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Mostrando postagens com o rótulo mídia

Uma revista megalômana

O que vai abaixo é o texto do autor deste blog para o Observatório da Imprensa . Em primeira mão para os leitores do Entrelinhas . LEITURAS DE VEJA Uma revista megalômana A última edição do semanário mais lido do Brasil (2.132, com data de capa de 30/09) é a prova concreta de que muita coisa está errada neste país. O pessoal que trabalha no Itamaraty, por exemplo, não está dando expediente no lugar certo. Chanceleres e diplomatas de carreira deveriam todos bater ponto no modernoso prédio da marginal do rio Pinheiros, em São Paulo, ou mais precisamente, para quem não conhece, na sede da Editora Abril, responsável pela publicação de Veja. Sim, porque a matéria de capa desta semana – reproduzida abaixo e que levou o inspirado título “O imperialismo megalonanico”, um trocadalho horroroso perpetrado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, blogueiro da revista – é uma das coisas mais arrogantes que já foi publicada na imprensa brasileira. A julgar pela reportagem de capa da revista, a turma de Vej...

Novo jornal quer ser o FT brasileiro

Abaixo, mais um artigo do autor deste blog para o Observatório da Imprensa . MERCADO EDITORIAL Novo jornal de economia será brasileiro e vai se inspirar no FT Por Luiz Antonio Magalhães em 13/8/2009 A notícia do lançamento de um jornal "português" de economia no Brasil, ligado ao Diário Económico editado em Lisboa, se tornou um dos assuntos mais comentados nas redações e agências de publicidade nas últimas semanas. O mistério que envolve a publicação é grande, até agora não houve anúncio formal sobre o novo título, cujo nome também não foi definido, mas o jornalista Ricardo Galuppo garante que o jornal estará nas bancas neste ano. Mineiro de Curvelo, com passagens nas revistas Forbes, Exame e Veja, Galuppo tem 50 anos e está no comando da montagem da operação. "Será um jornal brasileiro de economia e negócios, com olhos e ouvidos para o mercado brasileiro", esclarece desde logo o futuro diretor de redação do novo jornal. A participação do grupo Ongoing, dono do Diár...

Jornais ainda fazem a cabeça das pessoas?

Um bom texto para reflexão, do Observatório da Imprensa , na íntegra para os leitores do Entrelinhas . MÍDIA IMPRESSA Qual a relevância dos jornalões? Por Venício A. de Lima em 28/7/2009 A atual conjuntura política, marcada pela crise no Senado Federal e pelas suspeitas em relação à administração da Petrobras, recoloca em pauta uma velha questão sobre o alcance e a influência dos jornalões da grande mídia: a Folha de S.Paulo, o Estado de S.Paulo e O Globo: merecem eles a importância que a elite política e os "intelectuais" lhes atribuem na formação da opinião pública brasileira, vis à vis, por exemplo, a televisão e/ou a internet? Há alguns anos, muito antes da expansão da internet, venho insistindo que não (ver, por exemplo, "Jornal ou TV: qual mídia é mais importante na formação da opinião pública brasileira?" in Comunicação, Mídia e Consumo, vol. 2, nº 3, março de 2005). Não merecer a importância que se atribui a eles não significa que devam ser ignorados. Absolu...

Uma notícia, duas manchetes

No portal UOL, do Grupo Folha: Atividade industrial em SP cai 12,8% em um ano, diz Fiesp No Estadão.com, do Grupo Estado: Fiesp: nível de atividade da indústria sobe 2% em junho O leitor decide o que é mais relevante e merecia ser a manchete: o dado de junho, que mostra, finalmente, alguma recuperação da indústria após o megatombo do final do ano passado; ou o dado acumulado do ano, que "carrega" a estatística dos meses mais feios da crise... Nas redações, a pergunta é sempre a mesma: "o que há de novo?". Na Folha , porém, a coisa é um pouco diferente: "o que há de bom para ferrar o governo?" (a pergunta vai na versão passível de publicação neste blog). Podem apostar: quando os dados anualizados começarem a ser favoráveis ao governo, lá por outubro deste ano (porque comparados a uma base muito fraca, em função da crise), a Folha vai começar a destacar as comparações mensais, como fez o Estadão hoje...

Ainda sobre o novo jornal de economia

A matéria abaixo, da Agência Lusa, praticamente confirma a história do novo jornal de economia do post anterior. O grupo Ongoing possui a totalidade do capital da Económica SGPS, empresa proprietária dos jornais Diário Económico e Semanário Económico . Também é acionista de empresas como a Portugal Telecom e a Zon Multimédia (antiga PT Multimedia, dona da TV Cabo, que se separou da Portugal Telecom em novembro), com 6,1% e 3,16% do total do capital, respectivamente. Grupo Ongoing vai entrar no Brasil este ano 02/07/09, 16:13 OJE/Lusa O vice-presidente da Ongoing disse hoje à Lusa que o grupo vai apostar na comunicação social do Brasil ainda este ano, com o objectivo de ser "o maior grupo português de económicos nos países de língua portuguesa". "O nosso próximo objectivo é o Brasil e isso acontecerá ainda este ano", afirmou Rafael Mora à margem do VIII Fórum Telecom e Media, que decorreu hoje em Lisboa. "Queremos ser o maior grupo português de [media de] econo...

Novo jornal de economia no Brasil?

A nota abaixo está na IstoéDinheiro desta semana, na coluna de João Dória Jr, e chama atenção por dois motivos: primeiro, a legislação não permite que estrangeiros sejam 100% proprietários de jornais no Brasil. E, em segundo lugar, parece estranho que alguém se anime a investir no mercado de impressos nesses tempos de crise. Este blog entrou em contato com a direção do DE para confirmar a notícia. Se for realmente verdade, bom para os coleguinhas, que terão mais um local para trabalhar depois do fechamento da Gazeta Mercantil , ótimo para os leitores, que ganharão uma segunda opção, além do excelente Valor Econômico . Resta saber quem é o sócio brasileiro... Concorrência Com o desaparecimento da Gazeta Mercantil, o Valor Econômico estava solitário como jornal de economia e negócios. Estava. O grupo português Diário Econômico vai lançar um novo título em setembro, em São Paulo. Já fixou escritório na avenida Faria Lima, está contratando uma equipe de jornalistas, selecionando equipe co...

Ombudsman concorda com este blog

É só ler o texto abaixo, do ombudsman da Folha de S. Paulo , Carlos Eduardo Lins da Silva, para entender o que já foi dito neste blog algumas vezes: a imprensa, FSP , especialmente, está exagerando no noticiário sobre a gripe suína. Uma coisa é publicar os fatos com responsabilidade, outra é disseminar o pânico. E não é preciso ser um gênio da raça para entender a motivação da Folha na cobertura da gripe suína: atingir a popularidade do governo federal, ora pois... Aliás, o candidato da Barão de Limeira, govrenador José Serra (PSDB), foi o tal super ministro de que área, mesmo? Simples como dois e dois são quatro... A seguir, a íntegra do texto de CELS: No limite da irresponsabilidade Ao ler na capa chamada sobre a gripe A, até os menos paranoicos devem ter achado que chances de contrair doença são enormes A REPORTAGEM e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assu...

A UNE que se cuide

A atuação da União Nacional dos estudantes contra a CPI da Petrobras irritou a grande imprensa. Nos últimos dias, diversos artigos de colunistas e mesmo reportagens questionam o "dinheiro público" que a entidade recebe. Bem, a Fiesp também recebe recursos públicos e colunista nenhum questiona a legitimidade. É bom a UNE se preparar, vem aí uma campanha midiática contra a organização.

A política está na web

Pode parecer irônico, mas o blog Fica Sarney é a prova cabal de que a política brasileira mudou. Sim, porque se tempos atrás a grande mídia, especialmente a impressa, era o canal de debate político por excelência, quase exclusivo, hoje este lugar vem sendo cada vez mais ocupado pelas chamadas novas mídias, especialmente a internet. O blog que defende Sarney é uma expressão deste movimento: o presidente do Senado começou a ser denunciado na grande imprensa? Logo alguém, pode até ser ele mesmo ou seus assessores (mas não parece ser o caso), monta uma espécie de bunker virtual em defesa do acusado. Não importa aqui o conteúdo reproduzido no blog, não é este o motivo desta nota, o fato é que a guerra dos argumentos políticos não se dá mais enviando cartas às redações dos jornais, mas publicando-os na web, seja em sites, blogs ou no Twitter. A comunicação é mais rápida e logo os jornalistas passam a buscar em alguns destes locais a referência que precisam para suas matérias. É mais efet...

Lula: internet reduz poder da mídia tradicional

Com as devidas limitações de proporção - a mídia tradicional ainda tem um impacto muito maior do que a blogosfera -, o raciocínio do presidente Lula está correto: o peso do que sai na grande imprensa é cada vez menor e a internet é um importante meio de democratização dos veículos de comunicação. É quase óbvio, mas na boca de um presidente, pode ser tratado como apoio à tese de que quanto mais vozes e opiniões, melhor para o Brasil. Tem gente que não gosta de nada disto... Lula diz que Internet reduz poder da imprensa tradicional REUTERS, PORTO ALEGRE - A um mês do lançamento de um blog pelo Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o país nunca viveu um ambiente de liberdade de informação tão grande e, acredita que com o acesso cada vez maior à Internet, a imprensa tradicional está perdendo poder para os novos meios. "Finalmente este país está tendo o gosto da liberdade de informação", disse Lula em discurso no 10o Fórum Internacional Sof...

Alô, Franklin, esqueceu
do cheque d'O Globo?

A matéria abaixo, do portal Comunique-se, revela que a turma do jornal O Globo ficou magoada com a política do governo Lula de diminuir as verbas dos grandes jornais e distribuir o montante para mais veículos de comunicação. Conforme revelou no mês passado o repórter Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo , a gestão Lula gasta mais ou menos a mesma coisa do que a de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso com publicidade oficial - na verdade, considerando a inflação, Lula gasta um pouco menos. Só que FHC distribuia o butim para apenas 500 jornais e emissoras de rádio e televisão. Lula mudou a metodologia e agora praticamente 5 mil veículos têm acesso aos aportes publicitários do governo federal. Pelo jeito, o pessoal do Globo sentiu o golpe. Ou então não caiu o cheque deste mês. Franklin Martins deveria pedir para o Ottoni Fernandes verificar se houve algum problema com o depósito... A seguir, a matéria do Comunique-se. O Globo acusa governo de ‘cooptação’ da imprensa Da Redação O j...

Rossi: Os "bunkers" virtuais

Muito interessante o artigo de Clóvis Rossi hoje na Folha de S. Paulo . O colunista vem sendo trucidado no blog do jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja , e respondeu com muita elegância. Vai na íntegra, para os leitores do Entrelinhas . SÃO PAULO - Carta do leitor Jorge Henrique Singh, aparentemente um estudante, publicada no domingo, ajuda a entender não apenas o quadro na USP como, mais amplamente, a catatonia da sociedade brasileira. Diz Singh, em sua carta, que "os estudantes pesquisam, conversam e protestam em rede antes de se deixarem levar por pregadores ideológicos profissionais". Então tá, os estudantes retiraram-se para um "bunker" virtual em que "protestam em rede". Enquanto isso, o que ele chama de "pregadores ideológicos profissionais" tomam conta da vida real (e da USP) -sem que os virtuais saiam um pouco de seu mundinho. Vale para a USP, vale para o conjunto da vida em sociedade. Basta ver a quantidade de "protestos e...

A dor da gente não sai no jornal

O que vai abaixo é mais um artigo do autor deste blog para o Observatório da Imprensa . Na íntegra, para os leitores do Entrelinhas . MÍDIA & VIOLÊNCIA Avanços e deficiências da cobertura policial Por Luiz Antonio Magalhães em 11/6/2009 Tentou contra a existência num humilde barracão Joana de tal por causa de um tal João Depois de medicada retirou-se pro seu lar Aí, a notícia carece de exatidão O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou Joana é mais uma mulata triste que errou Errou na dose, errou no amor Joana errou de João Ninguém notou, ninguém morou Na dor que era o seu mal A dor da gente não sai no jornal ( Notícia de Jornal - Haroldo Barbosa e Luiz Reis) Homem branco, 35 a 40 anos, morador da Zona Sul do Rio de Janeiro ou dos Jardins da capital paulista. É este o perfil de vítima de homicídios que sai nas páginas dos grandes jornais brasileiros ou aparece na escalada dos telej...

Ombudsman da Folha e o blog da Petrobras

O Ombudsman da Folha de S. Paulo , Carlos Eduardo Lins da Silva, concorda com este blogueiro no que diz respeito à polêmica em torno do blog da Petrobras. Em sua coluna deste domingo, CELS comenta o assunto. Vale a pena ler, Muito barulho por quase nada A reação de muitos veículos, jornalistas e entidades ao blog da Petrobras foi claramente despropositada NINGUÉM precisava ter lido o blog da Petrobras para perceber problemas na reportagem publicada no sábado, dia 6, sobre as relações entre a empresa e a entidade MBC (Movimento Brasil Competitivo). Expressei assim, na crítica diária que faço das edições deste jornal, minha reação inicial ao deparar-me com a chamada de capa dada a ela: "Francamente, não vejo relevância na informação de que verba da Petrobras foi para ONG que tem seu presidente entre os membros do conselho para que ela esteja na primeira página". Meu argumento era que em geral a presença de pessoas que ocupam cargos de prestígio em conselhos de organizações com...

Um jornalista entre fatos e astros

O que vai abaixo é mais um artigo do autor do blog para o Observatório da Imprensa . Em primeira mão para os leitores do Entrelinhas . GETULIO BITTENCOURT (1951-2009) “Boa tarde, juventude!” Durante oito anos, entre 2000 e 2008, me acostumei ao cumprimento diário e sempre eloquente de Getulio Bittencourt, primeiro no site PanoramaBrasil e logo em seguida no DCI – Diário do Comércio, Indústria e Serviços. Foi um convívio longo e intenso, durante o qual aprendi alguns dos muitos segredos da profissão, que ele dominava como poucos. Mais do que jornalismo, porém, o que ficou da convivência, interrompida de forma definitiva com sua morte, na noite de sábado (6/6), foi um exemplo de caráter e sensibilidade, além do enorme respeito por sua história de superação, ao longo de toda uma vida. Getulio era um jornalista excepcional, vê-lo trabalhando foi um privilégio e um aprendizado. A célebre entrevista com o general João Figueiredo que lhe valeu o Prêmio Esso, realizada em 1978 para a Folha de ...

Pegou mal

Ainda sobre os artigos dos jornalistas da Folha de S. Paulo defendendo a distribuição de verbas de publicidade no padrão do governo Fernando Henrique, ou seja, restrito aos grandes veículos de comunicação, parece que pegou muito mal até mesmo na Folha a demonstração de vassalagem dos periodistas. Nesta quarta-feira, o jornalão publicou a seguinte carta no seu Painel do Leitor: Bolsa-Mídia "O jornalista Fernando de Barros e Silva provavelmente advoga em causa própria em sua coluna intitulada "O Bolsa-Mídia de Lula" (Opinião, 1º/6). Não estaria ele preocupado com a eventual evasão de verbas publicitárias governamentais da grande mídia como esta Folha para a mídia "de segundo e terceiro escalão", como ele arrogantemente coloca?" JORGE VINICIUS DA SILVA NETO (São Paulo, SP) De fato, não foi legal, como diriam os jovens... Mais sobre este assunto pode ser lido aqui .

Mais realistas que o rei

Mais um artigo do autor do blog para o Observatório da Imprensa , consolidando algumas notas postadas aqui nos últimos dias. Na íntegra, para os leitores do blog. LEITURAS DA FOLHA A propaganda oficial e a voz do dono Por Luiz Antonio Magalhães em 2/6/2009 A Folha de S. Paulo publicou no domingo (31/05) uma matéria muito interessante do repórter e colunista Fernando Rodrigues sobre os gastos da propaganda do governo Lula. O que a Folha vê como ponto negativo na política do atual governo este observador avalia ser a melhor novidade dos últimos anos no setor. A questão é simples: segundo a Folha , com praticamente o mesmo recurso utilizado na gestão anterior, considerando a correção monetária, o governo Lula anunciou em mais de 5 mil veículos de comunicação. Durante o governo de Fernando Henrique, eram apenas 500 os beneficiados. A matéria da Folha sustenta que essa prática não é condizente com ...

Ainda sobre a propaganda de Lula

Dois excelentes colunistas da Folha de S. Paulo perderam a chance de ficar calados e defenderam nesta segunda-feira que o governo federal destine os recursos oficiais para propaganda apenas aos grandes veículos de comunicação. O texto de Fernando de Barros Silva, reproduzido abaixo, em especial, cairia perfeitamente bem na assinatura do patrão Otavio Frias Filho. O de Fernando Rodrigues, também reproduzido ao final desta nota, é uma análise interessante, mas derrapa nas últimas linhas. A questão é muito simples, simplíssima, aliás. Se Lula gasta a mesma verba que FHC gastava com publicidade, poderia fazer duas coisas: manter o padrão de gastos do governo anterior, que privilegiava os grandes meios de comunicação; ou, diminuir o quinhão dos grandes e distribuir a verba entre os pequenos. O governo optou pela segunda forma de distribuir verba e é acusado pelos colunistas da Folha de estar comprando a simpatia dos proprietários de pequenas rádios, jornais e revistas. Ora, se o governo ...

Lula e a democratização da propaganda

A Folha de S. Paulo também publica neste domingo uma matéria muito interessante sobre os gastos da propaganda do governo Lula. O que a Folha vê como negativo este blog reputa muitíssimo positivo. A questão é simples, conforme se pode ver abaixo. Com praticamente o mesmo dinheiro, o governo Lula anunciou em mais de 5 mil veículos de comunicação. Durante a gestão de Fernando Henrique, eram apenas 500 os beneficiados. A Folha sustenta que esta prática não é condizente com as regras de mercado e cita exemplos da Fiat e Itaú, que publicam anúncios para menos de 200 veículos. De fato, o governo Lula não obedece às regras de mercado, o que é a melhor notícia que se pode ter nesta área. Com a maior distribuição dos recursos de propaganda, na prática o governo fomenta a democratização dos meios de comunicação. Antes, só os grandões levavam o meu, o seu, o nosso dinheirinho, impedindo o crescimento de outras publicações. Agora, jornais regionais e pequenos também levam e podem se tornar compe...

Economist: mídia no meio da tempestade

Texto longo, mas muito interessante. Publicado originalmente no Observatório da Imprensa . Para quem se interessa por mídia, leitura obrigatória. O NEGÓCIO DA NOTÍCIA No meio da tempestade Por The Economist em 28/5/2009; tradução de Jô Amado Talvez o indício mais certo de que os jornais estão à beira do abismo seja o fato de que os políticos, por tantas vezes seus alvos, estejam começando a sentir pena deles. No dia 9 de maio, Barack Obama terminou um discurso, que até teve algo de cômico, com uma defesa sincera de empresas sob ataque. Comissões da Câmara dos Representantes e do Senado realizaram audiências sobre o assunto no mês passado. O senador John Kerry, de Massachusetts, chamou os jornais de "espécie em risco de extinção". E é verdade. Segundo a American Society of News Editors, o emprego nas redações caiu 15% nos dois últimos anos. Paul Zwillenberg, da OC&C, uma empresa de consultoria, avalia que quase 70 jornais locais britânicos fecharam desde o início de 2008....