Vale a pena ler o artigo abaixo, de Sebastião Nery, publicado na edição de hoje do DCI. É uma visão um tanto diferente do caso Battisti. Vale lembrar que Nery é um crítico bastante ácido do governo Lula e, muito especialmente, do comportamento do ministro Tarso Genro (Justiça). Só que desta vez Nery acha que Tarso e Lula acertaram. Na íntegra, para os leitores do Entrelinhas . A CABEÇA DE BATTISTI RIO – O carrão preto, motorista de libré, parava na porta da embaixada do Brasil em Roma, na Piazza Navona, em 90 e 91. Descia um senhor baixo, 80 anos, terno escuro, colete cinza, camisa branca e gravata. Um dos homens mais poderosos da Itália, conde do Papa, banqueiro de Deus, ia buscar-me para almoçar, a mim, pobre marquês, adido cultural. Íamos aos mais discretos e charmosos restaurantes de Roma, com os melhores vinhos da Itália. Às vezes o almoço foi no palacete dele, na Vila Archimede, no alto do Gianicolo, ou, em um domingo de sol, em sua casa na serra, em Grottaferrat...
Cultura, Mídia & Política por Luiz Antonio Magalhães