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5 de abril de 2012

Ativistas do ato de repúdio a comemoração do golpe de 64 estão sofrendo perseguição

Flávio

Reproduzimos abaixo uma nota pública do companheiro Felipe Garcez, do Movimento Liberte (JPT-RJ), que denuncia as perseguições que ele e outros ativistas de esquerda estão sofrendo após participação no ato contra a comemoração do Golpe de 64, no Rio.

24 de novembro de 2011

Aonde vão as assembléias da USP?

Caio Dezorzi

A assembléia geral dos estudantes da USP de ontem (23/11), realizada na POLI, aprovou por ampla maioria a continuidade da greve. Vitória para os estudantes! Mas isso só não é suficiente. A assembléia deveria servir para definir ações que fizessem avançar o movimento, em particular dirigindo-se aos professores – afinal há um grande contingente de estudantes que não entra em greve por estar ameaçado pelo calendário de provas de fim de ano. Se os professores entrassem em greve ou ao menos flexibilizassem o calendário de provas e trabalhos, a greve certamente daria um salto.

Entretanto, as forças políticas organizadas que têm peso no movimento estudantil da USP desenvolveram uma disputa de aparelho sobre o movimento que fez do restante da assembléia uma guerra de torcidas. De um lado a direção do DCE (PSOL) junto com o PSTU; do outro lado grupos minoritários que conseguiram eleger bom número de militantes para o Comando de Greve (LER-QI, MNN e PCO). A grande polêmica que fez estes grupos políticos levarem a assembléia a ficar votando e re-votando durante mais de uma hora, com manobras da mesa e questões de ordem sem fim, era – pasmem! – quem organizará a calourada do ano que vem: o DCE ou o Comando de Greve. Parece piada, mas não é. Seria cômico se não fosse trágico. O único que estava rindo muito com isso tudo chama-se Rodas.

18 de novembro de 2011

Nenhuma aula até que a Polícia Militar saia do Campus USP Butantã!


Ontem, noite do dia 17, foi realizada a Assembleia dos estudantes da USP que estão em luta contra a presença da polícia no interior do campus. Abaixo segue o panfleto da Esquerda Marxista distribuído durante a realização da Assembleia que contou com mais de 3000 estudantes. A esmagadora maioria votou pela continuidade da greve.

11 de outubro de 2011

JM participou do Congresso Estadual da JPT de Santa Catarina

Juventude Marxista de Santa Catarina

Daison intervem na plenária da JPT 

Nos dias 8 e 9 de outubro aconteceu em Brusque o IV Congresso Estadual da Juventude do Partido dos Trabalhadores. A Juventude Marxista, que possui a maioria na JPT municipal de Joinville, esteve presente com três delegados e defendeu bandeiras de luta como a federalização da Univille e a posição do congresso em relação ao aumento do número de vereadores nas câmaras municipais.  A JM garantiu uma vaga na executiva estadual da JPT e uma delegada ao Encontro Nacional da JPT.

1 de setembro de 2011

Congresso Municipal da Secretaria de Juventude do PT em São Bernardo


CONVITE

O Partido dos Trabalhadores, através da Secretaria de Juventude, convida a todos para a mesa de abertura do Congresso Municipal da Juventude do PT: "OS FILHOS DA LUTA".

Queremos resgatar a história de pessoas e setores da sociedade que lutaram em diferentes momentos e de diferentes maneiras contra a ditadura, a favor do povo, dos trabalhadores.

A Juventude de hoje precisa reconhecer o esforço dos jovens que lutaram para garantir o direito de toda uma classe, por uma sociedade mais justa, mais fraterna, menos exploradora.

Contaremos com representantes da Pastoral da Juventude, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, dirigentes e lideranças partidárias do PT da cidade.

PARTICIPE!

Dia 03/09 - sábado
Das 09h30min às 12h00min
No Diretório Municipal PT/SBC
Rua Tapajós, 03.

Estudantes da Universidade Federal Fluminense ocupam a Reitoria

A repressão não esmoreceu os estudantes
Na manhã do dia 31/08/11 os estudantes da UFF compareceram em massa ao conselho Universitário no Instituto Geociências. Mais de 500 estudantes estiveram presentes para cobrar da Reitoria suas reivindicações.

Mais uma vez a reitoria não dialogou com a comunidade universitária e orientou seus conselheiros para esvaziarem o conselho universitário que não pôde discutir nada por falta de quórum. Mas os estudantes mostraram sua disposição de lutar e voltaram a ocupar a reitoria.

Nesse momento estão sem água e sem luz. Porém os estudantes não arredarão o pé sem que a Reitoria se posicione e garanta as bandeiras do movimento. A quantidade de estudantes na reitoria só tem aumentado e repetem como os jovens organizados pelo mundo: “Amanhã vai ser maior”.


Para ler a matéria completa acesse:
 http://juventudemarxista.blogspot.com/

14 de agosto de 2011

No dia do estudante, jovens de Cuiabá saíram às ruas para protestar contra a privatização da água e em defesa do Passe Livre

Fábio Ramirez 


Cerca de 700 estudantes das principais escolas de Cuiabá fizeram uma marcha no centro da capital mato-grossense na manhã desta quinta-feira (11), no dia nacional do estudante. A manifestação percorreu as ruas do centro e os jovens carregavam cartazes e faixas com as reivindicações. Essa foi a terceira manifestação de rua em três semanas.

11 de agosto de 2011

Viva a luta dos estudantes chilenos!

Alex Minoru



"¡Que vivan los estudiantes,
jardín de las alegrías!
Son aves que no se asustan
de animal ni policía,
y no le asustan las balas
ni el ladrar de la jauría."

(Me Gustan Los Estudiantes - Violeta Parra)

Em 2006, um movimento que ficou mundialmente conhecido como a “revolta dos pinguins”, chegou a reunir 1 milhão de estudantes nas ruas do Chile por melhorias na educação pública.

Esse ano a luta dos estudantes voltou à cena, uma série de protestos que se iniciaram há cerca de 2 meses têm sacudido o país. Escolas e universidades foram ocupadas e manifestações reúnem milhares nas ruas.

9 de agosto de 2011

Enem cresce e se torna um novo vestibular: universidade pública continua realidade para poucos

Fábio Ramirez *

O Enem se transformou no vestibular oficial das universidades federais e da maioria das faculdades particulares e estaduais


18 de junho de 2010

Professores e estudantes se mobilizam em universidade no Rio de Janeiro

Desde de meados de 2008 a Universidade Iguaçu sofria com diversos problemas, entre eles o seu principal órgão de representação dos estudantes - o DCE - estava sem vida, inativo, tinha uma direção fantasma que até então só tinha ganho uma eleição fantasma e convocado uma assembléia também fantasma, comprando o voto dos estudantes a troco de álcool.

2 de junho de 2010

Polícia invade a UDESC e agride estudantes

A Polícia Militar invadiu o campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) na noite dessa segunda-feira (31/05), no bairro do Itacorubi (Florianópolis-SC), espancando e prendendo cerca de seis estudantes. Eles se manifestavam pacificamente contra o aumento nos preços das passagens do transporte coletivo, quando passaram a ser hostilizados pelos policiais. As duas entradas da instituição foram fechadas. No local funcionam a Reitoria da Udesc, o Centro de Educação a Distância, Centro de Artes (CEART), Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED) e o Centro de Ciências da Administração e Sócio-Econômicas (ESAG), além da Biblioteca Universitária e outras instalações.

15 de abril de 2008

Heróica luta dos estudantes da UnB


Romper o isolamento para avançar!
por Caio Dezorzi


No dia 3 de Abril estudantes da UnB (Universidade de Brasília) ocuparam a reitoria da universidade com uma lista de reivindicações. Eles exigem a saída do reitor (acionado pelo Ministério Público por fazer uso de dinheiro de fundações da UnB em benefício próprio), e ainda pedem mudança do estatuto da instituição e eleições paritárias para os órgãos colegiados. A ocupação dura mais de dez dias e já conseguiu a renúncia do reitor da UnB (Timothy Mulholland) e do vice-reitor (Edgar Mamiya). Porém as pressões para que os estudantes encerrem o movimento são inúmeras. Vale destacar que no dia 4 de Abril a justiça estabeleceu multa de R$5.000,00 por hora ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) caso os manifestantes não desocupassem o prédio. O valor já passa de um milhão e duzentos mil reais, entretanto, em assembléia ocorrida hoje (15/04) com participação de cerca de 1400 estudantes (segundo o blog da ocupação), eles decidiram permanecer na Ocupação da reitoria da UnB. Segundo a assembléia, a mobilização seguirá até que o Conselho Universitário da UnB (Consuni) se comprometa com eleições diretas e paritárias para a reitoria.

Isso me faz lembrar das ocupações na época em que eu era do DCE da Unesp e Fatec. Iniciamos a ocupação do IA (Instituto de Artes da Unesp) em 9 de Abril de 2002: nossa principal reivindicação era por moradia estudantil para os estudantes carentes (faltavam 8 vagas na moradia e os estudantes estavam dormindo na garagem). Após iniciarmos a ocupação, convocamos um Conselho de Entidades Estudantis da Unesp e Fatec (CEEUF), que ocorreu no IA ocupado. Ocupamos a reitoria da Unesp (que fica próximo à Av. Paulista) por algumas horas com cerca de 200 estudantes de diversos campi. A Unesp e Fatec têm a característica de serem “espalhadas” pelo estado de SP. Os campi se situam em 33 cidades diferentes. Isso dificulta a organização do Movimento Estudantil, mas amplia o terreno da luta. Ao sair do CEEUF os estudantes voltaram para os seus campi com a idéia de ocupar também! E as ocupações começaram a estourar em Marília, Bauru, Assis, Presidente Prudente e etc. Isso tirou a ocupação do IA do isolamento e deu mais força ao movimento. A ocupação do IA durou 51 dias. Naquele ano ocupamos por mais duas vezes a reitoria e fomos fortemente reprimidos pela polícia, quando tentamos (400 estudantes) impedir a realização da reunião do Conselho Universitário que foi trasladado de um dia para o outro para uma cidade do interior, Araçatuba (450km de São Paulo, onde o Conselho sempre se reúne). O movimento teve forte apoio de estudantes de outras universidades e dos sindicatos dos docentes e funcionários. Eu e outros estudantes do Comando de Mobilização fomos processados (e respondemos estes processos até hoje).

O tempo passou e vimos ocupações ressurgirem em várias universidades, como por exemplo na própria Unesp (2006), na USP e UFBA (2007) e agora na UnB. Por motivos diferentes os estudantes lançam mão de ocupações como meios de luta. E quando fazem isso, querendo ou não, colocam em questão quem é que “manda” na Universidade. É a questão do poder colocada na universidade. O mesmo ocorre com uma ocupação de prédio ou de terreno pelo movimento de moradia, uma ocupação de terra no campo ou uma ocupação de fábrica pelos seus trabalhadores.

Mas se a história mostrou que não existe socialismo num só país, também é válido que não existe socialismo num só prédio, numa só fazenda, numa só fábrica e nem em uma só universidade. Isso quer dizer que, mais cedo ou mais tarde, se a ocupação da UnB continuar isolada, será derrotada. Ou pelo cansaço dos estudantes ou por alguma ação repressora do Estado. A única possibilidade de vitória para os estudantes se dará se este movimento puder se espalhar para outras universidades, tirando a luta da UnB do isolamento e ganhando em tamanho e proporção até dar um salto de qualidade. Um movimento nacional de ocupações de universidade também chegaria a um ponto em que se encontraria isolado frente ao restante da sociedade. E para sair do isolamento seria necessário que o movimento operário e o movimento camponês também dessem um salto de qualidade. Com isso, passaria de uma situação onde está em questão “quem manda” dentro de uma ou de todas as universidades, para “quem manda” em toda a sociedade: ocupações de terra, de empresas, ou seja, dos meios de produção.

Isso é a luta de classes. Não existe “socialismo em uma só universidade”. E num país capitalista como o Brasil não poderia haver “socialismo nas universidades” e no resto da sociedade continuar imperando o capitalismo. Tudo está ligado. Ou o movimento se expande ou será derrotado.

É preciso portanto que a UNE e os DCEs de um grande número de universidades se coloquem em movimento, inclusive ocupando outras universidades por suas reivindicações específicas, mas ligando à luta dos estudantes da UnB por paridade. Para sair do isolamento, o movimento da UnB precisa se conectar com outros movimentos sociais, como o MST, MTST, Movimento das Fábricas Ocupadas, etc. É preciso fazer a ponte com a revolução venezuelana e os processos revolucionários que varrem a América Latina.

Entrar na linha das ZATs (Zonas Autônomas Temporárias – a invencionice pequeno-burguesa de Hakim Bey) é jogar o movimento no buraco. A saída não é ficar antevendo o fim do movimento como algo necessário, mas lutar até o fim para que este movimento possa continuar, aumentar – e que a quantidade possa proporcionar a mudança de qualidade necessária para que essa “democracia” buscada hoje pelo movimento dentro da UnB, possa ser a bandeira por “verdadeira democracia” – ou seja, socialismo – em toda a sociedade brasileira – e no mundo!

27 de setembro de 2007

INTERESSES PRIVADOS, SEM RODEIOS!

Recuperamos uma entrevista feita a um jornal do Rio, com o dono da Universidade Estácio de Sá, uma das maiores no ensino superior privado no país, o Sr. João Uchôa Cavalcanti Netto.



No sistema em que vivemos hoje, "democracia" capitalista, não é errado a mera representação de interesses privados por parte do reitor da Estácio. Pois ele é um capitalista, quer lucro, e quer desenvolver sua empresa. Mas mesmo dentro dessa lógica de sistema [que já é errada], é irracional que o Estado - ente público, que tem um compromisso com o PÚBLICO - deva atender a qualquer suplício desse sujeito ou de qualquer outro em nome de sua entidade privada.

Portanto: "Verba pública para a escola pública". Isso é simplesmente atender a uma lógica.
O governo não só terceiriza o próprio interesse público, como provoca a destruição do que já se construiu. Ora, um dos maiores mitos ou mentiras das últimas décadas é a de que 'fica mais barato terceirizar'. O exemplo mais claro disso é o PROUNI.

Os trechos dessa entrevista nos levam a pensar sobre o REUNI. O programa de reestruturação da universidade brasileira, decreto do governo Lula, que vai diretamente no sentido de ampliar a universidade, não com melhorias ou até manutenção nos graus de qualidade atual, mas massificando, e retirando um bem precioso da universidade - a pesquisa. Vamos à entrevista...:

Jornal Folha Dirigida: A educação não faz falta?

J. Uchôa : A educação mínima ofertada faz falta, mas não para todos.... Se você chega no Nordeste, em certas regiões, tem um menino trabalhando com 12 anos, e minha origem é de lá, aí vem o cara com a educação e diz que ele tem que ir para o colégio. Não tem que ir para o colégio não. Ele pode não ir para o colégio e estar muito bem.

J. UCHÔA : Eu não me interessei pela educação e nem acho que eu seja uma pessoa muito interessada em educação. Eu sou interessado na Estácio de Sá, isso é que é importante. Estou interessado no Brasil? Não, não estou interessado no Brasil. Na cidadania? Também não. Na solidariedade? Também não. Estou interessado na Estácio de Sá.

18 de setembro de 2007

Repressão contra estudantes

Relato de um estudante da Fundação Santo André:

O início
Os estudantes da FSA (maioria da FAFIL) se reuniram em assembléia ontem (dia 13/09) às 19:30hrs para encaminhar ações efetivas contra o aumento abusivo de mensalidades apresentado pela reitoria esta semana. Além do anúncio desses aumentos, a reitoria vem implementando nos cursos da FSA uma lógica mercadológica, trazendo o sucateamento dos cursos e diversos problemas como: falta de professor, laboratórios lotados, salas lotadas, problemas de infra-estrutura, etc.

Os alunos, frente a todos esses ataques, resolveram se mobilizar em torno dessas reivindicações para exigir providências desta reitoria.

Em passeata, seguiram rumo à reitoria para dar continuidade à assembléia.
O movimento se radicalizou e decidiu pela ocupação da reitoria como forma de protesto.

A ocupação
A ocupação foi feita por volta das 20:30hrs, onde boa parte da assembléia permaneceu em frente à reitoria e outra parte entrou de fato no prédio. Em votação, os alunos presentes decidiram ficar no prédio por tempo indeterminado, onde aguardariam uma possível resposta do Reitor (que nem sequer estava no campus e nem mesmo deu as caras) e do conjunto da direção da faculdade.

As comissões já estavam organizadas dentro da ocupação (segurança, organização, comunicação) para manter o movimento e dar continuidade às reivindicações; garantindo segurança, alimentação e elaboração de materiais que servissem de divulgação do ato para o conjunto dos estudantes da faculdade, ampliando nossa luta.

A polícia
Durante as reuniões das comissões, no interior do prédio, a polícia militar apareceu anunciando enfrentamento caso os estudantes não desocupassem a reitoria.

Os estudantes, preocupados com o andamento do movimento, exigiram negociação da pauta de reivindicações, com a reitoria, como condição para a desocupação.
Os policiais foram intransigentes: disseram que iam entrar!

Todos sabemos que a polícia cumpre um papel reacionário, de defensora da burguesia e de repressora dos movimentos sociais, entretanto, os estudantes que estavam na ocupação decidiram enfrentar a polícia, apostando no mínimo de escrúpulo destes policias, achando que eles não seriam capazes de invadir com violência... Ledo engano!

A repressão
A invasão dos policiais fez lembrar os anos de ditadura militar no Brasil, onde os estudantes eram massacrados pela polícia inescrupulosamente. A tropa de choque (isso mesmo!!! Nos trataram como se fossemos terroristas perigosos, prontos para explodir a faculdade!!!) entrava ao passo que gritavam: “Vocês vão apanhar como bandidos!”, “quem estiver na frente leva pau”, “aqui é assim, é coisa de homem”, numa atitude autoritária, extremamente violenta e, inclusive, machista.

Os estudantes, sem ter pra onde correr ou se defender, conseguiram escapar pelos corredores do prédio, onde entraram na casa de uma vizinha. Alguns não tiveram tempo de sair do prédio e foram espancados pela tropa de choque.

Enquanto víamos nossos amigos apanharem feito bichos, do outro lado do muro, os policiais faziam provocações e jogavam bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, dizendo que quem saísse “iria apanhar até não agüentar mais”.

Depois de um tempo, quando os alunos já estavam em pânico e sem saber o que fazer, decidimos sair da casa, de mãos dadas, para a rua, onde havia uma certa movimentação de vizinhos, e que, achamos, eles não seriam capazes de promover outro massacre na frente destes civis. Nos enganamos novamente... As viaturas passavam em alta velocidade, abrindo suas portas tentando acertar quem estivesse no meio do caminho... Alguns estudantes foram presos imediatamente... Quando as viaturas saíram da rua, nos reunimos de novo para decidir o que fazer, e eles voltaram... Desceram da viatura batendo com os cassetetes nas mãos em tom de ameaça e partiram, mais uma vez, para cima dos estudantes...

Desta vez, muitos outros foram levados à DP, e os que conseguiram escapar foram em marcha à DP.

Reflexão
Toda esta atitude da polícia e da reitoria (que não apareceu para dar satisfações e exigiu a presença do choque) nos leva a uma conclusão: este é o papel que cumpre a direção da Fundação Santo André: LUCRO!!!

Se esta reitoria estivesse de fato preocupada com a qualidade de ensino na Fundação e tivesse o mínimo de respeito pelos seus alunos, tomaria providências imediatas quanto à falta de professores, investiria na qualidade de ensino e não roubaria nosso dinheiro como vem roubando há anos!!! Muito menos chamaria um bando de trogloditas fardados para reprimir uma manifestação legítima como a de ontem.

Se a ocupação de ontem não conseguiu ser de todo vitoriosa, podemos ter certeza de que serviu para impulsionar o movimento dos estudantes na faculdade, e que, somente desta forma, nos mobilizando e nos organizando, teremos alguma chance de preservar o que queremos: EDUCAÇÃO.

EI REITORIA!!!
EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA!!!