Vale a pena ler o artigo abaixo, do mestre Alberto Dines, originalmente publicado no Último Segundo. Este blog não concorda com tudo que vai abaixo, mas admite que se trata de uma excelente análise. Fidel, fiel Renunciar é uma opção que não cabe na alma do ser político. O verbo mantém-se no vocabulário, ajuda na retórica, reaparece em emergências, serve como ameaça, mas na natureza do voluntarismo – é disso que se trata quando examinamos a política como filosofia - não cabe este gesto extremo. Monarcas abdicam (quase sempre em favor de alguém), executivos demitem-se de cargos (para obter outros), representantes eleitos abrem mão dos mandatos (para logo tentar recuperá-los), crentes podem renegar suas crenças (inclusive para sobreviver, como acontecia na Inquisição), mas a renúncia é opção terminal, precursora do suicídio. Getúlio Vargas renunciou e matou-se, não havia meio termo, a transição entre um gesto e outro deve ter durado minutos. Fidel Castro não renunciou: apenas trocou o tít...
Cultura, Mídia & Política por Luiz Antonio Magalhães