Waldir Pires fez o que este blog aconselhou: pegou o seu banquinho e saiu de mansinho. Um pouco tarde, é bem verdade. A escolha do presidente Lula para o substituto não chega a surpreender e tem várias vantagens. Primeiro, Nelson Jobim é um homem com excelente trânsito no tucanato. Isto deve ajudar a serenar os ânimos e evitar a politização da crise aérea. Jobim possuiu os requisitos básicos para assumir a Defesa: é experiente - já presidiu um ninho de cobras chamado Supremo Tribunal Federa e foi ministro da Justiça na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Com este perfil, portanto, terá comando sobre as três Forças Armadas e boa capacidade de enfrentar os lobistas das companhias aéreas. Além de todos esses fatores, Jobim é um homem ambicioso. O desafio da crise aérea é grande, mas se o ministro conseguir solucioná-lo, vai se tornar um candidato fortíssimo à sucessão de Lula, pelo PMDB. Não depende só dele, mas a verdade é que a faca e o queijo estão nas mãos de Nelson Jobim.
Cultura, Mídia & Política por Luiz Antonio Magalhães