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Mostrando postagens com o rótulo Antônio Palocci

Não é para ganhar

Lula vai impor ao PT a candidatura de Antonio Palocci ao governo de São Paulo e, ao mesmo tempo, tentará convencer Ciro Gomes a disputar também o Palácio dos Bandeirantes. Para quem acha a coisa meio estranha, a explicação é simples: a candidatura de Palocci não está sendo arquitetada para que ele vença as eleições - se vencer, tanto melhor, do ponto de vista do PT e de Lula, claro -, mas para que ele, Palocci, use a vitrine do horário eleitoral para refazer sua imagem pública. É uma jogada com olhos para o futuro, e não é nem 2014, é mais adiante. Com Ciro e Palocci na parada, porém, a coisa complicaria para o tucanato, dificilmente a eleição se decide no primeiro turno. É difícil bater o PSDB em terras paulistas? É sim, bastante, especialmente no interior - na capital e grandes cidades, outros partidos já dominaram e dominam a cena política. Mas não é impossível. Levar o pleito para o segundo turno, portanto, é pré-condição para tentar acabar com a dominação tucana em São Paulo. Lula...

Se non è vero, è bene trovato...

O ditado italiano cai perfeitamente para a nota reproduzida abaixo, da lavra da repórter Renata Lo Prete, editora do Painel da Folha de S. Paulo . Palocci está, digamos assim, um pouco verde para a disputa do governo paulista. O único reparo que pode ser feito ao raciocínio apresentado pela jornalista está na última linha: o ex-ministro da Fazenda não tem sotaque para a disputa da prefeitura da capital. Ok, já foram eleitos para este mesmo cargo uma nordestina (sotaque fortíssimo), um carioca (e preto, por sinal, que disfarçava bem oss essesss sibilantesss), um libanês (outro com um jeito de falar todo peculiar) e até um fanho (solteiro e sem filhos, como alertou sua rival na eleição). Tudo isto é verdade, mas qualquer marqueteiro vai perceber que a cidade não elegeria jamais um candidato que diz "porrrteira", "jarrrdim" ou "arrrtista". Não, nem o Palocci nem o Zé Dirrceu teriam chances na capital. Alguém da Mooca aconselharia, muito sabiamente: "ter...

O candidato de Lula pode não ser Dilma

Nos bastidores petistas, circula uma história curiosa a respeito da suposta preferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo nome da ministra Dilma Rousseff para concorrer à presidência em 2010. Quem conhece Lula de perto diz que ele sempre teve apenas um candidato "de coração", cujo nome é Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, porém, se as regras permanecerem como estão, o presidente teria mesmo que apoiar alguém. É bobagem acreditar que ele aceite bem passar o governo para a oposição com o objetivo de "facilitar" a sua volta em 2014. Lula tem total consciência da importância de manter o governo federal sob o comando do PT e dificilmente apoiaria um nome de outro partido. Pois bem, se a candidata do coração de Lula não é a ministra Dilma, como ele próprio anda fazendo questão de anunciar, quem seria o escolhido? Pode parecer estranho, mas tratar-se-ia do deputado federal e ex-ministro Antonio Palocci. Sim, Palocci responde a processo na Justiça pela viol...

Um bom artigo sobre a questão da CPMF

O editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo , jornalista Vinicius Torres Freire, escreveu um artigo, publicado nesta sexta-feira, que explica com muita clareza por que a CPMF precisa ser prorrogada. A análise de Vinicius tem o mérito de simplificar as coisas e traduzir em bom português o hermetismo do economês que certas autoridades adoram utilizar. Vale a pena acompanhar seus textos. A seguir, a íntegra do artigo. Espírito de porco e outras porcarias NO INÍCIO de 1999, o governo FHC acabara de quebrar a economia do país pela primeira vez. A segunda vez ocorreria em 2001-2002, com o apagão, suas seqüelas monetárias e com a ajuda do programa doidivanas do PT e de Lula que, quase eleito, levou o risco-país a 2.000 e o dólar a R$ 4. O governo FHC estava às portas do FMI e com a oposição nos calcanhares. PT e cia. espezinhavam o governo, que precisava aprovar a prorrogação e a elevação da alíquota da CPMF, que estava vencida. Pior, a CPMF estava no plano fiscal que o governo negociav...

A versão de Antônio Palocci

Muita gente não gosta do ex-ministro Antônio Palocci e atribui a ele o excesso de ortodoxia do governo Lula. Outros acham imperdoável que Palocci tenha ordenado a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, no episódio que lhe custou o cargo de ministro da Fazenda. E há ainda os que condenam com veemência o comportamento privado do hoje deputado federal pelo PT de São Paulo. Independemente da imagem que se faça do ex-ministro, vale a pena ler o recém-lançado "Sobre formigas e cigarras", livro no qual Palocci apresenta a sua versão dos fatos. Antes de mais nada, é bom lembrar o exemplo do ex-ministro Alceni Guerra, que foi acusado , no auge da crise do governo Collor, de corrupção em um caso envolvendo a compra de bicicletas para a pasta da Saúde. Alceni sofreu um massacre na mídia e foi personagem de uma charge que passou para a história, tamanha a sua virulência e, também, covardia, ao envolver o filho do ministro, que aparecia, de olhos vendados tal e qual os menor...