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Mostrando postagens com o rótulo taxa de juros

Uma notícia, duas versões

No G1, portal da Globo: Juros bancários de pessoa física são os menores da história, diz BC No mês passado, juros de pessoas físicas caíram para 43,6% ao ano. A série histórica do Banco Central tem início em julho de 1994 No UOL, portal da Folha: Economia Dados indicam aumento dos juros em outubro, diz BC É claro que nenhuma das duas notícias é mentirosa. O Globo destacou o recorde de baixa em setembro, a Folha preferiu o aumento da taxa em outubro, justamente para esconder o recorde atingido no mês anterior. Quem escolhe os títulos sabe bem o que está fazendo, sempre. O leitor pode tirar as suas próprias conclusões.

Nunca antes nestepaiz...

Está na manchete da Folha Online: Juros do crédito pessoal caem para menor nível desde 1994 Pesquisa divulgada hoje pelo Banco Central apontou ainda que a inadimplência das empresas e do consumidor subiu pelo 7º mês seguido e atingiu o maior patamar desde 2000. Chega a ser engraçado: lendo a matéria, o leitor fica sabendo que os juros do crédito pessoal chegaram ao menor nível da série histórica , iniciada em 94. Se tal fato tivesse ocorrido no governo de Fernando Henrique ou, hipoteticamente, de José Serra, o pessoal da Folha teria certamente sapecado na manchete: Juros do crédito pessoal atingem menor nível da história . Sob Lula, a conversa é outra: sempre que a notícia é ruim, a manchete ressalta a ruindade dos fatos; quando a notícia é boa, atenua-se o seu lado positivo... Jornalismo é isto: palavras escolhidas para retratar os fatos de acordo com a ideologia de quem as publica.

Decisão unânime

O corte de meio ponto percentual na Selic já era esperado pelo mercado, o que chamou atenção desta vez foi a decisão unânime no Copom, ao contrário da última reunião, quando a queda de um ponto foi por 6 votos a 2. Agora, com a taxa em 8,75%, será preciso resolver a questão do rendimento da caderneta de poupança para que os juros básicos possam ser reduzidos ainda mais. Resta saber se o nobre e chiliquento deputado Raul Jungmann (PPS-PE) vai deixar... Em tempo: quando o presidente Lula assumiu o governo, em 2003, a Selic estava em 26,5%. Só para lembrar, o atual patamar é o mais baixo, em termos nominais e reais, desde que a Selic foi criada.

Bolão da Selic

Quanto cairá a taxa básica de juros nesta quarta-feira? Na última reunião do Copom, o mercado esperava um corte menor do que o praticado pelo Banco Central. Agora, a expectativa é de um corte de meio ponto percentual, que seria a última do ano, de acordo com as previsões. Como as matérias dos grandes jornais sobre o assunto estão contaminadas pelo blá-blá-blá dos operadores do mercado financeiro, fica difícil separar o que é wishfull thinking – desejo puro e simples – e o que é análise justa e correta. Este blog tende a crer em um corte de meio ponto, mas não ficará surpreso se o Copom determinar 0,75 ou mesmo um ponto. Por uma razão simples: a atividade industrial continua muito fraca e não há risco de inflação para 2010. A ver.

Juro do cheque especial é o menor do Real

A reportagem abaixo, do portal G1, mostra uma realidade que tende a se apresentar no ano eleitoral de 2010: as taxas de juros praticadas no mercado - e não apenas a básica - serão as menores dos últimos 20 anos. A oposição, sem discurso para bater no governo, estava apostando na crise mundial para derrubar a popularidade do presidente Lula. Não deu certo e, pior, como consequência da crise foi criado um ambiente propício à queda mais forte da Selic e dos juros praticados pelos bancos e no mercado em geral. Se não houver novo tombo da economia americana, a tendência de queda dos juros deve prosseguir em 2010, pois a economia brasileira ainda não terá se recuperado sua total capacidade. A bandeira dos "juros extorsivos" também fugirá das mãos dos demos-tucanos. O que restará a eles? O discurso udenista do "governo mais corrupto da história" (não deu certo com Alckmin em 2006) ou as críticas ao "aumento dos gastos públicos" (para o povão, este tipo de crític...

Três boas notícias e uma pequena análise

Três boas notícias (na versão do Portal G10 no campo econômico, todas relacionadas de uma forma ou de outra ao mercado de crédito. Aparentemente, a ação do governo federal está fazendo efeito e o dinheiro voltou a aparecer para financiar consumo das famílias e investimento das empresas. Promover as condições para a queda do juro (via política monetária) e incentivar os bancos públicos a emprestar recursos é o que está ao alcance do Estado na atual crise. Alguns críticos podem achar insuficientes as ações do atual governo, mas no mundo real parece que famílias e empresas brasileiras estão respondendo bastante bem ao que a equipe econômica vem realizando desde setembro do ano passado. Para surpresa de muito analista, após 8 meses de crise os efeitos dos problemas na popularidade do presidente foram nulos. A explicação para isto varia de acordo com a posição ideológica do analista – "o povão não sentiu a crise ainda", dizem alguns esquerdistas; "a oposição errou ao não resp...

Ainda sobre o Copom

O leitor Alexandre Porto é dos que acompanha o Entrelinhas com frequência, manda comentários e dá palpites sobre o blog. Ontem, após a decisão do Copom, ele mandou o comentário abaixo, que merece ser reproduzido aqui. É uma análise muito interessante e instigante Luiz, Acho que em dezembro eu escrevi no meu blog que com essa crise tinha um cidadão feliz: Henrique Meirelles. Sem ela, o Brasil ainda estaria com aquele cenário de crescimento de 6%, inflação na casa dos 7%, 8%, déficits em conta corrente etc. Tudo isso teria que ser combatido via política monetária. E já estava em andamento um aperto monetário no segundo semestre de 2008, aperto que seria radicalizado ainda mais. Sem a crise, a gente estaria discutindo hoje uma Selic na casa dos 16, 17% e o Meirelles teria que andar com vários ternos na bolsa, para ir trocando os manchados pelos tomates. Hoje ele está rindo a toa. Está sendo elogiado até pela CNI (FIESP, CUT e Força Sindical não contam, pois reclamar faz parte do estatuto)...

Copom surpreende com corte de 1 ponto

Henrique Meirelles e companhia desta vez aprontaram para o lado do bem. O corte de um ponto percentual na Selic não era absolutamente esperado pelo mercado - a expectativa variava entre um corte de meio ponto a no máximo 0,75. O corte maior indica duas coisas: o BC vê a inflação sob controle; e a queda da atividade econômica pode ser mais grave do que o governo gostaria. De qualquer maneira, foi uma medida positiva e arrojada diante da crise econômica mundial. Agora o Brasil finalmente chega a uma taxa de juros básica de um dígito e caminha para o juro real próximo das economias emergentes. Não é nada, não é nada, boas notícias não acontecem todo dia.

Amanhã Brasil terá Selic de um dígito

Dificilmente o Copom abaixará a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual ou menos na reunião desta quarta-feira (10/06), de maneira que o Brasil amanhecerá na quinta com a menor taxa nominal da história, pela primeira vez inferior a 10%. Mais um feito para Lula deitar e rolar. Em termos estritamente econômicos, a taxa pode até ser ainda muito alta, mas o efeito dos 9% para o marketing todo mundo conhece, ou não seriam tantos os anúncios de produtos custando R$ 9,99 ou valores deste tipo, com um centavo a menos do arredondamento. Na mão de Lula, é o tipo da coisa que vai render bastante e por um bom tempo.

Coisa ridícula

Realmente chama atenção o fato do Banco do Brasil ter aumentado as taxas de juros cobradas de seus clientes depois da troca do presidente da instituição, que saiu justamente porque as taxas estavam mais altas do que o governo julgava razoável. Parece até sabotagem, mas não é possível que o pessoal do BB não imagine que a mídia vai ficar no pé, acompanhando a variação das taxas para conferir se o governo conseguiu o que pretendia com a troca. É claro que se as taxas tivessem caído, os jornalões estariam manchetando a "ação política" do PT no Banco do Brasil e qualificando a eventual queda de "artificial" ou de "lesiva aos interesses dos acionistas", mas isto não importa. Importa que manda quem pode, obedece quem tem juízo: se Lula estava irritado com as taxas cobradas e trocou o principal dirigente da instituição para permitir a queda dos juros, é melhor que eles caiam. Porque certamente o governo não vai aceitar uma desmoralização pública desta magnitude.....

Folha quer juros mais altos em 2010

O Banco Central da Folha de São Paulo já traçou o cenário para 2010 e 2011 (sim, 2011) e, com os números na ponta da língua, revela hoje, em matéria que mereceu chamada de capa e vai reproduzida abaixo, que a Selic subirá em pleno ano eleitoral. Bem, dá até desânimo comentar a matéria, se é que dá para chamar a coisa de matéria. Mas vamos lá: primeiro, a própria Folha não se cansa de dizer que o pior da "maior crise da história do capitalismo desde 1929" não passou , portanto dias mais difíceis virão pela frente. Ora, quando é para fazer a previsão do cenário para os juros, porém, o jornal dá como provável a recuperação da economia brasileira em 2010. Ademais, é um pouco ingênua a premissa de que o governo federal manterá, em 2010, o mesmo grau de autonomia que deu ao Banco Central todos esses anos. Ao contrário, os recentes movimentos em torno do Banco do Brasil mostram que a ala "desenvolvimentista" do governo Lula está avançando sobre os "ortodoxos" e...

Conforme o previsto

A taxa básica de juros caiu mais um ponto percentual e passou agora para 10,25%. É a menor da história da Selic e os juros reais são os menores desde o plano Real. Evidentemente, tudo isto se deve à excelente gestão da economia durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Lula no máximo acertou ao manter os (a)fundamentos do seu antecessor. É o que o distinto público vai ler nos jornais de amanhã. Na grande imprensa, é sempre assim: Lula erra sozinho e, quando acerta, está sempre ao lado de FHC...

Brasil não lidera ranking de juro real

Uma matéria escondidinha no pé de página da Folha de S. Paulo informa: com a queda na Selic de hoje (qualquer que seja o montante), o Brasil já não terá o maior juro real do mundo - a liderança já é da China. Estará em terceiro lugar, mas a matéria, bastante confusa, não explica se a tal liderança já não fo perdida antes mesmo da eventual redução da taxa básica por aqui. Pelas contas do blog, se o juro real está em 6,6% na China, já é mais do que os 6,5% reais do Brasil verificados em março, conforme matéria do jornal O Globo publicada em 11/03 e reproduzida abaixo. Brasil ainda tem o maior juro real do mundo Luciana Rodrigues RIO - Mesmo com a decisão do Banco Central de reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa básica de juros Selic, o Brasil continua como o país de maior taxa de juro real (descontada a inflação) do mundo. Levantamento feito pela consultoria UpTrend mostra que, considerando a inflação projetada para os próximos 12 meses, o juro real brasileiro é de 6,5% ao ano. A Hung...

Copom: bolsa de apostas aberta

Este blog acha que vem por aí uma redução de um ponto percentual. Muitos analistas acham que vem menos, para que o governo tenha tempo de achar uma solução para a questão da poupança. Com um ponto, será a menor taxa da história da Selic (10,25%) e com meio ponto, também... A menos que deixe a taxa como está, o Banco Central fará história nesta quarta-feira.

Juros: o debate vai mudar

Se o "calcanhar de Aquiles" da gestão Lula para muita gente sempre foi a política monetária, comandada pelo ex-deputado tucano Henrique Meirelles, a partir de agora este debate vai mudar. Com a taxa Selic em 11,25% e apontando para baixo, é altamente provável que a partir da próxima reunião do Copom, no final de abril, o juro real brasileiro fique na faixa dos 5%. A taxa nominal será a mais baixa da história (a Selic foi criada em 1996) e apenas em tempos de hiperinflação o juro real ficou abaixo dos 5% porque a inflação era tão alta e crescia tão rapidamente que os juros acabam negativos. É bastante provável que o Banco Central prossiga, depois de abril, a política de diminuição da taxa básica, o que levaria o país a ter um juro real inferior a 5% em 2010. O discurso do "juro mais alto do mundo" brandido hoje pela oposição não fará mais sentido. Ao contrário, o governo Lula terá sido o que mais reduziu a Selic na história do país – isto pode até acabar virando mote...

Meirelles mudou o jogo?

A decisão do Copom desta quarta-feira de reduzir a taxa básica de juros em um ponto percentual revela que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, finalmente decidiu mudar a condução da política monetária e iniciar um ciclo de flexibilização. Alguns criticam a medida e acham a diminuição de um ponto percentual insuficiente diante da crise. Este blog acha que Meirelles pode ser muita coisa, mas burro não é. Senão vejamos: a decisão de reduzir a taxa em um ponto percentual, partindo de um Copom sabidamente conservador, já indica que nas próxima reuniões o processo de flexibilização monetária deverá continuar, com o juro básico apontando para pelo menos 11% já no primeiro semestre. Se isto de fato ocorrer, o Brasil terá o menor juro nominal desde o início do Plano Real (não é possível comparar com períodos anteriores), e a menor taxa real deste mesmo período (considerando uma inflação na casa de 5,5%, a taxa real cairia para pouco mais de 6%). Como se vê, não é pouca coisa. ...

Tucano não gosta dar aumento salarial

A nota oficial do PSDB sobre o aumento da Selic, cujo teor está reproduzido abaixo na reportagem da Agência Estado, revela o que fariam os tucanos se estivessem no poder: nada de ganho real para o salário mínimo, nada de concurso público para melhor equipar o aparelho do Estado. Cortariam, cortariam e cortariam mais um pouco. E provavelmente também acabariam subindo a taxa Selic, talvez um poouco menos do que fez o companheiro-tucano Henrique Meirelles. Depois não entendem por que o povão não os quer de volta no governo... PSDB critica em nota elevação da Selic para 13% BRASÍLIA - O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), criticou hoje o aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic, para 13% ao ano, afirmando que a decisão tomada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantém o Brasil com a maior taxa de juros real do mundo e transforma o País "no paraíso da especulação". Em nota, Guerra declara que "o governo Lula faz uma política eco...

Aumento da Selic: não é o que Lula queria?

O Banco Central decidiu aumentar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, acima, portanto, do meio ponto esperado pelo mercado financeiro. Não vai demorar muito para chover críticas à decisão, especialmente no partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Economistas do PT detestam aumentos na taxa de juros e vão dizer o diabo do presidente do BC, Henrique Meirelles. O problema todo, porém, é que a medida certamente tem o aval de Lula. É só ler o noticiário político para perceber a importância que o presidente dá ao combate à inflação. A pancadinha dada pelo BC nos juros nesta quarta-feira visa justamente mexer com as expectativas do mercado, que estava achando que o governo tinha relaxado e deixaria a taxa de inflação variar acima do teto da meta estabelecida, de 4,5%. No fundo, não deixa de ser um ato de coragem, em um ano eleitoral, um aumento deste porte na Selic, ainda mais sendo o terceiro consecutivo. Meirelles e Lula, pelo visto, não dão muita bola para os crítico...

Semana curta terá Renan e Copom

São dois os eventos principais desta semana de feriado de 7 de setembro, da Independência do Brasil. A definição da taxa de juros e o julgamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ambos esperados para quarta-feira. O Copom é importante desta vez em função da crise financeira que abalou os mercados de capitais e servirá de teste para a turma de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. São três as hipóteses nesta reunião: continuidade do corte de 0,5 ponto percentual na Selic, taxa básica de juros do país – são poucos os que acreditam na manutenção do ritmo –; corte de0,25 ponto percentual – é o desejo do setor produtivo e palpite de boa parte dos analistas –; e uma parada nos cortes da taxa de juros, que seria mais uma prova do conservadorismo e da ortodoxia do BC. No caso de Renan, as apostas são para a recomendação da cassação do mandato no Conselho de Ética. No plenário, porém, a votação só deve ocorrer em outubro, o que ainda dá um certo fôlego para o senad...

Crise aérea ofusca queda da taxa de juros

O Brasil não é o país com a mais alta taxa de juros do planeta, conforme bradavam empresários e sindicalistas contrários à política monetária do Banco Central. Com a decisão do Copom de reduzir a taxa básica (Selic) para 11,5% ao ano, o país fica agora em um suposto segundo lugar, considerando uma pesquisa que na verdade não engloba todas as nações. Se o avião da TAM não tivesse explodido em São Paulo, este certamente seria um tema de destaque nos jornais, mas a tragédia naturalmente ofuscou o movimento do Banco Central. Mais importante do que a redução em sim foi o montante reduzido, de meio ponto, que sinaliza a continuidade da política de redução, ainda que em ritmo menor. Se nas próximas três reuniões o Copom abaixar a Selic em 0,25 pontos percentuais, o Brasil pode fechar o ano na faixa dos 10%, com juro real de 7%. Para as condições da economia brasileira, é quase uma revolução. Em 2008, o crescimento vai refletir este novo patamar de juros, bem mais convidativo aos investiment...