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Hoje a bolsa vai cair

Não precisa ser vidente ou gênio: hoje o chão vai tremer no mercado financeiro brasileiro. Este blog aposta em uma queda de mais de 5% no Ibovespa. Puro reflexo de dois dias sem negócios no período de quedas acentuadas lá fora. O ajuste vai ser forte.

A crise e os chutes

Tanto o discurso olímpico do governo sobre a "blindagem" do Brasil à crise internacional que estaria se iniciando a partir do mercado imobiliário norte-americano quanto o catastrofismo dos que torcem para a economia brasileira piorar apenas para prejudicar a popularidade do presidente Lula estão claramente exagerados. Por um lado, ainda é cedo para saber a gravidade do problema, que tanto pode ser um espirro mais forte, porém restrito aos mercados financeiros, como uma pneumonia, envolvendo um órgão vital da superpotência que lidera a economia mundial. No primeiro caso, de fato o Brasil sofrerá pouco ou quase nada; no segundo, dificilmente escapará ileso. O discurso catastrofista também é exagerado porque nitidamente não se trata de uma crise com origem na economia real dos Estados Unidos e os organismos financeiros internacionais, bancos centrais à frente, têm muita bala para impedir que o problema se torne sistêmico. Como diria o gaiato, muita calma nesta hora... Em pouc...

Jorge Rodini: crise, que crise?

Em nova colaboração para o blog, Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia de pesquisas, analisa as consequências das turbulências no mercado financeiro internacional para o Brasil. A seguir, a íntegra do comentário: A turbulência no mercado imobiliário americano já está servindo de lição para economistas, jornalistas econômicos, ministros, ex-ministros, consultores financeiros e até para o nosso presidente Lulaflon. Segundo esses gurus, a tal crise americana de farto crédito e muito risco não afetaria o Brasil, pois o país verde-amarelo tem um excesso de reservas internacionais, sólida base econômica, balança comercial excepcional, estando descolado do olho do furacão americano. É óbvio que estamos diante de mais uma bravata nacionalista. Todos seremos afetados pela crise americana, em maior ou menor escala. Acabou-se a era do crédito fácil em nível mundial. Essa inadimplência do americano comum pode ter sido proveniente da alta de juros na maior potência do Mundo, que vai l...