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quinta-feira, janeiro 5

Falta 1 semana para os seus 6 anos!

Há 6 anos atrás, tu eras uma pequenina semente que foi crescendo e crescendo no meu ventre.
Já eras luz na minha e nas nossas vidas e ainda nem te conhecíamos, nem tão pouco sabíamos como serias.
Na minha barriga, davas voltas e voltas e eu parava o mundo para apreciar cada movimento teu.
Eu ficava ali a imaginar qual seria a parte do corpo a tocar o meu, de que seriam todas as formas que conseguia, do lado de fora, observar.
A minha barriga parecia um elástico de tantas voltas que a fazias dar.
É mesmo incrível a natureza humana...
Há 6 anos, estava em pulgas e muito ansiosa para o teu nascimento. Provaste-me que não vale a pena planear nem querer controlar o mundo, porque o mundo é que tem o poder. Há 6 anos já só desejava conhecer-te. Sonhava em pegar em ti ao colo, em sentir o teu cheiro e o teu toque. Sonhava com o dia em que te poderia finalmente conhecer.
Falta 1 semana para o teu aniversário. Serão 6 o número dos teus anos. Mas será para sempre infinito o meu amor 💝




quarta-feira, julho 6

Ansiedade Infantil: 5 Dicas práticas que podem ajudar o seu filho!


Todos nós, em geral, uns de forma mais profunda do que outros (se é que o posso dizer desta forma) conhecemos a ansiedade. A ansiedade é algo normal e comum a todos os seres humanos. O desconhecido, o medo desenvolvido através de experiências prévias ou até o medo irracional, muitos deles, associados a diferentes etapas do desenvolvimento, propiciam a experiência de ansiedade. Entre elas, a ansiedade infantil.

 

Antes de pensarmos em estratégias para lidar com a ansiedade é importante perceber o que é a ansiedade afinal.

 

Apesar de a associamos, frequentemente, a algo difícil e doloroso, a ansiedade é uma emoção normal. Ao som da palavra “ansiedade” pensamos quase automaticamente em algo que surge fora do nosso controlo e nos leva para um estado menos confortável. E esta associação, que carregamos por múltiplas razões, acaba por passar para os nossos filhos.

Querem saber como?

 

Antes de entrarmos na parte que vos quero falar, há que relembrar que nem todos os sintomas de ansiedade podem ser atenuados APENAS com estratégias práticas. Há que ter em consideração que a ansiedade pode resultar numa perturbação, que pode surgir em qualquer idade. Desde os mais novos aos mais velhos, todos estamos suscetíveis a experienciar uma perturbação de ansiedade. Nós, adultos, podemos precisar de ajuda profissional, de recorrer a um psicólogo ou psiquiatra, com as crianças devemos fazer o mesmo (o psicólogo e o pedopsiquiatra podem ajudar).

 

A ansiedade infantil pode ser causada por fatores hereditários, aprendizagem do meio, estilos de educação parental ou até mesmo a por situações de vida.

Há ainda que relembrar que as crianças passam por etapas de desenvolvimento diferentes, durante as quais apresentam medos comuns. O medo de ficar sozinho, de dormir num quarto escuro, de monstros, por exemplo, são alguns dos medos mais falados.

 

Enquanto mãe e terapeuta ocupacional procuro sempre focar a minha intervenção ou forma de viver à parte que posso controlar. De forma simples, procuro sempre e, em primeiro lugar, compreender se algo no meio onde as minhas crianças estão inseridas, na forma como me sinto ou na forma como interajo com as minhas crianças está a contribuir para determinada situação.

 

Desta forma, iremos focar-nos em dicas que podem ajudar as nossas crianças de forma prática. Apesar de acreditar que as dicas que irei deixar-vos são ótimas dicas para aplicarem com qualquer criança, sei que podem não resultar com todas. E nesse caso, será necessário procurar ajuda e investir um bocadinho mais, mas por ser demasiado complexo entrar por aí, hoje não irei entrar por aí.

Por isso, antes que leiam as dicas que vos quero deixar, lembrem-se que estamos apenas a falar de uma parte dos casos.

 

Primeira dica: Avaliação

Acredito que, antes de qualquer estratégia, é necessário fazer uma boa avaliação. E a avaliação não deve ser apenas baseada na criança e nos sintomas que ela apresenta. Obviamente que a criança deve ser o ponto de partida e é muito importante estarmos atentos a todos os sinais e identificarmos todos os sintomas emocionais, físicos ou comportamentais. Uma dor de barriga, um pedido para ficar em casa, um pedido de colo “a mais”, uma queixa extra, a falta de apetite, a irritabilidade e algumas dificuldades em dormir são apenas alguns dos sintomas que são importantes identificar.

 

Depois de identificados os sintomas é importante compreender a sua duração. Há quanto tempo surgiram? Têm acontecido de forma continuada ou intermitente? Conseguem identificar algum motivo para que esses sintomas tenham surgido? Por vezes, os motivos são facilmente identificados. Outras vezes não. Por isso é muito importante passar à etapa seguinte…

 

Para qualquer um dos sintomas é importante compreender TODOS os contextos onde a criança está inserida: o contexto familiar, o contexto escolar e todos os outros contextos que ela possa frequentar. É importante identificar se algo mudou, se algo a deixou triste, se de alguma forma, algo a está a perturbar. Por vezes, as crianças chegam a casa e dizem que não querem ir à escola, não porque a escola esteja a ser difícil, mas talvez por outras razões. Por vezes, é porque a mãe ou o pai mudou de trabalho, de rotinas, ora porque está mais presente ou ausente, ora porque está mais agitado ou isolado, impaciente ou irritado. Como criança que é, é normal que tenha dificuldade em expressar o que a preocupa de verdade. E é normal que projete esse desconforto noutras áreas.

 

Por isso, acredito que antes de qualquer estratégia é importante analisar tudo isto e recolher o máximo de informação.

Conversar em família, compreender o que mudou dentro da própria casa a nível de rotinas, de pessoas que a frequentam, de atividades que realizam. Conversar com a escola para compreender como a criança tem estado, com quem tem brincado, se há algo mais para além do que conseguimos ver.

 

Depois… Como sempre digo: olhar para dentro de nós mesmos. Como estou? Como me tenho sentido? Ansiosa? Preocupada? O que tenho feito? Algo diferente? As crianças são sensíveis a alterações e elas compreendem quando também estamos preocupados. Compreender como estamos e tentar reajustar algo se for necessário será importante antes de passar à fase seguinte. Por vezes, este passo é crucial para que os passos seguintes resultem ou não…

 

A fase das estratégias.

Um dos nossos comportamentos frequentes perante crianças ansiosas é o evitamento. Nenhum pai/mãe gosta de ver um filho sofrer. E como não as queremos ver ansiosas, tentamos protege-las dessa emoção. Pedimos que não fiquem ansiosas, prometemos que vai passar, dizemos que vai ficar tudo bem, e por aí fora. É necessário contrariar este comportamento e passar do evitamento à aceitação. É bom que as crianças saibam o que é a ansiedade e mais importante ainda, que a saibam identificar, reconhecer e gerir.

 

Segunda dica:

Por isso, a dica seguinte é: dêem-lhe espaço para que possa sentir como é, para que possa “conhecer” a ansiedade. Mas, como? Explicando-lhe o que isso é. Explicando-lhe que sentir ansiedade é normal. Que toda a gente sente o mesmo quando faz algo pela primeira vez. Sou muito apologista dos exemplos práticos. Para uma criança, que nunca viveu uma determinada situação e para a qual o pensamento abstrato ainda está em construção, é importante compreender a situação de forma mais clara. Demonstrem, com exemplos práticos, que nós também nos sentimos ansiosos quando fazemos algo diferente, que nos sentíamos ansiosos quando fazíamos algo pela primeira vez, quando tínhamos a mesma idade que ela. Com exemplos, torna-se mais fácil para as crianças entenderem a mensagem. Sobretudo com crianças pequenas, é importante partilhar uma história que seja simples, concreta e fácil de compreender. Não incluam demasiada informação. Usem apenas a informação necessária para que a criança consiga focar a atenção no que é realmente essencial. A comunicação tem poder. E com crianças esse poder é quase surreal. Uma boa comunicação, descomplicada e focada apenas no essencial pode transformar uma experiência que se esperava difícil numa experiencia prazerosa. Se puderem incluir um exemplo vosso tanto melhor (senão, inventem um na hora, não inventem demasiado, mas façam uns “truques de magia”). Uma “mentirinha” não irá fazer mal.

 

Depois de aceitarmos a ansiedade como algo normal e passarmos a mensagem à nossa criança de que é normal sentir-se dessa forma, é importante passar à ação propriamente dita.

 

Terceira dica

Dependendo da situação, poderá ser importante conhecer o local. Uma visita ao local onde precisam de ir, um vídeo no youtube que mostre o local ou a experiência pode ser vantajoso. Uma das vantagens da tecnologia é a possibilidade de encontrarmos as mais diversas experiências online. Tentem procurar as que transmitem uma mensagem positiva.

 

Se a criança irá ser submetida a uma experiência “exigente” como uma operação, por exemplo, vocês podem explicar parte do processo. Não contem tudo. Nunca contem tudo (pode ser demasiado). Foquem-se nos medos que a criança apresentar. Não explorem mais do que ela contar. Por vezes, somos nós que lhes introduzimos medos sem percebermos. Ao perguntarmos a um filho “tens algum medo?”, por exemplo, ou algo do género, por vezes estamos a escarafunchar problemas que ela nem tem. Mas porque os transmitimos ela vai dizer que sim e isso pode escalar para um medo real (mesmo que, por vezes, possa ser irracional).

Não contem tudo, mas contem algumas coisas. Passem a mensagem de forma positiva, reduzindo os seus medos a algo mais fácil de lidar.

Por exemplo, ao invés de lhes dizerem “Estás com medo? Tens medo que possa doer? Pode doer um bocadinho…” digam-lhe “quando a operação terminar não voltarás a ter as mesmas dificuldades que tens tido. Mas não sabemos muito bem se vai doer, porque todos somos diferentes. Se calhar pode doer um bocadinho mas vai passar rápido, só precisamos de ficar 3 dias no hospital. Sabes, alguns meninos não sentem dor, outros sentem um bocadinho e vamos conhecer muitos meninos que fizeram o mesmo que tu. E sabes, se doer um bocadinho podes tomar remedinho para ajudar. E vamos preparar uma mala especial, podes levar o teu boneco preferido”. A forma como comunicamos, mais uma vez, pode fazer toda a diferença.

Transmitir que não sabem ao certo se irá sentir dor, que existe essa possibilidade mas nem todos somos iguais, que depois de acordar ficará a descansar, e aí enumerem todos os aspetos positivos. Antes de relatarem e focarem na parte difícil, experimentem começar pela parte positiva de forma a captarem a sua atenção. Começar pelo oposto pode prender a sua atenção para a parte difícil e a criança pode perder o foco depois e aí a mensagem positiva já não chegará. Certifiquem-se de que a criança está disposta a escutar. Não adianta conversar se o recetor estiver cansado ou desinteressado.

Resumidamente, ajudem que a criança a focar-se no lado positivo dessa experiência. E só depois, mas durante a mesma conversa, introduzam os desconfortos associados. O poder da comunicação é muito importante e a forma como lhes comunicamos algo faz toda a diferença na forma como irão receber a mensagem e viver a experiência.

Se passarmos a mensagem positiva de que aquilo é importante, mas que é normal sentir medo, desconforto, que é normal chorar, damos espaço à criança para sentir tudo o que tem que sentir, mas sempre com a mensagem de que aquilo é essencial e normal. Que acima de tudo é isso, normal. Acolher, normalizar e relativizar são sempre as melhores estratégias para qualquer situação.

 

Quarta Dica: Outra estratégia que faz parte da minha lista de recomendações é dar TEMPO à criança para ela assimilar a mensagem. Mas não dar tempo demais. Como assim? O tempo que devemos dar a uma criança de 4 ou 5 anos é completamente diferente do que uma criança de 7 ou 8 precisa.

Uma criança pequena não tem o mesmo entendimento sobre o tempo que uma criança maior. Pensem no countdown para o Natal. As crianças pequenas não compreendem o que são 24 dias, enquanto as maiores podem compreender. Por outro lado, usar pistas visuais pode ajudar a criança a não ficar tão ansiosa. Mas isto dependerá da situação, da criança e obviamente da dinâmica familiar.

Outro aspeto que terá impacto é a fase de desenvolvimento que a criança está a atravessar. Por isso, se sentem que a vossa criança está a viver uma fase bastante delicada e tem sido difícil ajudá-la a controlar a ansiedade, não contem tudo com antecedência. Contem perto do acontecimento. Mas até lá, trabalhem para lhe dar estabilidade emocional. Foquem-se em promover rotinas estruturadas e satisfatórias. Procurem ainda, durante esse tempo, passar a mensagem com exemplos de outras situações, utilizando a brincadeira como meio para passar a mensagem de forma bem informal. Outra forma de as preparar pode ser através de objetos. Incluam um objeto (ou mesmo alimento) na sua rotina para que a criança se familiarize com isso antes da situação real.

 

Quinta Dica: Por fim, acreditem em vocês e na vossa capacidade de gestão. Acreditem que, por muito difícil que seja para vocês contornarem esta situação, vocês são capazes de ajudar a vossa criança como ninguém.

E claro, se com todas estas estratégias, implementadas com consistência, sentirem que mesmo assim, a ansiedade não vai embora, por favor, não esperem mais tempo e procurem ajuda de um profissional.

Se por outro lado, identificaram que algo do que escrevi pode ajudar, mas ficaram com dúvidas e gostavam de explorar, estou disponível para conversar. Se puder ajudar, será um prazer. Senão, posso sempre orientar a procurar um profissional diferente.




terça-feira, janeiro 25

Carta ao filho... Sobre a vida...

 

Meu filho… desculpa se às vezes sou chata e falo mais do que devia sobre coisas aleatórias da vida.

Só quero que aprendas, meu amor, mais depressa do que muitas pessoas sobre o valor da vida e o quão bonita ela pode ser. Só quero ensinar-te o pouco que ainda sei, que se fores capaz de focar o olhar naquilo que é essencial tu conseguirás reconhecer o que te faz feliz e ignorar o que te faz mal.

Quero que tenhas interesse em aprender sobre o mundo, é realmente importante; mas quero que reconheças que o conhecimento sobre a vida é ainda mais impactante.

Quero que aprendas tudo o que precisas de aprender na escola, mas que saibas pegar em cada matéria dada e aplica-la no mundo cá fora.

Quero que sejas bom a geografia, mas que mais do que identificar todos os continentes do mundo, que sejas capaz de identificar o que vives dentro do teu próprio mundo.

Quero que reconheças e saibas enumerar todos os países e respetivas capitais, mas que acima de tudo sejas capaz de reconhecer as emoções que sentes e distinguir, entre todas, as que sentiste mais.

Quero que aprendas muito sobre matemática, que possas fazer todas aquelas contas difíceis com letras e equações, mas que saibas antes de mais, que a equação da vida só será bem-sucedida se lhe somares coisas que amas fazer, lhe diminuíres as que te fazem mal, se multiplicares as tuas paixões e dividires com pessoas que te amam de verdade.

Quero que aprendas várias línguas, mas que sejas capaz de compreender que a comunicação não é feita apenas da linguagem, mas também pela capacidade de interpretá-las.

Quero que saibas correr, saltar, jogar basquetebol e até futebol, mas acima de tudo que compreendas que o desporto faz bem, às vezes, o vício do jogo é que não.

Quero que aprendas a programar, que sejas capaz de construir um qualquer programa teu. Mas acima de tudo, quero ensinar-te que a maior programação que terás em mãos será a de atualizares constantemente o cérebro que é só teu.

Meu filho aprende sobre tudo, descobre o mundo, mas nunca levantes os pés a uma altura que deixes de sentir o chão e nunca largues das mãos o que tens de melhor: o toque com que tocas o mundo e que to permite descobrir com todas as sensações.

Podes saber um milhão de coisas e ao mesmo tempo não saberes nada. Porque não há conhecimento maior do que aprender a viver da melhor forma esta que é a tua jornada. Por isso, não te incomodes com este meu papel. Porque tu ficaste com a melhor parte: A ti cabe-te apenas viver. A mim, cabe-me esta parte mais chata.




terça-feira, maio 18

Como é que lhe vou explicar?

Como é que lhe vou continuar a explicar que o mais importante é o seu valor se ele vive num mundo em que as pessoas só valorizam o “exterior”?

Como é que lhe vou continuar a explicar que o mais importante é ser quando ele vive num mundo em que todos só querem ter?

Como é que vou continuar a explicar que o mais importante é adormecer de consciência tranquila se ele vive num mundo que o que importa é o que se mostra?

Como é que lhe vou explicar para não se deixar levar por desconhecidos se ele vê o mundo a chamar querido a quem nunca viu?

Como é que lhe vou continuar a explicar que é importante estudar, aprender, enriquecer o seu conhecimento se ele vê que a sociedade passa a vida a “trolar”?

Como é que lhe vou continuar a explicar que é importante comunicar se as pessoas nem um post sabem comentar?

Como é que lhe vou continuar a explicar?

Tentando da mesma forma. Pousando o telemóvel, não ficando todo o tempo no livre no telemóvel, comentando e apreciando o que vejo e o que ele vê, e explorando o sentido de tudo isso. Não podemos controlar o mundo, mas podemos tentar controlar a forma como olhamos para ele, o que absorvemos dele, o que deixamos nele. Eu não sou a pessoa bonita, das fotos bonitas, das frases imaculadas. Eu sou a pessoa que pensa, porque desde sempre o pensamento foi a minha melhor defesa. Não quero que o meu filho seja igual, mas quero que aprenda que pensar por ele não tem mal.

Não lhe quero dar uma resposta, nem tampouco um caminho, mas quero que ele possa ter a capacidade para pensar sozinho.

E se por um lado, vivemos todos mais cheios de informação, ao mesmo tempo damos valor a tudo o que não tem qualquer noção.

Passar de um extremo ao outro nos valores da sociedade não me parece a melhor forma de criar uma geração feliz e saudável. A vocês sim?



segunda-feira, maio 17

Ser mãe é ser raiz...

 

Ser mãe é ser a raiz.

Não é fácil ser raiz e carregar com os troncos, as folhas, as flores… Não é fácil ser raíz e ver os pássaros pousar e levantar voo vezes sem conta…

Não é fácil ser raiz e ter que alimentar a vida que surge a partir daí.

Mas se há algo que eu quero ser é uma raiz forte e segura, capaz de doar o seu melhor alimento, que possa ser o alicerce para a vida.

Ser raíz é fazer o trabalho em silêncio, trabalhar pela madrugada fora. É saber filtrar qual o melhor alimento e dosear a quantidade certa para cada estação. Ser raíz é ser algo que ninguém vê, que ninguém fala, ninguém aprecia. Não me importo de ser a raíz que se esconde, talvez um dia possa brotar da escuridão e apreciar todo o trabalho que fiz…

 

Mas eu sou apenas a raíz. A raíz onde a vida começa.




quarta-feira, abril 7

Quadro de rotina: Escovar os Dentes

Olá!

Espero que esteja tudo bem convosco.

Ontem não trouxe nenhuma partilha, peço-vos desculpa pela falha, mas hoje cá estamos novamente. E desta vez com uma atividade de vida diária: lavar os dentes.

Já aqui partilhei dois posts sobre o tema, deixo abaixo os links para que possam rever (ou ver pela primeira vez se for o caso :))


Higiene Dentária na Infância - Parte 1

10 dicas para ajudar com a higiene oral


A minha experiência pessoal e como mãe de dois mostrou-me que volta e meia a vontade de lavar os dentes fica meio adormecida. Acredito que esteja relacionado com a idade e com a falta de vontade para cumprir e, de certa forma, perder tempo com estas tarefas básicas do dia-a-dia.

Por isso, há umas largas semanas criei uma nova rotina de escovar os dentes. Adaptei às duas idades diferentes, uma para o Gabi (mensal) e uma para a Estrela (semanal).

Desde a implementação desta tabela que as rotinas voltaram a correr muito melhor.

As pistas visuais são sempre bons aliados ao cumprimento de tarefas :)

Resolvi partilhar convosco.

Deixo as imagens para que possam ver.

Como não o sei fazer de outra forma, se quiserem que vos envie um modelo igual ao nosso (em inglês ou português) basta enviarem email para blogdamamalu@gmail.com ou uma mensagem privada pelo facebook ou instagram.

E por aí? Como têm corrido as rotinas de escovagem dos dentes? Também sentem que volta e meia a preguiça tenta vencer?








quinta-feira, setembro 3

ATIVIDADE DO DIA: Cubos Sensoriais DIY

Como atividade do dia de hoje apresento-vos uma das nossas relíquias.

Trata-se de uma adaptação, feita com cubos de empilhar. Aproveitamos uns cubos bem antigos, do tempo de criança do pai e demos nova utilidade. Vários deles estavam danificados, já não continham as imagens todas e outros estavam partidos. Então, nada melhor do que uma adaptação bem caseirinha e uns pozinhos mágicos para tornar a atividade reutilizável e bem apelativa.

Como podem ver pelas imagens, juntei alguns cubos dois a dois (os que estavam quebrados) e coloquei diferentes coisas lá dentro. Massas, arroz e bocadinhos de neve de Natal (que também estavam para o lixo). Forrei com bastante fita cola e voilá! Uma nova atividade, baratinha e muito muito estimulante.

Este tipo de atividade, com objetos torna-se bem estimulante para os sentidos e pode ser feita com tantos materiais quantos possam imaginar. Olhem para objetos que tenham em casa, garrafas vazias, potes vazios, latas vazias e porque não dar-lhes uma segunda vida?

As atividades sensoriais podem ser tão fáceis de criar como esta e permitir bons momentos de brincadeira.

Podem utilizar atividades deste tipo com crianças de todas as idades. A partir dos 6 meses poderão começar a interagir cada vez mais com objetos, através da preensão e conseguinte manipulação dos mesmos, tornando-se, a pouco e pouco, os atores principais da sua exploração.

Como dica para hoje deixo: olhem sempre para os objetos de forma a poderem dar-lhes uma segunda oportunidade. E talvez possam descobrir atividades muito especiais a partir de objetos simples que já não teriam qualquer interesse.

Fica o desafio ;)

Se criarem algum tipo de atividade deste tipo ou porque se recordaram desta dica, partilhem comigo. Ficarei muito muito contente por saber que desse lado também dão segundas oportunidades ;)






terça-feira, julho 2

Jogo para crianças mais velhas: FÁBRICA DA ESCRITA

Uma das coisas que considero muito importantes para o desenvolvimento infantil são os jogos infantis. O Gabi tem imensos. Podia falar sobre vários, mas vou deixar aqui um que é perfeito para as férias escolares. Sabemos que nas férias os miúdos não querem saber de TPCs nem de tarefas que estejam relacionadas com as aulas. Por isso, nada melhor do que estimular alguns conhecimentos com atividades lúdicas. Este é um jogo muito completo e com uma qualidade excelente.

Este jogo ensina sobre classificação de frases, nomeadamente sobre adjetivos, nomes comuns, verbos, entre outros. É um bocadinho complexo, mas poderá ser introduzido no 2º ano de escolaridade (dependendo do programa que cada turma completou). Mas será algo importante durante todo o ensino do português. 

O Gabi já o tem há 3 anos. Foi presente de aniversário. Entretanto, estive a procurar na internet se ainda se encontraria à venda e encontrei disponível na Bertrand. Deixo o link para o caso de quererem dar uma olhadela :)
(No site da FNAC aparece como indisponível. Não sei se pela procura ou por falta de stock.)


terça-feira, março 26

Brinquedos úteis [Sugestão de terapeuta]


Já partilhei convosco que sou um bocadinho chata no que diz respeito a brinquedos? Saber escolher brinquedos de entre todos os que existem à venda nem sempre é tarefa fácil.
Pessoalmente, gosto de investir em algo que traga diferentes benefícios e permita o desenvolvimento de várias competências ao mesmo tempo. Desde o nascimento do Gabriel, sempre fui bastante exigente com a escolha dos brinquedos mais estimulantes e que valham, de facto, o preço. Um dia ainda vos mostro todos os brinquedos dele (que agora são dela)
Um dos brinquedos que deveria fazer parte de qualquer quarto de criança é a piscina de bolas. A quantidade de vantagens e brincadeiras que ela permite são incríveis.
Para além da motivação que qualquer criança possui ao olhar para uma e da diversão que é sempre garantida, ainda podemos promover diferentes competências, dependendo do jogo que propusermos.
Podemos promover competências ao nível da coordenação motora global, equilíbrio, coordenação óculo manual, interação social, percepção visual, dos sentidos, entre outras. Isto, falando em competências, porque a quantidade de aprendizagens são imensas: cores, atirar, agarrar, dar, segurar, esconder, mergulhar, rebolar, e por aí fora...
E, a partir de que idade podemos utilizar uma piscina de bolas? Eu diria desde que o bebé começa a sentar. O bebé pode sentar-se ainda encostado a uma das laterais da piscina, desde que apoiada sobre uma superfície que a mantenha estável e a partir daí há um mundo de cores e bolas para descobrir. Podemos aproveitar e colocar bolas de diferentes tamanhos e formas para que a exploração possa ser ainda mais enriquecedora.
Fica a dica ;)



quarta-feira, outubro 3

Ufa, mais um dia chega ao fim... ou ao início?!

Acabou a luta, por agora. Das coisas mais difíceis para mim é não ter filhos que durmam bem. Os primeiros 2 anos do Gabriel foram tão maus que por algum tempo desisti de me deitar para dormir. Era muito menos cansativo se não o fizesse. Na altura estudava, não sei como aguentei. Desta vez, o cenário repete-se. As noites são uma coisa do outro mundo. A Estrela dorme por ciclos e, entre eles passa a noite a chorar, a pedir mama. Para ajudar, há fases em que demora tempos infinitos a adormecer. Só espero que esta fase passe e que ela comece a dormir melhor... Como em tudo na vida, não há pessoas perfeitas. Que o defeito dela só dure 2 anos. Já só faltam 4 meses.. Hei-de lá chegar.

Agora que a noite começa para eles, será que sobra um bocadinho de tempo para mim?
Veremos como corre...


quinta-feira, setembro 20

Uma imagem e um sorriso

Há imagens que valem tanto, mas tanto. Que são capazes de apaziguar a saudade, de nos trazer recordações e fazer reviver sentimentos inexplicáveis.
Há imagens que valem tanto, mas tanto. Que são capazes de nos trazer partes de nós, perdidas no tempo.
Há imagens que valem tanto, mas tanto... Há imagens capazes de nos devolver a inocência, a serenidade e tranquilidade com que é possível encarar a vida.
Há imagens que valem tanto e nos transportam para onde momentos tão simples e bonitos. Que são capazes de nos voltar a fazer acreditar em coisas que havíamos esquecido.
Há imagens que valem tanto, mas tanto... Esta é uma dessas imagens. Uma imagem que reporta momentos únicos, de extrema felicidade. Esta é uma dessas imagens, capaz de contagiar com a alegria que transmite. Porque ela está lá.
Espero que a vossa semana esteja a ser imensamente feliz, porque afinal é apenas isso que importa: ser feliz.
Por cá, estamos entre tantas coisas que não tenho sido capaz de vos atualizar de tudo. Mas, prometo prometo prometo que vos irei colocar a par de tudo.
Mal posso esperar ;)


terça-feira, setembro 18

O último primeiro dia de escola


Deixei-te na escola, à hora de abertura. Observei-te até te perder de vista. E, enquanto olhava para ti, de costas voltadas para mim, só pensava na quantidade de coisas que deixamos por fazer este verão…
Como queria chorar ali, desalmadamente, como se não houvesse amanhã. Como queria que aquele fosse o último dia de aulas, antes das férias, e não o primeiro.
Foi duro deixar-te e, com isso, deixar para trás mais um verão. O tempo parece-me sempre tão pouco para tudo aquilo que gostaria de fazer contigo. Queria ser capaz de dar-te o mundo, todos os dias, sem exceção. Queria ser capaz de construir histórias maravilhosas, únicas, inacreditáveis, daquelas que nos fazem tremer e vibrar de emoção. Gostaria de ser capaz de rechear a tua história com milhares de histórias maravilhosas. Mas, não sou. Ao ver-te, de costas voltadas para mim, ao mesmo tempo que me despedia das férias de verão, pude ter a certeza de que não tenho sido sempre assim. Pelo menos, não o sou todos os dias, como gostaria. Se soubesses o peso que trago dentro de mim, por não ser capaz de dar-te mais e mais… Se soubesses o peso que a consciência de uma mãe inquieta acarreta, talvez me apertasses ainda mais em cada abraço, talvez permitisses que eu te “esmagasse” mais em cada colo que te dou.
Durante as férias, foram várias as vezes em que o cansaço tomou conta de mim, mas ao olhar para ti, e para momentos como este, sinto que toda a energia se recupera. Quero aproveitar ao máximo todo o tempo que estiver contigo, todos os dias, semanas, sempre e para sempre. Quero ensinar-te coisas novas, sejam elas descobrir palavras diferentes no dicionário, resolver problemas de matemática, ou simplesmente subir mais alto da próxima vez que trepares uma árvore. Quero ensinar-te o quanto é agradável estudar, mas ao mesmo tempo, mostrar-te que é bom demais quando conseguimos saborear tudo o que existe para além dos muros da escola.
Meu filho desejo-te um ano letivo tão, mas tão bom, e desejo de igual forma, contribuir para isso.
Depois de perder-te de vista, virei costas, voltei para casa e prometi à tua irmã: logo voltaremos para buscar o mano, com a calma necessária para escutar todas as suas histórias.
E, assim foi. E o primeiro dia terminou.

sexta-feira, setembro 14

Primeiro dia de aulas: IMAGENS PARA FOTOS

Esta semana foi a semana do Regresso às Aulas.
Ora, que novidade! ahah
E, como não podia deixar de ser, tinha que haver qualquer coisa no blog sobre esta data. 
Bem, na verdade já houve. Já partilhei convosco um texto que escrevi para o meu finalista :) Ai que orgulho!

Mas, hoje queria partilhar convosco algo mais: umas imagens para impressão para servirem de legenda à fotografia do 1º dia de aulas.
O primeiro dia já foi? Não há problema! Temos aí o fim de semana para registar a data como se fosse no próprio dia. O importante será (julgo eu), daqui a uns anos, eles poderem observar a diferença... Como cresceram e como modificaram com o tempo...

Se quiserem, estejam à vontade para utilizar as imagens.
Por cá, iremos utilizar a que nos diz respeito :)

Bom Ano para todos!

(P.S: Para imprimir, basta clicar na imagem. Se tiverem dificuldades, enviem msg ou email que eu reencaminho-vos a imagem que desejarem)












quinta-feira, setembro 13

ATIVIDADE: Animais da Quinta - Para Impressão

Já aqui disse várias vezes que um dos intuitos do blog é armazenar pesquisas. Sou uma pessoa muito curiosa, que gosta de criar as suas próprias atividades. Quando se fala nos mais novos, não deve haver quem me conheça que não saiba desta minha paixão :)

Hoje, deixo-vos algumas imagens que poderão imprimir para trabalhar o tema "Animais da Quinta".
Existem imensas formas de o fazer, dependendo do objetivo que pretendem trabalhar.


Fonte


Fonte

No site da FlashCard Online encontram mais imagens de animais, mas imagens reais.

As imagens têm boa qualidade, pelo que poderão imprimir em tamanho pequeno ou grande, em papel de impressão comum ou em papel de fotografia.

Boas impressões!

terça-feira, junho 12

17 meses de ti, Estrela


Dia 12. Todos os dias 12 são especiais.
Cada mês marca uma nova etapa. E, como em qualquer etapa, traçamos sonhos e objetivos. O nosso tem sido sempre o mesmo: fazer de ti uma menina feliz.
Hoje assinalas 17 meses de vida. Quase 1 ano e meio de gente. Tanto haveria para contar sobre esta aventura…
Apesar de, neste momento, ter razões muito fortes para lamentar-me (cof, cof), prefiro olhar para aquilo que realmente importa, que são as coisas boas que tu nos dás a cada dia que passa.
Apesar das noites mal dormidas, do cansaço acumulado, das olheiras, da pele seca e ressequida, do cabelo atado e mal tratado, tenho aprendido tanto contigo que só consigo pensar nisso como o melhor do mundo.
Tu és, de facto, uma Estrela. Não haveria nenhum outro nome que melhor resumisse aquilo que tu és. És fantástica.
Adoro tudo em ti… Aquele teu jeitinho engraçado de sorrir de tudo, para todos, derrete qualquer coração. És uma menina simpática, que adora brincar com os outros meninos, que adora comunicar com as pessoas mais velhas. Apesar dos teus medos, demonstras ser uma menina destemida… Procuras sempre a novidade e isso dá-te tanto gozo… És dócil, tão dócil, que dá vontade de manter-te apertadinha contra o peito todo o tempo do mundo. És simples, mas adoras todas as lamechices de menina crescida. Adoras a natureza. Não podes passear pelo jardim sem um par de folhas ou flores na mão. Adoras cantarolar. Cantas os parabéns como ninguém. Naquela tua linguagem, que só os bebés entendem, mas acompanhas sempre a música do princípio ao fim. Danças como ninguém. Se um dia te tornares bailarina, terás sempre uma história de vida nesta área para contar. Adoras o mano. Ui, se adoras! Ele é o teu ídolo. Estás sempre à procura dele, na esperança que ele brinque contigo. E, ele sabe fazer-te rir como ninguém. E esse riso? Essas tuas gargalhadas, fortes e sinceras, são capazes de nos fazer esquecer todo o cansaço acumulado.
És uma menina tão simpática, tão fofinha, tão linda, que tenho a certeza que irás conquistar o mundo, e fazer dele o que desejares.
Minha Estrelinha, as aventuras mais especiais são sempre difíceis de transcrever. E, por muitos registos que se façam, haverá sempre algo mais a dizer sobre ti em cada nova etapa. Espero que, um dia, possas reler estas lembranças, que descrevem um bocadinho de ti, a cada etapa que assinalamos.
Princesa amo-te muito! Que continues a crescer feliz e a contagiar com esse sorriso maravilhoso e essa forma doce de ser.
PS:Gostaria de poder registar muito mais memórias, mas enquanto não deixares a mamã descansar em condições, farei apenas os registos possíveis. (ahahah)

12.06.2018

sexta-feira, janeiro 12

1º ANIVERSÁRIO DA ESTRELINHA

Hoje é um dia especial. Muito especial. Um dia importante. Um dia que será comemorado para sempre, como único.
Hoje, tu completas o teu primeiro aniversário.
Tu vieste para nos completar. Para nos trazer ainda mais felicidade, mais gargalhadas, mais momentos só nossos. Tu nasceste para preencher o que ainda nos faltava, para nos trazer mais cor, para dares mais ânimo ao Gabriel.
Tu vieste para nos provar que é preciso rever tudo aquilo que nos faz falta, para nos dar mais força para lutarmos por aquilo que acreditamos, para nos dar mais serenidade, mais tranquilidade. Tu nasceste para nos trazer mais agitação, mas ao mesmo tempo, mais capacidade.
Tu és uma bebé especial. E serás sempre. És a nossa Estrelinha, mas ao mesmo tempo, a Estrelinha de muita gente que te conhece, e que gosta de ti. Porque o teu sorriso cativa, a tua simpatia é contagiante. Tu és muito mais do que imaginei.
Durante este ano, são muitas as coisas que nos tens ensinado. Crescemos contigo da mesma forma que tu cresces connosco. Ainda só passou um ano, mas já foram tantos os desafios que enfrentamos juntas. Ainda só passou um ano, mas já foram tantos os dilemas com os quais tivemos que lidar. Foram muitos os desabafos e os sonhos alcançados.

Parabéns meu amor pequenino, pelo teu 1º aniversário.

Que seja sempre um dia muito feliz!
Estaremos aqui, firmes, fortes e unidos para o que der e vier.
Amamos-te infinitamente.