro, What Technology Wants [O que a tecnologia quer].
O título é provocante e introduz uma tese ainda mais provocativa: Todos os artefatos humanos, desde as palavras, passando pela roda e chegando à Wikipedia, agem conjuntamente com um organismo vivo, que reflete algo de divino. ”A tecnologia tem suas raízes na ação de Deus em todo o universo”, disse Kelly em entrevista à revista Christianity Today. A tradução é da Agência Pavanews.
Kelly entregou-se a Cristo em 1979, após ficar trancado do lado de fora de um albergue em Jerusalém e acabou dormindo em uma pedra na entrada da Igreja do Santo Sepulcro.
Você usa o termo technium para descrever todos os artefatos que os seres humanos criaram. Por que não usar a palavra “cultura”?
Uso technium para enfatizar que a criação humana é mais do que a soma de todas as suas partes. Alguns de nossos pensamentos são mais do que a simples soma de toda a atividade dos neurônios. A própria sociedade tem certas propriedades que são mais do que a soma dos indivíduos. Há algo maior do que nós. Da mesma forma, o technium terá um comportamento que você não vai encontrar em seu iPhone ou em sua lâmpada. A ideia de technium abrange muito mais do que é sugerido pela palavra cultura.
Este ecossistema tecnológico ou superorganismo não é algo aleatório, que é algo controverso na comunidade científica, mas não deve ser entre os teólogos.
É Deus que guia o progresso da technium a medida que ele se desenvolve?
Diria que o progresso é um reflexo do divino.
O que você quer dizer com isso?
Da mesma forma que dizemos que a beleza da natureza reflete Deus, o technium reflete algo do caráter divino. Não que o technium seja perfeito, pois qualquer coisa que inventamos pode ser usada para o mal. Mas, em geral, o technium tem uma força positiva, uma carga positiva do bem. O que denominamos “bem”‘ é medido basicamente seguindo as possibilidades e escolhas que nos apresenta. Essa é a métrica que uso para medir a bondade.
Ao ler seu livro, não pude deixar de pensar sobre Gênesis 1.28, onde Deus dá aos humanos a oportunidade de criar algo além de si mesmos, e que isso é “muito bom”, uma parte do que significa carregar a imago Dei.
Sim. Deus nos deu livre-arbítrio verdadeiro. Ele poderia fazer tudo, mas preferiu dizer: “Eu lhes dou o dom do livre-arbítrio, para que vocês possam participar na conquista deste mundo. Poderia fazer tudo sozinho, mas vou dar-lhe uma centelha do que há em mim. Criem”. Então, inventamos coisas, e Deus diz: “Oh, como isso é legal! Poderia ter pensado nisso, mas deixem eles criarem”.
Então, sim, há uma carga positiva dentro do technium, da mesma forma que a vida orgânica é boa e que mais a vida é melhor. Isso não quer dizer que não há horror na vida biológica. É só para dizer que, em geral, a vida cria um por cento a mais do que destrói a cada ano.
Você conta que fez parte de um movimento hippie que defendia a necessidade de minimizarmos os bens materiais. Em seu livro recente sobre o futuro do cristianismo, Gabe Lyons escreve que você não tem smartphone nem TV e só twittou três vezes. Suas escolhas são inconsistentes com sua crença de que a invenção tecnológica é algo tão bom?
A tecnologia pode maximizar a nossa combinação especial de dons, mas existem tantas opções tecnológicas que poderia gastar todo o meu tempo apenas experimentando cada nova possibilidade. Então, minimizaria minhas escolhas tecnológicas, a fim de maximizar a minha saída. Procuro encontrar as tecnologias que me ajudam em minha missão de expressar o amor e refletir Deus no mundo, esquecendo o resto. Mas, ao mesmo tempo, quero maximizar o conjunto de tecnologias que as pessoas podem escolher, para que possam encontrar as ferramentas que ampliam as suas opções.
Seus colegas sabem que você é cristão?
Sim, está na Wikipédia, por isso deve ser verdade.
Como você explicaria suas crenças a eles?
Gostaria de recitar o Credo Niceno que professo. No entanto, também tenho uma metáfora tecnológica para Jesus, o Filho de Deus. Desenvolvi ao conhecer de perto o cientista de computação Jaron Lanier. Bem no início do desenvolvimento do que chamamos hoje de realidade virtual, lá por 1986, visitei Jaron em seu laboratório. Na realidade virtual você coloca óculos e luvas e entra em um mundo virtual em 3D. Jaron tinha terminado de criar um de seus mundos virtuais naquela tarde. Ele colocou seus óculos e luvas e entrou naquele novo experimento. Ele ficou totalmente espantado com o mundo que ele tinha acabado de criar.
Pra mim, essa é a história da redenção de Jesus. Temos um Deus autônomo, que decidiu entrar neste mundo da mesma maneira que você entraria numa realidade virtual e se vincularia a um ser limitado para tentar resgatar as ações dos outros seres que, por sua vez, são criações suas. Gostaria de começar por aí. Para algumas pessoas que trabalham com tecnologia, isso torna a fé um pouco mais compreensível.
Você está trabalhando em um catecismo para os robôs. Por quê?
Somos feitos à imagem de Deus. Deus é criador, e criou os seres com livre-arbítrio. Acredito que em breve vamos criar seres com livre-arbítrio na forma de robôs. Também creio que eles terão graus crescentes de autonomia. Vamos ter de explicar a eles a diferença entre o bem e o mal, sobre quem os fez (e que nos fez), o que devemos fazer quando fizerem algo errado. Em algum momento, um deles poderá vir até nós e dizer: “Eu sou um filho de Deus”. Quando isso acontecer, como vamos responder? Será que a salvação de Jesus vale para robôs? Esta é uma pergunta que tenho feito aos teólogos. Eles apenas encolhem os ombros.
Quando começarmos a fazer robôs, acho que o mundo científico irá apreciar o que os cristãos têm falado durante todo esse tempo. Se você fizer alguma coisa com um objetivo, precisa dar-lhe a orientação moral. Se fornecer a orientação moral, quais valores vai transmitir? Quando chegarmos ao ponto de fazermos robôs autônomos, os cristãos podem dizer: “Nós sabemos como deve ser”.
Quando um robô virar para você e disser: “Eu sou um filho de Deus,” o que vai responder?
Eu diria: “Bem-vindo à nossa igreja”. Nem mesmo uma mente inventada conseguirá apreciar a grandeza e o mistério de Deus. Nossa mente humana já é tão limitada. Precisamos de outros que “pensem diferente”.
Mas, podemos especular. Estou trabalhando com oito pessoas da minha igreja [Igreja Cornerstone, em San Francisco] em uma graphic novel sobre anjos e robôs. Em nossa história há um milhão de diferentes espécies de anjos no reino celestial, e todos anseiam pela encarnação. Há um cordão de prata (mencionado em Eclesiastes 12.6) conectando as almas aos corpos. Anjos negros querem “animar” os novos robôs na Terra com a sua consciência através desse cordão de prata. Existem educadores morais para as almas que entram nos corpos, mas os anjos do mal querem subverter isso. E há um Nephilim, meio-anjo e meio-humano, que descobre a revolta do primeiro robô causada por um anjo do mal, e ela agora precisa salvar o mundo. Esse é o roteiro básico.
Acho que C. S. Lewis ficaria orgulhoso.
Exatamente. É uma desculpa para fazermos um pouco de teologia ficcional amadora, e nos obrigou a tentar descrever o céu.
E como você o descreveria?
Para nós é um mundo sem matéria, energia ou tempo. Mas não é estático. Tudo o que é estático está morto, e a morte é o oposto do céu. Tudo de bom, verdadeiro e belo que conhecemos se move. O céu está em movimento, mas de alguma forma se encontra fora do tempo. Você pode pensar nisso como uma bondade que melhora cada vez mais, um tipo de perfeição que se torna mais perfeita! E você deve concordar que é algo muito preferível a uma perfeição que nunca melhora.
Pensamentos-chaves de “What Technology Wants”
A tecnologia é força a mais poderosa no planeta;
A tecnologia é a extensão da vida evolucionária; Humanidade é nossa primeira tecnologia; nós somos ferramentas; A tecnologia é egoísta; como um sistema exibe suas próprias urgências e tendências; Tecnologias não podem ser banidas, e nem mesmo extintas; A progressão da tecnologia é inevitável; A tecnologia não é neutra, mas serve como uma força positiva na cultura humana; Temos uma obrigação moral de aprimorar tecnologias pois elas melhoram oportunidades; As origens da tecnologia residem no Big Bang; A tecnologia precede os humanos e irá continuar além de nós;Entre outras coisas, a tecnologia quer incrementar a diversidade, complexidade, beleza e eficiência; A tecnologia pode ser um reflexo da divindade, assim como a natureza o é; A tecnologia é um jogo infinito, uma grande história que podemos alinhar com nós mesmos para um significado maior.

Fonte: Pavablog