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Mostrando postagens com o rótulo crise global

Uma notícia, duas manchetes

No portal UOL, do Grupo Folha: Produção de veículos em maio cai 7,7% na comparação com 2008 No site G1, das Organizações Globo: Produção de veículos sobe 6,7 % em maio As duas formulações estão corretas, mas qual é a questão mais relevante em termos jornalísticos? A queda da produção em relação ao ano anterior era esperada, uma vez que a estatística de 12 meses atrás é a de um outro mundo, antes da crise, quando a economia brasileira bombava. O G1 optou, corretamente, na avaliação deste blog, por mostrar que a produção de automóveis está se recuperando, ainda que não tenha voltado aos níveis pré-crise. Este fato é relevante, ao passo que o escolhido pela Folha serve apenas para cutucar o governo. O pior é que não adianta, não vai ser por causa de uma manchetinha marota que o povão vai mudar o seu conceito em relação ao governo. Ademais, o povão está voltando a comprar carros...

Boas notícias na economia

Não é nada, não é nada, parece que o Brasil vai se recuperando bem do tombo do final do ano passado... Brasil cria 106 mil vagas e emprego formal tem melhor resultado desde setembro EDUARDO CUCOLO da Folha Online, em Brasília A economia brasileira registrou a criação de 106.205 vagas com carteira assinada em abril, o terceiro mês seguido de recuperação após o aumento das demissões registrado devido aos efeitos da crise econômica. Esse é o melhor resultado desde setembro do ano passado. O número representa a diferença entre contratações (1,350 milhão) e demissões (1,244 milhão) no período. Entre novembro e janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada. Somente em janeiro, foram fechadas 101 mil vagas. Houve recuperação a partir de fevereiro, quando foram criados 9.179 empregos. Em março, foram abertas 34.818 vagas. No acumulado do quadrimestre, o resultado está positivo em de 48.454 vagas. No mesmo período de 2008, houve geração de 849 mil empregos.

Uma notícia, duas manchetes

Mais uma da série que prova a má-vontade da Folha com tudo que é boa notícia no campo da economia: No portal UOL, do Grupo Folha: Economia Emprego cresce, mas é 95,5% menor que em 2008 A economia brasileira gerou 9.179 empregos com carteira assinada em fevereiro, depois de três meses seguidos de fechamento de vagas. Apesar da alta, a criação de postos em fevereiro foi 95,5% inferior ao resultado obtido em igual mês de 2008, quando foram abertas 204.963 vagas -maior número para o mês desde 1992 No portal da revista Veja, que de governista não tem nada: Boa notícia O Brasil volta a abrir postos de trabalho com carteira assinada Depois de três meses consecutivos com fechamento de vagas, país registrou abertura de 9.179 postos de trabalho formais no mês passado, informa ministério. Uma observação óbvia: se o emprego fosse maior do que em 2008, não haveria crise alguma no país. A notícia relevante é que apesar da crise , o saldo de empregos formais voltou a ficar positivo no Brasil, coisa ...

Boa análise sobre a sucessão de Lula

O texto abaixo é de autoria de Maria Cristina Fernandes, editora de Política do jornal Valor Econômico . Vale a pena ler na íntegra, trata-se de uma análise inteligente e elegantemente apresentada. Sobre este mesmo assunto, o economista Plínio de Arruda Sampaio Jr., um dos (poucos) quadros do PSOL que pensam com a cabeça na política, sem moralismos obtusos, como ocorre com a expoente máxima do partido, vereadora Heloísa Helena, disse ontem a este blog que um cenário de crise aguda terá o poder de modificar completamente a sucessão do presidente Lula. Sampaio Jr. acredita que as turbulências poderão minar a popularidade do presidente da República de tal maneira a permitir o surgimento de alternativas ao jogo que está posto, com as candidaturas de Dilma Rousseff, José Serra e/ou Aécio Neves, tanto à direita quanto à esquerda deste espectro. Cita entre as possibilidades o governador do Paraná, Roberto Requião, a própria Heloísa Helena e até mesmo o ex-governador Anthony Garotinho (este b...

O pior país do mundo

Manchete do UOL antes do corte nos juros: Brasil é o segundo mais atingido pela crise, diz Fiesp . É um absurdo tão grande que só rindo mesmo para aguentar tamanha manipulação. Não demora e a grande imprensa vai começar a vender a coisa direito: a crise no Brasil é a mais grave no planeta e é tudo culpa do Lula. Se colar, colou... Lembra um pouco a tal "crise aérea", aquela sobre a qual ninguém falava mais seis meses depois da sua trágica eclosão. O ridículo tem limites, mas a mídia os desconhece.

Mauricinhos também sofrem

Inspirado no colega Daniel Piza, segue "uma lágrima para" os jovens bilionários que estão passando pelo aperto descrito abaixo, em reportagem da Folha Online. Realmente, a crise é dura e afeta muita gente. No entanto, é sempre um alento verificar que tudo na vida tem um lado bom (menos os discos do Fagner)... Fortunas de bilionários mais jovens caem 30% com crise, diz "Forbes" A crise econômica global, que jogou algumas das principais economias mundiais em recessão afetou as fortunas dos 20 bilionários mais jovens do mundo, segundo reportagem do site da revista "Forbes". Segundo o texto, a fortuna média do grupo ficou 30% menor --US$ 2,9 bilhões, contra US$ 4,1 bilhões um ano antes. As idades dentro do grupo, por sua vez, aumentaram. Na lista de 2008, os 20 integrantes da lista tinha menos de 36 anos. Na deste ano, as idades vão de 25 a 40 anos --a média ficou em 35 anos, contra 32 do ano passado.

Rodini e o futuro BIC azul

Em mais uma colaboração para o blog, o santista Jorge Rodini, diretor do instituto de pesquisas Engrácia Garcia , dá um pitaco sobre os impactos da crise financeira mundial entre os país emergentes, Brasil incluso. A seguir, a íntegra do comentário de Rodini: Esta crise mundial, sem precedentes, abalou todos os países potências. Alemanha, França, Inglaterra, Espanha, Cabnadá, Japão e EUA sofrem perdas patrimoniais quase irrecuperáveis. A Rússia, tida como a grande economia emergente, entrou em colapso com fuga de capitais e moeda desvalorizada. Com tudo isso, aposto num futuro BIC (Brasil, Índia e China) azul. Estas nações, com suas populações jovens e consumidoras, emergem com enormes potenciais. É óbvio que escolhas corretas devem ser realizadas pelos dirigentes destes países. Apagar um incêndio aqui e acolá faz parte do dever luxemburguiano de casa. Num tempo em que empresas, outrora intocáveis, clamam por ajuda pública, criam-se vazios, espaços que podem e devem ser aproveitados ...

Torres Freire e o besteirol da crise

Vinicius Torres Freire é um dos colunistas da Folha de S. Paulo que o autor deste blog respeita e lê sempre com atenção, ainda que discordando de muita coisa que ele escreve. Muito antes do "subprime" explodir, o jornalista vaticinava em sua coluna o que vinha pela frente. Ok, muitos dirão que a crise era bola cantada, mas não se leu nas mal traçadas dos Sardembergs e Leitoas da vida nenhuma referência, por mínima que fosse, à crise americana com a mesma antecedência dos lúcidos textos de VTF. Em seu blog , hoje, Vinicius postou o comentário reproduzido abaixo, cujo parágrafo final está um primor, especialmente na referência a uma certa revista. Este blog até acha que o crescimento da indústria e outros indicadores são, sim, um alento, mas não dá para não atentar aos bons argumentos do jornalista da Folha . A seguir, a íntegra do post, para os leitores do Entrelinhas . Besteirol do dia, indústria de SP na lona “Boas notícias, hoje”, diz animado o comentarista econômico de rá...

Drummond: uma tese sobre mídia e crise

O artigo abaixo está no sempre instigante Terra Magazine . Alguém precisa estudar também a influência da mídia no período posterior ao início da crise. Como se sabe, boa parte do comportamento dos agentes econômicos ocorre em função das expectativas sobre o futuro. E com o alcance da imprensa, muito maior hoje do que em qualquer período anterior, há um efeito bastante grande na formação das expectativas. Mas isto é tarefa para o futuro, porque a crise financeira global não terminou – alguns dizem que está só começando... A seguir, na íntegra, o texto do professor Carlos Drummond para os leitores do Entrelinhas . Mídia acrítica contribuiu com agravamento da crise Carlos Drummond, de Campinas (SP) A imprensa americana, com poucas exceções, contribuiu para que a crise atual atingisse grandes proporções. Ao divulgar sem crítica previsões otimistas sobre o mercado de títulos subprime, enaltecer o brilhantismo do maestro Alan Greenspan, ex-presidente do Fed e fazer a apologia dos investidore...

Desemprego cresce mais em SP

Outra notícia ruim para o governador José Serra (PSDB). É óbvio que ele, como o presidente Lula, não tem a menor culpa na crise financeira global. Mas também é óbvio que Serra preferiria que o grosso do desemprego estivesse no Rio de Janeiro, no Paraná, em qualquer outro estado. Pensando melhor, preferia que estivesse mesmo é em Minas Gerais... SP responde por quase 40% dos postos de trabalho eliminados LORENNA RODRIGUES da Folha Online, em Brasília O Estado de São Paulo foi o que fechou mais vagas de empregos formais em janeiro deste ano, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Foram eliminados 38.676 postos, 38,01% do total de vagas fechadas no mês, 101.748. Em dezembro, São Paulo também fora um dos Estados com maior número de demissões. Apenas na Grande São Paulo foram eliminadas 63 mil vagas,

O mundo está mudando

Banco suíço confessando ter ajudado estrangeiros a sonegar impostos? Nem quando Paulo Maluf foi preso o autor destas Entrelinhas ficou tão surpreso. De fato, no caso do Maluf havia uma réstia de esperança de que pudesse acontecer, mas a notícia do UBS este blogueiro achou que não ia viver para ler... UBS pagará US$ 780 milhões aos EUA por ajudar clientes a sonegar da Folha Online O banco suíço UBS fechou um acordo para pagar US$ 780 milhões à Justiça dos Estados Unidos após ser acusado de ajudar milionários americanos a sonegar impostos. Além disso, o banco também se comprometeu a divulgar as identidades dos envolvidos. O departamento de Justiça havia aberto investigação sobre o UBS após obter provas de que diretores do banco ofereciam a americanos ricos a possibilidade de abrir contas no exterior que lhes permitiam omitir lucros milionários e sonegar impostos. No acordo, o UBS admite "ter ajudado contribuintes americanos a esconder contas bancárias" da Receita federal, dest...

Luciano Martins Costa: crise que não é crise

Um bom comentário do jornalista Luciano Martins Costa no Observatório da Imprensa que de certa forma corrobora o que vem sendo publicado neste blog. Na íntegra para os leitores do Entrelinhas . Apesar de ainda dar maior destaque a alguns números negativos que brotam do desempenho da economia nas estatísticas de dezembro e janeiro, a imprensa brasileira começa a abandonar o tom de apocalipse que marcou a cobertura da crise financeira nas últimas semanas. Alguns analistas conservadores admitem que estamos saindo do fundo do poço. Outros, como o professor Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, entendem que o Brasil nem chegou a entrar em crise. Consultoria citada pela Folha de S.Paulo publica um estudo de perspectivas econômicas apostando que o Produto Interno Bruto do Brasil voltará a crescer ainda neste trimestre. Para os especialistas, de modo geral, o Brasil não chegou a entrar em recessão. Para alguns deles, os números indicam que a economia brasileira sofreu dificuldades pontua...

Endividamento cai e a culpa é da crise?

Os portais dos grandes jornais já estão comprando a versão de que a queda expressiva do nível de endividamento dos paulistanos em fevereiro (7 pontos percentuais em relação ao mês anterior e 10 pontos em relação ao mesmo mês do ano passado) se deve à crise financeira mundial. A explicação é até parcialmente razoável – preocupados, os consumidores evitam dívidas novas –, mas não dá conta do fenômeno como um todo. Na verdade, tradicionalmente a diminuição do endividamento acontece em períodos em que a renda e o emprego crescem e este foi o caso de 2008, apesar da tragédia do final do ano. Com mais dinheiro no bolso, o cidadão consegue quitar pendências e evita gastar mais do que ganha. Mas isto, é claro, não vai constar da explicação dos sábios da imprensa... Crise assusta e endividamento do paulistano é o menor em cinco anos, diz Fecomercio O nível de endividamento do paulistano caiu 7 pontos percentuais em fevereiro e atingiu o menor patamar desde o início da pesquisa em fevereiro de ...

Crise afetou mais os ricos, diz estudo da FGV

A notícia abaixo, do portal Terra, no fundo ajuda a entender a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar da crise econômica. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas, no Brasil os ricos foram muito mais afetados do que os pobres. "A crise atingiu os mais ricos e não afetou a ascenção dos mais pobres. É uma crise contra os ricos e pró-pobres", explicou o economista Marcelo Neri. A seguir, a íntegra da matéria do Terra. Economia nacional Crise afetou mais ricos que pobres no Brasil, aponta FGV Daniel Gonçalves, Direto do Rio de Janeiro - Especial para o Terra A crise econômica mundial prejudicou mais a classe rica do que a camada mais pobre da população brasileira, afirmou, nesta quarta-feira, o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcelo Neri, durante a apresentação do estudo "Crônicas de uma crise anunciada: choques externos e a nova classe média". Segundo a pesquisa da FGV, a quantidade de pessoas que deixaram a linha da pobreza extrema...

Boas notícias na economia

Até a Folha Online, que sempre comemora as más notícias no campo econômico como mais um passo para a destruição final da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve de dar o braço a torcer nesta segunda-feira: Produção de veículos cresce; Anfavea prevê melhora no setor e Concessão de crédito cresce e mostra recuperação, diz BC são as principais chamadas desta tarde. Nos dois casos, um alento, pois a cadeia automotiva e o mercado de crédito eram dois dos setores mais afetados pela crise internacional. Claro que é muito cedo para comemorar, mas as notícias de que o Senado norte-americano deve aprovar o pacote de Obama também se insere em um cenário de, digamos assim, moderado otimismo. Algum efeito o pacote há de ter, e se o cenário ficar menos horrorosa lá fora, por aqui as coisas tendem a se acomodar até mais rapidamente do que muitos analistas imaginam, uma vez que o vetor de crescimento estava muito forte até o final do ano passado. Claro que se o plano de Obama der ...

Krugman propõe nacionalização de bancos

Vale a pena ler até o fimo artigo abaixo, publicado no excelente Terra Magazine . Trata-se de uma análise do prêmio Nobel de Economia Paul Krugman, colunista do jornal The New York Times , bastante instigante e lúcida sobre a atual relutância do governo americano em fazer o que deve ser feito: nacionalizar os bancões semi-falidos que sobrevivem como zumbis e só fazem piorar as expectativas de solução para a crise financeira global. A seguir, na íntegra, para os leitores do Entrelinhas. Ler Krugman faz bem à saúde... Vodu de Wall Street Paul Krugman Do New York Times A economia vodu de antigamente - a crença na mágica de cortes de impostos - foi banida do discurso civilizado. O culto do lado da oferta encolheu ao ponto de conter apenas excêntricos, charlatões e republicanos. Mas reportagens recentes sugerem que muitas pessoas influentes, incluindo funcionários da Reserva Federal, agências regulatórias dos bancos e, possivelmente, membros da nova administração de Obama, tornaram-se devo...

Brasil é único a escapar de desaceleração;
será que também foi por mérito de FHC?

A notícia abaixo, da BBC Brasil, revela que o Brasil deverá ser o único país, entre 35 pesquisados pela OCDE, a escapar dos efeitos mais contundentes da crise financeira global. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o país não sofrerá uma forte desaceleração da economia em 2009. Este blog aposta que nove entre dez colunistas econômicos que escrevem nos jornalões atribuirão o bom desempenho brasileiro aos "fundamentos herdados do governo Fernando Henrique Cardoso". A turma esquece rápido, como se sabe: o que Lula herdou foi um país quebrado, com o dólar na casa do chapéu, o risco país em quase 2,6 mil pontos e inflação com dois dígitos. Mas não tem jeito, a tese da "herança bendita" já se tornou corrente entre os ilustres comentadores, muitos deles egressos do governo anterior. Felizmente, a palavra desta gente tem cada vez menos peso no debate político real, que se dá nas ruas, nos lares, nos botequins e que de fato define o pensamento...