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domingo, 29 de setembro de 2013

Assistindo o programa Truques da Mente da NatGeo, me dei conta por que que as pessoas não entendem metade do que ouvem! A neurociência explica...

Responda rápido:

De acordo com a Bíblia, quantos animais de cada espécie moisés colocou na Arca?

Dois? É o que pensam as pessoas pois associam as palavras “animais”, “Bíblia” e “arca”. Mas quem colocou animais na Arca foi Noé, não Moisés :-)

Isso acontece boa parte do tempo... imagina dentro de uma sala de aula! 

Para explicar a situação Herbert Simon trouxe a noção de racionalidade limitada, que diz que a nossa mente não é considerada um processador de informações perfeito, pelo contrário, está sujeita a limitações e faz o melhor que pode dentro desse cenário, gerando, às vezes, os vieses cognitivos. Temos limitações variadas, como falta de acesso a todas as informações necessárias para se avaliar uma situação, nosso sistema perceptual não é capaz de captar todos os aspectos do ambiente, temos uma quantidade limitada de energia para gastarmos com a cognição etc. Enfim, essas limitações nos levam a utilizar, muitas vezes, uma quantidade mínima de recursos cognitivos para que encontremos uma saída satisfatória, mas não perfeita de acordo com o modelo da racionalidade clássica, para nossos problemas. Essa noção ficou conhecida também como fast and frugal, porque corresponderia a um tipo de processamento mental rápido, econômico e simples e oposto a um processamento mais lento, cuidadoso e eficaz, que, contudo, consumiria muito tempo e energia, sendo menos comum.

Para treinar nosso cérebro há uma série de truques e desafios que nos deixarão mais atentos. Confira algumas dicas:
1) Sete maneiras de enganar seu cérebro
http://hypescience.com/7-maneiras-de-enganar-seu-cerebro/

2) Nossos atalhos mentais:
www.ierfh.org/br.txt/NossosAtalhosMentais2012.html

3) Teste sua esperteza:
http://matematica.no.sapo.pt/testeespert.htm

4) Teste de QI
http://www.supertextos.com/texto/Teste_De_Q.i/3171

5) Programa Truques da Mente:
http://www.natgeo.com.br/br/especiais/truques-da-mente

Fontes consultadas:

http://www.ierfh.org/br.txt/NossosAtalhosMentais2012.html

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Hipertextualidade na educação

"Ser hipertextual é a configuração padrão do ser humano,  
a linearidade é que exige treino."
André Lemos

Tenho pensado muito sobre isso. Como diz o Marcelo Trasel:
"Deixada à própria sorte, nossa mente passa de imediato a realizar livre-associações. Os alunos atuais não se dispersam porque a Internet os acostumou a começar uma busca procurando por dados sobre a extensão do Rio Amazonas e terminar tendo frio na espinha ao ler notícias sobre pessoas atacadas pelo candiru. Eles se dispersam porque nossa mente é dispersiva e a Internet é uma reprodução técnica desse caráter hipertextual do pensamento."
Mas como a escola lida com essa situação? Qual é o ponto de equilibrio entre a hipertextualidade e a linearidade na escola?

Buscando respostas encontrei alguns textos interessantes:

http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/links_multi.pdf

A Hipertextualidade como Ambiente de Construção de Novas Identidades Docentes
http://www.lynn.pro.br/pdf/educatec/ramal.pdf


https://www.ufpe.br/nehte/simposio2008/anais/Ana-Cristina-Lobo-Souza.pdf

Elogio da linearidade
http://trasel.com.br/elogio-da-linearidade/

E conheça um pouco mais dessa história:


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Leituras sobre Informática Educativa

Retomando minhas funções na área tecnológica encontrei algumas sugestões de leituras:

>> Revista Tecnologias na Educação

Artigos de educadores na área tecnológia.

>> Revista TV Escola

A revista trata da formação dos professores para o uso das TICs, apresenta o Portal da TV Escola e algumas das experiências finalistas do prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar.

>> Cartilha Tecnologias na Escola

A publicação propõem uma reflexão sobre como as ferramentas digitais podem ajudar a repensar o formato tradicional de educação.

Se você tiver outras dicas, deixe aqui nos comentários!

domingo, 11 de outubro de 2009

Reflexão no Dia das Crianças

Durante a semana, no consultório do meu dentista, li na Revista Isto é, Edição 2082 - 07 OUT/2009 uma entrevista com filósofo escocês Carl Honoré, entitulada "Crianças precisam de liberdade para errar".

Quando seu filho de 10 anos perguntou "Por que os adultos têm que tomar conta de tudo?", Honoré percebeu quanto estava sendo um pai ansioso querendo dominar a felicidade simples do filho e transformá-la em realização.

Adultos fazem isso o tempo todo, sejam pais, sejam professores. Aproveitando a data comemorativa que segue (12 de outubro) aproveitei a entrevista para refletir sobre alguns pontos:

>> Existe uma grande diferença entre incentivar um talento e colocar a criança sob pressão.
Quantas vezes por dia pressionamos nossas crianças? E, certamente, sem intensão de prejudicar, fazemos!

>> A infância serve para descobrirmos quem somos e no que somos bons gradualmente, sem ninguém decidindo por nós.
Como é gostoso brincar sem compromisso... experimentar, correr riscos, fazer descobertas... Será que nossas crianças estão tendo essa oportunidade?

>> Uma criança não é um projeto que você pode modular. Ela é uma pessoa que precisa de permissão para ser protagonista de sua própria vida.
Sei que temos sonhos para nossas crianças, mas os sonhos delas? Onde ficam? Como alimentamos eles? Ou apenas destruimos???

>> Crianças precisam de espaço e liberdade para cometer erros, fazer más escolhas, ficar em segundo lugar no pódio. É assim que elas aprendem a trabalhar seus pontos fortes e descobrirão no que são boas.
Vejo duas situações aqui: primeira, uma forte crítica contra a competição (especialmente na escola com crianças pequenas). Ultimamente ela é vista como "vilã"... não há espaço para competições saudáveis, onde os pequenos possam aprender a 'ganhar' cooperativamente e a lidar com a frustação de perder! Outra é o estímulo exagerado a vitória, a seguir padrões e ser melhor em tudo, 'custe o que custar'.

>> Estamos em um momento único da história da infância na qual somos pressionados a oferecer uma infância "perfeita" aos nossos filhos. Não toleramos coisas medianas ou boas o suficiente.

>> A sociedade é profundamente impaciente. Queremos tudo agora. E achamos complicado recuar e deixar as coisas acontecerem.
Parece que não há mais tempo... mas estamos correndo atrás de quê mesmo???

>> Crianças estão tão preocupadas em agradar aos adultos e fazer tudo certo que não aprendem a pensar por si sós e a olhar para dentro de si mesmas.
Crianças querem agradar seus pais, seus professores... até o dia em que se 'rebelam' contra tudo isso. E quanto dessa revolta é nossa culpa?

>> Não existe fórmula mágica para educar. Cada criança é única, assim como cada família. O segredo é encontrar a fórmula que funciona melhor para você e seu filho.

>> Criar um mundo perfeito para seu filho, no qual tudo é gerado de acordo com as necessidades dele, em que as emoções dele sempre vêm primeiro, não é uma preparação razoável para a vida adulta. Não é assim que o mundo real funciona.
O meu mundo pelo menos não...

>> Crianças precisam de tempo e espaço para explorar seu próprio mundo. Precisam de amor e atenção. Devem ter permissão para se arriscar.

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui. E aproveite para deixar seu ponto de vista nos comentários.

sábado, 10 de outubro de 2009

A POÉTICA DA MEMÓRIA E DO TEMPO

Entre os dias 08 e 10 de outubro participei do 16º PROLER de Caxias do Sul. Quero destacar aqui as uma das oficinas que participei:

A POÉTICA DA MEMÓRIA E DO TEMPO
Ninfa Parreiras

A escritora Ninfa abordou o estudo da poética e da memória através de uma deliciosa oficina que percorreu textos de extrema qualidade e que me fizeram relembrar de muitos momentos da minha vida. Destaco aqui o caminho que percorremos, entre letras, palavras, sentimentos e sensações:

>> A TROCA, de Lygia Bojunga

>> LIVROS: O MUNDO NUMA REDE ENCANTADA, Ana Maria Machado

>> INFÂNCIA, Carlos Drummond de Andrade

>> A PALAVRA MÁGICA, Carlos Drummond de Andrade

>> ABRINDO CAMINHO, Ana Maria Machado

>> O VÔ APOLINÁRIO, Daniel Munduruku

>> VOCÊ LEMBRA, PAI? Daniel Munduruku

>> ATÉ PASSARINHO PASSA, Bartolomeu Campos de Queiros

>> PÁ E PEDRA, Anderson de Oliveira

>> O GUARDA CHUVA DO VOVÔ, Carolina Moreyra

Indico também mais duas leituras:

>> O BRINQUEDO NA LITERATURA INFANTIL

>> POEMAS DO TEMPO

Ambos da Ninfa. Para saber mais, visite o blog dela clicando aqui.

Os hiperleitores: novos estatutos e suportes de leitura literária

Entre os dias 08 e 10 de outubro participei do 16º PROLER de Caxias do Sul. Quero destacar aqui a outra oficina que participei:

Os hiperleitores: novos estatutos e suportes de leitura literária
Miguel Rettenmaier

"O barco afundado aflora na água rasa.
Pousada sobre a proa uma garça navega."

Marina Colansanti


Depois de uma boa conversa sobre a evolução do leitor multimidial e da leitura hipermidial, ficaram muitas sugestões. Vamos a elas:

>> POESIA EM QUATRO TEMPO, Marina Colasanti

>> NIQUEL NAUSEA [ www.niquel.com.br ]

>> Pierre Lévy

>> No meio da noite escura tem um pé, Ricardo Azevedo

>> CHIQUITA BACANA E AS OUTRAS PEQUETITAS, Angela Lago

>> Outra Vez , Angela Lago

>>
Búfalo da Noite, Guillermo Arriaga

E não podiam faltar as sugestões digitais:

>> LITERATURA ELETRÔNICA

http://collection.eliterature.org/1/

http://eliterature.org/pad/elp.html


>> MICROCONTOS

http://www.minguante.com/intro.asp


http://www.veredas.art.br/


http://microcontos.com.br/


http://seabra.com/microcontos/

http://www.nemonox.com/1000portas/index.php?o=1

http://omuroeoutraspgs.blogspot.com/


http://www.samirmesquita.com.br/


http://cseabra.utopia.com.br/microcontos/


http://terceirosmicrocontos.blogspot.com/

>> TWITTER

http://twitter.com/CARPINEJAR


http://twitter.com/Rettenmaier


http://twitter.com/ElectricLit


Acompanhe Miguel Rettenmaier aqui.

Algumas dicas de leitura

Como um link leva a outro, deixo aqui alguns textos e sites interessantes que encontrei enquanto preparava os dois posts anteriores:


>> Histórias do mestre Munduruku
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2082/artigo153154-1.htm


>> Dobras de Leitura
http://www.dobrasdaleitura.com/vitrine/index.html


http://dobrasdaleitura.blogspot.com/


>> Ler é preciso
http://www.omelhorlugardomundo.org.br/index.php

>> Dia Nacional da Leitura
http://www.dianacionaldaleitura.com.br/home.html


>> EcoFuturo
http://www.ecofuturo.org.br/

domingo, 18 de janeiro de 2009

Alguns blogs que você tem que conhecer


Durante as férias gosto de navegar pela blogosfera sem compromisso, me permitindo encontrar blogs inusitados e criar novas redes, além da educação.

Na reportagem da Revista Época, os 80 blogs que você não pode perder, descobri uma listagem interessante de blogs que falam sobre o que eu não costumo ler, mas estou com uma vontade enorme de conhecer!

Segundo a revista, depois de 10 anos de atividades blogueiras, hoje temos mais 133 milhões de blogs no mundo, com uma média de 900 mil novas postagens por dia. Como saber o que vale a pena nessa imensidão de informações???

Começo conferindo a listagem completa. Se você também quiser se aventurar, clique aqui.

DO QUE EU GOSTEI?
(alguns já conhecidos entraram na lista)

>> bichinhosdejardim.com
>> lablogatorios.com.br/brontossauros
>> www.contraditorium.com
>> www.contraditorium.com
>> www.eucapricho.com
>> www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte
>> hipopotamozine.blogspot.com
>> www.irmaosbrain.com
>> www.kibeloco.com.br
>> bloglaemcasa.com.br
>> www.lilianpacce.com.br
>> marcelotas.blog.uol.com.br
>> oficinadeestilo.com.br

Vê se tira um tempinho para se divertir também!!!

Revista Época na Educação


A Revista Época tem um espaço dedicado a educação. É um projeto voltado para o ensino médio que permite a utilização "dos fascículos produzidos todos os meses para desenvolver atividades com os alunos. Com as informações disponíveis, as escolas podem construir projetos multidisciplinares para a elaboração de jornais, revistas, filmes e até uma rádio na web."

O material é muito interessante e pode ser adaptado para as séries finais do ensino fundamental. O melhor é que os fascículos estão disponíveis online.

Não deixe de conferir: http://epoca.globo.com/educacao/

Blogs melhoram o desempenho escolar

A notícia é antiga (2008), mas só agora consegui comentar! Claro que já sabiamos isso, mas é bom ter uma pesquisa referendando nosso ponto de vista!

A professora Claudia Rodrigues comprovou que o uso de blogs melhorou o desempenho dos alunos nas aulas de redação, em sua pesquisa de mestrado. A notícia está no Jornal da Unicamp . Destaco aqui alguns trechos:

“As discussões tiveram maior alcance do ponto de vista temático e passaram a ser estendidas para além da sala de aula. Despertou nos adolescentes o desejo de escrever mais.”

"No blog os alunos são colocados em contato com diversas fontes e opiniões e, neste aspecto, pode-se exercitar o poder de argumentação. Trata-se de uma ferramenta motivadora para a escrita, que pode ser usada pelo professor, e que se transforma em espaço de debate para o aluno.”

"Pelo fato do blog ser público, não há limitações de acesso. Em decorrência disto, o aluno se preocupa mais com suas produções porque seu texto não é mais direcionado apenas à avaliação do professor – neste ambiente, passa a ser coletivo."

“Os alunos dominam os fóruns, chats e msn e sabem o que é e como trabalhar com estes meios. Eles invadiram a vida de todo mundo e não há como fugir desta realidade. A escola pode, portanto, utilizar destes canais como mais uma ferramenta.”

Para ler a notícia na integra, clique aqui.

Para ouvir uma entrevista com a autora da pesquisa, Claudia Rodrigues, a rádio CBN, clique aqui.

E para ler uma entrevista com ela, a Agência FAPESP, feita por Thiago Romero, clique aqui.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Reflexões Pedagógicas - Escola de Férias

Decidi publicar todo o meu percurso no projeto Escola de Férias não só para compartilhar as atividades que estou produzindo, mas, especialmente, para demonstrar que o trabalho com o desenvolvimento de habilidades (ou capacidades como estão sendo classificadas agora) pode contribuir na aprendizagem das crianças.


Sei que não vamos fazer milagres em 12 dias de aula, mas tenho certeza que neste período podemos ajudar os pequenos a superarem algumas das suas dificuldades em relação aos conteúdos trabalhados durante o ano letivo.


Eu e a querida profe Lili (uma colega maravilhosa que recebi de presente) estamos trabalhando para que as crianças desenvolvam o gosto pela leitura, melhorem suas hipóteses na resolução de problemas, além de trabalhar muito com a atenção e concentração, especialmente com a audição – saber ouvir.


Outra preocupação que temos é contextualizar as atividades, para atender nossos objetivos a partir dos interesses das crianças. Queremos que esta seja uma experiência prazerosa e que possa deixar boas lembranças. Por isso tentamos organizar situações lúdicas e divertidas.


No final da primeira semana de aulas tivemos um retorno positivo de dois pais que perceberam algumas mudanças visíveis em seus filhos, como estar gostando de ir a aula, estar lendo em casa, apresentar-se mais interessado e participativo nas atividades escolares. Também observamos uma mudança de postura nas crianças, algumas extremamente envolvidas em seu processo de aprendizagem, tentando superar suas dificuldades e criando estratégias ‘fabulosas’ para resolver seus problemas.


Quando trabalhávamos com o sistema de medidas e estávamos utilizando diferentes formas de medir (palmos, pés, polegadas) perguntei a um menino:


- Quantos pés você tem?


Referindo-me a sua altura medida em pés. E ele prontamente respondeu, com a cara mais perplexa do mundo:


- Dois, né professora?


Acho que quem está precisando de aulas de reforço é a professora, hehehe...


(As reflexões seguem no decorrer do período)


sábado, 14 de junho de 2008

::Internet faz mal?::

Não consegui não postar sobre o assunto! Hoje em dia tudo é "doença". E para tudo se tem um "remédinho" básico! Não sou criativa como o Cardoso, então uso as idéias dele no post Afe. Vício em Internet agora é distúrbio mental


Mas, criativos mesmo são os médicos, nomeando toda e qualquer emoção sob suspeita de uma patologia maléfica. E mais remédio!!! Tenho pânico (e não me medico) em constatar quantos alunos são medicados porque são "ativos" demais, "tristes" demais, "falantes" demais... Eles não são crianças?

Agora, como professora de informática educativa, tenho que engolir que a Internet faz mal!!!! E que crianças serão tratadas quimicamente por estarem viciadas na grande rede. Tenho que citar o Cardoso:

"Será que essas crianças não estariam mais felizes sendo crianças, sem culpa ou diagnóstico, ao invés de ter que tomar Ritalina por… agirem como crianças? Será que ao invés de achar mil culpas (agora é a Internet) não seria melhor aceitar que o problema está nos indivíduos? "Eu sou bonzinho,a Internet que me fez assim". Não, meu amigo. Se você deixa de comer e ir ao banheiro para ficar jogando, você tem problemas, não a Internet."

Claro que doenças existem! Mas a culpa sempre está no outro (e nas “coisas”), nunca nas pessoas. A família não contribui em nada??? Parece que agora a culpa é do computador, há pouco tempo era da televisão...

Bom, proponho a leitura do post sobre o assunto lá no Contraditorium. Clique aqui para ler.


sexta-feira, 13 de junho de 2008

::Dicas para blogueiros: Revista Feed-se::

Vale a pena dar uma lida:

DESTAQUES:

>> Nando Kanarski:
5 Coisas que você precisa aprender com o Google

>> Nospheratt:
O Amor em 41 Lições, Segundo Homer Simpson

>> Guilherme Nascimento Valadares:
O Tal do Blogueiro Motivado em 11 passos

>> Bender Blog:
Blogando mundo afora

>> Dudu Tomaselli:
Os blogueiros, o conhecimento e a felicidade


Para ler a revista na íntegra, clique aqui.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

::Provinha Brasil::


A revista Nova Escola publicou uma reportagem online, entitulada Especialistas questionam Provinha Brasil, analisando a Provinha Brasil, avaliação elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Com o objetivo de diagnosticar a aprendizagem dos estudantes com um ano de escolaridade fundamental, o exame testa habilidades descritas na Matriz de Referência de Avaliação em Alfabetização e Letramento, elaborada pelo MEC.

Como eu apliquei a Provinha, fiquei interessada na matéria e compartilho aqui algumas idéias!

Amaury Grenaldi, diretor de Avaliação para a Educação Básica do MEC, diz que:

“Nossa idéia é criar parâmetros mínimos e comuns de avaliação para as séries iniciais do Ensino Fundamental.”

Importante quando pensamos no tamanho deste país e nas grandes diferenças curriculares que existem.

A professora Esther Grossi do Geempa, considera a avaliação inadequada. Entre os seus argumentos:

“Infelizmente, a Provinha tem várias inadequações. Em primeiro lugar, ela reflete a idéia de que se aprende do mais fácil ao mais difícil, do ponto de vista do conteúdo, e não por meio de campos conceituais. (...) A lógica dos níveis da Provinha Brasil não tem nada a ver com essas formulações científicas, já amplamente aceitas mundo afora. O mesmo vale para os descritores de habilidades da Provinha, porque o campo conceitual da Alfabetização não ordena o conhecimento da escrita e da leitura primeiro de palavras ou de letras, para só depois chegar aos textos.(...) Em segundo lugar, a alfabetização considerada como a competência básica mínima de entrada no mundo da escrita pode e deve ocorrer em um ano letivo. É um equívoco de graves conseqüências práticas o prolongamento do tempo de alfabetização para dois anos.”

Cisele Ortiz, psicóloga e formadora do Instituto Avisalá, dia que a Provinha Brasil é uma boa tentativa de começarmos a fazer o diagnóstico da alfabetização nas séries iniciais:

“Por meio dela, os professores terão chance de saber como está o nível da turma e também terão uma idéia de que tipo de proposta podem realizar com base nos resultados. É importante destacar o caráter pedagógico da avaliação. A finalidade não é classificar as crianças, mas orientar as ações pedagógicas do professor com sua turma, do coordenador com seus professores e do gestor com sua escola. Prioritário nesse sistema de avaliação é assegurar que o resultado da avaliação seja considerado na construção de uma política pública de formação para o professor, forma mais eficiente de melhorar a qualidade do ensino e, logo, os impactos na aprendizagem.”

A equipe do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (CEDAC), afirma que:

“O principal mérito da Provinha Brasil é o fato de que a avaliação dos saberes dos estudantes é vista como um subsídio para o planejamento do ensino, de modo a atender às reais necessidades dos alunos, identificadas por meio da análise dos resultados obtidos. (...) O fato de que gestores escolares e outros profissionais - como os coordenadores pedagógicos ou supervisores - estejam envolvidos no processo, desde a discussão que precede à aplicação, na qual se pode conhecer o objetivo e as características da avaliação, até o momento de tomadas de decisões coletivas com base na análise dos resultados, é outro aspecto que nos parece potencialmente produtivo. (...)Por fim, mencionamos outro aspecto positivo: o fato de que no documento Provinha Brasil - Reflexões sobre a Prática são oferecidas aos professores e gestores orientações referentes ao que fazer após a análise dos resultados – evidenciando-se a intenção de que o instrumento de fato cumpra uma função diagnóstica que necessita ter continuidade com a realização de outras ações variadas e articuladas.”

Essas são algumas idéias com as quais concordo – inclusive a da Ester! Para ler a reportagem na integra, clique aqui.

Para saber mais sobre a Provinha Brasil, clique aqui.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

::Anais do II Encontro Nacional Sobre Hipertexto::

Já havia divulgado em 2007 o II Encontro Nacional Sobre Hipertexto, agora venho falar sobre os artigos que foram publicados. São mais de 76 artigos disponíveis on line. Entre eles o trabalho da minha querida amiga Adriana Zardini.

Para acessar os Anais do II Encontro Nacional Sobre Hipertexto, clique aqui.

Deixo aqui o link para alguns que me interessaram:

>> “I blog, you blog, weblog: o uso do blog como recurso para leitura e escrita em língua inglesa
Adriana Sales Zardini e José Wilson da Costa

>> A influência do internetês em produções textuais: uma análise dos posicionamentos de estudantes e professores de língua portuguesa
Elisângela Oliveira Viana e Júlio César Araújo

>> Hipertexto eletrônico: ambiente importante para pesquisa educacional?
Carlos Alexandre Ataíde dos Santos e João Wandemberg Gonçalves Maciel

>> Redes sociais na web: novos olhares sobre a comunicação e aprendizagem
Camila Santana

>> Hipertexto, web e interatividade: alguns diálogos
Márcia Candeia Rodrigues
Mark Damon Andrade Guimarães

>> Compartilhando saberes: o uso do blog como ferramenta de aprendizagem
Francisca das Chagas Soares Reis, Francisca Cláudia Brito da Silva, Antônio Aerto de Araújo Loiola e Analuce de Macedo e Silva Caneca

>> Práticas leitoras e alfabetização digital: uma parceria possível?
Cristina Pfeiffer e Maria da Graça Cassano

>> Edublogs: práticas educacionais e discursivas na cibermídia
Maria Regina Momesso Oliveira

>> O percursso de leitura hipertextual do aluno em um ambiente virtual de aprendizagem
Francimary Macêdo Martins

>> Letramento digital: novo espaço de acesso ao saber
José Carlos Leandro

>> Hipertexto: do surgimento à atualidade
Francisca Danielle Guedes e Roosewelt Lins da Silva

>> Hipertexto: comunicação homem-máquina e emergência do autor-leitor
Denise Mafra Gonçalves

>> Eu e a opinião alheia: a influência dos juízos de valor sobre blogueiros
Joselito Elias Cipriano,Virgínia Milanesi Holanda e João Wandemberg Gonçalves Maciel

>> Interações virtuais: revisitando o conceito de interatividade
Luiz Carlos Carvalho de Castro

>> Dimensão leitura/internet na escola pública
Ana Maria Sá de Carvalho e Fernanda R. Azevedo

>> O letramento digital na estrutura hipermídia
Taciana de Lima Burgos

>> Hipertexto: o desempenho do leitor
Valéria Cristina Bezerra

>> Hipertexto: essa velha novidade
Maria do Socorro Leão de Sousa Bandini

>> O professor e as práticas de linguagem na internet
João da Silva Araújo Júnior e Tatiana Lourenço de Carvalho

domingo, 18 de maio de 2008

::Você é um professor digital?::

Atualizando minhas leituras encontrei este post no blog da minha querida amiga Marli: http://blogosferamarli.blogspot.com/ Ela faz menção ao artigo do professor José Carlos Antonio, no portal Educarede, Você é um professor digital?

No texto, o professor afirma que “precisamos de mais professores digitais”. Para ele:

Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso dos computadores para ele mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva com seus alunos.”

Para conferir se você tem as habilidades necessárias para ser um professor digital responda o teste a seguir. Cada resposta afirmativa vale um ponto. Se você somar mais que cinco pontos, já pode se considerar incluído no mundo digital!

1. Possuir um endereço de e-mail e utilizá-lo pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente);

2. Possuir um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente se produz, socializa e se confronta seu conhecimento com outras pessoas;

3. Participar ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional;

4. Possuir algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usá-lo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média;

5. Assinar algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e lê-lo regularmente;

6. Preparar rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint);

7. Fazer pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, manter um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos;

8. Preparar pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”;

9. Manter contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média;

10. Manter-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tentar implementar novas metodologias em suas aulas.

Qual foi seu resultado? Acho importante registrar aqui mais um trecho do artigo:

As habilidades acima envolvem o “fazer”, o agir, a inclusão efetiva do professor no mundo digital. Nenhuma oficina de capacitação ou curso de computação, por si só, traz nenhuma das habilidades acima, pois todas elas demandam o “uso regular do computador e da Internet”.

Agora não deixe de ler o artigo na íntegra. Ele é imperdível! Clique aqui para acessá-lo.