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Mostrando postagens com o rótulo corrupção

Camata chora e acusa ex-assessor de maluco

O que a opinião pública realmente quer ver são os tais papéis que provariam a inocência do senador do PMDB capixaba. O resto, como diria o governador Serra (de quem Rita, a mulher de Gerson Camata, foi vice em 2002), é tudo trololó. Abaixo, a matéria da Folha Online sobre o choro do senador. Camata chora e nega acusações de ex-assessor sobre recebimento de propina GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília O senador Gerson Camata (PMDB-ES) subiu à tribuna do Senado nesta segunda-feira para se defender das denúncias de corrupção reveladas pelo seu ex-assessor Marcos Andrade --que foi funcionário do peemedebista por quase 20 anos. Em entrevista ao jornal "O Globo", Andrade acusou o senador de receber propina de empreiteiras e de maquiar as prestações de contas de seu mandato parlamentar. Emocionado, o senador chorou por duas vezes durante o longo discurso de defesa. Camata negou todas as denúncias reveladas pelo ex-assessor ao afirmar que Andrade sofre de distúrbios psiqui...

Corrupção ou patrimonialismo?

O que vai abaixo é mais um artigo do autor destas Entrelinhas para o caderno de fim de semana do jornal Valor Econômico . Na íntegra, para os leitores do blog. É público, é privado Parlamento: Patrimonialismo, corrupção e burocracia fazem a receita de distorção sistemática de fins e meios que alimenta a vida política brasileira. Por Luiz Antonio Magalhães, para o Valor, de São Paulo Descoberto como patrocinador de viagens áreas de convidados seus ao carnaval fora de época realizado na cidade de Natal, em 2007, o deputado Fábio Faria (PMN-RN) acabou devolvendo o dinheiro correspondente às passagens, todas pagas pelo Congresso dentro da cota a que os parlamentares têm direito - menos as cedidas a Adriane Galisteu, sob a alegação de que, na época, ela era sua "companheira" e teria, portanto, direito ao benefício, segundo ele. Maia também fez o reembolso do valor correspondente a uma passagem usada pela mãe de Adriane em viagem aos Estados Unidos, em janeiro do ano passado. A el...

Estavam todos cegos

Uma hora é o castelo do deputado, depois os cento e tantos diretores do Senado. Agora, o nobre parlamentar que contrata uma faxineira pelo seu ex-gabinete. É fato: a cada dia, uma nova denúncia aparece na imprensa sobre os "bastidores" do Congresso Nacional. Há uma questão relevante, porém: por que diabos nada disto apareceu nos últimos anos? Eram todos puros até anteontem ou será que os jornalistas que frequentam o Congresso não conseguiam enxergar o que estava bem na frente de seus narizes? O comentário de Alberto Dines para o programa de rádio do Observatório da Imprensa da manhã de hoje toca nessas questões com bastante lucidez. Vale a pena ler o texto reproduzido abaixo, na íntegra. COBERTURA DO CONGRESSO O que os repórteres não viram A mídia reagiu muito bem no fim de semana às revelações sobre os abusos administrativos nas duas casas do Congresso. Mas o que chama a atenção é o ar de espanto. A mídia não deveria ser a penúltima a saber, deveria ser a primeira. Ela é qu...

Olha quem está avisando

Do blog do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), aquele: O dique rompeu Revistas e jornais do fim de semana já estão preparando farto material com novos escândalos no Senado Federal. Nos corredores do Congresso já se comenta que a bomba agora vai estourar nas empresas de terceirização de serviços, que nos últimos tempos teriam passado a empregar parentes de diretores e parlamentares. Diante do festival de denúncias contra o Senado, vejo como acertada a postura do presidente da Casa, José Sarney. Depois que o dique das denúncias rompeu com a demissão do poderoso diretor Agaciel Maia, o experiente político maranhense está deixando tudo vir à tona, promovendo uma espécie de depuração em praça pública na chamada Câmara Alta. Como já disse aqui no blog, Sarney quer fechar sua carreira política com chave de ouro, e a republicanização de práticas políticas no Senado vai elevá-lo.

Começou mal

Notícia publicada na Agência Estado e que é a cara do Brasil: Cacciola rejeita quentinha e almoça cardápio da diretoria do presídio no Rio Este blog acha frescura essa história de "petition online" e sugere que o povo carioca realize logo um comício-monstro na Candelária com o mote: "Pro Cacciola, só quentinha". Quem sabe assim a comida servida aos presos também não melhora um pouco...

Alston, Varig e Detran-RS: a seguir
as cenas dos próximos capítulos

Deixando gabrielas e chalitas de lado, o blog volta a assuntos de alguma relevância para a Nação. Há no momento três grandes escândalos em curso no país dos escândalos: primeiro, temos o Caso Alston, que envolve políticos do PSDB de São Paulo com recebimento de propinas milionárias (em dólares, é bom que se diga), pagas pela multinacional francesa Alston para obter contratos e obras no Metrô paulistano e também em outras estatais. O episódio está sendo investigado na França e na Suíça e deve ser objeto de inquérito também aqui no Brasil, embora o governador José Serra (PSDB) até agora não tenha enxergado nenhum "fato" que merecesse ser objeto de investigação. Em outras palavras, ainda que no Brasil a coisa não ande depressa, o ritmo da apuração na Europa pode ditar o escândalo. O segundo escândalo da hora é o da venda da Varig para a Gol. Até o presente momento, o que se tem é uma denúncia da ex-diretora da Anac Denise Abreu de que o governo, mais especificamente a Casa Civi...

Quem ganha com a Operação Navalha?

A grande questão do momento é saber até onde vai a Operação Navalha e quais serão as consequências das investigações. Aparentemente, o ministro Silas Rondeau, que é da cota do ex-presidente José Sarney (PMDB), deve acabar saindo do governo. Os governadores do Maranhão e Alagoas, Jackson Lago (PDT) e Teo Vilela (PSDB), correm algum risco de perderem o mandato ou, no mínimo, passarem à condição de "patos mancos" – permanecem no cargo, mas com poder reduzidíssimo. As investigações devem fazer estragos também nas searas petista e dos neo-democratas, ex-PFL. Nos dois casos, há envolvimento em corrupção de lideranças da Bahia (Paulo Magalhães, sobrinho de ACM, e o prefeito de Camaçari, aliado de Jaques Wagner). Os partidos menores também não escapam das investigações, há gente do PR, PSB e outras siglas envolvidas, noves fora o que ainda não foi revelado. Aparentemente, ninguém sai bem nessa história toda. A corrupção é ampla, geral e irrestrita, para lembrar o velho bordão dos ano...