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domingo, 22 de agosto de 2010
(O vazio do) Domingo de manhã.
Aos quatro eu não o compreendia. Aos treze eu o achava um pé no saco. Aos dezenove comecei a entendê-lo.
Hoje, aos vinte e um, passo a sentir sua falta.
Adeus “SEusébio”, simpático vizinho, senhorzinho de olhos azuis que, ao lado de seus gatos, tocava Menino da Porteira em seu cavaquinho ligado ao amplificador aos domingos de manhã.
Vá em paz.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
“Enquanto ela dormia...
...Nas almofadas daquele pequeno e intimista bar, envolta em seus braços, ouvindo o quarteto que estava no palco tocar um delicioso jazz, ele acariciava sua orelha, lançava-lhe um olhar apaixonado, apreciava a música que tocava e simplesmente a amava.”
terça-feira, 22 de junho de 2010
Por que diabos eu quis ser jornalista?
Eu odeio jornal impresso, porque suja as mãos; odeio rádio AM, porque tem pouca música. Eu odeio discutir política quando não quero; odeio o fato de jornalista ter de saber tudo.
Odeio os apresentadores de jornais, principalmente os sensacionalistas; odeio também os casos sensacionalistas. Odeio onde as emissoras estão localizadas; odeio o trânsito caótico de São Paulo e a idéia de ser obrigada a conviver com ele.
Odeio puxar o saco da chefia para crescer; odeio quem compete para aparecer. Odeio quem vai para o JUCA e acha isso a melhor coisa do mundo. Acorda! Pagar mais de R$ 300 para dormir no chão NÃO é a melhor coisa do mundo.
Odeio grandes nomes do jornalismo que acham que estão no tapete vermelho do Oscar; odeio ex-jogadores de futebol que acham que são ótimos comentaristas esportivos.
Odeio fazer plantão. Odeio não ter feriado, nem final de semana. Odeio dormir menos que oito horas por dia e o fato de ter me acostumado a isso. Odeio sair e pensar no trabalho. Odeio levar trabalho pra casa e pra todo lugar que vou.
Odeio...
(Esse semestre concluo a faculdade de jornalismo. Me desejem sorte aí, galera!)
sábado, 22 de maio de 2010
Sweet Like Candy.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O priapo dele.
Eu tinha 17 anos quando o conheci. Era uma segunda-feira, dez horas da noite.
Ao nosso redor muitas pessoas, mas nada disso o fazia sentir vergonha de me olhar e gemer. Ele falava coisas que até então eu achava que era pecado ouvir. No fundo, eu me deliciava em ouvir as palavras sensuais que ele tanto dizia. Algumas eu pouco conhecia, mas toda aquela inteligência era extremamente afrodisíaca e me deixava louca, mas eu não podia – nem devia – demonstrar aquele fervor em meio a tanta gente. As palavras, os gestos, os atos. Ele narrava detalhadamente e com tremenda perfeição tudo o que havia ocorrido. O arrepio tomava conta de mim. Era muita sensualidade para uma menina de apenas 17 anos. A vergonha deu lugar à vontade de vivenciar tudo aquilo. Minha paixão não era por ele, nem por suas palavras. Era, na verdade, pelo seu priapo, seu pica-flor, ou como mais desejava chamá-lo. Gregório nunca tinha sido tão bem explicado em uma aula de literatura. Fernando havia conseguido. Se tornou um exímio intérprete do tão promíscuo poeta. Até as freiras do tal poeta o aclamaram: aleluia!
Ao nosso redor muitas pessoas, mas nada disso o fazia sentir vergonha de me olhar e gemer. Ele falava coisas que até então eu achava que era pecado ouvir. No fundo, eu me deliciava em ouvir as palavras sensuais que ele tanto dizia. Algumas eu pouco conhecia, mas toda aquela inteligência era extremamente afrodisíaca e me deixava louca, mas eu não podia – nem devia – demonstrar aquele fervor em meio a tanta gente. As palavras, os gestos, os atos. Ele narrava detalhadamente e com tremenda perfeição tudo o que havia ocorrido. O arrepio tomava conta de mim. Era muita sensualidade para uma menina de apenas 17 anos. A vergonha deu lugar à vontade de vivenciar tudo aquilo. Minha paixão não era por ele, nem por suas palavras. Era, na verdade, pelo seu priapo, seu pica-flor, ou como mais desejava chamá-lo. Gregório nunca tinha sido tão bem explicado em uma aula de literatura. Fernando havia conseguido. Se tornou um exímio intérprete do tão promíscuo poeta. Até as freiras do tal poeta o aclamaram: aleluia!
segunda-feira, 22 de março de 2010
versos bobos de uma menina com os olhos vermelhos.
esse é um post dedicado a todos que um dia acordaram, mas não conseguiram abrir os olhos: estavam com conjuntivite.
que seus olhos não fiquem inchados,
que sua cabeça não doa.
que em breve você fique normal,
caso sua conjuntivite não seja viral.
que a ardência logo passe,
que sua vista desembace.
que você receba uma boa mensagem:
você não precisa fazer raspagem!
que os dias de repouso sejam alegres,
e que as noites sejam breves.
que o oftalmologista seja um bom profissional,
e que em duas semanas você fique legal.
"nem que eu tivesse fumado toda maconha do mundo eu estaria com o olho tão vermelho assim."
que seus olhos não fiquem inchados,
que sua cabeça não doa.
que em breve você fique normal,
caso sua conjuntivite não seja viral.
que a ardência logo passe,
que sua vista desembace.
que você receba uma boa mensagem:
você não precisa fazer raspagem!
que os dias de repouso sejam alegres,
e que as noites sejam breves.
que o oftalmologista seja um bom profissional,
e que em duas semanas você fique legal.
"nem que eu tivesse fumado toda maconha do mundo eu estaria com o olho tão vermelho assim."
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
quote.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Lembrar de coisas antigas é legal.
E os “antigos” lembrarem de coisas de suas épocas é mais legal ainda.
Ontem, no carro, naquele trânsito matinal dos infernos, me levando para a revista antes de irem pescar, meu pai e o nonno começaram a trocar ideias sobre os tempos antigos.
Segue abaixo a história mais hilária que já ouvi da boca do meu velho nonno, um avô típico conservadorzinho italiano.
(Só para situar vocês, estávamos parados em uma rua (Ibitirama, localizada no Largo da Vila Prudente) que costuma ser movimentada (mas que naquele momento não tinha movimento, pois TODOS os carros, ônibus e caminhões estavam parados), em São Paulo.)
Avistando um prédio antigo, o nonno começa...
- Ali, Marina, era um antigo Cinema. Frequentei bastante. Sempre que tinha um dinheirinho vinha assistir a um filme. Pegava o bonde e vinha. Agora o prédio tá abandonado, não tem nada.
- Nem virou Bingo ou Igreja como os outros cinemas antigos, né, papa?! – acrescentou meu pai.
Andando um pouco mais (lentamente, pois estávamos em um trânsito caótico) chegamos na Rua Capitão Pacheco Chaves.
- Atravessando a Paes de Barros tinha outro cinema, o Cine Vila (de Vila Prudente). Era inclinado (estilo stadium), dava para assistir melhor os filmes. Nesse eu vim bastante. – afirmou o nonno.
- Esse virou Igreja, ó Má. – novamente acrescentou meu pai apontando para a atual Igreja nãoseidasquantas.
- Mas uma história engraçada que me lembro, foi a primeira vez que fui a um Cinema. Aqui no Brasil. – contou meu nonninho imigrante da Itália. E continuou: Cheguei aqui em Abril de 1954 e, logo que comecei a trabalhar, falei para meus pais que queria gastar parte do dinheiro do meu primeiro salário no cinema. Sendo assim fui ao Cinema da Praça da Sé. Escolhi uma sessão qualquer lá, comprei amendoim doce e bala de goma. Logo que apagaram as luzes e começou a propaganda, senti alguém mexendo na minha perna e não paravam dos dois lados. Achei que eu ia ser roubado, então fui embora. Quando contei para o pessoal da empresa, adivinha: aquele era um cinema gay!
- HAHAHAHA! – todos riram.
Ontem, no carro, naquele trânsito matinal dos infernos, me levando para a revista antes de irem pescar, meu pai e o nonno começaram a trocar ideias sobre os tempos antigos.
Segue abaixo a história mais hilária que já ouvi da boca do meu velho nonno, um avô típico conservadorzinho italiano.
(Só para situar vocês, estávamos parados em uma rua (Ibitirama, localizada no Largo da Vila Prudente) que costuma ser movimentada (mas que naquele momento não tinha movimento, pois TODOS os carros, ônibus e caminhões estavam parados), em São Paulo.)
Avistando um prédio antigo, o nonno começa...
- Ali, Marina, era um antigo Cinema. Frequentei bastante. Sempre que tinha um dinheirinho vinha assistir a um filme. Pegava o bonde e vinha. Agora o prédio tá abandonado, não tem nada.
- Nem virou Bingo ou Igreja como os outros cinemas antigos, né, papa?! – acrescentou meu pai.
Andando um pouco mais (lentamente, pois estávamos em um trânsito caótico) chegamos na Rua Capitão Pacheco Chaves.
- Atravessando a Paes de Barros tinha outro cinema, o Cine Vila (de Vila Prudente). Era inclinado (estilo stadium), dava para assistir melhor os filmes. Nesse eu vim bastante. – afirmou o nonno.
- Esse virou Igreja, ó Má. – novamente acrescentou meu pai apontando para a atual Igreja nãoseidasquantas.
- Mas uma história engraçada que me lembro, foi a primeira vez que fui a um Cinema. Aqui no Brasil. – contou meu nonninho imigrante da Itália. E continuou: Cheguei aqui em Abril de 1954 e, logo que comecei a trabalhar, falei para meus pais que queria gastar parte do dinheiro do meu primeiro salário no cinema. Sendo assim fui ao Cinema da Praça da Sé. Escolhi uma sessão qualquer lá, comprei amendoim doce e bala de goma. Logo que apagaram as luzes e começou a propaganda, senti alguém mexendo na minha perna e não paravam dos dois lados. Achei que eu ia ser roubado, então fui embora. Quando contei para o pessoal da empresa, adivinha: aquele era um cinema gay!
- HAHAHAHA! – todos riram.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
resoluções 2009 X resoluções 2010
Me recordo muito bem que na segunda-feira, 29 de dezembro de 2008, eu estava preparando as resoluções de 2009. Dessa vez decidi antecipar a preparação das resoluções 2010 e compará-las, para ver realmente o que mudou, o que não mudou e o que nunca vai mudar. Aí vai!
Para 2009 eu pretendia: tirar a carteira de motorista, arranjar um estágio na área, ganhar muita grana, ganhar na mega-sena (quem sabe ainda não ganho na da Virada!), arranjar um namorado com quem eu consiga passar mais de três meses juntos, não passar o aniversário sozinha, viajar no carnaval, ter alguém pra compartilhar o dia dos namorados (que não seja o Vini - melhor amigo), ganhar e dar presente de dia das crianças, tirar férias, gastar aquela puta grana em alguma coisa que realmente valha, dizer eu te amo mais vezes para a família, não mentir, apenas omitir e por fim, passar o natal com a família e namorado e viajar no ano novo.
Para 2010, ainda pretendo: tirar a carteira de motorista, ganhar muita grana, ganhar na mega-sena, arranjar um namorado com quem eu consiga passar mais de três meses juntos, não passar o aniversário sozinha (isso eu não quero nunca!), viajar no carnaval (novamente!), ter alguém pra compartilhar o dia dos namorados (que não seja o Vini - melhor amigo), ganhar e dar presente de dia das crianças, gastar aquela puta grana em alguma coisa que realmente valha, dizer eu te amo mais vezes para a família, não mentir, apenas omitir e por fim, passar o natal com a família e namorado e viajar no ano novo.
Pra ser sincera, não sei porque existe essa palhaçada toda, afinal é raríssimo realmente acontecer aquilo que você escreve no papel. Pode ver que sou exemplo vivo, há anos (antes até de 2009) que "solicito" um namorado para minha lista e até hoje nada. Mas, acho que o que vale mesmo é você se arriscar a escrever um monte de coisa que deseja em um papel e tentar realizá-las aos poucos.
Este é meu último post do ano e eu praticamente o esqueci. Estava há pouco no banho e recordei desse espaço no qual "ganhei" um monte de pessoas legais em um ano que o mundo perdeu um monte de pessoas legais. Acredito que a última - porém não menos importante resolução de ano novo que desejo agora é não me esquecer desse espaço nunca, e poder, em 2010, conhecer cada um desses que pra mim já fazem parte do meu mundo.
E acaba logo 2009!
Para 2009 eu pretendia: tirar a carteira de motorista, arranjar um estágio na área, ganhar muita grana, ganhar na mega-sena (quem sabe ainda não ganho na da Virada!), arranjar um namorado com quem eu consiga passar mais de três meses juntos, não passar o aniversário sozinha, viajar no carnaval, ter alguém pra compartilhar o dia dos namorados (que não seja o Vini - melhor amigo), ganhar e dar presente de dia das crianças, tirar férias, gastar aquela puta grana em alguma coisa que realmente valha, dizer eu te amo mais vezes para a família, não mentir, apenas omitir e por fim, passar o natal com a família e namorado e viajar no ano novo.
Para 2010, ainda pretendo: tirar a carteira de motorista, ganhar muita grana, ganhar na mega-sena, arranjar um namorado com quem eu consiga passar mais de três meses juntos, não passar o aniversário sozinha (isso eu não quero nunca!), viajar no carnaval (novamente!), ter alguém pra compartilhar o dia dos namorados (que não seja o Vini - melhor amigo), ganhar e dar presente de dia das crianças, gastar aquela puta grana em alguma coisa que realmente valha, dizer eu te amo mais vezes para a família, não mentir, apenas omitir e por fim, passar o natal com a família e namorado e viajar no ano novo.
Pra ser sincera, não sei porque existe essa palhaçada toda, afinal é raríssimo realmente acontecer aquilo que você escreve no papel. Pode ver que sou exemplo vivo, há anos (antes até de 2009) que "solicito" um namorado para minha lista e até hoje nada. Mas, acho que o que vale mesmo é você se arriscar a escrever um monte de coisa que deseja em um papel e tentar realizá-las aos poucos.
Este é meu último post do ano e eu praticamente o esqueci. Estava há pouco no banho e recordei desse espaço no qual "ganhei" um monte de pessoas legais em um ano que o mundo perdeu um monte de pessoas legais. Acredito que a última - porém não menos importante resolução de ano novo que desejo agora é não me esquecer desse espaço nunca, e poder, em 2010, conhecer cada um desses que pra mim já fazem parte do meu mundo.
E acaba logo 2009!
domingo, 22 de novembro de 2009
O caso UNIBAN
Uma "brincadeira séria" com o acontecimento. Só porque ele gerou polêmica, foi tratado de forma ridícula e a tal da Geisy, além de ser convidada para posar nua, já apareceu no programa global Casseta & Planeta.
Do blog do ANTONIO PRATA, cronista do Estadão.
11.11.2009 / Seção: Papéis avulsos 12:09:25.
O leitor Eurípedes Paranhos, do Jardim Áustria, São Paulo, pede-me que publique sua carta. Como acredito que esse blog deve ser um espaço de pluralismo e tolerância, aqui vai ela. Cortei apenas palavras de baixo calão e os trechos que incitavam mais diretamente ao apedrejamento de adúlteras e a extirpação de clitóris. O resto, vai como recebi.
A carta chegou anteontem, antes que os jornais publicassem o recuo da UNIBAN da decisão de expulsar a aluna e antes que se soubesse que o Suplicy iria dar uma palestra na supracitada universidade. O leitor Eurípedes deve estar contrariado com os últimos ocorridos. Caso me escreva novamente, prometo publicar aqui suas opiniões.
"O senhor e a senhora, que pagam seus impostos e rezam suas Ave Marias, que estão em dia com o fisco, com Deus e com vossas consciências, devem ter ficado tão estarrecidos quanto eu, diante do caso ocorrido na UNIBAN. Por isso venho a público, prestar meu apoio àquela nobre instituição de ensino, vítima de um linchamento covarde, acuada numa sala de aula por mais de seiscentos jornais, revistas e canais de televisão que, brandindo gravadores, câmeras e celulares, ameaçam violentar o que ela tem de mais sagrado: sua reputação.
Eu já nutria simpatia pela UNIBAN mesmo antes do caso da garota Geisy, quando pouco sabia sobre a universidade. É que gosto de tudo o que acaba em BAN. O Taleban, por exemplo. Comete certos excessos? Sim, comete, mas não se pode negar que acabou com a pornografia, a televisão, o batom, o comunismo e o chiclete, lá no Paquistão. A OBAN: torturava? Torturava. Mas se não fossem eles, queria ver que que os baderneiros tinham feito desse país. Por último, o Bambam, aquele garotinho dos Flintstons, que se veste com pele de leopardo e anda com uma clava, treinando desde cedo para tratar as mulheres como merecem.
E como merece ser tratada a mocinha que vai à universidade com um vestido um palmo abaixo das nádegas?! Ora! Alguém que sobe as rampas mostrando as coxas aos alunos de engenharia quer o que? Quer dar! Quer dar! Onde já se viu, meu senhor, minha senhora?! Um mundo onde as mulheres saem por aí exibindo seus desejos não tardará em se transformar num mundo em que homossexuais do mesmo sexo poderão casar e adotar crianças! Em que a maconha será discriminada! Em que Deus, a Família e a Tradição evaporarão como água na panela.
Alguém tinha que tomar uma atitude, e a UNIBAN tomou, o que não deixa de ser um alívio, num momento crítico de nosso país, quando um nordestino analfabeto e cafona está na presidência da república e corremos o risco de ter uma bugra, ex-empregada doméstica, subindo a rampa do Alvorada - justo nesta hora em que todos os olhos do mundo estão sobre nós, por conta da Copa e das Olimpíadas!
Ainda bem que existem instituições sérias como a UNIBAN, que, como boa universidade, sabe que há o certo, o errado e que isso não se discute. Sabe que cada coisa tem que ser feita em seu devido lugar, e faculdade é lugar de ler, de escrever e, no máximo, acuar uma garota de vinte anos numa sala e ameaçar estuprá-la.
Não que eu concorde que essa tenha sido a melhor saída para ensinar a Geisy a respeitar os bons costumes, mas, veja bem, os jovens cometem seus excessos. Eu, por exemplo, quando tinha meus dezoito anos, ia na avenida do jóquei dar tiro de paintball e jogar ovo podre em travestis. Mas era na avenida do jóquei, não na faculdade, e eles eram travestis, não gente normal, de modo que nem sei porque estou contando isso.
Enfim, vai aqui minha solidariedade à UNIBAN. E saibam todos os que lerem esta carta que o dia em que não houver mais pessoas ou organizações idôneas lutando pela moral e os bons costumes, não hesitarei em tomar as ruas, brandindo minha clava, meu celular ou minha espingarda de paintball, que deve estar em algum lugar, no socavão, atrás das revistas pornográficas e das luzinhas de natal.
Grande abraço,
E. Paranhos"
_____________________________________________________________________________________
Alguns comentários dos leitores superam o inteligentíssimo sarcasmo do cronista:
_____________________________________________________________________________________
Daniela:
Meu Deus do céu! Tô bege. Que pessoa sem noção.
Eu teria vergonha de ser da família desse aí.
Aninha:
Não dá pra lver a sério um cara burro, grosso e preconceituoso como esse, né? Tô passada com tamanha estupidez! Não consegui ler tudo... não carece, nem faz bem ler um troço desses. Então é esse o tipo de gente que simpatiza com a tal UNIBAN??? Tá explicado.
Carolina:
É por conta de textos e opiniões como as citadas acima que eu acredito que ao invés de progredir, nós estamos regredindo! Daqui a pouco voltaremos para o tempo da "Inquisição". E há quem diga que esta é uma opinião arrazoada.
Inconformado:
Esse "Eurípedes" é um burro, ingnorante, racista, machista... deve ser um cérebro idoso e regressado se não parado no tempo, um verdadeiro imbecíl...
Po Prata, você não precisava publicar isso... tu é inteligente, tem muitas informações maravilhosas para colaborar com a cultura e evolução do cidadão, mas desta vez...
Eurípedes vai pra PQP!!!
_____________________________________________________________________________________
Hahaha!
Do blog do ANTONIO PRATA, cronista do Estadão.
11.11.2009 / Seção: Papéis avulsos 12:09:25.
O leitor Eurípedes Paranhos, do Jardim Áustria, São Paulo, pede-me que publique sua carta. Como acredito que esse blog deve ser um espaço de pluralismo e tolerância, aqui vai ela. Cortei apenas palavras de baixo calão e os trechos que incitavam mais diretamente ao apedrejamento de adúlteras e a extirpação de clitóris. O resto, vai como recebi.
A carta chegou anteontem, antes que os jornais publicassem o recuo da UNIBAN da decisão de expulsar a aluna e antes que se soubesse que o Suplicy iria dar uma palestra na supracitada universidade. O leitor Eurípedes deve estar contrariado com os últimos ocorridos. Caso me escreva novamente, prometo publicar aqui suas opiniões.
"O senhor e a senhora, que pagam seus impostos e rezam suas Ave Marias, que estão em dia com o fisco, com Deus e com vossas consciências, devem ter ficado tão estarrecidos quanto eu, diante do caso ocorrido na UNIBAN. Por isso venho a público, prestar meu apoio àquela nobre instituição de ensino, vítima de um linchamento covarde, acuada numa sala de aula por mais de seiscentos jornais, revistas e canais de televisão que, brandindo gravadores, câmeras e celulares, ameaçam violentar o que ela tem de mais sagrado: sua reputação.
Eu já nutria simpatia pela UNIBAN mesmo antes do caso da garota Geisy, quando pouco sabia sobre a universidade. É que gosto de tudo o que acaba em BAN. O Taleban, por exemplo. Comete certos excessos? Sim, comete, mas não se pode negar que acabou com a pornografia, a televisão, o batom, o comunismo e o chiclete, lá no Paquistão. A OBAN: torturava? Torturava. Mas se não fossem eles, queria ver que que os baderneiros tinham feito desse país. Por último, o Bambam, aquele garotinho dos Flintstons, que se veste com pele de leopardo e anda com uma clava, treinando desde cedo para tratar as mulheres como merecem.
E como merece ser tratada a mocinha que vai à universidade com um vestido um palmo abaixo das nádegas?! Ora! Alguém que sobe as rampas mostrando as coxas aos alunos de engenharia quer o que? Quer dar! Quer dar! Onde já se viu, meu senhor, minha senhora?! Um mundo onde as mulheres saem por aí exibindo seus desejos não tardará em se transformar num mundo em que homossexuais do mesmo sexo poderão casar e adotar crianças! Em que a maconha será discriminada! Em que Deus, a Família e a Tradição evaporarão como água na panela.
Alguém tinha que tomar uma atitude, e a UNIBAN tomou, o que não deixa de ser um alívio, num momento crítico de nosso país, quando um nordestino analfabeto e cafona está na presidência da república e corremos o risco de ter uma bugra, ex-empregada doméstica, subindo a rampa do Alvorada - justo nesta hora em que todos os olhos do mundo estão sobre nós, por conta da Copa e das Olimpíadas!
Ainda bem que existem instituições sérias como a UNIBAN, que, como boa universidade, sabe que há o certo, o errado e que isso não se discute. Sabe que cada coisa tem que ser feita em seu devido lugar, e faculdade é lugar de ler, de escrever e, no máximo, acuar uma garota de vinte anos numa sala e ameaçar estuprá-la.
Não que eu concorde que essa tenha sido a melhor saída para ensinar a Geisy a respeitar os bons costumes, mas, veja bem, os jovens cometem seus excessos. Eu, por exemplo, quando tinha meus dezoito anos, ia na avenida do jóquei dar tiro de paintball e jogar ovo podre em travestis. Mas era na avenida do jóquei, não na faculdade, e eles eram travestis, não gente normal, de modo que nem sei porque estou contando isso.
Enfim, vai aqui minha solidariedade à UNIBAN. E saibam todos os que lerem esta carta que o dia em que não houver mais pessoas ou organizações idôneas lutando pela moral e os bons costumes, não hesitarei em tomar as ruas, brandindo minha clava, meu celular ou minha espingarda de paintball, que deve estar em algum lugar, no socavão, atrás das revistas pornográficas e das luzinhas de natal.
Grande abraço,
E. Paranhos"
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Alguns comentários dos leitores superam o inteligentíssimo sarcasmo do cronista:
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Daniela:
Meu Deus do céu! Tô bege. Que pessoa sem noção.
Eu teria vergonha de ser da família desse aí.
Aninha:
Não dá pra lver a sério um cara burro, grosso e preconceituoso como esse, né? Tô passada com tamanha estupidez! Não consegui ler tudo... não carece, nem faz bem ler um troço desses. Então é esse o tipo de gente que simpatiza com a tal UNIBAN??? Tá explicado.
Carolina:
É por conta de textos e opiniões como as citadas acima que eu acredito que ao invés de progredir, nós estamos regredindo! Daqui a pouco voltaremos para o tempo da "Inquisição". E há quem diga que esta é uma opinião arrazoada.
Inconformado:
Esse "Eurípedes" é um burro, ingnorante, racista, machista... deve ser um cérebro idoso e regressado se não parado no tempo, um verdadeiro imbecíl...
Po Prata, você não precisava publicar isso... tu é inteligente, tem muitas informações maravilhosas para colaborar com a cultura e evolução do cidadão, mas desta vez...
Eurípedes vai pra PQP!!!
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Hahaha!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
oqueestáacontecendocommeutime.com.br
Um texto cheio de desespero de uma torcedora inconformada.
Segunda, dia 12, foi contra o Naútico. Domingo contra o Flamengo. Ontem contra o Santo André. E o Palmeiras perdeu nesses três jogos. Tudo bem que ele ainda está com quatro pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Atlético-MG, no G4 do Brasileirão, mas galera, vamos parar de brincar e jogar sério?
No site oficial do clube, a notícia: "Jogando em casa, Santo André surpreende o Palmeiras". O verdão começou lutando e já nos primeiros minutos Obina mandou um chute por cima do gol. E as tentativas não pararam, mas dos dois lados, tanto que aos 20 minutos Camilo (Santo André) fez uma linda jogada com Nunes, que marcou gol. Surpreendente? Não! Já não era de se esperar que um time "liderado" pelo ex-corinthians Marcelinho Carioca desejasse quebrar em sua casa o tão grandioso alviverde.
Em entrevista ao site Globo Esporte, o goleiro Marcos afirma que a equipe não perderá a liderança no final da rodada, mas alerta para erros constantes na defesa do Palmeiras. E bota erro nisso, pois já são QUATRO rodadas sem ganhar.
O técnico Muricy, também em entrevista ao Globo Esporte, disse que o time vinha bem e todos oscilaram. "Mas vamos melhorar nessa reta final para sermos campeões. Com o resultado negativo, é claro que os jogadores perdem a confiança. Mas é aí que o treinador tem de entrar e dar isso novamente a eles. Não dependemos de ninguém, mas é importante melhorarmos. Contra o Goiás vai ser diferente e peço o apoio da torcida. A situação não está desesperadora", afirma.
Resta então esperar que quinta, dia 29, contra o Goiás, o Verdão saia dessa ziquezira de derrotas.
Segunda, dia 12, foi contra o Naútico. Domingo contra o Flamengo. Ontem contra o Santo André. E o Palmeiras perdeu nesses três jogos. Tudo bem que ele ainda está com quatro pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Atlético-MG, no G4 do Brasileirão, mas galera, vamos parar de brincar e jogar sério?
No site oficial do clube, a notícia: "Jogando em casa, Santo André surpreende o Palmeiras". O verdão começou lutando e já nos primeiros minutos Obina mandou um chute por cima do gol. E as tentativas não pararam, mas dos dois lados, tanto que aos 20 minutos Camilo (Santo André) fez uma linda jogada com Nunes, que marcou gol. Surpreendente? Não! Já não era de se esperar que um time "liderado" pelo ex-corinthians Marcelinho Carioca desejasse quebrar em sua casa o tão grandioso alviverde.
Em entrevista ao site Globo Esporte, o goleiro Marcos afirma que a equipe não perderá a liderança no final da rodada, mas alerta para erros constantes na defesa do Palmeiras. E bota erro nisso, pois já são QUATRO rodadas sem ganhar.
O técnico Muricy, também em entrevista ao Globo Esporte, disse que o time vinha bem e todos oscilaram. "Mas vamos melhorar nessa reta final para sermos campeões. Com o resultado negativo, é claro que os jogadores perdem a confiança. Mas é aí que o treinador tem de entrar e dar isso novamente a eles. Não dependemos de ninguém, mas é importante melhorarmos. Contra o Goiás vai ser diferente e peço o apoio da torcida. A situação não está desesperadora", afirma.
Resta então esperar que quinta, dia 29, contra o Goiás, o Verdão saia dessa ziquezira de derrotas.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
21 de setembro de 2009.
no trabalho, ligações. na pesquisa, voz trêmula.
nas mãos, suor frio. nos dedos, unhas roxas.
na cabeça, tontura. pelo corpo, muito frio...
para o chefe, preocupação.
para a mãe, apreensão.
no hospital, olhares feios.
na veia, agulha. no soro, glicose.
no estômago, enjoo. na cabeça, sono. muito sono.
para o médico, preocupação.
para a mãe, apreensão.
no laudo, o não saber. para a doente, apenas MEDO.
em casa, a cama. no cobertor, o aquecer.
dormir, dormir e dormir.
no dia seguinte apenas a memória de que passou mal, a volta a rotina e as obrigações de todo o ser humano.
nas mãos, suor frio. nos dedos, unhas roxas.
na cabeça, tontura. pelo corpo, muito frio...
para o chefe, preocupação.
para a mãe, apreensão.
no hospital, olhares feios.
na veia, agulha. no soro, glicose.
no estômago, enjoo. na cabeça, sono. muito sono.
para o médico, preocupação.
para a mãe, apreensão.
no laudo, o não saber. para a doente, apenas MEDO.
em casa, a cama. no cobertor, o aquecer.
dormir, dormir e dormir.
no dia seguinte apenas a memória de que passou mal, a volta a rotina e as obrigações de todo o ser humano.
sábado, 22 de agosto de 2009
Eu NUNCA... e você??
Perto de toda faculdade tem um bar. E em um bar perto de faculdade sempre tem uma brincadeira de faculdade. A brincadeira do bar perto da minha faculdade é boba, mas é onde todo mundo fica amigo por alguns minutos e onde todo mundo fica sabendo dos supostos segredos dos outros para sempre.
Junta todas as patotas da sala, desde os NERDs até as meninas descoladas, desde o bonitão que se acha o tal até o excluído. Mas tudo é muito relativo, pois quando acaba a brincadeira todo mundo volta para a sua rodinha odiando os demais e etc.
Todos com um copo de cerveja (ou qualquer outro líquido que contenha álcool, mas de preferência barato, afinal somos apenas universitários) formam uma rodinha e um por um vai falando “Eu nunca fiz tal coisa...” e quem já fez tem que dar um gole da tal bebida.
Óbvio que os meninos de 20 e poucos anos falam bobagens para saber se algum amigo já não é mais virgem ou se tem “tendência” a ser gay ou coisa e tal (é sempre assim!) e as meninas (também de 20 e poucos anos) falam coisas para saber o segredo daquelas outras meninas que as odeiam. Eu digo óbvio porque é realmente isso que a gente faz, ou seja, infelizmente me incluo na brincadeira ridícula (fútil, eu sei!).
E baseando-me nessa brincadeira de faculdade que brincamos no bar perto da faculdade que pensei em dizer algumas coisas que eu NUNCA fiz... Claro que existe o blefe, mas aí vai da minha e da sua dignidade, caro leitor, colaborar comigo e dizer se nunca ou já fez as coisas que irei dizer a seguir...
Eu NUNCA fiquei bêbada(o)...
Eu NUNCA fui a um estádio de futebol...
Eu NUNCA tive um namorado(a)...
Eu NUNCA briguei com uma pessoa...
Eu NUNCA disse eu te amo...
Eu NUNCA falei/pensei mal dos outros...
Eu NUNCA blefei...
E você já ??
Junta todas as patotas da sala, desde os NERDs até as meninas descoladas, desde o bonitão que se acha o tal até o excluído. Mas tudo é muito relativo, pois quando acaba a brincadeira todo mundo volta para a sua rodinha odiando os demais e etc.
Todos com um copo de cerveja (ou qualquer outro líquido que contenha álcool, mas de preferência barato, afinal somos apenas universitários) formam uma rodinha e um por um vai falando “Eu nunca fiz tal coisa...” e quem já fez tem que dar um gole da tal bebida.
Óbvio que os meninos de 20 e poucos anos falam bobagens para saber se algum amigo já não é mais virgem ou se tem “tendência” a ser gay ou coisa e tal (é sempre assim!) e as meninas (também de 20 e poucos anos) falam coisas para saber o segredo daquelas outras meninas que as odeiam. Eu digo óbvio porque é realmente isso que a gente faz, ou seja, infelizmente me incluo na brincadeira ridícula (fútil, eu sei!).
E baseando-me nessa brincadeira de faculdade que brincamos no bar perto da faculdade que pensei em dizer algumas coisas que eu NUNCA fiz... Claro que existe o blefe, mas aí vai da minha e da sua dignidade, caro leitor, colaborar comigo e dizer se nunca ou já fez as coisas que irei dizer a seguir...
Eu NUNCA fiquei bêbada(o)...
Eu NUNCA fui a um estádio de futebol...
Eu NUNCA tive um namorado(a)...
Eu NUNCA briguei com uma pessoa...
Eu NUNCA disse eu te amo...
Eu NUNCA falei/pensei mal dos outros...
Eu NUNCA blefei...
E você já ??
quarta-feira, 22 de julho de 2009
De frente pra trás.
Hoje começa o ANIMA MUNDI 2009, no mesmo local. A partir de agora até domingo serão cinco dias que eu pretendo encontrá-lo novamente. Quem sabe dessa vez ele não sorri de volta...
Foram poucos os segundos em que nossos olhos se encontraram, mas pra mim foi um momento eterno por encontrar aquele velho amigo. Eu sorri e ele não sorriu de volta. Ele não se lembrou de mim.
Lembro que eu estava caminhando pelo Memorial da América Latina com meu melhor amigo. Ele estava na fila para comprar ingresso e assistir uma das tantas sessões do ANIMA MUNDI e eu estava entrando em uma sessão diferente.
Foi ano passado que eu o encontrei. Pra mim ele continua igualzinho. Talvez um pouco mais alto, mas com a mesma carinha de nerd, as mesmas roupas e os mesmos óculos.
Quando terminou o cursinho nós nos distanciamos. Esquecemos de trocar orkut, MSN, telefone ou qualquer outro meio que pudéssemos manter contato. Ele foi viver a vida dele e eu a minha.
Nós ficamos amigos quando descobrimos que tínhamos algo em comum: o gosto pela animação. Tudo bem que eu preferia assistir e criticar e ele fazer e criar, mas foi nosso ponto em comum durante aqueles seis meses de correria e estudos.
O conheci logo no primeiro dia de aula do cursinho. Ele era o típico nerd de filme do SBT. Era alto, usava roupas e óculos relaxados e não ligava a mínima para os murmurinhos que faziam sobre ele. Eu o admirava bastante, afinal ele era muito inteligente e fazia desenhos incríveis. Seu objetivo era cursar a Belas Artes.
Isso foi há três anos, junto do colégio, quando comecei a fazer cursinho pré-vestibular. Era uma correria só: de manhã a escola e de tarde o cursinho. Lembro que eu saía de casa às 6h30 e voltava perto das 22h ou 23h. Era o dia inteiro estudando e ele foi minha salvação na época.
Foram poucos os segundos em que nossos olhos se encontraram, mas pra mim foi um momento eterno por encontrar aquele velho amigo. Eu sorri e ele não sorriu de volta. Ele não se lembrou de mim.
Lembro que eu estava caminhando pelo Memorial da América Latina com meu melhor amigo. Ele estava na fila para comprar ingresso e assistir uma das tantas sessões do ANIMA MUNDI e eu estava entrando em uma sessão diferente.
Foi ano passado que eu o encontrei. Pra mim ele continua igualzinho. Talvez um pouco mais alto, mas com a mesma carinha de nerd, as mesmas roupas e os mesmos óculos.
Quando terminou o cursinho nós nos distanciamos. Esquecemos de trocar orkut, MSN, telefone ou qualquer outro meio que pudéssemos manter contato. Ele foi viver a vida dele e eu a minha.
Nós ficamos amigos quando descobrimos que tínhamos algo em comum: o gosto pela animação. Tudo bem que eu preferia assistir e criticar e ele fazer e criar, mas foi nosso ponto em comum durante aqueles seis meses de correria e estudos.
O conheci logo no primeiro dia de aula do cursinho. Ele era o típico nerd de filme do SBT. Era alto, usava roupas e óculos relaxados e não ligava a mínima para os murmurinhos que faziam sobre ele. Eu o admirava bastante, afinal ele era muito inteligente e fazia desenhos incríveis. Seu objetivo era cursar a Belas Artes.
Isso foi há três anos, junto do colégio, quando comecei a fazer cursinho pré-vestibular. Era uma correria só: de manhã a escola e de tarde o cursinho. Lembro que eu saía de casa às 6h30 e voltava perto das 22h ou 23h. Era o dia inteiro estudando e ele foi minha salvação na época.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Não contrariar - indicação do médico
Todo dia na hora de ir dormir ela toma Torval (valproato sódico + ácido valproico). Um remédio de epiléticos para o tratamento de enxaqueca. Sua neurologista que receitou. Aliás, esta ela visita uma vez por mês por causa do tratamento. Anotar todos os dias que tem crises em um calendário e depois verificar se com os remédios (ou mudanças de) obteve melhoras. No mês de maio foram 13 crises no total, sendo pelo menos seis fortes. Já fez ressonância e não deu nada. Mas ela sente que está doente, porém prefere se manter calada... nada de assustar a família!
Quando as crises são fortes ela toma todo e qualquer remédio para dor de cabeça. Qualquer coisa que contenha cafeína e paracetamol e faça passar a dor. É conhecida na família por “roubar” Tylenol da bolsa da mãe ou da irmã. Coisa feia, mas é para o seu bem.
Agora “inventou” a crise de rouquidão. Desde quinta passada fala com voz falha. Foi ao médico e descobriu que é laringite. Sua mãe disse ser “frescurite”. Tudo para ficar em casa e não ir trabalhar. Apesar das dores de garganta que são curadas com amoxicilina e Bi-profenid (cetoprofeno) não é que deu certo o barato de ficar em casa: ganhou atestado médico para três dias! (pessoas do trabalho que estão lendo: estou realmente ruim...)
Nos dez dias pré-menstruais, cruéis para todos que convivem ao seu redor, ingere uma dose de Diserim (bendroflumetiazida + cloridrato de flufenazina), uma espécie de calmante que elimina os hormônios “estressados” através da urina. Não sai do banheiro o dia inteiro. É xixi pra lá e pra cá e bexiga cheia que resultam em um pequeno estresse causado por sua chatice mesmo. Essa nenhum calmante resolve.
Já “naqueles dias” sofre de muita cólica. MUITA mesmo. Já parou no pronto socorro três vezes para tomar buscopan (butilbrometo de escopolamina) com soro na veia. Depois de consultar a doutora gineco passou a tomar um anti-inflamatório de sarar toda dor que existe no corpo: inicox. Quem sofre disso e ainda não experimentou, experimenta! Mas leia a bula antes...
Este foi um breve relato sobre Marina Zyrianoff, sexo feminino, 20 anos. Recentemente descobriu (sozinha) que é hipocondríaca, e procura seriamente terapeuta que resolva o problema. Alguma indicação?
Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado...
Quando as crises são fortes ela toma todo e qualquer remédio para dor de cabeça. Qualquer coisa que contenha cafeína e paracetamol e faça passar a dor. É conhecida na família por “roubar” Tylenol da bolsa da mãe ou da irmã. Coisa feia, mas é para o seu bem.
Agora “inventou” a crise de rouquidão. Desde quinta passada fala com voz falha. Foi ao médico e descobriu que é laringite. Sua mãe disse ser “frescurite”. Tudo para ficar em casa e não ir trabalhar. Apesar das dores de garganta que são curadas com amoxicilina e Bi-profenid (cetoprofeno) não é que deu certo o barato de ficar em casa: ganhou atestado médico para três dias! (pessoas do trabalho que estão lendo: estou realmente ruim...)
Nos dez dias pré-menstruais, cruéis para todos que convivem ao seu redor, ingere uma dose de Diserim (bendroflumetiazida + cloridrato de flufenazina), uma espécie de calmante que elimina os hormônios “estressados” através da urina. Não sai do banheiro o dia inteiro. É xixi pra lá e pra cá e bexiga cheia que resultam em um pequeno estresse causado por sua chatice mesmo. Essa nenhum calmante resolve.
Já “naqueles dias” sofre de muita cólica. MUITA mesmo. Já parou no pronto socorro três vezes para tomar buscopan (butilbrometo de escopolamina) com soro na veia. Depois de consultar a doutora gineco passou a tomar um anti-inflamatório de sarar toda dor que existe no corpo: inicox. Quem sofre disso e ainda não experimentou, experimenta! Mas leia a bula antes...
Este foi um breve relato sobre Marina Zyrianoff, sexo feminino, 20 anos. Recentemente descobriu (sozinha) que é hipocondríaca, e procura seriamente terapeuta que resolva o problema. Alguma indicação?
Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado...
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