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Mostrando postagens com o rótulo Trabalho

Emprego e desemprego: o Brasil que avança

A notícia reproduzida abaixo está na Agência Brasil. Desde meados do ano passado, mês após mês os editores dos cadernos de economia tem noticiado os sucessivos recordes nas taxas de emprego - cada vez melhores - e de desemprego - cada vez mais baixas. Ninguém até agora se animou a fazer uma análise mais detida sobre o que se passa no mercado de trabalho do Brasil, mas a julgar pelos números deste início de ano, é bastante provável que a situação seja até melhor do que a do período do milagre econômico, nos tristes anos da ditadura militar. No caso da série do Dieese, o título engana: o desemprego é o menor desde 1998 porque só em 1998 o departamento começou a fazer a aferição. Portanto, é possível e provável que a taxa seja a menor em um período muito mais longo. De fato, há dois movimentos em curso, simultâneamente - a formalização de vagas que já existiam (dado atestado pelo Caged, que mede a evolução do emprego com carteira assinada) e a criação de novos postos de trabalho - forma...

Conforme antecipamos: criação de
empregos bate recorde novamente

A notícia abaixo, na versão da Agência Brasil, é apenas mais uma da série que está apenas começando: ao longo deste ano, o país vai assistir, mês a mês, a quebra de recordes na criação de empregos formais. Este blog já havia advertido sobre o fênomeno, com base em uma entrevista do professor da Unicamp Cláudio De Decca ao DCI . O especialista garante que o mercado de trabalho está em ebulição e vai ter excelentes números este ano, especialmente no que diz respeito à criação de empregos formais. De Decca inclusive explicou a contradição aparente do emprego bater recorde e, eventualmente, o desemprego também aumentar, em números absolutos. Parece estranho, mas é simples: quando a geração de empregos aumenta, muita gente que não estava procurando emprego (estudantes e aposentados, por exemplo) acaba se animando a entrar no jogo. Na estatística fria das pesquisas, essas pessoas passam a ser consideradas desempregadas – antes eram apenas inativas, isto é, estavam fora da chamada Populaç...

Boa notícia para Lula

O mercado de trabalho continua oferecendo boas notícias para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E os jornais e agências de notícia continuam escondendo o fato. Na versão abaixo, da Folha Online, a matéria informa no título que o emprego na indústria paulista cresceu, na comparação de abril com março e já com ajuste sazonal, 2,42% – foram criadas 52 mil vagas em abril, a maior alta para o mês em questão desde 2000. Claro, é uma nota positiva para o governo, mas a Folha escondeu o número que mais importa neste tipo de comparação - o crescimento no período comparado com o ano anterior. Neste caso, o título teria um número maior, de 5,47%. Este tipo de notícia não sai no jornal, mas ajuda a compreender a alta popularidade do presidente da República. A seguir, a íntegra da matéria da Folha Online. Emprego na indústria de São Paulo cresce 2,42% em abril da Folha Online O nível de emprego da indústria de transformação do Estado de São Paulo registrou significativa alta de 2...

O imposto sindical e a hipocrisia da mídia

Os jornalões brasileiros amanheceram neste primeiro de maio indignados com o fato do reconhecimento das centrais sindicais do País como entidades legalmente constuídas passar pelo repasse de uma parcela do imposto sindical para as centrais. O Estado de São Paulo foi o mais estridente e "denunciou" em sua manchete uma negociação que vem acontecendo há mais de um mês, às claras, em um série de audiências do ministro do Trabalho com os representantes das centrais. Ora, o que o governo está estudando é abrir mão de uma parte do tributo – exatamente metade dos 20% que hoje vão para os cofres do Tesouro – e deixar que os sindicalistas cuidem da verba. Trata-se de um montante de aproximadamente R$ 100 milhões por ano e a mídia está vendo o reparte como um grande absurdo, uma espécie de "compra" das centrais pelo governo Lula. Ora, o que está errado aí é o governo meter a mão no imposto sindical. Pela lógica, o tributo deveria ser todo ele repassado para os sindicatos, des...

FGTS no mercado de capitais: uma boa idéia?

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, pode ser muita coisa, mas bobo, não é. Deputado federal de primeiro mandato pelo PDT de São Paulo, Paulinho esteve reunido nesta terça-feira com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a quem levou uma arrojada proposta da sua central para a negociação em torno da Medida Provisória 349, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e estabelece o uso de, inicialmente, R$ 5 bilhões de recursos do fundo para investimentos em infra-estrutura. A idéia da Força é que seja incluída na MP uma emenda permitindo também que o trabalhador possa aplicar até 10% dos recursos do FGTS no mercado de capitais, isto é, na bolsa de valores. Paulinho realmente não é bobo. É evidente que se a proposta for aceita e se tornar realidade, muitos trabalhadores serão beneficiados com rendimentos maiores do que os parcos 3% do FGTS. O problema é que mercado de capitais tem riscos e, como manda a regra do jogo, muita gente também v...